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Estereótipos em histórias de aventura

domingo, 1 de novembro de 2020

 


Por: queijo e uva passas

Olá! Tudo bem com vocês? Espero que sim. Eu sou a beta queijo e uvas passas e hoje iremos falar sobre estereótipos nas histórias de aventura. Lembrando que não é porque são clichês que são necessariamente ruins. O importante é a maneira como você, escritor, desenvolve a sua história e faz tudo acontecer. :)


Estereótipos dos protagonistas:

  1. O escolhido

Um exemplo típico é Percy Jackson. Escolhido há muito tempo por meio de uma profecia ou premonição, ele é o único que pode salvar o mundo de um destino terrível. Geralmente há lendas sobre o possível herói e todos o olham com admiração.

 

  1. O "normal"

Assim como Harry Potter, que nem imaginava que tinha algo de especial e que as vidas das pessoas estariam em suas mãos algum dia, muitos protagonistas passam por essa mesma situação: vivem uma vida pacata até um evento X acontecer.

 

  1. O que não queria ser herói

Colocar-se em perigo? Tá fora! Bem, mas às vezes não é bem questão de escolha e se torna inevitável ser o herói. Um exemplo disso é a Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, que, mesmo sem o querer, se tornou o Tordo, símbolo da revolução.

 

  1. O badass

Quando a Princesa Leia apareceu pela primeira vez nas telas, muitos julgaram que ela não seria mais do que um rosto bonito, contudo ela surpreendeu a todos ao mostrar sua destreza com a arma e sua coragem. É um protagonista que admiram muito pelas habilidades.

 

  1. O entusiasmado

É aquele personagem que quer muito, mas muito mesmo ser herói. Ele se mete em aventuras e situações perigosas apenas para ter sua oportunidade de brilhar. Aceita todas as chances que a vida lhe dá de fazer a coisa certa. Não poderia ter outro exemplo além de Finn, de Hora de Aventura.

 

Estereótipos na trama:

  1. Dicotomia herói x vilão

É aquele clássico do vilão super malvado, que não tem nenhum traço de personalidade além de ser mau; ele é afogado em trevas e escuridão. Enquanto isso o herói é o mocinho perfeito, não comete erros e representa toda a luz.

Particularmente, eu acho esse um clichê um pouco problemático, porque ele acarreta não desenvolver sua história e seus personagens de maneira complexa. Em se tratando somente dos personagens, ninguém é 100% bom ou 100% mau! É necessário construir o caráter e a bagagem do herói e do vilão, mostrar que eles são humanos, têm forças e fraquezas, erram e acertam, enfim, fazer com que tenham personalidade. Isso dá profundidade à história.

Um exemplo interessante de um protagonista com caráter ambíguo e bem trabalhado é o Robin Hood: para alguns, vilão, para outros, herói. Nesse caso, também dá para fazer do protagonista um anti-herói em vez de um herói.

 

  1. História acontece em um lugar fantástico

Em muitas histórias de fantasia, a aventura não acontecem no local onde o protagonista mora e sim em algum lugar em outra dimensão ou universo. Não há problema nisso, porém seria interessante variar um pouco e tentar algo diferente.

 

  1. O mundo todo nas mãos do herói

O mundo está acabando e só o herói pode salvá-lo! O interessante, nesse clichê, é fazer com que o protagonista tenha consciência disso e mostrar os sentimentos dele acerca dessa situação. A carga emocional de ter tanta responsabilidade é enorme, sendo muito importante trabalhar isso.

Também tem como realizar uma abordagem diferente, fazendo com que o mundo fique na mão de um grupo de heróis, cada qual encarregado de algo. Apesar de geralmente o herói não salvar todos sozinhos e haver, de fato, um grupo, a importância do grupo não fica muito explícita e bem trabalhada e, é claro, o herói é o parabenizado por salvar o mundo (e não o grupo todo, o que é bem chato). :/

 

  1. Mestre idoso e sábio

Sempre tem o senhorzinho ou senhorinha que tem uma palavra de sabedoria para dizer ao protagonista. Ele não entende na hora, mas depois que ele já está na metade da jornada e o sábio morre, finalmente as peças parecem se encaixar. Particularmente, amo esse clichê!

 

  1. Herói nunca parece abalado

Isso eu considero um pouco incômodo, afinal, depois de passar por situações traumatizantes, ver pessoas morrer e às vezes matá-las, é normal que você não fique bem e precise de apoio dos amigos e terapia. Entretanto, os heróis não parecem ter esse tipo de problema. Pesquisar sobre como as pessoas reagem após passar por essas situações (relatos de sobreviventes de guerras e dos campos de concentração nazistas, dentre outros, são bons começos) e trabalhar esse trauma de maneira coerente é recomendável. Dá para ir dando pistas ao longo da história por meio do comportamento do personagem e, quem sabe, fazê-lo conversar sobre isso com os outros personagens.

