Mostrando postagens com marcador Leo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leo. Mostrar todas as postagens

Personagens Marcantes

quinta-feira, 13 de março de 2014

Por Léo Knightwalker

Personagens marcantes... O que dizer sobre eles? Poderia dizer que eles são a graça das histórias? Sim! É claro que há os personagens principais, que roubam quase toda a cena. Mas por que eu disse “personagens principais”? Simples! Contem quantas histórias e filmes, somando livros, gibis e mangás, que o personagem mais marcante do enredo é o personagem principal, e aí você entenderá a minha colocação. 

Sinceramente, creio que o personagem marcante é a razão do leitor continuar lendo a história, pois ele é o mais carismático e o mais respeitado, muitas vezes o mais odiado... Enfim, ele acaba roubando os holofotes do personagem principal. Peguemos o exemplo do filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas”, e até aqui acho que nem preciso dizer de quem vou falar!

Sim, o Coringa! Quem não o acha o mais carismático dos personagens desse filme? Digo isso porque ele é basicamente o centro do filme, pois tudo gira em torno do que ele faz. Claro que há sua personalidade marcante, doentia, psicopata e sem senso de humanidade e amor ao próximo. Uma pessoa sem escrúpulos e completamente caótica. Um ser humano bem desprezível, não acha? E mesmo assim ele é o mais emblemático dos personagens do Batman. Acho que é seu belo sorriso desfigurado por facas. Ou navalhas. Ou tesouras. Enfim, foram lâminas afiadas. Ele nunca diz o que realmente o deixou assim. 

Nem sempre o personagem marcante da história é o vilão. Um exemplo? A charmosa e extremamente sensual e fielmente cega por seu marido, a bela Jessica Rabbit. Sim, ela mesma! Olhos verdes, cabelos ruivos, lábios carnudos, vestido vermelho provocativo... Ela é o perfeito exemplo de que nem todo personagem marcante tem grande desfecho nas histórias. Cá entre nós, ela não teve grande papel no filme, somente o de deixar os homens babando pela sua aparência e bela voz. E ela entra na categoria dos personagens emblemáticos causadores de problemas dos personagens principais, como a belíssima Mulher-Gato, que esbanja sensualidade e cheira a problema. Mas a gatuna está isenta das maldades, pois às vezes atua como ajudante do Morcego. 

E quando o emblemático da vez é o herói? O protagonista? Wolverine. Esse nome diz tudo: amado pelos fãs, desejado pelas garotas... Um super-herói que consegue ser o destaque mesmo quando ele só faz aparições especiais em alguns quadrinhos, apesar dos filmes o terem como referência principal. Outro personagem é o V, do filme “V de Vingança”. Recentemente tivemos seu rosto estampado nas faces dos nossos jovens revolucionários da mais atual revolução (Revolução dos Vinte Centavos). Ele vai além de um personagem de um filme, é um símbolo da anarquia, de revoluções contra o governo. Fora que o personagem tem aquela voz marcante do filme, junto com sua exímia inteligência. 

Vamos falar dos meus favoritos, ok? Primeiramente, o Darth Vader: todo de negro, sombrio, poderoso vilão da franquia “Star Wars”. Ele era a representação do mal no espaço sideral, o ladro negro da Força no Universo. Chega a ser nostálgico relembrar sua respiração através de aparelhos, fazendo um chiado robótico. Bem sinistra a sua imagem.

E o todo poderoso Mewtow, de Pokémon? A verdadeira definição de Pokémon Lendário! Senso nenhum de simpatia por humanos, que controlava com sua telecinese e telepatia. Desprezo total por criaturas que ele julgava “inferior”. Também um símbolo de poder, força e magnificência, assim como o vilão Magneto, que fazia questão de mostrar sua superioridade sobre humanos, e também não houve homem que sobrepujasse seus poderes, nem mesmo um exército de robôs Sentinelas exterminadores de mutantes. Ele destruiu todos com seus poderes. O que todos eles têm em comum? São símbolos vivos de poder!

Beleza conta? Sim! Lara Croft, Mulher Maravilha, Garota (Marilyn Monroe, O Pecado Mora ao Lado), Mikaela Banes (Transformers), Mulher-Gato... Símbolos sexuais e poder feminino! Todas elas personagens marcantes em suas respectivas histórias, assim como Indiana Jones, Jack Sparrow, Chuck Norris, Vegeta, Charlei e Alan Harper, Chaves, Chapolin Colorado, que são conhecidos por suas atitudes, charme, magnetismo pessoal, dinheiro e fama. Tudo contribui para que tornem os personagens emblemáticos. Todos eles mais que marcantes nas suas devidas franquias.

Aí vem a questão que mais deve importar: quero um personagem desses na minha fic, como o crio? Simples!

Alguns passos para criar seu “Personagem Emblemático”:

