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Os 4 tipos de escritor

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Por: Bruno Vitorino (Liga dos betas)




Os 4 tipos de escritor são, embora não pareça, uma ferramenta essencial do ponto vista literário, porque define a maneira como você escreve sua história.

Antes de tudo, apresentemos os Dois Métodos Básicos, que são o Método Criador e Editor, e não são, sinceramente, muito complicados de entender. O primeiro, o Método Criador, compõe apenas escrever e mais nada. Nele você escreve mil, duas mil, três mil, quatro mil ou cinco mil palavras sem parar, aproveitando o brainstorm (literalmente Tempestade Cerebral, mas que na verdade é uma série de ideias que vão surgindo na sua mente) até ele esgotar. O Método Editor consiste em revisar o material já escrito de maneira a torná-lo mais legível e poético, e não só palavra ao lado de palavra.

Os Métodos em si têm de coexistir, mesmo que você só escreva seus capítulos e publique, o simples fato de filtrar uma parte das ideias já seria no caso o Método Editor, enquanto escrever cria o Criador.

Entenderam? Ótimo!



Os 4 Tipos de Escritor: Introdução


Escritor Improvisador é aquele escritor que escreve IN LOCO mesmo, sem um tópico ou um resumo do capítulo que vai escrever, se ele tem uma ideia ele vai com ela até o fim sem deixar ela de lado até não poder mais, e vai escrevendo sem parar.

Exemplos são: Stephen King e Arthur Conan Doyle.

Escritor Improvisador Editor é aquele escritor que escreve só uma parte improvisando, mas ao invés de continuar, ele para e reescreve o texto até ele ficar todo bonitinho, é basicamente um Improvisador organizado.

Exemplos são: George RR Martin e Agatha Christie


Escritor Planificador Improvisador é aquele que escreve só uma parte planejada, mas ao invés de parar, ele improvisa mais um pouco, e depois planeja outra parte, esse tipo tem duas subdivisões: o Planificador que Improvisa e o Improvisador que Planeja.

Exemplos são: Isaac Asimov e John Abercrombie

Escritor Planificador é aquele que planeja todos os capítulos, não costuma variar muito sua história e geralmente a muda apenas a parte final para criar, por exemplo, os chamados Plot Twists.

Exemplos são: Arthur C. Clarke e Tolkien



Os 4 Tipos de Escritores: Modus Operandi




O Improvisador escreve. Como não tem que passar horas planejando roteiros e sumários ele só escreve. Depois de escrever, ele volta, relê o que está escrito (a obra completa, portanto se você se dá o trabalho de reescrever o que fez e escreve por capítulos você é um Improvisador Editor e não há nada de mau nisso) e depois corrige tudo que está feio. Caso você não leia, já que estava escrevendo e sabe tudo sobre o capítulo que você começou do nada a escrever, e esteja publicando por capítulos. Então ou você escreve muito bem, ou escreve muito mal e não se importa com o que você está fazendo.

O Improvisador Editor escreve como o Improvisador, mas ao invés de parir o capítulo e partir para o outro, ele para, lê o capítulo bonitinho que estava escrevendo, corrige ele, deixa muito mais bonitinho e volta a escrever. Exemplos como esse são George Martin que demora anos pra corrigir o capítulo até deixar ele perfeito ou da Agatha Christie, autor do maior livro do mundo que gostava de refletir casos policiais em suas obras.

O Planificador Improvisador planeja um resumo do resumo de seu livro e deixa os capítulos não lineares/menos importantes de lado. Pode-se também planejar um capítulo específico e no outro improvisar e por aí vai, de maneira que existam possibilidades e ideias diferentes. Este tipo é conhecido também como Floco de Neve e aplicado na maioria por autores de Fantasia e de Ficção Científica.

O Planificador planeja. Muitos autores mais planejam sumários do que escrevem, e quando o fazem, não param para pensar se pode mudar isso ou aquilo, e só o fazem em partes menos importantes, como capítulos não lineares, personagens menos marcantes e ambientes que não tem muita coisa em especial ou são genéricos. Esse método é aplicado no geral por autores com nome, ou de grande nome como Tolkien e Orwell.



Os 4 Tipos de Escritor: Análise de Espécie & Tronco por Gênero


Os 4 Tipos possuem entre si outros tipos, que se categorizam como subespécies, como foi dito aí para cima, os Planificadores Improvisadores possuem diferenças entre si a partir do sentido em que são abordados.


Improvisador:

- O Improvisador Flecha tem tanto o texto quanto a ideia originadas do nada, o Improvisador Flecha pode escrever de preferência como um Planificador, mas se ele procurar sua ideia não por pesquisa, mas por um esforço criativo o torna um Improvisador Flecha.

- O Improvisador Arquiteto é aquele que já terminou. Você só é um Improvisador Arquiteto quando já terminou seu livro/fanfic. Mas por que esse nome? Bem, ele basicamente lê todas as pontas de sua história e vai a separando em partes, tirando capítulos até torná-la perfeita.

- O Improvisador Idealista é o que escreve a partir da ideia, ele tem ideia de alguns capítulos e como eles vão se desenvolver, sabe como escrevê-los e como levar a história até lá, mas não ponto a ponto, por isso ele é um improvisador.


Improvisador Editor:

- O Escritor que gosta de Reler gosta de reler seus textos, se divertir com ideias originais e talvez até mesmo rir de besteiras que já cometeu, portanto, ele desenvolve um gosto por reler e aproveita o tempo que perde escrevendo/lendo seus textos.

- O Escritor que prefere Reler tem medo de fazer mal, portanto ele aproveita meia hora no intuito de melhorar seus textos. Ele geralmente aproveita mais escrever e pensar em suas ideias do que ler, mas é um tanto receoso em publicar textos sem filtrá-los. Podem também ser considerados perfeccionistas que querem a todo custo ter uma redação boa, informações que precisam estar lá e história com pé e cabeça.

- O Escritor que tem que Reler é um que no geral não escreve muito bem, portanto será uma porção menor. A diferença entre o que prefere e o que tem, é o histórico. O que prefere sabe que algumas coisas estão ruins, mas não arrisca. Sabe que escreve mal, e por ter relido textos antigos, ou por crítica, sabe as coisas horríveis na sua escrita e na redação, por isso, relê pelo mesmo motivo: precaução.


Planificador Improvisador

- O Planificador que Improvisa é como nos filmes, ele bola um plano, mas no final, alguém é morto, o avião bate ou perde a arma. Ele tem um plano, mas alguma hora ele se solta e parte para o improviso, preenchendo partes vazias e eliminando as pontas soltas. Esse tipo se dá só no final e em livros geralmente é um homem com uma tesoura, porque é justamente isso que ele faz: Tira o que não está bom e enche o que precisa estar.

- O Improvisador que Planifica é justamente o oposto, ele é o criminoso fugindo da cadeia, sai entrando em quarto por quarto, sem saber para onde ir, até que dá de cara com uma tropa de policiais. O Improvisador que Planifica vai escrevendo por improviso até uma parte, mas na parte X, ele decide planificar o capítulo e escolher caminhos alternativos (lembrando, este é um tipo que possui planos para certos pontos da história) que previamente planejou.

- O Estrategista que Arrisca pode ser personificado com um homem num Reality Show que tem que escolher uma das três portas, em duas delas há um capítulo ruim, na outra o melhor capítulo da história. Portanto, o Estrategista que Arrisca investe em uma ideia tentando descobrir se tanto sua improvisação para retirar o que está ruim quanto seus planos para o futuro resultam em algo, no caso, uma cena interessante.


Planificador

- Ser um Planificador Prisioneiro não é ruim, mas, no geral, ele não está aberto a outras ideias, é um como Tolkien, que planejou a ideia da história de Frodo a partir da mitologia nórdica e mitos britânicos, e que não escreveu tal capítulo porque teve uma ideia. Esse tipo de planificador tem sua história planejada e na maioria das vezes está escrevendo um novo Universo.

- O Planificador Darwin possui mente aberta, mas nem tanto. Ele por exemplo não vai fazer seu personagem principal tímido sair falando palavrão, mas vai abrir brechas literárias que danificam ou beneficiam a ideia original do primeiro sumário. Portanto, ser um planificador Darwin adapta ambientes, personagens e cenas, tanto estética, psicológica quanto cronologicamente para torná-lo melhor.

- O Planificador Aberto é falho e infalível ao mesmo tempo. Sua história está sempre melhor pela mente aberta do autor, que ao ler um livro ou uma revista, ver um filme ou alguma série, melhora a trama de sua história, dá um fundo histórico ao seu personagem e aprende a descrever a casa onde seu personagem mora. Mas ficar escrevendo toda vez que vê um jornal ou descobre um fato histórico pode ser uma âncora e não te tirar do lugar.


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Material Consultado:


http://www.youtube.com/watch?v=XPtFKVqfuIc&list=PLkwgasTJXV9cDt2PDlhnNrwhnur7zvIFi- O Método Criador e Editor e os 4 Tipos de Escritores

Randy Ingermanson e Peter Economy, Writing Fiction For Dummies (em inglês)

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E então gostaram? Eu me esqueci de falar algo? Comentem ou perguntem pelo chat da Liga.
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O desafio do mês

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Por: Hairo-Rodrigo (Beta-Newbie)
Link: http://fanfiction.com.br/u/82481/


Esse mês de novembro começou diferente na Liga dos Betas e vai começar diferente aqui no blog também. Para você que estava esperando mais um post com dicas e novas maneiras de se olhar para um texto, bom... Não foi dessa vez. Este é um post especial. Por quê? Por que é o primeiro post de novembro, e novembro é um mês de desafio.

Novembro é o mês do NaNoWriMo.

E agora tem gente aí se perguntando NaNo o que?! Esses caras piraram de vez?


Não! – Bem, não exatamente... – Para quem já conhece o projeto, perdoe essa pequena introdução, mas ela é necessária.

NaNoWriMo é uma abreviação para o termo em inglês National Novel Writing Month – Quer dizer, não é muito lá uma abreviação não é? – que significa, em tradução livre, “Mês Nacional de Escrever Romances” – o que também não é muito exato, pois deixou de ser “nacional” há muito tempo.

Apesar dessa confusão de nome, o projeto é um dos mais legais que tem por aí. Ele foi criado há muitos anos e é levado adiante por uma organização que se chama The Office of Letters and Light (O Escritório das Cartas e Luzes – em português) e consiste em uma ideia muito simples: desafiar escritores de todas as partes do mundo a escrever 50.000 palavras em um mês. São 30 dias, em média 1.667 palavras por dia, para se alcançar a grande meta de 50.000.

Entenda que não é preciso que a sua história seja uma original para ser participante. Você pode muito bem escrever uma fanfic. Ou então uma coletânea de contos com a mesma temática, é você quem sabe. Você também pode escrever em qualquer língua. Não é preciso que se escreva em inglês!

E não é preciso terminar a história em um mês. A meta é atingir 50.000 palavras. Se você escrever as 50.000 e ainda não tiver alcançado seu último ponto final, não se incomode. A meta está batida, você conseguiu!

E se você conseguir pode ser considerado um vencedor oficial, com direito a broche digital e tudo. O que você ganha com isso? 50.000 palavras escritas, fresquinhas, de uma história (que ainda vão precisar ser revistas e editadas, mas ainda assim, um grande passo não?).

O projeto propõe uma espécie de isolação literária, com o objetivo de fazer com que você escreva o máximo possível, no espaço de tempo de um mês. Você se propõe a começar a escrever no dia 1 de novembro e parte em rumo a sua meta, sem cansar até o fim do mês. E o mais legal é que você não faz isso sozinho. Hoje, são mais de 250.000 pessoas inscritas no NaNoWriMo, de todas as partes do mundo. São grupos no facebook, páginas no twitter e muito mais. É uma enorme comunidade de escritores se desafiando e incentivando um ao outro a continuar escrevendo, sem parar.

Em termos de ânimo e incentivo, acho que nunca vi nada igual. E a organização do projeto também não deixa por menos. São cartas de incentivo diretamente de escritores famosos (os anos anteriores contaram com pep talks de Meg Cabot, Chistopher Paolini, John Green, entre muitos outros), e-mails divertidos de incentivo (eu mesmo recebi um e-mail escrito pelo “meu futuro livro” implorando para que eu o escrevesse em novembro), recomendações de blogs com dicas de organização e planejamento, entre muitos outros meios que buscam sempre a mesma coisa: incentivar você a escrever mais.


Ótimo, muito legal! Mas o que a Liga dos Betas tem a ver com isso?


É muito simples, na verdade. Além de querermos divulgar o projeto e incentivá-los a participar, muitos de nós estamos participando também, afinal, além de leitores e críticos, nós também gostamos de escrever. Pensamos então que, talvez, compartilhar as nossas experiências durante esse mês pudesse ser algo muito interessante, além de incentivador.

Assim, especialmente durante esse mês de novembro, as sextas-feiras nós iremos contar um pouquinho de como foi a semana participando do NaNoWriMo. Um tipo de diário de bordo, ou de guia dos bastidores de como vem sendo participar desse desafio, e como estamos nos saindo.

Queremos, com isso, além de dividir e trocar experiências com os nossos leitores participantes, incentivar a todo mundo para que estejam ligados. O projeto principal acontece em novembro, sim, mas essa organização é ativa durante todo o ano, com diversos outros pequenos projetos como o Camp NaNoWriMo (uma versão diferenciada do desafio, acontecendo no meio do ano) e o Young Writers Program (Programa para Jovens Escritores), que é um projeto contínuo, voltado para os jovens escritores de hoje em dia.

Ou seja, queremos espalhar a ideia e contagiar vocês, convidando a se prepararem para serem, também, futuros participantes.

Acompanhe-nos nessa aventura, crie seus próprios desafios, se deixe incentivar. No fim, você estará algumas milhares de palavras mais próximo dos seus sonhos como um escritor...

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Sou um escritor e tenho meus direitos!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Por: Ladybug
Link: https://fanfiction.com.br/u/693356/
(beta reader Liga dos betas)


Você escreveu coisas da sua cabeça e distribuiu pela internet?
Por acaso andou reescrevendo coisas que não vieram tanto assim da sua cabeça?
Ainda não tem certeza quais são seus direitos e deveres como autor, leitor, blogueiro ou qualquer outro ser habitante da esfera de globalização das informações?

Não se preocupe, o Blog da Liga dos Betas e críticos do Nyah!Fanfiction preparou um post para eliminar suas dúvidas no âmbito jurídico.

Antes de adentrarmos no labirinto legislativo e nuances que permeiam o Direito Autoral de fato, precisamos compreender e conceituar os termos que serão abordados no decorrer da matéria.


Direitos Autorais, o que é isso?


São os direitos que protegem qualquer tipo de criação, seja ela literária, fonográfica ou audiovisual, garantindo que a sua autoria seja respeitada sob dois segmentos: 

1) Moral, este assegura que o inventor tenha o seu nome reconhecido e com isso detém o poder sobre a Obra, alterando-a ou ainda proibindo sua livre circulação e;
2) Patrimonial, ligado a questões financeiras. Ou seja, questões negociáveis da Obra.

Propriedade Intelectual é o mesmo que Direito Autoral?

Não. O Direito Autoral está inserido na Propriedade Intelectual, partindo do princípio de que a Propriedade Intelectual é um ramo do Direito que trata da proteção das criações provenientes da inspiração humana de caráter, sejam elas científicas, literárias, artísticas ou industriais. Conseguimos dividi-la em três grandes áreas:

1)   Direito Autoral > abrange as obras literárias, artísticas e científicas.
2)   Propriedade Industrial > abrange registro de marcas, patentes de invenções, desenhos industriais, entre outros.
3)   Proteção sui generis > abrange a cultura imaterial, programas de computador, circuitos, domínios na Internet, entre outros.

Contudo, para um primeiro momento, focaremos na vertente dos Direitos Autorais.


O que é Direito de Uso?

Podemos classificar como Direito de Uso quando determinado material é cedido pelo autor para utilização por terceiros, respeitando a integridade da obra e os créditos originais pelo material.


E Exploração Comercial, que isso?

Exploração Comercial compreende a possibilidade de obter lucro (ou qualquer tipo de vantagem) usando uma obra pertencente a outro autor.

Exemplo de Exploração Comercial - Lucro direto > Reprodução e venda da obra (livro em arquivo digital, cd, dvd...)
Exemplo de Exploração Comercial - Lucro indireto > Afiliação do Blog em Editoras a partir do conteúdo exposto.

Direito de Distribuição de material pela internet, existe isso?

Existe, sim! A maioria das pessoas acredita que um material exposto na internet está livre para ser copiado, entretanto cabe ressaltar que a internet não é uma zona desprovida de fiscalização; pelo contrário, é ainda mais fácil detectar a Distribuição de Material sem que este tenha o seu Direito de Uso respeitado.

Espera ai! Onde é que está escrito isso ai tudo que você falou?

A Lei que cuida dos Direitos Autorais atende pelo número 9.610/98.

Segundo ela, toda e qualquer produção intelectual (registrada ou não, publicada ou não) está protegida. Desta maneira, o autor é detentor dos direitos sobre a obra e qualquer reprodução desta sem o seu devido consentimento incorre em infração, configurando, assim, a apropriação indevida.


 Escrevo fanfictions, o que isso tem a ver comigo?


No mundo Fanfiction...

Dois amigos conversando:
— Estou escrevendo uma grande fic, foi uma ideia genial que tive para um drama, mas com uma mensagem de superação.
— É mesmo? Conta mais!
— A história é sobre um homem que tem a esposa brutalmente assassinada por um serial killer e ele tem que criar sozinho seu bebê com deficiência física. Mais tarde, o filho se revolta com o excesso de zelo do pai e sai de casa, só que no caminho o garoto é sequestrado e o pai inicia uma busca frenética para salvá-lo contando com a ajuda de uma mulher com problemas mentais.
— Cara, você tá de sacanagem comigo?
— Não, por quê?
— Você que bolou essa história...?
— Sim, qual o problema?
— Cara, isso aí que você descreveu é Procurando Nemo!

Parece brincadeira, mas a questão do plágio e da apropriação indevida de diversas obras ocorre naturalmente no ambiente virtual e inúmeras vezes em fanfictions, tanto por parte de um ficwriter em relação a um autor famoso, quanto entre ficwriters.

A situação que foi ilustrada com o Filme Procurando Nemo, dos roteiristas Andrew Stanton e Lee Unkrich, retrata a apropriação indevida ou imitação de um texto de Propriedade Intelectual, delito passível de punição judicial, que veremos mais adiante.


Certo. E a fanfiction? Onde entra em toda essa situação?

A fanfiction até pode ser uma paródia, e o fato de o autor da fanfiction não assumir a autoria da história e dar os créditos ao verdadeiro criador através do Disclaimer não a caracteriza como apropriação indevida de conteúdo intelectual, isto é, quando o autor não faz objeções quanto a fanfictions de suas obras. Uma fanfiction não assume fins lucrativos e o ficwriter não toma para si a criação dos personagens, nomes, situações e lugares que remontam a história (para mais esclarecimentos sobre o tema fanfiction, leia a matéria O que é fanfic? de 25.01.13, por Lady Salieri: o-que-e-fanfic).


A partir daqui vamos abordar o uso do Disclaimer e... Pra que serve isso mesmo?

Alguns autores de fanfiction se deparam diante daquele retângulo em branco logo abaixo da palavra Disclaimer e não compreendem a necessidade daquele bendito aviso. (Para mais esclarecimentos sobre o significado da palavra Disclaimer, leia a matéria Dicionário de Termos e siglas do mundo das fanfics de 13.08.13, por Gabriela Petusk: dicionario-de-termos-e-siglas).

Vamos olhar para este retângulo e tentar enxergar além do seu preenchimento. O Disclaimer é uma ferramenta de proteção não apenas para o site em que será hospedado o texto, mas também para a proteção do ficwriter contra possíveis processos judiciais por se apropriar indevidamente de obras de outro autor.

Disclaimer pode ser traduzido por “Renuncia”, ou também por “Aviso Legal”.

Quanto à Renúncia, é através do Disclaimer que o autor da fic deixa claro que não é o detentor legal dos direitos à obra, mostra que a história que se seguirá foi baseada na criação de outro.

Agora vamos pegar uma lente de aumento para olhar melhor para o Disclaimer.

Alguns autores não autorizam o uso de seu enredo, personagens, características dos personagens, sincronização de locais e situações que remetam a sua obra em quaisquer ambiente virtual por considerar isso como plágio.


 “Ah! Mas o que é isso? Como assim? É apenas uma demonstração do quanto sou fã!”

Não importa! Não adianta argumentar. A obra pertence a outro e este outro não empresta.

É o caso de Anne Rice. Um dos sites de fanfiction foi notificado pela assessoria da autora e não aceita mais histórias baseadas nos trabalhos de Anne – e de mais alguns autores que se opuseram a “emprestar” seus personagens ou partes de sua obra.


Como o Disclaimer poderá me proteger?

O Disclaimer protege também o autor de histórias originais, extensivo a blogs e demais atmosferas virtuais. É através do Disclaimer que o autor avisa que aquela obra é de sua propriedade e deixa claro que aceita (ou não) que haja reprodução, cópia de situações, nomes e locais de criação unicamente do autor. Veja, não estamos falando da cidade preferida dos ficwriters, Londres, mas aquela cidadezinha de nome esquisito que não existe neste universo, como na criação da Westeros de George R.R. Martin, a Nárnia de C.S. Lewis ou mesmo a escola mais badalada em bruxarias, Hogwarts.


Conclusão

Nada disso tem a ver comigo, sou ficwriter de Originais e não estou lucrando nada com isso, não entendo pra que isso de Disclaimer, plágio entre ficwriters? Que Bobagem!

Algumas fanfictions se tornaram livro! Agora imagine se aquela sua invenção está enchendo os bolsos de outra pessoa, que resolveu tomar para si a sua obra? Terrível, não é?

Mas esse clima de denúncia, investigação, crime? Isso é real?

É real. A Delegacia especializada em crimes Digitais deverá ser acionada e violar os direitos do autor e seus conexos pode, sim, render pena. Reproduzir total ou parcialmente a obra de outrem, sem o consentimento do autor ou de quem o representa, com o intuito de obter retorno financeiro, pode render pena de reclusão de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Existem sites de busca gratuitos que podem localizar e cruzar informações entre conteúdos exibidos na internet, daí prosseguir com a denúncia para o Blogger, Wordpress ou onde o site se hospeda.