 

Esses foram os estereótipos mais recorrentes que eu li e assisti ao longo da minha vida, mas é claro que existem muitos outros. Se tiver algum que vocês gostem muito ou odeiem com todo o coração, compartilhem com a gente nos comentários!

Sintam-se à vontade para discordar de mim quanto ao que coloquei aqui.

E lembrando que é a minha opinião pessoal sobre o assunto, ou seja, vocês são livres para escreverem da maneira que desejarem, nada disso é uma regra absoluta.

Espero que tenham gostado e até o próximo post! :)

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Como Criar Personagens Carismáticos

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Por: Asthera Maxwell


Olá, pessoas!

Aqui estou eu, tia Asth, estreando no blog da Liga com um tema que conforme o tempo passava, mais eu queria pedir para trocar porque o assunto é delicado, rs! Vamos falar de Personagens carismáticos! Há vários cursos e posts por aí dizendo como construir um, inclusive um que dá uma boa base para isso é o da Raven Hraesvelg, "Como desenvolver Personagens", deem uma olhadinha lá porque posso dizer que este é apenas um complemento!

Serei direta aqui. Minha tese é que não existe segredo para criar um personagem carismático. Mas personagens carismáticos cativam, então, vamos primeiro compreender o que significa cativar e como isso se insere no mundo da escrita, depois as visões mais frequentes de como cativar o leitor. Vem comigo!




1 – O QUE É CATIVAR

"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas", quem se lembra dessa frase?

Pois bem, Exupéry expressou corretamente o significado da palavra de forma simples. Cativar significa tornar-se cativo de algo, prisioneiro, ou como definiu o tio Google "tornar(-se) cativo; prender(-se) física ou moralmente a; sujeitar(-se)", "guardar em seu poder; reter, conservar".

Esse termo também está relacionado ao ato de "ser carismático" e “ser líder”. Líderes carismáticos cativam seu público, independente das opiniões e/ou comportamentos que tenham. Se eles cativam, significa que uma parcela de pessoas se identifica e os seguem para onde for.

Se a pessoa consegue prender sua atenção, te envolver, convencer a fazer o que ela quer e/ou pensar da mesma forma, mesmo que você não perceba que está sendo coagido a fazê-lo, isso é cativar.




2 – O QUE É CATIVAR NO MUNDO DA ESCRITA

E quando transferimos isso para o mundo da escrita?

Pois bem, acima de tudo, livros são mundos que o autor compartilha conosco. Neles, o escritor é onipresente, onisciente e onipotente, então os leitores sentirão o que ele quer eles sintam. Quando o escritor faz tudo direitinho, sentiremos o que o autor quer que sintamos, ou seja, estaremos cativados pelo que aquele livro nos conta. Quando isso acontece com milhares de pessoas, temos o best-seller.

Em uma história, os elementos que nos cativam são os personagens. Para isso acontecer (ou como dizem: para comprarmos a ideia que o autor quer nos passar), há várias maneiras, mas pelas minhas leituras e pesquisas, identifiquei quatro formas de os personagens se mostrarem carismáticos.




3 – VISÕES DE COMO CATIVAR O LEITOR: ESTUDOS DE CASO

Importante ressaltar que a maioria dos exemplos que cito aqui uso como referência apenas os filmes e o que vi de spoiler dos livros. Como sabemos, há diferenças entre as formas as quais as pessoas retratam um mesmo personagem. Eu poderia usar exemplos mais clássicos, mas para ajudar o pessoal a se situar, quanto mais recentes, melhor.


3.1 – DEFEITOS

Atualmente, esta é a visão que está em voga. A gente não se identifica com aqueles personagens perfeitos, que não cometem erros de vez em quando. A visão pós-moderna talvez tenha um dedo nisso, tratando as coisas de forma mais crua e fazendo com que as vejamos como realmente são e não como deveriam ser.

Porém, isso se torna uma contradição, pois desde crianças nosso comportamento é moldado por concepções já existentes que os adultos consideram ideal (como deveria ser), em vez de, por exemplo, sermos forçados a voar do ninho com poucos dias de vida, como fazem os pássaros (como as coisas são).

Estes valores variam de cultura para cultura, então não haveria uma estrutura fixa capaz de ditar o que é um defeito ou qualidade em uma pessoa.

Exemplos de personagem: Haymitch Abernarthy e Gale (Jogos Vorazes).

Essa vertente de identificação foi a principal responsável pela migração massiva de leitores para o lado dos anti-heróis e vilões, ou como se popularizaram, bad boys. Essa categoria de personagem é o que eu chamo de repaginada do "se não puder ser os dois, é melhor ser temido do que amado", dito por Hobbes.

Tanto que é por isso que vemos por aí a enxurrada de homens dizendo para as mocinhas "ficarem longe, porque não são homens para elas".


3.2 – QUALIDADES

Aqui a gente se rende mais pela qualidade do personagem do que por seus defeitos. Em geral, essa visão serve como suporte da primeira, com um personagem para balancear o outro e, quem sabe, servir como elo emocional dele. O problema é quando esse tipo de visão recai sobre o protagonista, tornando-o "plano" e sem muitas motivações para fazer a história desenrolar.

Exemplos aqui seriam Arthur Pendragon (As Brumas de Avalon) e Peeta Mellark (Jogos Vorazes).

Arthur, na história, tem um caráter meio messiânico por sua função de salvar a Bretanha, servir como elemento unificador, baseado na estratégia do símbolo nacional. Sua aparência também não deixa a desejar, seu caráter muito menos. O cara perfeito que parcela da mulherada adoraria ter como namorado, não tem defeito nenhum! Atualmente, quando um marido descobre que a esposa está dormindo com outro, pelo menos um deles vai parar na delegacia.

O que o Arthur faz quando percebe o feeling entre Lancelot e Guinevere? Chamou o Lancelot pro ménage!

Certamente esse último aspecto faria muitas mulheres adeptas do relacionamento aberto urrarem de alegria, mas seu perfil permissivo, estável na linha de desenvolvimento de personagem, diplomático e passivo, oposto ao de sua irmã Morgana (inclusive amo muito, maravilhosa <3), enjoaria as mais espirituosas.

No caso do Peeta, tanto no livro quanto no filme, tudo é narrado pela Katniss, então só temos a visão dela. O que vemos de defeito no Peeta? Nada. Vemos umas falhas aqui e acolá desenvolvidas pela lavagem cerebral, mas nada ao ponto de ele se encaixar no modelo de identificação 3.1. No final do livro mesmo, Katniss diz que precisava da tranquilidade do Peeta e não da personalidade explosiva do Gale, porque ela, assim como o Gale já tinha fogo de sobra.

Como eu disse lá em cima, a ideia da criação do Peeta era complementar a Katniss, o foco era nela, então não se preocuparam muito em desenvolver os defeitos dele. Ao ser o bastião da humanidade, humildade, da gentileza, da proteção e da devoção, traços que em geral são as personagens femininas que incorporam na literatura, a mulherada se encanta. E o povo gosta dele mesmo assim, contradizendo o que atualmente o pessoal, entre outras palavras, diz sobre "o que o leitor quer é ver pessoas nas histórias, quer ver falhas". Ele te cativou?

Atualmente, o papel do herói está um pouco defasado. Grande parte pelo modo como as pessoas se agarram à estrutura da Jornada do Herói e saturam o tema, mas isso já é assunto para um outro post <3


3.3 – CONTEXTO SOCIOPOLÍTICO

Como estávamos dizendo, antigamente o que cativava era o herói. Pode ser que alguns gatos pingados digam que preferiam os vilões, mas a verdade é que na infância a tendência por gostar dos mocinhos é maior. Hoje, com a onda de popularidade dos vilões e anti-heróis, conclui-se que a população está mais consciente de que nem sempre somos obrigados a sermos o melhor que pudermos, podemos simplesmente ser. Sem motivações para agirmos como heróis (já que né, a única recompensa no fim será a morte), mas também sem razões para agirmos feito bobos pelo resto da vida.

As histórias de antigamente serviam para disciplinar crianças, então seguiam padrões que hoje não cativam mais as pessoas.

O que cativa hoje é aquele personagem falho e que reconhece, tenta lidar com isso e, se possível, superar. Por que essa mudança de gosto em tão pouco tempo? Eu digo, muito mais do que falhas do personagem, é o contexto sociopolítico.

Reflitamos, o que pode ter mais chance de cativar um leitor hoje, uma protagonista feminina ou masculino? E se essa protagonista feminina seguir a curva decrescente do desenvolvimento de personagem, chamará mais a atenção do que um protagonista masculino que segue a linha crescente?

Muitos dirão "ah, depende do desenvolvimento da história". Nossas convicções influenciam no conceito de cativar, porque nos identificamos com o personagem e com o contexto em que ele está inserido. Por isso, muitas vezes o pessoal prefere os personagens secundários, pois eles não estão presos àquela obrigação de salvar a todos no fim, então há um espaço maior para o inesperado, coisa que o protagonista não tem.

Exemplo? Toma: Severo Snape. Nos primeiros anos em que os leitores descobriram sobre o passado do Snape, suas convicções e motivações, não faltava gente na internet chorando horrores por conta de Snape x Lily. Um anti-herói em sua essência, mas herói de qualquer maneira. Tempos depois, com a voz feminina se fortalecendo, como Snape é visto agora? Toda essa ideia de herói foi para o espaço, pois ele é visto como um cara com fortes tendências a relacionamento abusivo. Ele te cativou?

Outro exemplo? Rue. É uma criança, negra, tinha tudo para ser uma baita candidata a vencedora dos jogos se não tivesse se aliado à Katniss (só vi o filme, então acho que se ela tivesse ficado escondida o tempo todo, nada daquilo teria acontecido). Esse conjunto de fatores pesa na nossa visão, ainda mais considerando o cenário étnico brasileiro e o debate acerca disso. Ela te cativou?

Outro exemplo mais recente? Thanos. Quem assistiu Guerra Infinita viu a vibe Malthusiana que permeou o propósito dele. Ele te cativou?

O modo como os personagens reagem a essas situações também presentes no nosso dia a dia faz com que nos afeiçoemos.


3.4 – ESCOLHAS (AKA: "NÃO SÃO NOSSAS CARACTERÍSTICAS QUE DEFINEM O QUE SOMOS, SÃO NOSSAS ESCOLHAS")

Essa frase do Dumbledore define o propósito do post de hoje.

Um dos problemas que enfraquecem os personagens atualmente é justamente esse ponto. Na vida, algumas vezes precisamos escolher entre duas coisas que não podemos ou queremos abrir mão.

Porém, nas histórias esses momentos se tornam mais fracos porque o personagem é geralmente posto para escolher entre algo bom ou ruim, são decisões previsíveis e se reforçadas pela Jornada do Herói, podem matar a sua história, o leitor já saberá o final assim que o primeiro ato acabar.

Segundo Truby (2007), escolhas são resultados de possíveis dilemas morais do personagem. Porém, muitos autores dão a ele uma "fake choice", onde ele é posto para escolher entre algo que resulte em algo bom ou em algo ruim. Um exemplo que Truby cita é: você força seu personagem a escolher entre ir para a prisão ou conquistar a garota. A escolha aqui é óbvia.

Para ser um verdadeiro dilema moral, seu herói precisa escolher entre dois resultados bons ou, em situações piores, evitar o "menos pior" entre duas escolhas ruins.

Exemplo? Peguemos o Peter Pettigrew: No terceiro livro de Harry Potter ele fugiu em busca de seu mestre. No quarto, vemos que ele tem cuidado de Voldemort desde então. Nesse intervalo de tempo, Peter podia ter fugido. Mas entre ser caçado por Comensais por sua covardia, pelas autoridades bruxas por sua traição aos Potter e perder uma mão para ajudar Voldemort a reviver, já sabemos o que foi menos pior. Ele te cativou?

(Depois que ele se redimiu nos últimos livros, não duvido que tenha cativado)




4 – CONCLUSÃO

Bem, o que aprendemos hoje?

Sua parte como escritor, na hora de construir um personagem carismático é desenvolver relacionamentos sólidos dele com os outros, motivações fortes para suas ações, independente se o que predomina nele são comportamentos ditados por suas qualidades ou defeitos.

Não tenha medo de inserir assuntos “atuais” no enredo, se quiser e convergir com o que você quer escrever. Isso pode motivar o autor a pensar sobre o assunto e inclusive acender uma faísca para comentar. Quando o personagem lidar com aquilo, poderá despertar ódio ou aprovação do leitor e é isso que você quer, arrancar uma reação dele. Em determinado ponto, será mais sobre "como o público recebe o personagem", baseado em suas vivências, do que "como você o transmite" ao escrever.

Então é isso, pessoal, espero que tenha sido útil e se tiver qualquer dúvida, só comentar! Estamos aqui para acompanhá-los nessa empreitada <3





REFERÊNCIAS:

TRUBY, John. The Anatomy of the Story: 22 steps to becoming a master storyteller.
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Como Desenvolver Personagens

segunda-feira, 4 de junho de 2018
Por: Raven Hraesvelg
Perfil: https://fanfiction.com.br/u/334899/



            Olá, povo! Espero que estejam bem. Hoje trago aqui algumas dicas — talvez — úteis sobre desenvolvimento de personagens. Esse é um ponto que eu toco muito com os escritores que acompanho, mas sempre percebo que é uma coisa que, ou desconhecem ou não sabem como lidar. Primeiro vamos deixar uma coisa bem clara: o desenvolvimento dos personagens e o desenvolvimento da história são coisas independentes. Um se apoia no outro e um faz uso do outro, óbvio, mas são coisas diferentes e com objetivos diferentes.
            Agora, o que seria desenvolver um personagem? Essa é fácil: desenvolver um personagem envolve trabalhar, ao decorrer da história, a personalidade dele e ser capaz de demonstrá-la através da narrativa.
Chamamos de personalidade o conjunto de características cognitivas, afetivas e volitivas que formam a construção pessoal de um indivíduo. Está diretamente ligada à forma como interiorizamos nossos sentimentos, pensamentos, valores e experiências. Também é importante diferenciarmos personalidade de comportamento. Enquanto a primeira está ligada às atitudes, ações e reações (pois relaciona-se à interiorização dos sentimentos), o comportamento na verdade é a exteriorização daquilo que define a nossa personalidade. É importante ter esses conceitos em mente, pois nos ajudam a compreender melhor como nossos personagens funcionam (ou melhor, como deveriam funcionar).
            O primeiro ponto que temos que ter em mente ao desenvolver um personagem é saber que precisamos ter o quê desenvolver. Não dá para fazer um bolo se não tivermos todos os ingredientes, certo? Então o primeiro passo é você ter um personagem tridimensional. Como o nome dá a entender, um personagem tridimensional é aquele que tem mais de uma dimensão. Assim como um cubo desenhado num papel adquire profundidade apenas quando se incluem as três dimensões a ele, para um personagem ser bem desenvolvido ele precisa de três dimensões básicas.

·         Caracterize seu personagem
Esse é o passo que todo mundo faz na hora de criar uma história. A etapa da caracterização (que já é assunto para outro post, pois caracterizar um personagem é diferente de desenvolvê-lo) é mais básica e acontece praticamente no mesmo momento da criação da história em si. Quando você cria uma história, os personagens estão ali para servir a um objetivo, e esse objetivo é o que caracteriza um personagem a princípio. Caracterizar um personagem nada mais é do que pensar no que ele é. Ele é um herói corajoso? Um vilão cruel? Uma guerreira rebelde? Ter esses pontos marcantes da personalidade deles é a primeira dimensão de nosso personagem.

·         Pense na história do seu personagem
Nossa personalidade é moldada também pela nossa vivência, então essa é a primeira coisa que a gente precisa ter em mente na hora de representar um personagem. Mesmo que você não revele o passado do seu personagem aos seus leitores, você ainda deve pensar sobre ele, porque é esse passado que moldou o que ele é hoje e isso te traz um entendimento maior do seu personagem. Ora, se você não conhece seu personagem, seus leitores também não irão. Daí a importância de sempre se perguntar: por que o meu personagem é assim? Utilizando algo bem recente, vamos tomar como exemplo o vilão do último filme lançado da Marvel (sem spoilers grandes aqui, pode ler com tranquilidade). O objetivo do vilão, Thanos, no filme, é destruir metade do universo. Ok, até aí, nada novo sob o sol, apenas mais um vilão vivendo sua vida vilanesca. Porém, há uma pequena cena onde ele conta sua motivação para aquilo, onde ele conta sua história, e então o objetivo dele ganha sentido, deixa de ser uma coisa vazia para ser algo com um significado.

·         Todo mundo tem defeitos
Isso parece muito óbvio, mas muita gente não pensa nos defeitos de seus personagens ao criá-los e acabam criando personagens sem dimensões. Perfeição não existe na vida real, então quando você cria um personagem perfeito está criando alguém superficial e vazio. Quanto mais real um personagem for, mais os leitores conseguem se identificar ou, no mínimo, entender o personagem, e isso é muito importante quando você pensa na história como um todo, pois se as pessoas não se interessam pelo teu personagem, muito menos se interessarão pela história que você tem a contar sobre ele. Além disso, ao adicionar defeitos em teus personagens, você está dando a eles mais singularidade. Vamos pensar naquele típico personagem herói das histórias de fantasia: ele geralmente é bondoso, corajoso e altruísta. Apenas acabei de descrever todos os protagonistas dos livros de fantasia. Mas o que acontece se eu disser que esse mesmo herói é, também, uma pessoa indecisa? Ponha ele para comandar um exército numa batalha e, pronto, todo mundo morre. Ou às vezes, ele pode ser uma pessoa extremamente rancorosa ou vingativa. Ou alguém que não sabe perder. Enfim, independente do caráter que você decidir dar ao seu personagem, você estará dando a ele facetas e é isso o que cria a nossa terceira dimensão da personalidade. É importante notar que, geralmente, os defeitos são o que chamamos de “personalidade oculta”. Nossa tendência é de deixar apenas os nossos melhores traços à mostra em um primeiro momento e, com o tempo, revelamos nossos defeitos.

Certo, agora já temos nosso personagem com uma personalidade e história, mas como escrever e dar continuidade a isso?
1.     Demonstrar: ao invés de dizer que um personagem é simpático, demonstre isso através da narrativa descrevendo como o personagem, por exemplo, dá bom dia para todos em seu local de trabalho.  Leve seus leitores a deduzir os traços da personalidade de seu personagem através da narração do que ele faz, fala, pensa, assim você não precisa contar. Na minha opinião, não tem coisa mais chata do que ler um personagem listando suas qualidades como se fosse uma checklist de mercado. E o engraçado é que metade daquelas qualidades citadas não aparece no texto, ou seja, o escritor ficou só no fala, fala, e não demostra. É aquele ditado: ações falam mais do que palavras, então narre e descreva.

2.     Consistência: se você desenvolveu um personagem de determinada maneira, é de se esperar que ele se comporte de acordo com sua personalidade e motivações. Quando você faz um personagem se comportando de forma que não faz sentido, está criando um personagem inconsistente. Um exemplo disso é quando aquele antagonista que passou a história toda sendo um empecilho para os protagonistas resolve ajudar simplesmente porque sim ou porque do nada brotou um traço de bondade nele. Há uma grande diferença entre isso e entre ele resolver ajudar porque estava de acordo com os interesses dele. Isso acontece muito com quem não tem um personagem solidamente construído.

3.     Mudança: esse é um fator crucial. Nós somos todos mutáveis. Podemos mudar pouco ou muito em períodos curtos ou longos, mas o fato é que nós mudamos. Isso não deve ser diferente com os personagens. Seja pela ação do tempo ou de algum acontecimento, em alguma hora teu personagem vai passar por uma mudança. O importante é que ela seja coesa e coerente com os acontecimentos da história, e mais importante ainda, é que ela aconteça. Se o teu personagem começou a história do mesmo jeito que a terminou, então é um personagem estagnado e sem desenvolvimento.

4.     Relacionamentos: esse também é assunto para outro post (inclusive temos artigos falando sobre desenvolvimento de relacionamentos já, dê uma olhada!), mas é essencial entender que, como seres sociais, as relações que temos também afetam nossa formação. Desenvolver um personagem também envolve desenvolver seus relacionamentos. Como você vai escrever sobre um personagem apaixonado se não se focar na relação que ele tem com o parceiro? Se o personagem é alguém romântico, por exemplo, desenvolver esse traço está intimamente conectado ao relacionamento que ele tem ou terá.

É claro que para escrever não há um passo-a-passo correto para seguir, mas só de ponderar sobre esses pontos que abordei já te dá terreno a mais para trabalhar na tua história e, ao meu ver, quanto mais conteúdo você tem para trabalhar, mais completa tua história será. No mais, se você possui dificuldades com essas questões e gostaria de alguém para te ajudar com isso, não deixe de entrar em contato com um beta! <3

REFERÊNCIAS
JENKINS, J. The Ultimate Guide to Character Development: 10 Steps to Creating Memorable Heroes. Jerry Jenkins, 2017. Disponível em <https://jerryjenkins.com/character-development/>. Acesso em: 25 de abril de 2018.
SAMBUCHINO, C. The 9 Ingredients of Character Development. Writer’s Digest, 2013. Disponível em <http://www.writersdigest.com/editor-blogs/guide-to-literary-agents/the-9-ingredients-of-character-development>. Acesso em: 25 de abril de 2018.
MARKS, C.S. Five Traps and Tips for Character Development. Reader’s Digest. Disponível em <https://www.liferichpublishing.com/AuthorResources/Fiction/Five-Traps-and-Tips-for-Character-Development.aspx> Acesso em: 25 de abril de 2018.
ACT Institute. O que são as teorias da personalidade. ACT Institute. Disponível em <http://actinstitute.org/blog/o-que-sao-as-teorias-da-personalidade/>. Acesso em 09/05/2018.
CAMPOS, J. V. et al. Desenvolvimento de Personagens: a psicologia arquetípica como ferramenta de criação e concepção de personagens para uma série animada. Projetica UEL, v. 5, n. 1, 2014.
GERKE, J. Plot versus Character: A Balanced Approach to Writing Great Fiction. Writer's Digest, 2010.
BELL, J. S. Write Great Fiction: Plot & Structure. Writer’s Digest, 2004.
NANCY, K. Write Great Fiction: Characters, Emotion & Viewpoint. Writer’s Digest, 2005.
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4 Dicas para Criar Personagens

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Por: Servine HXP



Olá pessoal

Sou ServineHXP, membro da liga dos betas e hoje vamos tentar dar algumas ideias do que você pode fazer para deixar seu personagem mais “próximo” de seus leitores.

Vamos lembrar que nada é uma regra e que muita coisa na arte da escrita é subjetiva, porém eu sinceramente recomendaria muito para pessoas mais iniciantes não começarem tentando quebrar todos os paradigmas da literatura.


1 – Saiba para quem você escreve.

Pensemos em um exemplo para dar início a esse primeiro.

Talvez você ainda se lembre daquela saga adolescente que tanta gente amava e tanta gente ainda odeia nomeada de Crepúsculo, não?

Quando a autora foi escrever o livro dela, ela tinha em mente que ela queria escrever para adolescentes, pessoas cheias de hormônios (e que normalmente tem grandes expectativas no amor… doce ilusão).

Os vampiros sempre estiveram enraizados com a ideia do terror e horror, só que não faria sentido para uma pessoa que realmente quer vender muito investir num gênero que nem entre os adultos faz tanto sucesso assim, logo, ela foi direto no romance (só você entrar na página inicial do Nyah! Que você constata quanto o povo adora esse tema).

Ela criou uma personagem insegura, que vive aquele amor avassalador, que tem um sonho de princesa e no fim um final feliz. E acredite que tem muita gente que se identifica com isso.

Você pode até não concordar, entretanto, para milhares de pessoas, a Bella é bem carismática…

Bem, saiba mais ou menos quem vai ler a sua história e se pergunte: o que essas pessoas querem ler? Que tipo de personagens elas querem ver?


2 – Faça um personagem que saiba reagir e agir

Sabe uma coisa incrível que eu descobri? As pessoas, nem mesmo frente à morte de um ser humano têm a mesma reação; e não só isso, descobri que chorar não é um indicador certeiro do quanto alguém está sofrendo. Pode morrer um parente bem próximo, mesmo assim, caso você não chore, não quer dizer que você não está sofrendo. Li isso num blog de psicologia.

O personagem não chora por nada, porém para realmente mostrar que ele tá sofrendo você o coloca aos prantos (o que não é nem de longe errado); mas será que isso é realmente necessário? Talvez o seu personagem simplesmente não seja o do tipo que chora, e nem por razões extremas ele o faria.

Às vezes abrir mão do que é mais comum para dar ao seu personagem o próprio jeito de fazer as coisas é o melhor. Ele tem que seguir seu próprio ser e não o que é mais recorrente ou que faria mais sentido para nós (autores e leitores), afinal, ele é outro ser.

E isso não só reflete em como ele reage a acontecimentos, mas também como ele encara a vida. Talvez o seu personagem, andando por uma rua, veria coisas que você não veria, e é isso que torna algumas cenas tão interessantes.

Imagina um personagem andando na rua, o que você poderia descrever ali que seria interessante? Talvez você só descrevesse a rua de maneira normal falando que era movimentada e cinza, quando, na verdade, seu personagem é uma pessoa que fica muito em casa e quando sai na rua fica muito acanhado, então ele sairia na rua e olharia para as pessoas tentando estudá-las melhor. Nessa andança ele falaria das feições das pessoas em vez de focar na rua propriamente dita.

E isso é tão básico sobre construção de personagem que de vez em quando a gente até esquece, e é muito legal pois permite o leitor imergir em ser aquela pessoa por um tempo, ter outros horizontes seguindo sempre o que foi proposto para aquele tipo de personalidade.

É uma daquelas coisas que você só se dá conta quando cai a ficha.

Resumindo: realmente tente olhar o mundo pelos olhos do seu personagem e sempre tente mantê-lo coerente.


3 – Escreva sobre quem é importante

Imagine o seguinte: você é um escritor de fantasia e você passa meses criando um mundo para se passar a história; cria raças, cria línguas diferentes para acompanhar as culturas, cria os monstros, o vilão maligno mais das trevas que sua mente consegue imaginar, e também cria um certo grupinho que você decide que vai caçar o tal vilão — só que eles nunca tiveram sucesso em derrotar essa força do mal porque eles não têm o poder necessário. De todas as raças que você criou, de todas as possibilidades que foram postas você cria o protagonista humano, bem genérico mesmo e nem é tão diferente de um qualquer que você visse na rua, que talvez use uma espada e que não tem nada a ver com o vilão. Você já até pensou em como vai amarrá-lo para forçá-lo a derrotar as forças do mal. Ok… Mas por quê?

Por que eu tenho que viver a pele do personagem mais normalzinho da tropa? Por que não uma das milhares de raças ou então um cara daquele grupo que tava caçando o antagonista?

Você pode pensar: tá o que isso tem a ver?

Você tem mais chances de se sentir instigado a ler para saber sobre uma raça que você não conhece do que um humanozinho comum. Tende-se a criar mais perguntas e essas perguntas prendem a atenção do leitor.

Tá o que isso tem a ver comigo que não escrevo fantasia?

Vamos pensar num romance.

Imagina o cenário: você cria a pior de todas as famílias para o seu personagem, cria traumas, pensamentos e pontos fracos; você é ainda pior e fica maquinando como fazer ainda mais infernal a vida desse pobre ser. Aí você cria a protagonista que é a garota que acabou de se mudar para a casa ao lado… E o pior: toda essa treta de família muitas vezes até já acabou, o personagem só tá sentindo as consequências de tudo que já passou, ele já tá adulto e trabalhando.

Não era mais fácil ter deixado o protagonista ser o garoto que estava sofrendo e colocar todo esse sofrimento no tempo presente?

Essa coisa pode dar uma boa história de investigação? Pode. Mas se o foco não é investigação (que não é sinônimo de manter a atenção do leitor, pois só por ter mistério não significa que as pessoas vão se sentir instigadas. Eu vi fanfics, e até alguns livros, que tentam vender uns mistérios que não tem muito sentido; o mistério começa quando você lê a sinopse e pergunta: mas sobre o que diabos essa história se trata? Mas em vez de clicar para saber, as pessoas só passam para a próxima).

Vou contar uma história com spoilers sobre um anime, porém deem uma chance que vai valer a pena:

Tokyo Ghoul é um anime/mangá que conta a história sobre um mundo onde a cidade capital do Japão é habitada por outros seres além de humanos, os ghouls. Ela é dividida em distritos, alguns mais perigosos que outros. O protagonista vive num distrito relativamente seguro, entretanto ultimamente tem acontecido muitos ataques na região, devido a essa criatura que está atacando desenfreadamente. Ghouls são como vampiros, só que eles precisam da carne e não só do sangue (tem alguns que comem cadáveres em vez de gente viva, mas enfim).

Ele, nessa época, estava a fim de uma garota chamada Rize, e certo dia ele descobre que ela está lendo o mesmo livro que ele e os dois marcam de sair. O passeio é muito bom, só que à noite, depois do rolê, ela fala que mora perto de um dos locais onde aconteceu um ataque e que está com medo de voltar sozinha e pede para ser acompanhada. Num beco escuro, os dois começam a conversar e então ela se revela sendo um ghoul e tenta matar o protagonista; ela o perfura com uma espécie de tentáculo e então, para o azar da moça, eles estavam perto de uma construção e várias vigas de metal caem sobre ela.

No hospital o médico pega os órgãos da moça e transferem para o protagonista que estava morrendo pela perfuração, então, ele acorda e tem a belíssima surpresa de ter se transformado em um ghoul por causa dos tais órgãos.

Essa sinopse é basicamente o que vende o anime. Acho que quase todo mundo foi para assistir o anime já sabendo que isso acontece e é justamente a coisa que mais causa perguntas na obra porque você quer saber mais, você quer saber como as coisas vão se desenrolar a partir dali, pois Kaneki (o protagonista) já não é nem humano, mas não quer virar um monstro.

Isso são 10-12 minutos do primeiro episódio. E não precisaram apelar para suspense ou para aqueles tipos de sinopse em nível de: “O protagonista está prestes a sofrer uma mudança em sua vida, algo que vai mudá-lo para sempre. Uma situação. Ele teve sorte, ou nem tanto. E agora, ser humano ou ser um monstro?!” dois espaços e complementado com: “Leia para descobrir”.

Crie oportunidades de você demonstrar quem seu personagem é e isso se constrói com um enredo que normalmente tem algo acontecendo.

Façamos uma métrica fácil aqui: se o seu personagem tem mais treta no passado dele do que no presente e o maior atrativo da sua história é você descobrir sobre o passado dele, então talvez a sua história deveria se passar no passado do personagem em vez de anos depois, e com ele só sofrendo. Ver ele reagir é melhor do que ver só as consequências.


4 – Dicas da psicologia

Li alguns artigos sobre o que nos faz gostar das pessoas e achei algumas coisas muito boas de efeitos que você pode usar para criar essa identificação maior.

Essa dica é muito simples e eu sinto que vai ter gente que vai se chatear comigo, mas vamos botar as cartas na mesa, pessoal: o humor.

Não tem nada que aproxime mais uma pessoa da outra do que boas risadas. E muita coisa que o povo ama hoje em dia tem fortes raízes do humor. Mas calma, não tô falando para você criar um banco e fingir que é A Praça É Nossa. Todavia, uma ceninha aqui ou ali ajudam sim a dar aquela aproximada nas relações. E o ponto é igual ao que eu falei há alguns itens atrás: cada caso tem o seu específico.

Em Indiana Jones o herói não é um contador de piadas, só que ele tem azar no que faz, o que sempre acaba o colocando em situações embaraçosas.

Já para o Machado Assis o narrador irônico é o toque do humor. Nada de personagens fazendo macacadas por aí.

Duas histórias de duas mídias diferentes que não tem nada a ver. Mesmo assim ainda usam humor e os dois funcionam à sua maneira.

O outro é o efeito de mera exposição. Só por estar lá você começa a criar um certo apego.

E tô falando desse em específico para poder falar do Kishimoto, o criador de Naruto.

Ele usa uma coisa assim. Se você perceber, ele sempre introduz os personagens de um jeito específico.

Ele te expõe ao personagem, deixa que você se acostume com ele ali e então ele começa a explorá-lo, falar do passado, das dúvidas, das motivações… É um bom jeito de você criar uma certa relação para personagens.

Agora a lista dos outros efeitos legais a se comentar:

Fazer besteira é uma coisa que aproxima, segundo o artigo que li, e não só isso, mas também quando você reconhece que errou. Acho que é porque é fácil se identificar com isso, não?

Faça o seu personagem errar, falhar. Talvez numa característica ou num relacionamento que teve, enfim. Não o faça perfeito.

E o último é compartilhar segredos.

O que pode aproximar mais duas pessoas do que confiança, não é pessoal?

Teve até um experimento em que eles separaram grupos de estranhos e os colocaram para conversar, separando os tipos de perguntas entre pessoais e coisas mais recorrentes. E chegou-se à conclusão que as pessoas que tinham feito as perguntas mais pessoais se sentiam mais próximas do que as que fizeram perguntas do tipo: “O que você está achando do clima?”.


Bem, queria agradecer quem leu tudo até aqui e até aqueles que só deram uma olhada por cima, obrigado. Espero ter ajudado de alguma forma.

Nós vemos por aí. XD
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