1. Creio que esse seja o mais importante dos tópicos: faça-o ser notado por algo grande. Como? Conquistador de Mundos, atraente o suficiente para conquistar a total atenção do personagem principal. Fazê-lo o mais forte, o mais poderoso... Tudo isso ajuda muito na criação dele;
2. Grande desfecho para ele. Seja uma grande entrada triunfal, a sua fama imensurável... Seja um feito nobre, que roube o coração das garotas, ou a inimizade com o principal, ele precisa de um desfecho grande na história, que leva ao primeiro tópico: ser notado;
3. Charme: não importa quem ele seja, se vilão ou herói, ele precisa ser o mais notável do lugar! Seu sorriso brilhante, seu olhar desprezador, sua voz de veludo, seu andar de bad boy, cabelos longos e ruivos junto com um par de olhos sedutores... Personalidade também é importante, seja ele arrogante, agressivo, fechado, misterioso. Ele tem que ter aquele charme que conquista por onde passa, seja andando rebolando como a Rainha Elsa de Arendelle, ou aquela atitude ruim de apaixonar-se pela mulher do irmão, que o vampiro Damon Salvatore tem;
4. Carisma. “Mas você já citou charme acima, não é a mesma coisa?” Eu também sei ler mentes. O Carisma representa a força do caráter, capacidade de persuasão, magnetismo pessoal, liderança, habilidade de influenciar os outros e a beleza física de um personagem. Charme está em carisma, mas carisma engloba mais coisas, pois representa a força da sua personalidade, não apenas como ele é visto pelos demais em um cenário social específico. Ou não! Muitos personagens são como Smeagol, que é feio pra caramba! Ou como Joffrey, que é simplesmente detestável. Funciona tirar o carisma de algumas pessoas;
5. Características psicológicas: Essa não é para o personagem, e sim para você, escritor. Hã?! Explicando: é preciso fazer com que o personagem diga “eu sou o que você quer ser, não o que você quer que eu seja”, e isso faz com que o leitor se identifique com ele. Mas não conheço ninguém que voa, seja ninja ou muito menos a cara do Johnny Depp! Simples, pequeno gafanhoto! Crie um nome que as pessoas vão dizer “eu queria esse nome”, características físicas mais próximas do desejo do leitor, história que ele vai querer participar e viver depois de lê-la... Mexa com a cabeça do leitor, faça com que ele queria ser o personagem, que ele almeje, no mínimo, se tornar algo parecido. Mexa com o psicológico do leitor e tente expressar isso, senão você criará um personagem qualquer, um simples antagonista. Ou um figurante de importância;
6. Personagens com defeitos: “Ah, ela é tão linda! Pena que é arrogante...”, “Nossa, que senso de justiça incorruptível! Mas não entendo como um sujeito desses fuma como uma caipora!” Esses personagens são deuses e ao mesmo tempo humanos. E como mostraremos isso? No contexto! A espiã russa de cabelos curtos ajeita seu equipamento enquanto seu chefe fala: isso mostra a independência da espiã e não um símbolo de beleza, já que cortou seus cabelos ruivos, abolindo-se da vaidade feminina, enquanto também mostra que é arrogante, pois não presta atenção ao que seu chefe diz, demonstrando que ela faz o que quer fazer. Se ela for ruiva por simplesmente ser ruiva, nem cite isso demais, pois empobrece o texto. Mostre a humanidade do personagem com o desenvolvimento da história, para mostrar que ele é o cara, porém também tem medos, assim como Dr. Destino, o maior vilão da DC, não é o mais poderoso mago de todos, pois sua arrogância não deixa que ele aprenda mais magias ou expanda seu poder.

Pois bem, o personagem emblemático é aquele que todos gostariam de ser, aquele com quem nos identificamos e que queremos ser. Admiração geral da sua legião de fãs deve ser a prioridade máxima da criação do personagem. Faça com que eles (fãs) se apaixonem pelo personagem, pois ele é, por si só, apaixonante, seja por beleza, personalidade, habilidades e poder. Quem não gosta do Máscara, pela sua atitude caótica e engraçada, fazendo o impossível do possível? Sinceramente, eles são os maiores personagens.

4

Plágio

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

This is not yours.

Por: Bloody Heartless 
(beta reader liga dos betas)


Olá, galerinha,

Primeiramente quero dar-lhes uma explicação do que vem a ser plágio, ou de quando uma obra é caracterizada como plágio. Segue explicativa abaixo:

Plágio significa copiar ou assinar uma obra com partes ou totalmente reproduzida de outra pessoa, dizendo que é sua própria, e é um termo oriundo do latim. O plágio pode ser de qualquer natureza, como em livros, música, obras, fotografias, trabalhos etc... 
O plágio ocorre, quando um indivíduo copia o trabalho de alguém e não coloca os créditos para o autor original. O Plágio é a cópia não autorizada de várias informações, e é considerado crime, previsto no Código Penal Brasileiro, e na lei 9610. É considerado uma atitude antiética em vários países e como crime de violação de direito autoral. (Disponível em: www.significados.com.br).

O termo plágio definido pelo dicionário priberam:

Plágio:
(latim plagium,-ii, roubo de escravos, plágio)
s. m.
1. Ato ou efeito de plagiar.
2. Imitação ou cópia fraudulenta. 


Plagiar, em poucas palavras, seria copiar a obra de alguém (textos, músicas, falas etc...) sem dar-lhe o devido crédito e, em alguns casos, o ônus devido. 

O primeiro caso de plágio registrado na história brasileira foi a cópia do quadro Friedland, em 1807, do artista Jean-Louis Ernest Meissonier (que retratava uma conhecida vitória de Napoleão Bonaparte) pelo artista brasileiro Pedro Américo, em 1888, que chamou “sua obra” de O grito do Ipiranga, retratando a cena da Independência do Brasil. Não obstante, a obra do brasileiro não retratava nem de perto a realidade dos acontecimentos da época (Brasil colônia), que tinha a coroa ruindo em seu desespero e o príncipe regente (D. Pedro I) fisicamente indisposto.


Acabei de citar sobre um brasileiro que plagiou uma obra internacional (embora nunca tenha sido provado que a obra realmente fosse um plágio, a semelhança esteja nas imagens), mas mostrarei também o contrário:


A obra Max e os felinos, publicada em 1980, pelo escritor Moacir Sciliar foi, em parte, plagiada pelo autor canadense Yann Martel, autor da obra As aventuras de PI, cujo livro rendeu, além de fortuna, um filme de mesmo nome da obra. A hipótese sobre o possível plágio do autor Yann surgiu quando, Moacir, em entrevista, disse que o Best Seller The life of Pi continha parcialmente trechos e referências de sua obra publicada muitos anos antes, mas sem sucesso em território nacional, sendo traduzido para a terra da rainha em 1990.


Dados os exemplos e as definições da palavra acima, já podemos saber o que vem a ser plágio, mas você sabe como identificá-lo? Citarei algumas maneiras (pessoais) de realizar a verificação de textos plagiados e identificar uma obra fruto de uma cópia de outra mais antiga.


Como Identificar o Plágio: 

1. Por meio de leitura de muitas obras: 

A leitura pode ser um dos melhores meios de realizar essa verificação. Quando lemos vários autores e diversas obras diferentes das comuns (das obras em voga, muito comuns entre adolescentes), é possível, de alguma forma, automaticamente reconhecer textos já reproduzidos em outras obras. A mente é capaz de memorizar diversos trechos (embora você nem sempre consiga lembrar) que, quando relidos, voltam como memórias... O chamado déjà vú. Você, sendo conhecedor de uma obra – e caso queira identificar se é realmente plágio -, consegue quase que instantaneamente lembrar-se onde foi lido o trecho em questão. 

Todavia, você não pode simplesmente dizer que é plágio, porque é necessário realizar algumas verificações antes, a saber: 

 O trecho que você está lendo agora foi publicado realmente antes da outra obra? Nesse caso, é bom verificar a data de publicação.  

• O autor realmente não faz referência ou releitura de nenhuma outra obra? Claro, verificar se no início ou no final, ele não dá um aviso. Pesquise mais sobre! Sendo ela famosa ou não, vale a pena verificar. É muito comum utilizarmos as frases de outras obras, para darmos continuidade aos nossos próprios trabalhos. É quase como se fosse um jogo com essas citações, obrigado ao leitor que pesquise e encontre sobre o que você está falando. Então, é sempre bom termos o cuidado em acusar uma outra obra, pois os desinformados podem acabar por sermos nós. 


2. Por meio de ferramentas digitais e da Internet: 

Hoje em dia, o que a internet não consegue fazer em relação a explorarmos diversos textos e identificarmos textos repetitivos, não é mesmo? Há algumas ferramentas (onlines ou não) que podem facilitar a vida do escritor na hora de identificar se ele está sendo plagiado ou não, se está plagiando ou não (porque você também pode reproduzir um trecho de um livro que tenha lido, inconscientemente; isso nós chamaríamos de plágio não-intencional). 

No meio acadêmico, os acusados de plágio podem responder criminalmente perante a Lei 9610/98, que regulamenta os direitos autorais sobre cada obra. Sendo assim, uma das ferramentas que vêm sendo utilizadas com frequência na internet, tem um nome peculiar: Um programa chamado Plagius, que pode ser encontrado em vários sites de download. Além de ajudar a legitimar a sua obra, ele pode também identificar o plágio em diversos formatos de documentos (pdf, word, html, etc...), exibindo a frequência com que o trecho, ou a obra, é citado, em quantos lugares diferentes e o percentual do suposto plágio (entenda, como eu disse, há o plágio não-intencional, em que o sujeito acaba reproduzindo um trecho inconscientemente por já ter lido, mas não se lembra da leitura. Um dos mistérios da mente humana). 

Já de forma online, podemos utilizar os seguintes serviços: http://www.plagiarism.org ou http://www.ithenticate.com (dentre outros). Ambos os sites disponibilizam para o autor, ou pesquisador, uma releitura de diversos arquivos na internet, partindo de um trecho em que será utilizado como base para a verificação. Mas são estatísticas. Pode ser realmente uma cópia ou não! 

Tipos de plágio: 

1 -) Plágio direto: cópia de palavra por palavra, sem indicar fonte ou autor. cópia da obra por inteiro, sem nada ser modificado. 

2 -) Referência vaga ou incorreta: o autor utiliza a mesma ideia de um terceiro, mudando apenas uns pontos, mas em citar a fonte de suas ideias ou dando-lhe os créditos. 

3 -) Mosaico: o tipo de plágio comum. O autor usa das ideias de vários outros autores para construir seu texto. Esses parágrafos não são citações, mas estão próximos de ser, ou seja, o autor não atualiza as ideias utilizadas, utiliza-as assim como outro autor as utilizou. 


Modos de evitar plágios: 

1 -) Pesquisa: inicie uma pesquisa o mais cedo possível, para identificar se o seu texto é trabalhável (se não é um plágio direto de outra obra que vá gerar-lhe dor de cabeça, futuramente). Muitas vezes a preguiça de estudar um determinado assunto antes de desenvolvê-lo, é o que gera o plágio, porque, quando você não está disposto a estudar sobre determinado assunto, acaba copiando de alguém, pois isso é muito mais fácil do que você mesmo interagir com a obra. 

2 -) Transforme em um hábito, a utilização de parênteses para referenciar os autores utilizados: Isso facilita na hora de dar referência a fonte, na hora da finalização do seu texto. 

3 -) Confiança: Antes de mais nada, é necessário que você tenha confiança em sua escrita e em suas ideias, reforçadas pela pesquisa. Confiar nas suas capacidades é algo indispensável para que você possa ter um texto e/ou obra original. 


Parece plágio, mas não é: 


Citação: cópia palavra por palavra de algo que alguém disse ou escreveu. É indicado por aspas no começo e no fim da situação, geralmente destacado do texto principal (por fonte ou formatação). A fonte precisa, ainda, ser evidenciada no texto (citação) ou como fonte de pesquisa. 

Paráfrase: reformulação – com suas próprias palavras – do que a fonte utilizada disse. Muitas redações são praticamente paráfrases. Parafrasear seria, em poucas palavras, descrever a ideia que você tem sobre o artigo desenvolvido pela fonte, mostrando-se que você é capaz de compreender e modificar as palavras utilizadas. Essa forma é comumente utilizada por revistas, para dar palavras simples a artigos científicos, sem tirar a verdade exposta pelos pesquisadores. Obrigatoriamente a fonte tem que ser referenciada, caso contrário é caracterizado como plágio. Modificar as palavras de uma ideia já utilizada por outro, não a faz sua. 

Resumo: o resumo é feito com suas próprias palavras, mas de uma fonte especificada. É, geralmente, de menor tamanho do que a obra original, sendo necessário, também, referenciar o autor ou obra original. Diferente da paráfrase, o resumo é uma forma mais livre de comentar sobre uma obra. 

Referência: identifica a fonte de uma citação, paráfrase e/ou resumo. 



Fui plagiado. O que fazer? 

Para nós, escritores amadores, o plágio também é algo que vem acontecendo em nosso dia-a-dia. Não é raro olharmos a história de alguém e identificarmos um trecho ou abordagem direta de nossas cenas, descritas em poucas palavras, sem ao menos termos recebido créditos por elas. É uma situação chata e degradante, que muitas das vezes nos fazem perder a paciência e até mesmo chegarmos a ofender o nosso “ofensor” literário. Porém, nem sempre a solução tomada por nós, realmente é efetiva ou reconhecida, podendo nos fazer sair como errados. 

Xingar ou humilhar o nosso plagiador, não é a solução mais madura que podemos pensar no momento da raiva – mesmo que, às vezes, isso possa gerar alívio ao nosso coração -, porque pode manchar a nossa própria imagem perante outros escritores. Mas você dirá: “Leo, não vivo de imagens!” e eu te responderei que: “Você vive, sim.” Quando alguém lê a sua obra, muitas vezes ele não a indica porque é algo realmente bom, mas pela simpatia com que foi tratado pelo autor – no caso você -, fazendo-o gostar mais da história, do que gostaria caso tivesse sido maltratado. Quando você está inteirado com os seus leitores, automaticamente as histórias escritas por você se tornam mais lidas e espalhadas, tornando-te mais famoso do que a sua própria obra em questão, o que, de certa maneira é algo positivo. 

Enfim... Voltando ao assunto do tópico desenvolvido, aqui vão algumas sugestões sobre o que pode ser feito, caso realmente você achar que sua obra está sendo plagiada. 

Acionar a justiça: nesse caso, seria mais se sua obra fosse registrada e patenteada com direitos autorais, o que não creio ocorrer entre os escritores amadores. Acionar a justiça é algo comum no mundo dos grandes e famosos (infelizmente), quando suas obras são descaradamente plagiadas. Além de obrigar a dar créditos para a sua obra e para você, o infrator também está sujeito a pena de pagar os ônus ganhos pela publicação da obra plagiadora para o verdadeiro autor. 

Conversar com o acusado de plágio: antes de mais nada, verifique se realmente é ele quem está plagiando-te e não o contrário, porque seria algo vergonhoso caso ele provasse que você é o plagiador em questão. Identifique, também, se não foi realizada uma correta citação, paráfrase ou resumo. 

Quando estiver com suspeita de estar sendo plagiado por outro autor, procure antes fazer uma pesquisa. Verifique a data da obra em questão, além de utilizar-se das ferramentas (citadas lá em cima) para verificação. 

Estando com as provas em mãos (contra fatos não há argumentos), contate o plagiador. Seja tranquilo e direto em suas palavras. Prove-o que você sabe que está sendo plagiado e que apenas quer os créditos pela parte que te compete. Diga-lhe que não é necessário que a obra dele seja excluída e que você apenas precisa ser reconhecido pelo trecho que ele reproduziu, é de sua autoria. Mostre as provas que você tem de que aquilo realmente te pertence, e caso ele (o plagiador) não seja um cara-de-pau, vai estar dando-te os devidos créditos pela obra. 

Conversei, mas ele se recusou: Poucos devem saber, mas no Nyah temos uma política anti-plágio. Caso realmente seja provada a fidelidade de suas acusações e o autor negar-se a dar-te os devidos créditos ou simplesmente fingir que você não existe, é possível acessar o suporte do Nyah e realizar a denúncia. Porém, é necessário que você dê as provas e explique de forma clara a acusação, além de deixar também o link da história e perfil do acusado. O suporte estará a verificar o mais rápido possível, dando a resposta assim que apurados todos os fatos e o plagiador devidamente punido segundo as regras. 

Você pode realizar a denúncia sobre plágio, não somente pela cópia de sua obra, mas sobre a cópia de qualquer outra obra, quando não dado os créditos. Caso você verifique outra história dentro do site e ela for referência direta a um trecho e/ou criação já existente – sem estar discriminado -, também é possível realizar a denúncia, sendo ela verificada da mesma forma anterior. Nunca se esqueça de sempre ter certeza, porque como dito lá em cima, os autores costumam usar partes já conhecidas de outras obras, justamente para fazer uma brincadeira com o interesse dos leitores. 

Considerações finais: 

Não plagiar é uma questão de moral, caráter e ética. Não é apenas uma questão de boa educação, pois ela só vai até certo ponto e ninguém (no caso os pais) pode ser acusado pela falta de caráter de outro ser-humano. 

Quando tomamos créditos pela criação de outra pessoa, você está descendo ao menor dos níveis possíveis, estando sujeito a ser desmascarado a qualquer momento, pela própria pessoa ou por um autor que esteja acompanhando a sua obra. Quando isso ocorrer, além de estar exposto as acusações, pode ser incriminado judicialmente, vindo a manchar não somente a sua imagem, assim como também o conhecimento sobre o seu caráter e conduta no meio literário (amador ou não). Por isso, quando estiver criando uma obra, antes faça uma pesquisa sobre os fatos e identifique se as ideias utilizadas por você, já não foram utilizadas por algum outro escritor, e, caso tenha sido, lembre-se de dar-lhe os devidos créditos pela execução parcial ou completa de uma ideia já exposta. 

Além de certa identificação com a leitura e escrita, para que possamos ser bons escritores, também é necessário que tenhamos caráter, ética e moral para lidarmos com as mais diversas situações, sempre buscando a melhor solução possível para interagirmos com os outros, além de buscar a melhor solução para resolvermos os possíveis problemas. Quando você é um plagiador, além de estar ridicularizando-se, diminui também a confiança que os leitores terão sobre as suas futuras publicações, além de dúvidas sobre as publicações antigas. E convenhamos, isso seria ridículo! 


********

Material consultado:







Plágio. Questão de ética: http://sandrapontes.com/?page_id=816


6

Gostar ou não de um gênero: Yaoi [2/2]

terça-feira, 2 de julho de 2013

<< Esse post é proibido para menores de 18 anos, por conter linguagem imprópria de cunho sexual.>>

Por: Leo Albyno

Acesse a primeira parte do artigo aqui: http://migre.me/fh0Vf


Após a pequena aula sobre o termo Boys Love e suas categorias (shounen-ai, yaoi e lemon), podemos pensar melhor estar mais atento ao que será tratado neste artigo (Boys love - homossexualidade em questão). Histórias do gênero Boys Love são comuns de serem encontradas em qualquer local que aceite publicações, indiferentemente dos termos utilizados para categorizá-las (Shounen-ai, yaoi e reversible). O artigo não é para favorecer ou desfavorecer a nenhum gênero, sendo somente exposto um ponto de vista sobre determinado assunto. Absolutamente ninguém é obrigado a gostar de Boys Love ou aceitá-lo, embora seja de direito de quem goste, também expor suas preferências sem sofrer represália de terceiros. 

Com grande destaque em rodas de debate, as discussões são caracterizadas pelo fanatismo que os fãs do termo boys Love possuem, visto que se equiparado a outros gêneros. Destaca-se nas histórias do gênero, as imagens (estereótipos) montadas sobre o Yaoi (termo para boys Love no ocidente), que não são totalmente verdadeiras se comparadas com a realidade homossexual no mundo moderno, em que não há uma regra mestra (seguir maior = seme; menor = uke). Por conta desta diferença (homossexualidade na realidade e na ficção) é normal encontrar por ai fãs do gênero que, na realidade, são contra os homossexuais (por estes não obedecerem à regra criada incoerentemente para semes e ukes). 



Estereótipos x real 

O termo Boys love e a palavra homossexualidade, embora tenham um significado parecido, não são iguais entre si. Por isso, faz-se necessário salientar as diferenças gritantes. O termo boys love (ou yaoi) é mais comum no universo feminino, e, muitas vezes, não é admirado ou defendido pelos próprios garotos homossexuais que, cientes da verdade de como é uma relação entre indivíduos do mesmo sexo, não obedecem esses estereótipos montados sobre os personagens. Em uma relação real, nem sempre os dois serão bonitos ou o seme será másculo, tampouco a regra “seme x uke” será obedecida. Ou seja, em um “boys love” da realidade, os garotos podem ser ativos ou passivos em uma mesma relação. 

Maior ou menor? Sério? Passividade ou masculinidade não é definida por tamanho. E por isso que, quando se vê um uke com dois metros de altura, o coitado sofre bullying. Ou então, aquele ativo que só tem 160 cm de altura, e que é desacreditado por todos, só porque não possui a altura ideal montada miraculosamente na mente doentia de algumas fujoushis. 



Boys love versus sociedade:

É comum ver aquele casal formado do nada nas histórias encontradas na internet que, do nada, chega a ser bem aceito por todos e as fujoushis acharem a coisa mais meiga do mundo. Contudo, isso não é tão fácil (casais homo serem aceitos) e até raro de ser achado em todo este nosso mundo. 

No mundo imaginário criado pelas fujoushis, parece não existir heterossexuais, estando todos pré-dispostos, algum dia, a demonstrar preferências por parceiros do mesmo sexo, surgindo de uma amizade de longa data ou até mesmo de inimizades. Também é comum ver aqueles relacionamentos de 10 anos terminar (relacionamentos héteros), simplesmente porque o personagem desenvolveu um amor por “outro” (pode ser por amigo, por desconhecidos até então, ou familiares) que acabou de encontrar e com quem quer viver feliz para sempre, sem que sofra sequer represália da própria família ou de qualquer outro que faça parte da história. 

Incesto também é algo normal no Boys love. Mas observe: como um vizinho passaria a encarar o outro, se soubesse que ele e o irmão dele gostam de “brincar” entre eles? Ou uma mãe, como ela se sentiria em saber que primos brincavam de médicos muito antes de tudo isso? Incesto é uma prática considerada nojenta por toda a sociedade real (não por toda; por sua maioria), seja ela em qualquer país onde se toque os pés. E, não, não é bonitinho, quando aqueles irmãos começam a amar-se mais do que deveriam e acabam a fazer mais do que deveriam. 



Boys love versus realidade:

Denomina-se MPREG o gênero de história no qual um homem acabará por ficar grávido. Interessante, né?! Dane-se a lógica! 

Ao escrever algo de caráter boys love, os autores deveriam tomar determinados cuidados. E, não, homens não engravidam na vida real e fica grotesco quando isso ocorre em uma ficção. Não é para se sentir ofendido (quem estiver lendo o artigo e goste de MPREG), visto que esta é uma opinião comprovada pela maioria. E não estão a ser julgados caso gostem (leiam ou escrevam) sobre. Mas, sim, é algo surreal, que causa repulsa entre homens independentemente de sua orientação sexual e só é bonitinho para as fujoushis.



Gostar ou não gostar: 

“Posso não concordar com tudo o que disseres, mas farei por onde que tu tenhas o direito de dizê-lo”, diz Voltaire. 

Um garoto que goste do gênero, não pode ser considerado homossexual. Simplesmente é algo ainda inexplicável (gostar de relações homo, sendo hétero), que causa comoção de muitos fãs, talvez por serem livres de alguns preconceitos impostos pelo mundo social. Acredita-se que gostar de yaoi é ter fantasias sexuais com cenas gays, o que é completamente equivocado em ser dito, assim como t a esmagadora maioria de fujoushis que gostam do gênero, são heterossexuais, assistindo-os apenas por achar algo muito fofo. 

Mas como a frase do filósofo, embora nem todos concordem com os impropérios descritos no boys love, há de ser respeitado assim como qualquer outro gênero. Embora não descreva com verossimilhança a relação sexual ou amorosa de um “casal gay”, há de despertar grande euforia quando é lido que aquele casalzinho tem tudo para cair na graça dos shipps. 

Deve ser reconfortante imaginar uma cena entre dois personagens preferidos, em que eles desenvolvem uma relação entre si superior à amizade – não precisa ser de conotação sexual -, e passam a cuidarem com mais afinco dos interesses do parceiro. Porém, é necessário tomar um cuidado em como será desenvolvido esse romance, visto que pode originar furor nos próprios e verdadeiros homossexuais. Certas características predefinidas deveriam ser menos exploradas (tamanho, feminilidade) e, em uma cena de lemon, lembrar-se que “ânus” não é como uma vagina que se auto-lubrifica e que, as histórias que se desenvolvem a levar em conta a realidade contemporânea dos fatos, são mais interessantes. 



Será postado um pequeno desabafo de uma fujoushi que sofre preconceito na família, por ser gostar do tema, como complemento. A entrevista não foi executada pelo autor do artigo, visto que o blog dela foi apenas encontrado como fonte de pesquisa na web.


Desabafo:



Se tenho medo? 

Tenho receio. Receio de que por gostar de tal material minha privacidade seja invadida e que meu bom senso seja posto à prova. Minha mãe já me mostrou várias vezes, por meio de palavra pejorativa, que ainda vive no século passado. Viver nessa casa agora será um tormento, tudo por não conseguir falar abertamente com ela sobre nada.
Não sei realmente porque gosto tanto de yaoi, mas comecei a assistir Sekai-ichi Hatsukoi e descobri que meu coração batia mais forte toda vez que Oonodera ficava vermelho vendo o Takano. Outra coisa que seduz é o mistério, a relação 'proibida'. Mesmo sendo hétero, tenho muito respeito por homossexuais, e acho a relação entre eles à coisa mais linda do mundo, então porque a sociedade me critica só por assistir e ler títulos do gênero?

Pessoalmente tenho vergonha de explicar sobre yaoi, pois vejo que tenho alguns amigos com a cabeça muito fechada para o mundo. O que queria deixar claro é que não assisto yaoi fantasiando algo (como muitos devem pensar), mas sim admirando a beleza da relação entre dois garotos que se amam. Bom, queria também afirmar que gays costumam não gostar de yaoi. Tá, a maioria dos fudanshi são gays, mas se formos analisar as estatísticas, o público que gosta de tal 'produto' corresponde mais ao feminino. Não sei direito o motivo disso, mas acho que é porque a relação, os estereótipos e a maneira como a história é abordada seja mal vista pelo público homossexual. 



Você é lésbica? 

Não, que eu saiba. Boys' Love é uma preferência que tenho, assim como você pode ter por shoujo, novela mexicana... Yaoi é feito por mulheres, e seu mercado tem como foco o público feminino, então posso me considerar 'normal', pois estou dentro da faixa.
Porque estou falando isso abertamente aqui? Esse é meu blog, e meus pais não o leem. Pronto. Se eles prestassem mais atenção em mim, tais absurdos não ocorreriam. Queria muito que eles olhassem ao redor, vissem garotas da minha idade com um filho nos braços, jovens usando droga, assim eles levantariam as mãos para o céu por ter uma filha que se informa, estuda, e que passa as férias em casa.



Você ainda pensa em sair de casa e ir morar só? 

Não é tolice esse meu desejo de sair de casa. Pensei bem, estudei os planos e calculei os gastos. Ainda não estou trabalhando por respeito aos meus estudos, pois não quero interferir no meu desempenho, mas assim que conseguir um 'trampo' quero juntar meu salário e partir dessa para uma melhor (não, não vou morrer).



Seu irmão é mesmo cruel? 

Ele é infantil, só isso. A crueldade dele é por ter um segredo meu nas mãos e agora o usar de forma defensiva. Sou sua irmã mais velha e é normal que briguemos, mas ele deveria saber que, por ele ter 16 anos, deveria não brincar com os sentimentos da própria irmã desse jeito.


Você é uma infantil por chorar?

Com a família sem noção que tenho, tenho vergonha de expor esse meu lado logo pra minha mãe, que é um tanto quanto conservadora. Os olhares dela é que me fazem chorar. 



Notas finais. Dicas:

Bem, depois desse artigo, nada mais junto do que dar algumas dicas (ou adendos). As dicas são de cunho pessoal, então. 

• Como dito, homens (nem mulheres) não possuem em seus ânus, a lubrificação natural que uma mulher possui em sua vagina. Logo, acredita-se que, em hipótese ou milagre algum, será penetrado se não estiver devidamente lubrificado. E claro, isso provoca uma dor imensa em ambos! 

• Use camisinha em seus personagens. Pode ser algo idiota, mas seria legal dar uma ajuda com a distribuição desta ideia. Infelizmente, o maior número de pessoas contaminadas pelo vírus HIV, ainda está em homens homossexuais, o que faz os fanáticos e conservadores colocarem a culpa da existência da doença nos homossexuais. Mas sabe por que isso (a doença ser mais frequente em homens gays)? Homens são luxuriosos por natureza... Agora, imagine dois deles em um relacionamento? É totalmente natural fazer mais sexo do que casais heterossexuais, e, por ser “mais simples”, acabam por fazer em lugares inapropriados e sem nenhuma preservação. Maldito seja o Grindr! 

• Alto. Baixo. Com o pinto maior. Com o pinto menor. Moreno. Loiro. Da bunda rosa ou peludo que nem macaco. Cuidado com o excesso de adjetivos aos seus personagens e não fica legal se toda hora você falar sobre o “uke” como o menor ou sobre o “seme” como o maior. E, por favor, evite usar etnia e cor de cabelo para descrever personagem ou citá-lo. Há tantas outras maneiras e, acredito que há algum artigo a falar sobre isso aqui no blog. 

• Dê alguma preparação antes do sexo (sexo é mais do que penetração; envolve carícias). Pense em revelar o prazer de ambos os personagens. Também é algo bem interessante de ler. 

• Sabe por que o prazer anal é MUITO prazeroso para o homem (havendo ou não penetração) e para mulher ainda é um tabu ou algo não tão físico? Naquelas aulas de biologia ou constituição do corpo humano, você se lembra de que provavelmente a sua professora te explicou sobre algo chamado próstata? Então, homens possuem e mulheres não. Quando estimulada, a próstata pode provocar em um homem a mesma sensação que estar a ser masturbado, mesmo que ele nem esteja a ser tocado em outro lugar senão lá. Se fosse para comparar, a próstata é para o homem a mesma coisa que os grandes e pequenos lábios na mulher. 

• Uma grande maioria de fujoushis possui amigos homossexuais. Se quiser ser a mais próxima da realidade, questione-o sobre a sua realidade. Eu tenho certeza de que você verá que não é tão conto de fadas, como a sua história!




Material consultado:
Entrevista no: http://blogdaraio.blogspot.com.br/2012/02/tudo-isso-so-porque-gosto-de-yaoi.html
Definição de Yaoi: http://paixaoanime.blogspot.com.br/2008/07/o-que-yaoi.html, http://pt.wikipedia.org/wiki/Fudanshi e http://books.google.com.br/books?id=9vn7hjM2v4QC&pg=PA259&lpg=PA259&dq=boys+love+lemon&source=bl&ots=quYTFBM1SY&sig=uxeiq3pt-nr59rE6hj0kVhNlWOA&hl=pt-BR&sa=X&ei=vjbDUab7E5D68QSgsoBo&sqi=2&ved=0CFsQ6AEwBg#v=onepage&q=boys%20love%20lemon&f=false
Blog opinativo: http://genkidama.com.br/argama/2011/12/02/porque-gosto-de-yaoi/


3

Gostar ou não de um gênero: Boys Love [1/2]

quinta-feira, 20 de junho de 2013

<< Esse post é proibido para menores de 18 anos, por conter linguagem imprópria de cunho sexual.>>

Por: Leo Albyno

(Obs: Esse artigo foi dividido em duas partes. A segunda parte dele sai na seguinte quarta-feita)



Introdução:



Conhecendo os termos específicos referentes à categoria Boys Love


Boys love é um termo japonês para designar uma relação entre pessoas do mesmo sexo (homens). O relacionamento entre homens também é chamado de yaoi (no ocidente), termo bastante conhecido no mundo de fujoushis* (ou fudanshis, para homens) ou fan girls (fan boys) e é ainda alvo de preconceitos. Diga-se de passagem, é interessante ressaltar que o termo Boys Love (BL) servia para descrever paródias bizarras e doujinshis (dojins) com relações homossexuais explícitas entre dois homens. 

Pode-se dividir as relações homossexuais em animes e mangás em três categorias, a saber:


Shounen-ai (shounen = garoto; Ai = amor):


É o gênero mais leve. Subentende-se que há uma relação homoerótica entre personagens masculinos, caracterizada por declarações de amor, além de beijos e abraços "mais fortes" às vezes, beijos afetivos ou "sem querer" (situações inusitadas, à quais os personagens acabam por dar um beijo; esbarram-se ou viram-se e se dão um beijo, sem ser a reação intenção de ambos) e até mesmo aquelas cenas cortadas, que se acredita ocultar conteúdo do tipo homoerótico.

Cita-se como exemplo: Naruto.

Naruto tem um apreço absurdo por seu amigo Sasuke, acreditando que ele jamais seria capaz de fazer determinadas coisas. TODO o amadurecimento do personagem (Naruto) é originado através da busca, em trazer seu amigo de volta para casa, visto que ele (Sasuke) é obcecado por vingança e disposto a morrer por ela. Naruto sonha com o dia em que estará novamente reunido com o amigo e livre de todas essas coisas!




Yaoi (ya.ó.i):


É como o shounen-ai, só que mais quente e explícito. É caracterizado por cenas óbvias de romance entre dois homens, muitas vezes passando de carícias infantis (beijinhos no rosto, brincadeiras de agarrar etc), para perversões e cenas mais leves de sexo. 

Cita-se como exemplo: Junjou romantica.

A história gira em torno de um excêntrico escritor (Usagi-san) e o irmão de seu melhor amigo (Misaki-kun) e amor. Usagi é o tipo másculo, alto e mandão, enquanto Misaki é aquele adolescente de dezenove anos, que nunca ficou com uma garota na vida. Ele é meio escandaloso e está na flor da juventude. Misaki se vê inicialmente abusado pelo escritor, mas, no fim, acaba envolvido pela paixão, mesmo acreditando ser o substituto do próprio irmão... 



Lemon:


A categoria mais "avançada" dentre as supracitadas. Dentro do Boys Love, o lemon é marcado por cena explícita de sexo homossexual, porém, é um termo que é enfraquecido pela falta de conhecimento dos leitores. Alguns o chamam de yaoi por conta da relação homossexual também presente no outro gênero, porém é errado. Lemon se caracteriza por ser feito TUDO durante o sexo (violência, bondage, estupro etc), coisa que não se vê no gênero yaoi.

Cita-se como exemplo: Sensitive pornograph.

Sensitive pornograph é uma coleção de dois contos distintos, com cenas de sexo explícito entre homossexuais. O casal principal é formado por um escritor de nome Sono (na verdade um mangaka famoso) e Seiji, um jovem aspirante ao cargo de mangaka. Sono é um escritor promíscuo, que faz sexo com qualquer um que o peça, e conhece Seiji na entrega de um de seus trabalhos. O garoto, por sua vez, já era grande fã do escritor, mas não sabia que seu ídolo era um homem. A partir daí, bêbados, acabam fazendo sexo... E, até o final, acabam se apaixonando. 

***


No boys love é comum encontrar estereótipos (mais comuns nas categorias yaoi e lemon), cuja relação seja desenvolvida ou não durante a exibição do anime ou na leitura do mangá. Mas é importante deixar claro que sempre haverá aquele com papel "masculino", como em uma relação heterossexual, e aquele com papel "feminino". Mas como dito, é apenas um estereótipo que não é necessário ser seguido como regra, levando-se em conta que nem todo efeminado será passivo e nem todo ativo será totalmente másculo! Os personagens estereotipados, em uma relação homossexual, são chamados de seme, uke e reversible (não é comum), e são aqueles que: 


Seme: 

Basicamente será aquele a efetuar o papel masculino da relação. Geralmente criados como homens belos, altos e fortes, com características dominadoras!


Uke:

Aquele que desenvolve um papel feminino e mais frágil, ou seja, o passivo da relação. São geralmente os mais baixos e belos, além de sofrerem, muitas das vezes, com as perversões sexuais dos semes.


Reversible:

Termo pouco utilizado, que designa aqueles que podem se encaixar nos dois padrões acima. Aquele que é duvidoso até o momento em que algo é sugerido! No mundo homossexual, seriam os chamados “flex”: ou seja, poderia efetuar tanto o papel de um quanto de outro: ativo ou passivo (seme ou uke).


***

Notas: 
¹: Termo japonês a principio, difamatório, usado para referir-se a mulheres que gostam de conteúdo homossexual nos mangás ou animes. 


0

Por que escrever?

quarta-feira, 20 de março de 2013
Por: Leo Albyno


“Eu devo tudo a escrita. Devo-lhe o fato de estar aqui a falar. O diário mostra isso; mostra que, quanto mais eu escrevia, mais claros se tornavam os meus pensamentos; que quanto mais me expressa, mais capaz era de exprimir aos homens ou aos artistas à minha volta o que sentia ou qual era a minha posição. Foi pela escrita que me ensinei a falar com os outros. Gostaria de afastar de todos; o sentimento de que escrever é algo que umas quantas pessoas talentosas fazem. Não são só as pessoas com dons invulgares que narram a sua vida de uma maneira interessante. Na verdade, não tem nada a ver com o valor literário da obra.”¹ – Anais Nin.

Para Anais Nin, a escrita lhe favoreceu a sair do mutismo e a vencer traumas. Ela passou, então, em suas conferências, a orientar que todas as pessoas escrevam independentemente do conteúdo em questão; e que transponham determinado limite de valores literários.

Escrever é muito mais do que segurar-se em regras. Em verdade, é preferível que o autor tenha total ciência da própria língua, pois isto transmitirá confiabilidade e segurança ao leitor, mas nem sempre se deve basear apenas na gramática, visto que, muito além de somente ortografia, o ato de escrever deixa transparecer a alma de quem escreve.

Para escrever, é necessário que você tenha experiência de vida ou que seja bom de imaginação ou, ainda, que sinta dor no peito ou que simplesmente esteja tão alegre que sinta que vai morrer; você pode relatar um fato, ou relatar a vida do seu vizinho, do seu animal de estimação ou simplesmente pode escrever sobre o vazio. Escrever não requer regras. E escrever mostra-lhe o mundo. Pode ser uma resenha, uma carta, uma frase ou até mesmo uma releitura de um livro que você tenha gostado.

Para Drummond:

“Escrever é triste. Impede a conjugação de tantos outros verbos. Os dedos sobre o teclado, as letras se reunindo com maior ou menor velocidade, mas com igual indiferença pelo que vão dizendo, enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza, inclusive a simples claridade da hora, vedada a você, que está de olho na maquininha. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginalia, purê de palavras, reflexos no espelho (infiel) do dicionário.”² - Carlos Drummond de Andrade.

Então, escrever por quê? Escrever te possibilita sair do mundo real e relatar o imaginário. Torna-o poeta ou simplesmente mais um escritor de romance clichê. Pode-se escrever com fins comerciais ou pode-se escrever por paixão, mas em ambos os casos o autor deve ter base. Traduzindo: para escrever sobre algo você deve ter, no mínimo, o conhecimento – ou imaginar - sobre o que almeja. Nem sempre significa ter as suas ideias compreendidas, porém, no máximo, a escrita deve, pelo menos, despertar vários pontos de vistas sobre determinado assunto, embora nenhum deles sequer passe perto do que você realmente tenha pensado no momento em que dedilhava as palavras em sua máquina ou escrevia em seu papel.

Escrever é comportar um sentimento de se aventurar no desconhecido; é correr o risco de não ser reconhecido e até ser ignorado. Escrever requer emoção, um pouco de alma ou simplesmente um pouco do vazio. É, sobretudo, o contato com o inesperado e uma saída para o possível. Na escrita você é e não somente “wannabe”³.

Escrever não significa saber sobre os altos enigmas da linguagem, mas, sim, saber passar através de suas palavras os seus sentimentos mais íntimos. É muito mais do que a junção de palavras e a formação de frases: é dar significado ao inexplicável. Escrever é fazer do seu jeito! Então, escreva, pois como disse Cesare Pavese: “É bom escrever, porque reúne as duas alegrias: falar sozinho e falar com a multidão.”
                                                                                                                              

Nota:
Wannabe³: Expressão inglesa que é a junção de “wanna” e “be” (querer ser), que significa “querer ser” o que não é.




Materiais consultados: 

Nin, Anais. Por que escrever? Disponível em: <http://www.elba-br.org/elb-publicacoes/pdf/por-que-escrever.pdf >. Acesso em: 16/03/2013.

Andrade, Carlos Drummond de. Escrever é triste in O poder ultra-jovem. Disponível em: <http://www.citador.pt/textos/escrever-e-triste-carlos-drummond-de-andrade>. Acesso em: 18/03/2013.


Leo Albino, beta Reader e supervisor de qualidade, formado em Informática e suas tecnologias, administração e futuro estudante de biomedicina. Escritor amador nas madrugadas, e administrador do perfil no Nyah! <http://fanfiction.com.br/u/273119/>
1


As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana