Por: Rienne de Clairmont
As colunas são parte da programação semanal do Blog da Liga dos Betas, são artigos de opinião em que colunistas fixos e convidados discorrem sobre os mais variados temas no mundo da escrita, literatura e fanfic. O texto de hoje é de uma das nossas colunistas fixas, a beta Rienne de Clairmont.
O texto a seguir contém spoilers de WandaVision e filmes do MCU, leia por sua conta e risco.
Um dos temas mais
difíceis de se retratar em obras tanto cinematográficas quanto literárias é o
luto. Agora, você me pergunta “Por que o luto é o mais difícil, mas o mais
retratado?” Pois bem, muitas obras têm como objetivo retratar a realidade
dentro de suas páginas ou cenas, contudo, sabemos que muitas vezes ocorrem
romantizações ou até mesmo simplificações de situações ou sentimentos. É claro
que, diante do conceito de personalidade, não podemos generalizar as reações
das personagens. De fato, terão indivíduos que liderão com o luto de uma
maneira completamente diferente do esperado por aqueles a sua volta, de modo
que, as representações cinematográficas e literárias muitas vezes optam por
seguir o caminho generalizado, dado que, sim, ele atingirá a maioria da
população a quem a obra é destinada.
Nos últimos dias, uma das séries mais comentadas da internet
foi “WandaVision”, protagonizada por
Elizabeth Olsen e Paul Bettany, produzida pela Marvel Studios e distribuída no
serviço de streaming Disney +. A série é a primeira produção para a tv
realizada pelo estúdio, conhecido por seus famosos blockbusters; e acompanha a
personagem de Olsen, Wanda Maximoff, depois dos eventos de Vingadores: Guerra
Infinita e, consequentemente, Vingadores: Ultimato. Aviso que, a partir desde
momento, estarei utilizando acontecimentos tanto dos filmes quanto da própria
série para análise, de modo que, sim, teremos spoilers nesta coluna. Quem acompanhou a jornada de Maximoff dentro
do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), já está familiarizado com a história
trágica da personagem, que perdeu ambos os pais durante a guerra civil de
Sokóvia (seu país de origem) e o irmão gêmero durante o conflito contra Ultron
(Vingadores: A Era de Ultron). Agora, após Ultimato, a vingadora se encontra
novamente em luto, após a perda de seu grande amor Visão, sintozóide criando a
partir da inteligência artificial de Tony Stark, Jarvis, em conjunto com a joia
da mente.
O caminho para o luto de Wanda Maximoff começa no final de Guerra
Infinta, quando ela é obrigada a matar Visão em prol de destruir a joia da
mente, de modo que Thanos não a adquirisse. A cena é extremamente sentimental e
é possível sentir o desespero das personagens, principalmente quando sabemos
que Wanda já perdeu toda a sua família e agora tem que abrir mão da pessoa
amada. Nesse ponto já é possível entender como a felicidade de Wanda é sempre
sacrificada por um bem maior; seu irmão, por exemplo, morreu ao salvar Clint
Barton, aka Guavião Arqueiro, em A Era de Ultron.

Infelizmente, Wanda matar Visão não foi a pior parte. Quando Wanda
consegue destruir a joia da mente, ela sente alívio, afinal, Thanos não irá
conseguir a joia. Todavia, o vilão nos surpreende ao utilizar a joia do tempo,
adquirida logo antes, e rebobinar o momento. Mediante isso, Wanda é obrigada a
assistir seu amor morrer pela segunda vez, dessa vez pelas mãos de Thanos.


Os próximos momentos são de tensão e ocorrem rapidamente, Wanda não tem
muito tempo para sofrer por Visão, pois logo Thanos estrala os dedos e,
infelizmente, ela é uma das que desaparecem após o ato.

Sendo assim, conclui-se que, quando Wanda volta à realidade, cinco anos
depois, a morte de Visão é extremamente recente, ela não teve tempo para sofrer
e aceitar a perda. Entretanto, quando a personagem volta à vida, todos os
heróis encontram-se no meio de uma batalha, e para Wanda, ela acabou de sair de
uma. Não há tempo para digerir o luto, há apenas ódio, raiva e um enorme
sentimento de vingança contra Thanos. E não podemos negar que Wanda Maximoff
nos proporcionou umas das melhores cenas de Ultimato ao confrontar Thanos.

Para aqueles que conhecem a personagem dos quadrinhos, a loucura de
Wanda já é algo corriqueiro, contudo para aqueles que a conhecem apenas no MCU,
essa é uma nova faceta da personagem. Avançando para o final de Ultimato, temos
Wanda conversando com Clint Barton e ambos lamentam as pessoas perdidas na
último confronto. Este foi o último momento em que vimos Wanda nos cinemas, mas
tudo indicava que ela estava finalmente passando pelos estágios do luto e no
caminho da aceitação.
A próxima aparição da personagem é na sua própria série, WandaVision,
esta que nos traz uma visão completamente diferente da situação em que a
personagem foi deixada na última vez que a vimos. Para aqueles que não sabem,
WandaVision foi desenvolvida como uma sitcom, série de comédia, e cada episódio
é situado em uma década específica com inspirações específicas. Tanto é que, no
decorrer dos episódios ficamos sabendo o real motivo para a série ter sido construída
nesse modelo. Ademais, relacionarei as épocas e, por conseguinte, as fases da
vida da Wanda aos cinco estágios do luto: negação, raiva, barganha, depressão e
aceitação.
- NEGAÇÃO
Como mencionado, até o início de WandaVision, Wanda Maximoff
em momento algum demonstrou estar em negação em relação à morte de Visão. Pelo
contrário, ela aparentava saber exatamente o que havia acontecido, procurando
seguir direto para os últimos estágios do luto. Como eu disse, esta coluna irá
abordar spoilers da série, portanto,
recomendo que aqueles que ainda não assistiram a todos os nove episódios não
leiam a partir desse ponto.
Como descobrimos no epísodio oito, Wanda, assim que a poeira
da guerra abaixa, procura ir atrás do corpo de Visão, com o propósito de
realizar um funeral e encontrar um fechamento para a história dos dois. Assim,
Wanda acaba na central da SWORD (Divisão de Resposta de Observação de Arma Senciente),
organização que toma o lugar da antiga SHIELD, já familiar no MCU. De início, o
acesso da vingadora à instalação é negado e ela implora para ver o corpo de
Visão, pois precisa por o ponto final na história dos dois. Precisa enterrá-lo.
Maximoff é, finalmente, liberada pelo diretor da agência e ela entra
determinada.

Entretanto, nem o
público esperava o que viria a seguir. Wanda encontra o corpo de Visão, mas não
é um momento de fechamento e alívio que ela esperava, mas sim de gatilhos e
tristeza profunda. A personagem descobre que a agência está desmontando o corpo
de seu amado, dado que ele é uma arma feita de vibranium, metal raríssimo
encontrado apenas em Wakanda. É notável quando os gatilhos da personagem são
ativados, afinal ela está vendo o homem que ama ser destruído pela segunda vez
e um sentimento de impotência a invade. É nesse momento que suas emoções tomam
conta e ela invade a área onde o corpo se encontra.

Pode parecer que
a personagem surta logo após encontrar o corpo, sem vida, do amado e toda a
situação em que ele se encontra. Contudo, Wanda nos surpreende ao lidar com a
situação de maneira calma e coerente. Ela se aproxima de Visão e diz já não
sentir a presença dele, despedindo-se logo em seguida e saindo do quartel da
SWORD. Aí você me pergunta, qual o estágio do luto ela está? Afinal, ela
aparenta ter aceitado a morte do amado. Acredito eu, que ela já estava no
estado de depressão; afinal é o momento em que a ficha dela já caiu , e
percebeu o que perdeu, mas é como se Wanda estivesse em suspenção, podendo cair
a qualquer momento. Contudo, quando ela toma conhecimento do último presente de
Visão, ela regride ao primeiro estágio: negação.
Em
seguida, a personagem entra no carro e parece dirigir para nenhum lugar em
específico, mas logo descobrimos que ela está indo até a cidade em que a série
se situa, Westview. A cidade é pacata e calma, longe de toda a agitação que é
ser um vingador traz; Wanda estaciona em frente a um lote vazio e sai do carro
segurando uma espécie de escritura do terreno, que contém uma anotação feita a
mão por Visão, “para envelhecermos juntos”. É nesse momento que a nossa querida
personagem quebra. Até esse ponto, ela não tinha noção da enormidade do futuro
sacrificado.

Agora, sim,
entraremos, de fato, no estágio da negação. A partir desse momento, Wanda cria
uma realidade completamente a parte do mundo real, realidade esta, onde Visão
está vivo e eles são um feliz casal recém-casados nos anos 50.

Wanda então
viverá a sua vida dos sonhos, baseada em sitcoms, sua válvula de escape (como
descobrimos ainda no episódio 8), afinal nesses tipos de série, as coisas
sempre se resolvem no final e ninguém fica machucado. Além de, que assistir a
sitcoms era a maneira dos pais de Wanda a distrairem da dura realidade da
guerra civil em seu país de origem. Seguimos assim, pelas décadas de 60 e 70
(começo). O casal está feliz na nova realidade, de modo que até mesmo Wanda não
sabe que criou uma realidade diferente, para ela, sempre foi dessa maneira.
Então, quando ameaças surgem, ela tende a eliminá-las antes que elas possam
causar algum mal à sua vida perfeita. Assim sendo, Wanda está negando que Visão
está morto ao criar uma realidade a qual eles se casaram e estão esperando
gêmeos.
- RAIVA
É no
final dos anos 70 que temos a superação do primeiro estágio. Tal fato só
acontece por meio de uma intervenção externa de outra personagem, pois sem
isso, Wanda teria permanecido na sua realidade imaculada por tempo
indeterminado. Monica Rambeu é o nome responsável por introduzir Wanda no
estágio da raiva. O interessante nessa questão é que Monica não menciona a
morte de Visão, mas sim a de Pietro, irmão gêmeo de Wanda. A cena ocorre logo
após o nascimento dos gêmeos Billy e Tommy, quando Geraldine (nome de Monica na
realidade de Wanda) está a conversar com Wanda e em um lapso de realidade, se
recorda de quem realmente é e, de maneira descuidada, menciona o irmão finado
de Wanda, despertando raiva na vingadora. Isso já no episódio 3/4.

Wanda então
passará por toda a raiva, culpa e sentimento de impotência que vivenciou com
todas as mortes de seus entes queridos, contudo, ela não deixa que essas
emoções abalem sua realidade com Visão, escondendo dele toda a verdade. A
partir desse momento, ela se torna mais ou menos consciente da sua verdade, mas
a empurra para baixo do tapete. Para ela, todos que se apresentarem contra a
sua felicidade são uma ameaça, de maneira que, ela responde com agressividade a
todas as tentativas de contato externo.

- BARGANHA
É um
pouco depois da cena mostrada acima que os estágios da raiva e da barganha se
misturam, finalmente dando lugar ao terceiro estágio. É apenas no episódio 5
que Wanda Maximoff finalmente sai da proteção da sua nova realidade para
enfrentar àqueles que vêm tentando contatá-la, no caso, a SWORD. Wanda já tinha
frustrado outras tentativas de infiltração da agência, de modo que o diretor
optoou por elevar o nível e mandar um míssil para dentro das barreiras da
cidade.
É de se
esperar que Wanda não fica nem um pouco feliz com a atitude tomada pelo
diretor, fato mostrado quando reage de forma agressiva à ameaça. Logo em
seguida, vemos Wanda atravessando as barreiras do Hex, nome dado a sua
realidade, arrastando o míssil no chão; para logo jogá-lo aos pés dos diversos
soldados que a cercam. A coragem da personagem, tanto quanto a aparente
sanidade e conhecimento da realidade, espanta os agentes da SWORD, mas os
mesmos não abaixam suas armas. Mediante isso, o diretor tenta argumentar que o
míssil era apenas uma preocaução e que ela não podia culpá-los. Wanda por sua
vez, dá seu primeiro e único aviso, para que eles fiquem de fora da sua casa;
justificando que ela não incomoda eles, portanto eles não devem incomodar ela.
Obviamente, a agência discorda e uma discussão passiva se dá início; Maximoff
volta a afirmar que tudo o que ela queria está a seu alcance e que ninguém mais
tirará isso dela.

A partir desse
ponto, Wanda tem completa consciência de que a sua vida com Visão não passa de
uma ilusão, de modo que ela irá lutar e negociar para mantê-la. Para ela, essa
é a maneira que ela encontrou de reverter a situação, de reverter o luto,
afinal não há motivos para sofrer se aquele que você ama está bem ao seu lado e
vocês têm uam vida felizes juntos.
O estágio
da barganha então prossegue para o episódio 6, quando diante da eminência da
perda de Visão, de novo, Wanda espande as barreiras do Hex sem se importar com
as consequências apenas para garantir que a pessoa amada permaneça viva. É como
se ela estivesse barganhando com a probabilidade. Além do fato de que no final
do episódio 5, Wanda tem uma grande discussão com Visão a respeito da verdade, pois
Visão encontrou evidências de que sua existência não é real e de que amada está
manipulando tudo ao seu redor; mas mais uma vez, Wanda barganha com a verdade.

Assim sendo, a barganha continuará até o final do
episódio 7, que conta com a persongem questionando tudo a sua volta e estando a
beira de um colapso.
- DEPRESSÃO
E voltamos ao
início dessa análise. A partir do episódio 8, Wanda toma conhecimento do real
motivo que a fez criar toda essa nova realidade, passando por diversas cenas da
sua vida, indo da infância até momentos antes da criação do hex. É a partir
dessas memórias que conseguimos compreender melhor a jornada da personagem e
como o romance entre ela e Visão aflorou, fato que não havia ficado muito claro
nos filmes, e como ele foi um personagem importante na superação da morte de
Pietro, dado que após os eventos de A Era de Ultron, Wanda está sozinha no
mundo, em um local estranho sem saber se pode confiar nas pessoas a sua volta;
e Visão é o único que se esforça a compreendê-la. Aqui, vale uma ressalta a uma
das cenas mais bonitas do episódio 8: o momento em que Visão define o que é
“luto”. A meu ver essa definição é exatamente o que faz a nossa querida
personagem seguir em frente no futuro. A definição é a seguinte: “O que é luto
se não o amor que perdura? A melhor forma de seguir é voltar”. É uma frase carregada
de sentimentos e verdades, dado que o luto é o sofrimento por amor a uma pessoa
que já não se encontra ao nosso lado, mas isso não quer dizer que deixamos de
amá-la, apenas que a amamos demais.
Agora, Wanda
passa a sentir tudo o que sentiu no momento em que criou o hex. Todos aqueles
sentimentos que a acompanharam quando ela voltou a vida estão de volta e desta
vez mais fortes, pois agora ela sabe que o marido e os filhos não são reais,
que foi tudo uma ação desesperada. Todas as barganhas que ela fez foram
temporárias, elas já não surtem mais efeito, principalmente em Visão. Wanda está em um beco sem saída agora, ou
ela enfrenta o luto ou ela enfrenta o luto, já não tem mais coomo dar pra trás.
Ela precisa enfrentar e sustentar o amor que ela sente por Visão.
- ACEITAÇÃO
E chegamos ao último
estágio do luto. Devo dizer que como uma grande fã da personagem, ver toda a
sua evolução e ver o desfecho da série me destruiu. A Wanda simplesmente não
tem um minuto de paz nesse MCU!
Depois do confronto final
com a vilã do arco da temporada, Wanda chega à conclusão de que não pode mais
sustentar a sua realidade, dado que estava prejudicando outras pessoas. Assim,
além das cenas maravilhosas, em termos de surgimento de personagem, temos as
cenas mais sentimentais da série: a despedida de Visão, Billy e Tommy. Como
dito, esses três personagens não são reais, mas sim, manifestações criadas pela
própria Wanda, agora com um novo alias, Feiticeira Escarlate, e que não possuem
vida fora dos limites do hex; esse que infelizmente Wanda não pode mais manter
ativo. De maneira que, Wanda é obrigada a dizer adeus à sua família e abrir mão
da sua felicidade em prol da felicidade de outros.
Nesse ponto, temos Wanda
finalmente ficando em paz com a morte de Visão, mas isso não quer dizer que ela
não vá deixar de procurar maneiras de trazê-lo de volta, assim como seus amados
filhos.

Por fim, WandaVision é sobre a jornada de
luto de Wanda Maximoff. O que mais me impressiona na personagem é que ela fez
exatamente o que qualquer pessoa teria feito se tivesse poderes e é isso que
torna a representação do luto, para mim, ainda mais realista e emocional.
Elizabeth Olsen e Paul Bettany destruíram seus papeis, num bom sentido, eles
foram não só capazes de captar a essencia de suas personagens, como também dar
ao público personas com quem se identificar.
Algo que o telespectador procura ao
assitir uma série, ler um livro e etc é a identificação com algum personagem e
ele faz isso inconscientemente. Procure pensar na sua série favorita, agora
pense no seu personagem favorito dessa série e pergunte-se o que vocês têm em
comum. Tenho certeza que pelo menos dois itens estarão nessa listinha.
Independente do gênero da obra, seja ela fantasia ou drama, o telespectador
espera, anseia, por encontrar alguém com quem ele se iguale, alguém que ele
veja no espelho todas as manhãs.
Wanda é uma linda personificação do luto.
Ela demonstra as fases de maneira impecável e como dito, age exatamente da
mesma maneira que diversas pessoas agiriam. Ela não supera logo de cara, como
muitas personagens parecem superar em algumas obras; tudo bem que às vezes o
momento exige que não se tenha espaço para o luto, como aconteceu com Wanda
quando ela luta contra Thanos em Ultimato, mas ignorar completamente essa questão
depois do momento de adrenalina e tensão é comum em algumas obras, como se as
personagens fossem fortes demais para sequer sofrer com o luto. E esse é um dos
pontos que quero ressaltar depois dessa, longa, análise. Muitas personagens que
possuem poderes ou que tem um grande protagonismo não recebem o tempo de luto
necessário para suas histórias, tornando-as deuses e deusas, como se um mero
sentimento humano não os atingisse. Wanda ter surtado e passado com delicadeza
por cada estágio do luto mostrou que até mesmo a personagem mais poderosa pode
ter momentos só para sí, dedicados exclusivamente para superar e aceitar o
luto. Usando uma das frases mais corriqueiras de cenas de morte e luto, “não
fica mais fácil com o tempo, apenas suportável”, WandaVision foi capaz de ilustrar essa
citação fielmente.
Concluindo, a série retrata a jornada de luto
necessária para o crescimento da personagem de Wanda Maximoff para Feiticeira
Escarlate, passando com tempo e atenção por todos os estágios do luto, dando ao
público tempo e oportunidade de se identificar com a perda da personagem e
tomá-la como sua, afinal o cuidado aos detalhes foi tanto que podemos
facilmente classificar Wanda como uma humana comum que acabou de perder o amor
da sua vida e faria de tudo para tê-lo de volta. Como a própria Monia Rambeu
fala para Wanda nos últimos minutos do último episódio “Eu teria feito o
mesmo”, referindo-se a morte da mãe, mostrando que mesmo Wanda sendo uma
vingadora, ela não tem culpa, pois é humana.