Partimos do princípio de que devemos dar crédito a quem tem direito. Apesar de existir modos de registrar a obra, caso você não o tenha feito, há maneiras de se confrontar a verdade e provar quem é o verdadeiro autor. Lembre-se de que citar o autor da obra é um bom começo para ficar longe de encrencas, e respeitar quando o autor não quer seus personagens circulando em fanfictions, também.

Restou alguma dúvida? Entre em contato com a Liga dos Betas através do Raidcall, Nyah!Fanfiction ou mesmo no Blog através do Chat da Liga.


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Fonte de pesquisa:
http://academico.direito-rio.fgv.br – Direitos Autorais – Circulação da Obra, limitações e exceções.
http://super.abril.com.br/cultura - O que são Direitos Autorais?
http://www.ibpibrasil.org - Propriedade Intelectual
http://www.dji.com.br/codigos/1940_dl_002848_cp/cp184a186.htm - Código Penal dos Crimes contra propriedade Intelectual.
http://www.ecad.org.br-  Direitos Autorais.
http://www.bn.br/portal/?nu_pagina=25 -  Fundação Biblioteca Nacional - Escritório de Direitos Autorais (EDA)


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Plágio

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

This is not yours.

Por: Bloody Heartless 
(beta reader liga dos betas)


Olá, galerinha,

Primeiramente quero dar-lhes uma explicação do que vem a ser plágio, ou de quando uma obra é caracterizada como plágio. Segue explicativa abaixo:

Plágio significa copiar ou assinar uma obra com partes ou totalmente reproduzida de outra pessoa, dizendo que é sua própria, e é um termo oriundo do latim. O plágio pode ser de qualquer natureza, como em livros, música, obras, fotografias, trabalhos etc... 
O plágio ocorre, quando um indivíduo copia o trabalho de alguém e não coloca os créditos para o autor original. O Plágio é a cópia não autorizada de várias informações, e é considerado crime, previsto no Código Penal Brasileiro, e na lei 9610. É considerado uma atitude antiética em vários países e como crime de violação de direito autoral. (Disponível em: www.significados.com.br).

O termo plágio definido pelo dicionário priberam:

Plágio:
(latim plagium,-ii, roubo de escravos, plágio)
s. m.
1. Ato ou efeito de plagiar.
2. Imitação ou cópia fraudulenta. 


Plagiar, em poucas palavras, seria copiar a obra de alguém (textos, músicas, falas etc...) sem dar-lhe o devido crédito e, em alguns casos, o ônus devido. 

O primeiro caso de plágio registrado na história brasileira foi a cópia do quadro Friedland, em 1807, do artista Jean-Louis Ernest Meissonier (que retratava uma conhecida vitória de Napoleão Bonaparte) pelo artista brasileiro Pedro Américo, em 1888, que chamou “sua obra” de O grito do Ipiranga, retratando a cena da Independência do Brasil. Não obstante, a obra do brasileiro não retratava nem de perto a realidade dos acontecimentos da época (Brasil colônia), que tinha a coroa ruindo em seu desespero e o príncipe regente (D. Pedro I) fisicamente indisposto.


Acabei de citar sobre um brasileiro que plagiou uma obra internacional (embora nunca tenha sido provado que a obra realmente fosse um plágio, a semelhança esteja nas imagens), mas mostrarei também o contrário:


A obra Max e os felinos, publicada em 1980, pelo escritor Moacir Sciliar foi, em parte, plagiada pelo autor canadense Yann Martel, autor da obra As aventuras de PI, cujo livro rendeu, além de fortuna, um filme de mesmo nome da obra. A hipótese sobre o possível plágio do autor Yann surgiu quando, Moacir, em entrevista, disse que o Best Seller The life of Pi continha parcialmente trechos e referências de sua obra publicada muitos anos antes, mas sem sucesso em território nacional, sendo traduzido para a terra da rainha em 1990.


Dados os exemplos e as definições da palavra acima, já podemos saber o que vem a ser plágio, mas você sabe como identificá-lo? Citarei algumas maneiras (pessoais) de realizar a verificação de textos plagiados e identificar uma obra fruto de uma cópia de outra mais antiga.


Como Identificar o Plágio: 

1. Por meio de leitura de muitas obras: 

A leitura pode ser um dos melhores meios de realizar essa verificação. Quando lemos vários autores e diversas obras diferentes das comuns (das obras em voga, muito comuns entre adolescentes), é possível, de alguma forma, automaticamente reconhecer textos já reproduzidos em outras obras. A mente é capaz de memorizar diversos trechos (embora você nem sempre consiga lembrar) que, quando relidos, voltam como memórias... O chamado déjà vú. Você, sendo conhecedor de uma obra – e caso queira identificar se é realmente plágio -, consegue quase que instantaneamente lembrar-se onde foi lido o trecho em questão. 

Todavia, você não pode simplesmente dizer que é plágio, porque é necessário realizar algumas verificações antes, a saber: 

• O trecho que você está lendo agora foi publicado realmente antes da outra obra? Nesse caso, é bom verificar a data de publicação.  

• O autor realmente não faz referência ou releitura de nenhuma outra obra? Claro, verificar se no início ou no final, ele não dá um aviso. Pesquise mais sobre! Sendo ela famosa ou não, vale a pena verificar. É muito comum utilizarmos as frases de outras obras, para darmos continuidade aos nossos próprios trabalhos. É quase como se fosse um jogo com essas citações, obrigado ao leitor que pesquise e encontre sobre o que você está falando. Então, é sempre bom termos o cuidado em acusar uma outra obra, pois os desinformados podem acabar por sermos nós. 


2. Por meio de ferramentas digitais e da Internet: 

Hoje em dia, o que a internet não consegue fazer em relação a explorarmos diversos textos e identificarmos textos repetitivos, não é mesmo? Há algumas ferramentas (onlines ou não) que podem facilitar a vida do escritor na hora de identificar se ele está sendo plagiado ou não, se está plagiando ou não (porque você também pode reproduzir um trecho de um livro que tenha lido, inconscientemente; isso nós chamaríamos de plágio não-intencional). 

No meio acadêmico, os acusados de plágio podem responder criminalmente perante a Lei 9610/98, que regulamenta os direitos autorais sobre cada obra. Sendo assim, uma das ferramentas que vêm sendo utilizadas com frequência na internet, tem um nome peculiar: Um programa chamado Plagius, que pode ser encontrado em vários sites de download. Além de ajudar a legitimar a sua obra, ele pode também identificar o plágio em diversos formatos de documentos (pdf, word, html, etc...), exibindo a frequência com que o trecho, ou a obra, é citado, em quantos lugares diferentes e o percentual do suposto plágio (entenda, como eu disse, há o plágio não-intencional, em que o sujeito acaba reproduzindo um trecho inconscientemente por já ter lido, mas não se lembra da leitura. Um dos mistérios da mente humana). 

Já de forma online, podemos utilizar os seguintes serviços: http://www.plagiarism.org ou http://www.ithenticate.com (dentre outros). Ambos os sites disponibilizam para o autor, ou pesquisador, uma releitura de diversos arquivos na internet, partindo de um trecho em que será utilizado como base para a verificação. Mas são estatísticas. Pode ser realmente uma cópia ou não! 

Tipos de plágio: 

1 -) Plágio direto: cópia de palavra por palavra, sem indicar fonte ou autor. cópia da obra por inteiro, sem nada ser modificado. 

2 -) Referência vaga ou incorreta: o autor utiliza a mesma ideia de um terceiro, mudando apenas uns pontos, mas em citar a fonte de suas ideias ou dando-lhe os créditos. 

3 -) Mosaico: o tipo de plágio comum. O autor usa das ideias de vários outros autores para construir seu texto. Esses parágrafos não são citações, mas estão próximos de ser, ou seja, o autor não atualiza as ideias utilizadas, utiliza-as assim como outro autor as utilizou. 


Modos de evitar plágios: 

1 -) Pesquisa: inicie uma pesquisa o mais cedo possível, para identificar se o seu texto é trabalhável (se não é um plágio direto de outra obra que vá gerar-lhe dor de cabeça, futuramente). Muitas vezes a preguiça de estudar um determinado assunto antes de desenvolvê-lo, é o que gera o plágio, porque, quando você não está disposto a estudar sobre determinado assunto, acaba copiando de alguém, pois isso é muito mais fácil do que você mesmo interagir com a obra. 

2 -) Transforme em um hábito, a utilização de parênteses para referenciar os autores utilizados: Isso facilita na hora de dar referência a fonte, na hora da finalização do seu texto. 

3 -) Confiança: Antes de mais nada, é necessário que você tenha confiança em sua escrita e em suas ideias, reforçadas pela pesquisa. Confiar nas suas capacidades é algo indispensável para que você possa ter um texto e/ou obra original. 


Parece plágio, mas não é: 


Citação: cópia palavra por palavra de algo que alguém disse ou escreveu. É indicado por aspas no começo e no fim da situação, geralmente destacado do texto principal (por fonte ou formatação). A fonte precisa, ainda, ser evidenciada no texto (citação) ou como fonte de pesquisa. 

Paráfrase: reformulação – com suas próprias palavras – do que a fonte utilizada disse. Muitas redações são praticamente paráfrases. Parafrasear seria, em poucas palavras, descrever a ideia que você tem sobre o artigo desenvolvido pela fonte, mostrando-se que você é capaz de compreender e modificar as palavras utilizadas. Essa forma é comumente utilizada por revistas, para dar palavras simples a artigos científicos, sem tirar a verdade exposta pelos pesquisadores. Obrigatoriamente a fonte tem que ser referenciada, caso contrário é caracterizado como plágio. Modificar as palavras de uma ideia já utilizada por outro, não a faz sua. 

Resumo: o resumo é feito com suas próprias palavras, mas de uma fonte especificada. É, geralmente, de menor tamanho do que a obra original, sendo necessário, também, referenciar o autor ou obra original. Diferente da paráfrase, o resumo é uma forma mais livre de comentar sobre uma obra. 

Referência: identifica a fonte de uma citação, paráfrase e/ou resumo. 



Fui plagiado. O que fazer? 

Para nós, escritores amadores, o plágio também é algo que vem acontecendo em nosso dia-a-dia. Não é raro olharmos a história de alguém e identificarmos um trecho ou abordagem direta de nossas cenas, descritas em poucas palavras, sem ao menos termos recebido créditos por elas. É uma situação chata e degradante, que muitas das vezes nos fazem perder a paciência e até mesmo chegarmos a ofender o nosso “ofensor” literário. Porém, nem sempre a solução tomada por nós, realmente é efetiva ou reconhecida, podendo nos fazer sair como errados. 

Xingar ou humilhar o nosso plagiador, não é a solução mais madura que podemos pensar no momento da raiva – mesmo que, às vezes, isso possa gerar alívio ao nosso coração -, porque pode manchar a nossa própria imagem perante outros escritores. Mas você dirá: “Leo, não vivo de imagens!” e eu te responderei que: “Você vive, sim.” Quando alguém lê a sua obra, muitas vezes ele não a indica porque é algo realmente bom, mas pela simpatia com que foi tratado pelo autor – no caso você -, fazendo-o gostar mais da história, do que gostaria caso tivesse sido maltratado. Quando você está inteirado com os seus leitores, automaticamente as histórias escritas por você se tornam mais lidas e espalhadas, tornando-te mais famoso do que a sua própria obra em questão, o que, de certa maneira é algo positivo. 

Enfim... Voltando ao assunto do tópico desenvolvido, aqui vão algumas sugestões sobre o que pode ser feito, caso realmente você achar que sua obra está sendo plagiada. 

Acionar a justiça: nesse caso, seria mais se sua obra fosse registrada e patenteada com direitos autorais, o que não creio ocorrer entre os escritores amadores. Acionar a justiça é algo comum no mundo dos grandes e famosos (infelizmente), quando suas obras são descaradamente plagiadas. Além de obrigar a dar créditos para a sua obra e para você, o infrator também está sujeito a pena de pagar os ônus ganhos pela publicação da obra plagiadora para o verdadeiro autor. 

Conversar com o acusado de plágio: antes de mais nada, verifique se realmente é ele quem está plagiando-te e não o contrário, porque seria algo vergonhoso caso ele provasse que você é o plagiador em questão. Identifique, também, se não foi realizada uma correta citação, paráfrase ou resumo. 

Quando estiver com suspeita de estar sendo plagiado por outro autor, procure antes fazer uma pesquisa. Verifique a data da obra em questão, além de utilizar-se das ferramentas (citadas lá em cima) para verificação. 

Estando com as provas em mãos (contra fatos não há argumentos), contate o plagiador. Seja tranquilo e direto em suas palavras. Prove-o que você sabe que está sendo plagiado e que apenas quer os créditos pela parte que te compete. Diga-lhe que não é necessário que a obra dele seja excluída e que você apenas precisa ser reconhecido pelo trecho que ele reproduziu, é de sua autoria. Mostre as provas que você tem de que aquilo realmente te pertence, e caso ele (o plagiador) não seja um cara-de-pau, vai estar dando-te os devidos créditos pela obra. 

Conversei, mas ele se recusou: Poucos devem saber, mas no Nyah temos uma política anti-plágio. Caso realmente seja provada a fidelidade de suas acusações e o autor negar-se a dar-te os devidos créditos ou simplesmente fingir que você não existe, é possível acessar o suporte do Nyah e realizar a denúncia. Porém, é necessário que você dê as provas e explique de forma clara a acusação, além de deixar também o link da história e perfil do acusado. O suporte estará a verificar o mais rápido possível, dando a resposta assim que apurados todos os fatos e o plagiador devidamente punido segundo as regras. 

Você pode realizar a denúncia sobre plágio, não somente pela cópia de sua obra, mas sobre a cópia de qualquer outra obra, quando não dado os créditos. Caso você verifique outra história dentro do site e ela for referência direta a um trecho e/ou criação já existente – sem estar discriminado -, também é possível realizar a denúncia, sendo ela verificada da mesma forma anterior. Nunca se esqueça de sempre ter certeza, porque como dito lá em cima, os autores costumam usar partes já conhecidas de outras obras, justamente para fazer uma brincadeira com o interesse dos leitores. 

Considerações finais: 

Não plagiar é uma questão de moral, caráter e ética. Não é apenas uma questão de boa educação, pois ela só vai até certo ponto e ninguém (no caso os pais) pode ser acusado pela falta de caráter de outro ser-humano. 

Quando tomamos créditos pela criação de outra pessoa, você está descendo ao menor dos níveis possíveis, estando sujeito a ser desmascarado a qualquer momento, pela própria pessoa ou por um autor que esteja acompanhando a sua obra. Quando isso ocorrer, além de estar exposto as acusações, pode ser incriminado judicialmente, vindo a manchar não somente a sua imagem, assim como também o conhecimento sobre o seu caráter e conduta no meio literário (amador ou não). Por isso, quando estiver criando uma obra, antes faça uma pesquisa sobre os fatos e identifique se as ideias utilizadas por você, já não foram utilizadas por algum outro escritor, e, caso tenha sido, lembre-se de dar-lhe os devidos créditos pela execução parcial ou completa de uma ideia já exposta. 

Além de certa identificação com a leitura e escrita, para que possamos ser bons escritores, também é necessário que tenhamos caráter, ética e moral para lidarmos com as mais diversas situações, sempre buscando a melhor solução possível para interagirmos com os outros, além de buscar a melhor solução para resolvermos os possíveis problemas. Quando você é um plagiador, além de estar ridicularizando-se, diminui também a confiança que os leitores terão sobre as suas futuras publicações, além de dúvidas sobre as publicações antigas. E convenhamos, isso seria ridículo! 


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Material consultado:







Plágio. Questão de ética: http://sandrapontes.com/?page_id=816


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Escrever no meu estilo ou imitar os outros?

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Por: Anne L 
(Liga dos betas Team)


            
Muitos escritores iniciantes se deparam com essa pergunta quando se enveredam pelo mundo das fanfics. Você lê aquela fic perfeita, vê aquele texto tão bem escrito, fluindo tão bem, que não consegue evitar de se perguntar: “E se eu escrevesse assim?”. E se você escrevesse?

Conheço gente que torceria o nariz e repudiaria a ideia na hora, mas fato é que, mais cedo ou mais tarde – em geral, é “mais cedo” –, todo mundo acaba imitando alguém. Já diziam por aí, “nada se cria, tudo se copia”, embora para escrita não precise ser exatamente assim.

Escrever é uma atividade que exige constante prática, porém, antes de sair escrevendo 500 páginas, é preciso ler bastante. Por quê? Para expandir seus horizontes, melhorar seu vocabulário, entrar em contato com vários estilos de escrita diferentes e porque, quando não se tem o hábito de escrever, você fica sem base para começar uma história e desenvolvê-la. Devo fazer um prólogo? O primeiro capítulo começa direto com a ação? Eu deveria apresentar a personagem principal antes? E como eu sigo daqui? 

Claro que escritores experientes também se veem assombrados com essas dúvidas, mas saber o que funciona melhor para você já facilita, e muito. E a forma mais simples de fazer é assimilando os estilos alheios. Veja bem, eu disse assimilando, não copiando na cara dura e chamando aquilo de seu. Ah, você adora o jeito que aquela autora faz flashbacks? Tente fazer assim. Aquele autor escreve as melhores cenas de sexo que você já leu? Siga a mesma linha que ele para escrever a sua. Mesmo “imitando”, seu texto não ficará necessariamente igual, a não ser que você saia quase copiando a história do outro autor linha por linha. Só por ser você a escrever, com suas palavras, já deixa o texto bem diferente. Mas não confundam assimilação com plágio, por favor. Não falei para ninguém pegar a fic do coleguinha, alterar duas palavras e dizer que é sua. Bom senso, gente, sempre. 

Aí vem aquela pergunta: "mas, Anne, o certo não seria eu desenvolver meu próprio estilo?" Bem, isso é relativo. Como eu já disse antes, veja sempre o que funciona melhor para você. Ninguém desenvolve uma maneira de escrever cem por cento original do nada, no entanto, é inteiramente sua a decisão de evoluir a partir das ferramentas que pegou de outro autor ou não. Sabe quando você lê uma história e pensa “Se eu tivesse escrito, teria feito diferente”? Ou quando vê aquele flashback perfeito de antes e fala “Fulana não deveria ter feito assim...”? É seu estilo tomando forma. 

Mesmo assim, você pode muito bem escolher seguir as diretrizes de outra pessoa e pronto. É mais seguro, afinal, você já viu em prática, sabe que fica bom, sabe que os leitores gostam, então não tem por que mudar. Acho válido, porém, ter uma marca só sua tem suas vantagens. Uma das minhas autoras favoritas quando eu era mais nova era a Meg Cabot, famosa pela série O Diário da Princesa. Ela tinha algo, um quê só dela que, até hoje, me faz apontar para qualquer texto, em qualquer lugar, e berrar “Foi a Meg que escreveu isso!”, ainda que não saiba de antemão. E eu sempre acerto. 



Material consultado:
Guia de produção textual. Disponível em: http://www.pucrs.br/gpt/escritores.php. Acesso em: 12/8/2013

             



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Dicionário de termos e siglas do mundo das fanfics

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Por: Gabriela Petusk 
(Liga dos betas team)


Bom dia, leitores e leitoras de todos os lugares! Ou boa tarde, boa noite, não sei. Aqui, pelo menos, é boa noite. O post que escrevi agora veio por necessidade. O mundo das fanfics é um meio com vocabulário próprio, com o qual bastante gente se confunde. Muitas dessas palavras são em inglês ou derivadas dele, e é uma língua que nem todos sabem. Com muito sangue derramado, metafórico, claro, coletei e coloquei em deliciosa ordem alfabética os mais frequentes entre os escritores em português (brasileiro, em sua maioria). Minhas fontes foram o artigo da Wikipedia em português, que tem uma lista até completa, mas bastante desorganizada, a versão em inglês, totalmente diferente, este site, embora alguns termos não sejam de uso na nossa língua, e a fabulosa ajuda dos meus colegas de Liga, aos quais agradeci no final. Lembrem-se sempre de que as referências quanto à classificação de faixa etária são referentes às regras do Nyah! Fanfiction. Os outros sites podem ser diferentes.

Como diz o título, é um dicionário, portanto, serve para consulta sempre que vocês precisarem. Sintam-se à vontade.

A


Angst: Alemão para “angústia”. Fanfic focada na tristeza psicológica das personagens. Não necessariamente tem um clima sombrio como a Darkfic (ver termo).


B
        
Bara: Subgênero do Yaoi (ver termo) referente ao tipo físico dos envolvidos. A palavra é o japonês para “rosa”, vinda da revista “Barazoku” (tribo das rosas, em japonês), a primeira publicação para leitores homossexuais. Os homens no Bara possuem pelos abundantes no corpo, são musculosos ou acima do peso; algumas fontes, por esse motivo, afirmam a ligação do nome do gênero com a palavra inglesa “bear”, urso.

Beta Reader: Inglês para “leitor beta”. O termo “beta”, na internet, tem uma conotação de teste ou prévia. Vem do alfabeto grego, sendo dele a segunda letra (β), correspondente ao B latino, e a primeira “alpha” (α), correspondente ao A. O “leitor alpha” é o público em si, o objetivo primário da fanfic; o beta é uma “leitura de teste” com direito a comentários para a melhora da qualidade da história. Em português, o leitor beta, ou apenas beta, exerce a atividade de betar e produz uma betagem. Um termo inglês com significado semelhante é “proofread”, “leitura de prova” ou “leitura de teste”, verbo esse usado em contextos profissionais, como editoras e redações.



C



Canon: Conteúdo que está plenamente de acordo com a obra original.

Citrus: Fanfic contendo romance adulto. O termo “romance adulto” não quer dizer apenas a existência de cenas de sexo, embora elas possam aparecer; é mais referente a temas maduros e sérios, como casamento e adultério, do que a relacionamentos jovens.

Crackfic: Fanfic com temática bizarra. Costuma ser de humor. Compare com crack pairing.

Crack pairing ou Crack ship: Casal (ship; ver termo) sem ligação e compromisso algum com o canon (ver termo), não usual ou bizarro. Compare com crackfic.

Cross-dress: Inglês para “travestir”. Fanfic onde uma ou mais personagens se veste com roupas próprias do sexo oposto. Compare com Genderbend.

Crossover: Fanfics onde ocorre o encontro de dois universos diferentes (como uma trama que una Pokémon e Digimon), não necessariamente de autores diferentes. Existe também a ocorrência de crossovers oficiais: a CLAMP, responsável por shoujos muito populares, utiliza-se disso para ligar as várias histórias que publicou.


D


Darkfic: Fanfic que contenha grande quantidade de cenas tristes, depressivas, angustiantes, etc. Uma história classificada como Darkfic tem um clima geral sombrio, não apenas alguns momentos. Compare com Angst. São o oposto das fanfics waffy.

Dark Lemon/Orange: Fanfic com cenas de sexo homossexual forçado (Lemon para homens e Orange para mulheres). A contraparte não consensual do Lemon e do Orange.

Deathfic: Fanfic onde ocorre a morte de uma ou mais personagens principais. A inclusão do aviso na história pode ser considerada spoiler, dependendo da trama. Se, por exemplo, o/a protagonista morreu logo no começo e o enredo é sobre a investigação de como aconteceu aquilo, eu pessoalmente não considero spoiler. O assunto é polêmico, deem a opinião de vocês nos comentários.

Disclaimer: Inglês para “renúncia”. Aviso que deve aparecer em toda história baseada numa obra já existente (fanfiction em geral) renunciando à obtenção de lucro e à autoria de qualquer coisa que não seja do escritor da fanfic. Um exemplo de disclaimer seria: “Personagens e universo original de 'Harry Potter' pertencem a J. K. Rowling; história ficcional e não-oficial escrita sem fins lucrativos.”

Double Drabble: Fanfic com um máximo de 200 palavras. Ver Drabble.

Drabble: Fanfic de até 100 palavras. Existem pessoas que postam drabbles em série, vários capítulos com esse mesmo tamanho. Ver Double Drabble.


E

Ecchi: No ocidente, é usado para aquelas histórias que apresentam sexo ou nudez implícitos.


F


Fandom: Inglês para “domínio de fã”. Tudo o que diz respeito ao grupo de fãs de uma história e sua produção (fanfics, fanarts, cosplays, piadas internas, etc.)

Fanon: Uma ideia bastante difundida em algum fandom (ver termo) que tenha ganhado tanto reconhecimento dos fãs que tem uso frequente.

Femmeslash: Fanfic com o tema central “relacionamento amoroso entre duas mulheres”. A contraparte feminina do slash (ver termo). Não se restringe a histórias de origem japonesa como o Yuri (ver termo).

Ficwriter: Termo em inglês para escritor de fanfiction.

Fluff: Fanfic de romance mais fofa e doce do que um romance comum. Sinônimo de waff.

Furry: Inglês para “peludo” ou “felpudo”. Fanfic com personagens animais ou com características animais, como orelhas felinas e rabo. Os elementos animais costumam vir acompanhados de traços de personalidade correspondente à espécie, porém, não é regra.


G



Gary Stu: Contraparte masculina da Mary Sue (ver termo). Sinônimo de Marty Stu.

Genderbend/Genderflip/Genderswap: Inglês para “troca de gêneros”. Ato de criar uma contraparte do sexo oposto de uma personagem que já existe. É uma prática bastante popular nos fandoms (ver termo) de anime.      

H
        

Headcanon: Não tem tradução para o português. O headcanon consiste em uma teoria usada para explicar alguma pergunta não respondida no universo canon (ver termo).

Hentai: Fanfic contendo cenas de sexo heterossexual. O hentai como gênero de anime tem algumas características específicas, como subgêneros próprios; um termo mais neutro para fanfics que não correspondem a isso e/ou não fazem parte do universo dos animes é NC-17, que remete à classificação. Deve ser classificado como +18.



L

Lemon: Fanfic com cenas de sexo explícito entre homens. Deve ser classificada como +18. A contraparte masculina do Orange (ver termo).

Lime: História com cenas de sexo implícitas. O termo se aplica tanto a casais heterossexuais quanto homossexuais e deve ser classificada como +16.

Lolicon: Fanfic contendo um romance entre uma pessoa adulta (de qualquer sexo) e uma garota jovem, ou entre duas garotas jovens. O termo surgiu da abreviação do inglês “Lolita complex”, complexo de Lolita, personagem do romance homônimo de Vladimir Nabokov. Como o termo foi criado no Japão, e no país a idade de consentimento para o sexo é de 12 anos, fica incerto o limite de idade para que uma história seja classificada como lolicon no ocidente. A contraparte feminina do shotacon (ver termo).

Longfic: Fanfic de longa duração. Termo semelhante, mas não idêntico, a saga (ver termo). Não existe um consenso sobre qual seria o tamanho mínimo ou máximo para que uma fanfic seja considerada longfic.





M


MPREG: “Male Pregnancy”, inglês para “gravidez masculina”. Fanfic onde homens geram um bebê por meios naturais.

Maintext: Conteúdo existente e explícito na obra original. Ver Subtext e Canon.

Marty Stu: Contraparte masculina da Mary Sue (ver termo). Sinônimo de Gary Stu.

Mary Sue: Tipo de personagem idealizada, normalmente sem defeitos. Costuma ser criada para a satisfação imaginária dos desejos do escritor, para que os leitores a admirem, invejem e/ou tenham pena dela. Costuma ter tratamento preferencial da parte do autor: tem a atenção maior na história, é perdoada quando os outros seriam punidos, consegue tudo o que quer com extrema facilidade e outros. É mais comum que a Mary Sue seja mulher, mas existe a versão masculina, o Gary Stu ou Marty Stu. Mais sobre o assunto aqui e aqui. Links em inglês.


O



OC: "Original Character", inglês para “personagem original”. Uma fanfic com um OC tem uma personagem criada pelo autor e inserida em um universo já existente.

One-shot: Fanfic de capítulo único. Escritores de ficção original preferem o termo “conto”, porém, one-shot também é de amplo uso para a situação.

OOC: "Out of Character", inglês para “fora da personagem”. Ocorre quando uma personagem age em desacordo com sua personalidade original. Nem sempre é um defeito na história; veja mais a respeito aqui (link para o post “oito erros”).

Orange: Fanfic contendo cenas de sexo explícito entre mulheres. Deve ser classificada como +18. A contraparte feminina do Lemon (ver termo).

OTP: Sigla em inglês para “one true pairing”, um casal verdadeiro. Casal canon (ver termo) em uma história ou favorito de uma pessoa.



P


Pairing: Inglês para “tornar um par”. Casal ficcional, canon (ver termo) ou não. Sinônimo de ship. Também pode se referir ao ato dos fãs de torcer por um ship (shippar).

POV: Point of View, inglês para “ponto de vista”. Em português, também é válida a abreviação “PDV”. Indica o narrador ou foco narrativo daquele momento.


PWP: "Porn Without Plot", inglês para “pornografia sem enredo”. Fanfic sem uma trama definida que costuma apresentar apenas cenas de sexo.



R


R.A.: Sigla para Realidade Alternativa. Fanfic que usa universo e personagens canon (ver termo), mas altera o enredo. Termo semelhante, mas não idêntico, a What If (ver termo).

Reboot: Inglês para “reiniciar”. Consiste em escrever uma história ou fanfic a partir da estaca zero, com as mesmas personagens e ignorando totalmente o enredo anterior. Prática mais frequente nos jogos.

Review: Inglês para “revisão” ou “crítica”. É o comentário com a opinião do leitor deixado após ler a fanfic. A Liga dos Betas recomenda: envie sempre o seu.

Roleplay: Inglês para “interpretação de papéis”. Modalidade de jogo online, de mesa ou por escrito (normalmente em fóruns) em que os participantes criam uma personagem para si e jogam como ela dentro de um universo estabelecido.



S



Saga: Fanfics com muitos capítulos; normalmente, mais de vinte.

SAP: “Sweet as possible”, inglês para “tão doce quanto possível”. Fanfic fofa e doce sem exageros. Termo de pouco uso nas fanfics em português. Não tem ligação com a tecla SAP.

Self Inserction: Fanfic onde o autor se insere como personagem na história.

Ship: Termo derivado do inglês “relationship”, relacionamento, significando casal ficcional. Pode ser canon (ver termo) ou não. Sinônimo de pairing. Também pode ser escrito no gerúndio: “shipping”. O sufixo também está presente na palavra “friendship”, amizade, não tem tradução exata para o português. Ships podem ser escritos com uma barra ou uma letra X entre os nomes dos componentes, uma combinação dos dois nomes ou uma palavra de comum acordo no fandom (ver termo) que represente o ship. Exemplos: Harry/Ginny, Ron X Hermione, NaruHina (Naruto e Hinata), Revolutionshipping (Yami Yugi e Anzu, de Yu-Gi-Oh Duel Monsters) e Bittersweet (Neji Hyuuga e Tenten, de Naruto). Existe o costume de escrever o nome do homem antes do da mulher em um ship heterossexual, assim como o do parceiro ativo antes do passivo nos ships homossexuais, porém, não é uma regra.

Shipper: Pessoa que é fã de determinado casal e/ou escreve sobre ele. Um shipper exerce a atividade de shippar, “shipping”, em inglês. Compare com ship.

Shipwars: Inglês para “guerra de ships”. Discussão ferrenha acerca de qual ship (ver termo) é melhor ou “mais canon” (ver termo). Costuma ocorrer entre shippers (ver termo) de diferentes casais.

Shortfic: Inglês para “fic curta”. História com mais de um capítulo, porém, não tão grande como uma longfic (ver termo) ou uma saga (ver termo), contendo um máximo aproximado (mas não consensual em todo o meio das fanfics) de dez capítulos. Os capítulos costumam não ser muito longos, parando por volta das três mil palavras, dado que também não é de comum acordo.

Shotacon: Fanfic contendo um romance entre uma pessoa adulta (de qualquer sexo) e um garoto jovem, ou entre dois garotos jovens. O termo tem origem no inglês “Shotaro complex”, complexo de Shoutarou, personagem do mangá Tetsujin 28-go. Como o termo foi criado no Japão, e no país a idade de consentimento para o sexo é de 12 anos, fica incerto o limite de idade para que uma história seja classificada como shotacon no ocidente. A contraparte masculina do lolicon (ver termo).

Shoujo-ai: Fanfic com relações românticas leves, normalmente platônicas, entre mulheres. A contraparte feminina do shounen-ai (ver termo). Mais comum em obras de origem japonesa e nas fanfics derivadas delas.

Shounen-ai: Fanfic com relações românticas leves, normalmente platônicas, entre homens. A contraparte masculina do shoujo-ai. (ver termo). Mais comum em obras de origem japonesa e nas fanfics derivadas delas.

Side Story: Inglês para “história lateral”. Capítulo bônus ou história curta que narra algo paralelo à trama original ou explica algo não resolvido. Não é necessária para o entendimento do enredo principal, apenas o complementa.

Slash: Fanfic com o tema central “relacionamento amoroso entre dois homens”. "Slash" é a palavra em inglês para "barra", o caractere usado para escrever um ship (ver termo). Não se restringe a obras de origem japonesa como o Yaoi (ver termo).

Songfic: Fanfic que contém a letra de alguma música na história para complementar a narrativa, ou cujo enredo se baseie em uma letra.

Spin-off: Obra narrativa derivada de uma que existia antes. Uma das séries que possui vários deles é Law & Order, cujo spin-off Law & Order: Special Victims Unit é até mesmo mais popular do que o original.

Subtext: Conteúdo existente na obra original, porém não explícito. Não deixa de ser considerado canon (ver termo) por não ter sido descrito. Costuma dar muita abertura à criação de fanfics; um exemplo perfeito do fenômeno é o grupo dos Marotos, em Harry Potter. Ver Maintext.

Subtexters: Fãs das informações deixadas como subtext (ver termo) pelo autor e que exploram isso em suas histórias.



T

TWT: “Time? What time?”, inglês para “tempo, que tempo?”. História cuja sequência não acontece em ordem cronológica (passado, presente e futuro). Pode ocorrer uma inversão, como na série de filmes Star Wars, ou ir e voltar durante a narrativa. Dom Casmurro, de Machado de Assis, pode ser de certa forma configurado como um TWT.




U

U.A.: Sigla para Universo Alternativo. Fanfic que usa personagens de uma história em um universo diferente.




Y

YA: Sigla em inglês para “Young Adults”, jovens adultos. Literatura direcionada para adolescentes e, como o nome diz, jovens adultos, faixa etária que vai até por volta dos 25 anos. Com o crescimento do público, deixou de ser apenas uma classificação indicativa e se tornou um ramo editorial ou até mesmo um gênero. Costuma ter protagonistas com idade próxima à dos leitores e trazer questionamentos comuns dessa época de vida, como a fase adulta que se aproxima e a busca pela identidade. É um dos gêneros de livro que mais baseia fanfics.

Yaoi: Fanfic com romance entre dois homens. Termo mais usado em obras de origem japonesa (animes e mangás). A contraparte masculina do Yuri. É uma sigla derivada da frase “Yama nashi, ochi nashi, imi nashi”, japonês para “sem pico (clímax da história), sem queda (desfecho), sem sentido”, sentença usada para definir a falta de um enredo no início do gênero, que se comportava de maneira semelhante ao PWP (ver termo) nas fanfics.

Yuri: Fanfic com romance entre duas mulheres. Termo mais usado em obras de origem japonesa (animes e mangás). A contraparte feminina do Yaoi. “Yuri”, em japonês, é a palavra para “lírio”. Surgiu na antiga revista “Barazoku” (tribo das rosas, em japonês), voltada para o público homossexual masculino, em uma coluna de nome “Yurizoku no heya” (sala da tribo dos lírios, em japonês), esta sendo voltada para as leitoras.


W


Waff: Sigla em inglês para “warm and fuzzy feeling”, “sentimento caloroso e fofo”. “Espírito” de uma fanfic focada em ser agradável e/ou romântica. Ver Waffy e Fluff.

Waffy: Adjetivo para uma fanfic que contém Waff. Ver Waff e Fluff.

What If: Inglês para “e se”. Fanfic que explora um enredo baseado em: o que aconteceria se a história tomasse um rumo diferente. (Ex: Harry Potter voltar ao passado para salvar o mundo bruxo; etc.). Termo semelhante, mas não idêntico, a R.A. (ver termo).




E então, pessoal, faltou algum? O que acharam do post? Os comentários são espaço de vocês para dizer. Muito obrigada a todos que me ajudaram com a leitura pré-publicação e com termos que faltavam: Gee, Igor, Duda, Salieri, Jean Claude, Cyndi, Barbara, Diandra e Luh Black.
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana