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Como conseguir ler?

domingo, 19 de julho de 2020


Por: Hannah Dias

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Eu vim aqui para trazer uma questão SUPER importante nesse nosso mundinho e que é até complicado para muitas pessoas. Tantantan: a leitura!

Ler é uma das melhores coisas que você pode fazer por si mesmo. Entretanto, é uma ação um pouco difícil principalmente para aqueles que não estão acostumados a ler e àqueles que não leem faz um certo tempo (meu caso). Na busca de encontrar meu lugar na leitura, percebi que a minha experiência poderia fazer sentido a outros também.

Vamos às dicas?

 

1°) Não se compare com outros leitores.

Eu sei que começar com essa dica é bem suspeito, mas eu quero enfatizar desde o início que não vou aceitar a sua comparação com o fulano que lê uns 20 livros por mês. Sua meta pode ser ler 20 livros cada mês, mas nunca formulada pensando que você deseja alcançar certa pessoa. Ela pode te inspirar a ler mais, mas de jeito nenhum é aceitável dar a ela o poder de te fazer se sentir inferior. Cada um é cada um. Você não precisa ser ninguém além de si mesmo.

 

2°) Comece por livros de seu interesse.

Bem, essa é bem simples. Caso você esteja inclinado a algum tipo de livro, seria bom começar por ele. Pensa um gênero que você gosta muito e que geralmente vem à sua cabeça algo como “se eu fosse ler um livro, eu leria desse gênero”. É aí que você começa.

 

3°) Defina uma quantidade de páginas para ler por dia.

Não tem jeito. No início, a leitura vai ser algo bem maçante e vai ser bem difícil continuar (parece que estamos falando de exercício físico, hahahaha), mas como eu disse anteriormente: vale a pena! Em um primeiro momento, antes da leitura te cativar, será necessário fazer um certo esforço. Comece com 30 páginas por dia. 20 páginas. E vai aumentando gradualmente. Também recomendo usar um app que congela seu celular por um determinado tempo. Foque-se na leitura e eu te garanto que o resultado será fantástico.

 

4°) Leia com o marca-texto na mão!

Ter um marca-texto, um lápis, um post-it, ajuda MUITO na leitura. Você estará fazendo uma leitura ativa, de maneira que, conforme o livro conversa com você, você conversa com o livro também.

 

5°) Uai, e os clássicos, Hannah?

Clássicos são maravilhosos e devem ser exaltados. Mas, você tem todo o direito de não gostar deles. Eu sempre vou dizer que é melhor dar uma chance aos clássicos alguma vez na sua vida, mas se não for da sua vontade, isso não te faz menos leitor. Cada um com seu gosto e suas preferências. Porém, se tiver curiosidade, vai fundo!

 

6°) Organize um horário para leitura.

É muito bom quando você tem todo o planejamento do dia e sabe os seus horários. Gente, dá para encaixar a leitura na rotina! Ler não demora muito, dependendo da quantidade de páginas que você se dispõe a ler. Realmente não demora. Pode ser apenas 1h por dia e eu garanto que pode ser suficiente. Escolha um horário em que você estará descansado e disponível, e faça bom proveito. Eu, por exemplo, gosto de ler à tarde ou à noite.

 

7°) Vá no seu tempo.

Você não precisa ler um livro de x páginas (não importa se são 100 ou 600) em uma semana, quinze dias ou um mês.  O importante é você ler os seus livros no seu tempo, de acordo com a sua rotina, porque só você pode dizer quando tem tempo, quando está desanimado ou quando simplesmente não tem vontade de ler. E tudo bem! Você não precisa estar 100% para ler um livro todo dia. E você pode simplesmente dar um tempo quando for necessário.  NUNCA se pressione (volte à dica 1, caso ainda não tenha entendido).

 

8°) Não tenha medo de desistir de um livro.

Só porque muitas pessoas leram tal livro e você não gostou, não precisa se forçar a ler tudo mesmo você odiando a leitura. Na verdade, não importa o livro, nem o autor, se você não gostar da leitura, não é obrigado de forma alguma a continuar lendo. Passe para o próximo!

 

9°) Aventure-se em outros gêneros.

Quando você já tiver lido vários livros de seus gêneros favoritos, seria muito interessante se aventurar em outras leituras para poder crescer e conhecer outros pontos de vista. Nada como uma boa fuga do usual e aprender coisas novas.

 

10°) Divirta-se!

A leitura nada mais é que um entretenimento repleto de aprendizado e mundos fantásticos. Você vai aprender mais sobre a sua vida, a vida do outro, a vida do mundo, a vida de outros mundos e a vida de outros seres. A leitura estimula a sua criatividade, aumenta seu vocabulário, traz conhecimentos e lições para a existência e nos ensina sobre possibilidades. Não há nada tão completo e grandioso como a leitura. É impossível não se divertir e aproveitar a estrada.

 

Bem! Espero que vocês tenham gostado das dicas. Eu estou na minha caminhada para ler livros de outros gêneros porque quero muito crescer como leitora, então eu pensei que falar sobre esse assunto seria um bônus muito proveitoso para quem está lendo e para euzinha que estou escrevendo. Foi um imenso prazer!

Espero que vocês coloquem as suas leituras em ordem, e aqueles que não conhecem ainda esse mundo, espero que gostem do que verão daqui em diante. Os livros são uma fonte inesgotável de maravilhas!

Aqui eu me despeço! Um beijo, um queijo, um livro e muitos sorrisos!


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Como administrar o tempo para escrever

domingo, 22 de março de 2020

Por: Hannah Dias


Olá, pessoal! Volteiiii! Tudo bom com vocês? Como vai a quarentena?
Hoje eu vim falar de um tema bem meu tipo, principalmente para motivar vocês e, óbvio, ajudar! Então, rufem os tambores e vamos para: “Como administrar o tempo para escrever?”
Todos os dias temos compromissos e coisas que nos impedem de exercer esse ofício tão gratificante. Por isso, devemos nos adaptar e adaptar nosso tempo para conseguirmos escrever. Precisamos conciliar o dia a dia com tudo aquilo que queremos fazer. Não é fácil! O dia parece que tem apenas cinco horas ao invés de vinte e quatro. É complicado e bem chatinho saber que controlar o tempo é um exercício. Caso não vejamos dessa forma, fica impossível de aproveitarmos bem o dia e suas possibilidades.
Falei bastante! Que tal irmos logo às dicas? Hahahaha!

  1. PLANEJE O SEU DIA! Acho que já dei uma dica parecida aqui, mas continuarei dando: arrume uma agenda! Planner! Bullet Journal! Lembrete do celular! Despertador! Agenda do celular! Agenda do Google (recomendo bastante, inclusive)! As possibilidades são infinitas e muito poderosas;
Primeiro passo: escolha um meio de organização de sua preferência.
Segundo passo: abra o meio que você escolheu quando for de manhã ou à tarde (depende do horário que você acorda e quando está disponível para fazer outras coisas que não sejam obrigações);
Terceiro passo: organize o seu dia! Coloque tudo que tem e teve para o dia;
Quarto passo: veja seus horários livres e coloca lá “escrever”.

  1. Veja suas prioridades! Tire tudo aquilo que você deve fazer (como ir à escola ou à faculdade), tudo aquilo que você gostaria de fazer (tomar um banho, mexer no celular) e veja o tempo que sobra para conseguir escrever;
  2. Não se cobre tanto quando for escrever. Não precisa ser muita coisa, mas bote toda sua criatividade e esforço nisso;
  3. Não se esqueça de que o tempo pode parecer curto, mas cada pequena palavra é importante e fará diferença se você mantiver uma rotina;
  4. ROTINA! Amo essa palavra! Tente manter sempre os mesmos horários para escrever (lógico que você pode demorar mais ou demorar menos; talvez tenha uma queda de criatividade e fique horas sentado de frente para o computador, mas o importante é continuar seguindo), acredito que seu cérebro vai entender que esse momento é o de respirar e escrever um pouquinho. O mais importante da escrita é a prática! Lembrem-se sempre disso.
BEM, arrumar um tempinho para escrever não deve ser algo que te machuca. O tempo cedido para a escrita deve ser algo que, mesmo desafiador, também é prazeroso e te deixa feliz, espero eu! Se não, por que você escreve, ô ser humaninho?! O tempo pode ser nosso maior inimigo, mas se soubermos manejá-lo bem, torna-se nosso maior aliado. Sabem a quantidade de escrita que pode ser feita em uma hora?
Lembrando que você não pode e não deve ser cativo da pura e simples criatividade inata. Criatividade é construída. Ela vem de acordo com as suas experiências e as suas próprias ideias, mas ela é pensada, criticada, refeita, ajustada e organizada para a sua própria finalidade. Todos somos criativos! Você, escritor, é criativo!
Com isso, irei me despedir e lembrá-los: COMPREM UMA AGENDA.
Zoeira e carinhos, beijo para todos vocês!

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Resenha: Goo Hae-Ryung, a Historiadora

domingo, 10 de novembro de 2019

Por: Hannah Dias
Link do Nyah: https://fanfiction.com.br/u/319835/

Hoje eu vim falar sobre um tema que amo DEMAIS: doramas! Doramas no verão, no inverno, no frio, na chuva, no sol, o tempo inteirinho! Farei a resenha de um dorama apenas, mas espero que gostem e se envolvam nessa história e nessa “novidade” cinematográfica junto comigo.

A Netflix proporcionou este ano um dorama chamado “Goo Hae-Ryung, a Historiadora” e, em primeiro lugar, queria falar os pontos positivos desse dorama.

A história se passa na era Joseon na Coréia, que seria os nossos séculos IV-XIX (MUITO TEMPO), então, basicamente, é uma história de época. Temos a protagonista Goo Hae-Ryung que é exatamente o que virou clichê há um tempo: ela é a típica garota que, ao contrário de TODAS (logicamente, apenas ela tem essa noção) as outras, não quer se casar, nem cuidar de filho, etiqueta, etc. Goo Hae-Ryung, a diferentona. Porém, eu gostei de como ela se interessa pelo o mundo ocidental e como busca conhecimentos diversos sobre o assunto; gostei de como ela queria tocar a vida tendo escolhas e podendo escolher; o que não gostei foi a maneira como colocaram esse desejo, como algo feito 1000 vezes da mesma forma. Gostei da independência. Não gostei de como é retratado.

O outro protagonista é um PRÍNCIPE! Príncipe Dowon! Ele é um grande mistério porque é príncipe, mas vive exilado em outra parte do castelo. Por causa disso, ele decide se tornar um autor anônimo que acaba super conhecido em Joseon, mas anonimamente. Ele escreve romances! Tem uma alma sensível, além de ser bastante ingênuo, mas confiante. Ele é cortês, e quer servir ao seu país da maneira que conseguir. É um protagonista perfeito. Sem tirar nem pôr.

A história começa, mais ou menos, quando há um caos na cidade quando o governo começa a queimar livros e censurá-los também. Muitas casas são reviradas e poucos livros são deixados para leitura. Com medo de uma rebelião maior, o rei decide que o Príncipe Herdeiro deveria criar um concurso público (sim, já existia!) para a contratação de historiadorAs (inclusão gostamos), já que elas tinham sido úteis em outro mandato de outro rei. O príncipe pede logo a ajuda do seu irmão mais novo, Dowon, para achar um tema adequado sobre o qual as aspirantes a historiadoras deveriam escrever, quase uma redação. Hae-Ryung faz o concurso (obviamente) e ela e mais três meninas entram no palácio como aprendizes de historiadores.

É bastante engraçado a interação das meninas com os historiadores, e o dorama deixa bem claro a importância da história e dos seus registros. Por isso, as historiadoras devem estar aonde os membros da família real estiverem, e, assim, a relação entre o príncipe Dowon e Hae-Ryung se desenvolve. Entretanto, não se engane. Há MUITA coisa acontecendo no dorama. Tem o rei que é um estúpido (no sentido literal da palavra) que faz artimanhas com o Segundo Conselheiro Real. Algumas censuras não acabam, por exemplo quando o rei exigiu ver os registros dos historiadores e eles se opuseram; houve o encarceramento de Hae-Ryung e os historiadores entraram de greve; além disso, tem o mistério do próprio príncipe Dowon e por que ele está exilado e, à maior parte do tempo, sozinho. Também tem muita indicação e crítica implícita ao machismo e à entrada de mulheres em cargos que teoricamente só seriam ocupados por homens. As meninas, entretanto, se mantêm firmes, e logo criam intimidade com os historiadores, tanto que eles veem a importância delas, e até fazem greve como o caso que eu falei acima.

Para mim, a protagonista cansa no seu papel. Fica uma força invisível querendo que você se conecte com a personagem apenas por causa do seu papel de “menina que não se encaixa nos padrões” (sendo que as outras três também não possuem esse papel?) e o quando ela é memorável e incrível por causa disso, mas admito que essa posição é exagerada e já está desgastada. Não precisa dar um motivo para a menina ser incrível. Não é porque ela foi contra o sistema. Foi porque ela foi apenas ela mesma. Focar demais na posição ÓBVIA dela nunca vai chegar aos pés de Mulan, gente. Parem de criar várias minis tentativas de “Mulan’s” e nos deem algo de verdade e que faça sentido.

Agora, o príncipe é o que surpreende. Pelo que eu vejo, ele acaba sendo o verdadeiro protagonista da história. Você fica roendo as unhas esperando entender porque a vida dele é do jeito que é. Ele é exilado, apenas com seu servo eunuco e suas duas damas de companhia (todos muito engraçados, por sinal), e passa a maior parte do tempo lendo ou escrevendo. Sua relação com seu pai, o rei, não é boa, e é bem estranha. A sua relação com sua vó, a Rainha Mãe, também é estranha, mas de um modo bom, como se ele não entendesse o porquê de sua vó ser tão carinhosa com ele. A melhor relação é com seu irmão, o Príncipe Herdeiro, onde há “broderagem”.

Ele é muito sincero, de coração mole, corajoso, amigável, gentil, cavalheiro, sensível (chora não, Dowon), dedicado, persistente, romântico… gente, o cara é demais. Ele é a coisa mais preciosa do planeta. Faz tudo pela Hae-Ryung (Quando ela foi presa, ele não pôde fazer muita coisa, então levou comida aos montes e muitos cobertores para ela) e é simplesmente carismático. Você anseia apenas em ver o sorriso dele. Ele se mostra disposto a fazer o que for necessário pelo bem comum, quando isso lhe é exigido, e arca com as responsabilidades de suas ações. Com o príncipe nessa torre, ele também é salvo pela a historiadora, mas só por conta de seus próprios sentimentos em relação a ela e as pessoas. Em relação a si mesmo, ele se salva sozinho.

Esse dorama está disponível na Netflix com 20 episódios e recomendo muito! Os temas abordados (não falei muito deles) são incríveis. Há a noção de que é necessário uma intervenção ocidental no país (até aparece um estrangeiro) nas áreas de medicina e saúde pública. Há a exaltação da história para cada momento minimamente importante para o país e preservação da cultura nacional. Há mistérios muito intrigantes para se desvendar… enfim, é um dorama com muitas coisas e pode agregar muito!

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Como Escrever Triângulos Amorosos?

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Por: Hannah Dias


            Olá, pessoas lindas! Como estão? Estou aqui para falar de um tema que particularmente ODEIO (odeio mesmo, juro. É capaz de eu pegar o livro/fanfic e tacar no chão sempre que me deparo com alguma coisa parecida), e tenho certeza que é um pouco injustificado, mas que ainda podemos salvar: o triângulo amoroso!

            Eu estou vendo você revirando os olhos. Pode parar, respeita a tia aqui.

            Triângulo amoroso ficou tão comum, tão comum, que todos cansamos (e com razão) da temática mais clichê dos livros românticos. São tantos livros com triângulos amorosos que você se pergunta por que os autores continuam escrevendo algo tão pouco criativo e repetitivo, certo? Eu me pergunto também. Decidi escrever este post porque esse tema aflora meu lado mais cético e julgador possível, então darei a vocês uma visão do que seria necessário para ME fazer ler um triângulo amoroso e GOSTAR. Depois de muitas pesquisas, lembranças desagradáveis de livros que já li, e análises, consegui elaborar algumas dicas para que você, querido autor, consiga escrever seu livro clichê da melhor forma possível.

            A primeira coisa que me vem à cabeça quando falamos de "triângulo amoroso" é Crepúsculo. Seja o livro, seja o filme, Crepúsculo traumatizou todos nós com tal temática clichê. Entretanto, podemos encontrar diversos (DIVERSOS) livros/séries/filmes/animes/mangás também demonstrando relacionamentos no mesmo estilo. Em animes, temos o exemplo de Chihayafuru, com Chihaya x Taichi x Arata; em livros, temos A Seleção, com America x Maxon x Aspen; em Percy Jackson, Percy x Annabeth x Calipyso; em A Maldição do Tigre, Kelsey x Ren x Kishan; sendo um exemplo tanto de livro e filme, Jogos Vorazes há a relação entre Peeta x Katniss x Gale, e em Crepúsculo, Edward x Bella x Jacob; por último, em séries, temos exemplos de The Walking Dead com Rick x Lauren x Shane; em The Vampire Diaries, temos o trio Damon x Helena x Stefan.

            Esses foram exemplos por alto, não se esqueçam. Existem centenas de histórias com triângulos amorosos.


            E o que são triângulos amorosos?

            Segundo o amigo Wikipédia, triângulo amoroso "refere-se a uma relação amorosa que envolve três pessoas — o que pode implicar que duas dessas pessoas estejam romanticamente ligadas a uma mesma pessoa ou, mesmo, que cada um sinta algo semelhante pelos outros dois. Também pode ser quando a primeira sente atração pela segunda, sendo que esta está apaixonada pela terceira.Um triângulo amoroso não implica necessariamente relacionamento sexual, podendo ser de caráter amigável".

Lembrando que, se os casais forem LGBT, há diversas maneiras de construir um enredo que envolva triângulos amorosos. Já que não me aprofundei nessa parte do tema, falarei apenas de casais héteros, certinho? Caso queiram saber como criar um triângulo amoroso LGBT, podemos colocar no banco de ideias para próximos posts!

Então, a partir da definição de um triângulo amoroso, é preciso entender alguns pontos bem fundamentais:

  1. O trio pode não estar focado em apenas relacionamentos românticos;
  2. Duas pessoas podem estar ligadas a uma terceira pessoa. Exemplo: Edward apaixonado por Bella; Bella apaixonada por Edward; Jacob apaixonado por Bella;
  3. Uma pessoa pode sentir algo semelhante pelas outras duas. Exemplo: Guinevere é esposa do Rei Arthur e o trai com Lancelot;
  4. Duas pessoas podem estar conectados de outras maneiras, até mesmo por sangue. Exemplo: Damian e Stefan são irmãos, porém, ambos amam Helena. A sacada aqui é a entrada de sentimentos ainda mais profundos que o romance e o amor romântico: o amor familiar.

Esses são os exemplos mais comuns de triângulos amorosos, antes de tudo, quero deixar claro que ficar estagnado apenas nos quatro exemplos pode ser FATAL. Sempre procurem inovar. Porém, vamos analisar isso mais para frente.

Com esses embasamentos, podemos chegar ao X da questão: Como escrever triângulos amorosos?



Triângulo amoroso arruína uma história ou uma história arruína o triângulo amoroso?

            Talvez muitos de nós fomos influenciados por enredos extremamente parecidos e com triângulos amorosos mal construídos durante todo nosso processo literário. Parece que todos seguem o mesmo modelo e raramente vemos variações. Entretanto, elas existem e podem ser incríveis. Machado de Assis, o maior representante do Realismo brasileiro, conseguiu criar um triângulo amoroso tão intrigante que somos influenciados até hoje. Quem acha que a Capitu traiu o Bentinho levanta a mão!

Ou seja, o triângulo amoroso ao qual estamos acostumados é sempre uma confusão maluca entre sentimentos mal-resolvidos, confusões emocionais, problemática rasa e, principalmente, não convence nenhum leitor. Todos sabíamos que Bella ficaria com Edward por motivos que realmente não são explicados de uma forma coerente — pelo menos no filme. O romance sempre acaba parecendo tão forçado que você não sabe se chora ou se ri, e toda a trama é perdida por causa de relações românticas, o que faz nenhum sentido.

Primeira lição: o triângulo amoroso NÃO deve ser o foco da história. É preciso ter um equilíbrio para que o romance se encaixe com todas as demais problemáticas. Um exemplo disso é A Seleção, que, mesmo apresentando um trio, a história faz um balanço muito interessante entre lições morais, romance, trama e situações presentes no decorrer dos livros, como liberdade de expressão, desigualdade social, política e etc. Outro exemplo que, assim como Crepúsculo, falha, mas de uma forma diferente, é Jogos Vorazes. Há tantas coisas acontecendo em todos os livros que as relações entre os personagens acabam sendo deixadas de lado e o romance só aparece em pouquíssimos momentos.

            Nesse caso, o triângulo amoroso acaba virando algo cansativo e irritante porque, afinal, há diversas coisas importantes acontecendo e a protagonista ainda deve se preocupar em escolher entre dois caras que gostam dela. Dá uma folga para a bichinha, cara!

Então, por favor, crie um equilíbrio na história. Estamos num campo minado aqui, não se esqueça disso.


“Ah, eu amo a maneira que Zequinha Golçalves me faz sentir… ah, mas Josefino Aledeído me deixa tão inquieta e nervosa, oh, meu Deus, eu amo os dois!”

Autor, tu nem me vem com essa!

Zequinha, Toninho, Josefino e Juriscláudio podem te fazer sentir de mil maneiras, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Nem tudo é amor e nem tudo são sentimentos válidos, e, para o leitor, esse tipo de dúvida é tão ridícula que acaba sendo extremamente negativo.

Crie sentimentos REAIS. Dúvidas REAIS. POR QUE a desalmada da Sarinha Antonieta está pensando que ama dois caras? O que eles têm de bom? E, pera aí, eles viraram buffet para ter alguma coisa de bom? Já pararam para pensar que as justificativas e dúvidas desses trios sempre acaba parecendo leilão de boi? “Ah, esse aqui é mais gordinho, serve para tal coisa”, “ah, esse é mais forte serve para outra coisa”. Chega!

Talvez a menina esteja em dúvida porque cada um dos garotos pode representar uma parte dela. Partes que ela ainda não sabia, por exemplo. Partes que ela sabia, mas que ainda não experimentou demonstrá-las, sei lá. Há justificativas REAIS e CRÍVEIS, não dá para iludir seus leitores. A época da ilusão ficou em 2007, estamos em 2018. Hoje, queremos nos identificar com o que estamos lendo, e as coisas ilusórias e extremamente romantizadas já não são tão buscadas, entendem? Queremos ver o feio e o bonito todos juntos porque nossos sentimentos não são bonitos e dignos de poemas. Eles são confusos e misturados, mas desejamos ver isso.

Nós não somos pessoas fáceis de lidar. Nossos personagens também não podem ser.

Fulaninha conhece outro fulaninho “bad boy”, fica toda mexida nos encontrinhos com ele, então começa a mentir para a família, namorado, cachorro, padre e Jesus. Que isso, Fulaninha?

Mudanças bruscas de personalidade são irritantes. A menina era tranquila, conhece um cara doidão, e começa a ficar doidona também? Isso pode acontecer, mas gradualmente. Fulaninha tem namorado e o outro cara fica indo atrás dela, então ela começa a mentir para todo mundo e fica indo atrás do menino? Imediatamente?

Fulaninha tem que ter MUITA influência do outro cara para começar a mentir para o namorado e outras coisas do gênero. Personagens com personalidades volúveis são horríveis e vazios. Escreva mais sobre os sentimentos que o tal bad boy (ou outro estilo de homem, porque também cansamos de bad boys. Menino fofinho is the new black) causa; sobre as situações que ele faz a menina viver e como isso acaba sendo prejudicial para ela, ou libertador, dependendo do caso. Crie personagens profundos, com ações e sentimentos que façam sentido.



Conexões emocionais? Gostamos.

            The Vampire Diaries trouxe, em 2011, logo depois de Crepúsculo, um triângulo amoroso inovador para a época. Os dois irmãos são apaixonados pela mesma menina! Então, o interessante é que, diferente de Crepúsculo, por exemplo, em que Edward e Jacob nem se seguem no Instagram, Stefan e Damian são irmãos, cresceram juntos, conhecem tudo (mais ou menos) um do outro e etc. Eles possuem uma conexão emocional extremamente forte e, mesmo eu achando horrível como uma relação tão importante acaba sendo prejudicada por causa de um amor em comum, é interessante demonstrar que eles possuem uma ligação.

            Geralmente, a menina é o foco dos triângulos amorosos. Quando você, autor, encaixa conexões emocionais tão ou mais fortes que um romance propriamente dito, sua história acaba tendo uma autenticidade, mesmo hoje sendo um clichê. Talvez seja seu dever procurar outros tipos de conexões emocionais para encaixar em seus trios, assim, os meninos que gostam da menina podem deixar de ser os bois no leilão e se tornarem personagens únicos e com características que conversem com a história.


Mamãe da Fulaninha passou mel nela?

Uma coisa que NUNCA entendi foram as meninas dos triângulos amorosos. Sendo sincera, na maioria das vezes, sempre acabamos achando que a protagonista é extremamente irritante, então fica aquele questionamento: “por que raios, esses dois caras lindões estão interessados nessa chata?!”

Fulaninha, na maioria dos casos, é uma menina tão tediosamente normal que simplesmente não dá para entender como que os dois homens se apaixonaram por ela. Quais são as características da Fulaninha que fazem os dois malucos caçarem dragões em seu nome? O que eles amam nela? E, mais importante, como você, escritor, está passando esse sentimento e essa noção para o leitor?

Nunca, em todos os filmes, séries e livros que passaram pela minha vida, compreendi o sentimento dos meninos apaixonados. Nunca foi explicado o porquê de uma paixão tão avassaladora e tudo acaba voltando para a falta de sentido. Simplesmente amar uma pessoa por amar não existe, seus doidos! Não é romântico! É estranho e até meio assustador, já pararam para pensar nisso?

Não escrevam sobre sentimentos ilusórios só porque vocês não conseguem encontrar justificativas válidas. Você, amado, é um escritor, então, nas entrelinhas está dizendo que passará sua vida pesquisando assuntos. Pesquise sobre sentimentos! Faça entrevistas no ponto de ônibus! Converse com um terapeuta de casais! MAS, dê algo significativo.



Basicamente, acho que é isso! Esse é um post muito geral, então não podemos nos aprofundar muito, certo?

Mesmo com toda essa pesquisa, ainda acho complicado gostar de triângulos amorosos. Podemos até fazer um desafio! #HannahLeiaTAChallenge, HAHAHAHAHA! Quem me trouxer um triângulo amoroso realmente bem escrito e que segue todas as dicas do post, vai ganhar um abraço!

Lá no comecinho, falei de triângulos amorosos mais incomuns que vocês poderiam achar por aí. Eu tenho dois exemplos, mas tenho certeza que, com a criatividade e o amiguinho Google, não será difícil criar romances autênticos. Pelo menos, assim espero, viu, senhoras e senhores?

  1. A menina não gosta de nenhum dos dois meninos: imagina ESSE triângulo amoroso. Fulaninha não gosta dos meninos atrás dela e só pensa em jogar videogame em casa! (E eu aqui dando dica de enredo, pegou?)
  2. A menina se aproveita da situação: Fulaninha pode muito bem gostar da atenção de dois caras em cima dela e passar o rodo! Boba ela não é, hahahaha.

Tendo em mente tudo isso, é importante fazer uma análise sobre a sua história. Romances e triângulos amorosos são um dos temas mais antigos da literatura mundial, então pode sim ser algo convidativo e interessante. O que todo autor precisa entender é que somos pesquisadores. Tenham em mente que os tempos mudam e as pessoas também. Já vimos muito Crepúsculo e estamos atrás de outras coisas. Transforme o clichê em autenticidade, e o que se tornou algo que repele o leitor vai começar a atraí-lo novamente.
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Sobre o Que Escrever?

segunda-feira, 2 de abril de 2018



Por: Hannah Dias

            Oiê! Aqui estou eu, mais uma vez, para escrever outro post para esse blog maravilhoso que tanto amamos, que tanto gostamos e que tanto abraçamos. Acredito que promover um pensamento mais profundo sobre a escrita virou um quadro meu aqui no blog, olha que amorzinho. O mais legal é que enquanto ajudo vocês, estou me ajudando também. Vamos todos nos ajudar a manter nossa criatividade a todo vapor.

            Foi um pouco complicado conseguir um tema que eu realmente gostaria de abordar. Na verdade, o que é mais interessante, para mim, é conseguir ajudar na motivação dos novos autores e fazê-los entender que a escrita é um caminho maravilhoso, mas árduo. É preciso ter muita força de vontade e determinação. Mas é gratificante e pode transformar a vida de muitas pessoas. Então, com isso em mente, foi difícil encontrar um tema que eu pudesse abordar a questão de ajudar na parte emocional e prática da coisa.

            E o que escolhi dessa vez foi: O QUE ESCREVER?

            Devo dizer que o título realmente é vago e pode ser interpretado de diversas formas, mas vamos levar ao pé da letra. Literalmente. Com as cartas na mesa.

            Autores, o que vocês devem escrever?

            Pode-se escrever todo tipo de coisa hoje em dia. Um diário, talvez. Biografias (conte sobre como você conseguiu ganhar a gincana da sua escola, nada contra), crônicas, fanfics, poemas, artigos, contos (sobre a galinha que correu para a rua), informativos, panfletos, entrevistas (reais ou imaginárias; quem sou eu para ditar sua criatividade?), canções, dicionários, reportagens, críticas, roteiros (de rádio, de televisão, de novela, de filme, de série, de desenho), questionários, debates, documentários, cartas, resumos, memorandos, peças teatrais, histórias, telegramas (sei lá), discursos de campanha (nossos representantes políticos estão precisando), contratos, relatórios, notas científicas e etc. Há uma infinidade de possibilidades para você, querido escritor.

            Eu comecei a escrever quando tinha onze anos, talvez dez, não me recordo direito (a menina tem dezessete anos e não consegue se lembrar... orem por mim). Eu ficava com um caderno na mão escrevendo romances que realmente não entendia direito, mas achava super interessante as relações humanas e queria saber mais. Escrevi redações para escola e recebi patadas da minha amada professora de português, porque minha criatividade ia um pouco além do que era requisitado pelo ambiente escolar — "Hannah, você não pode escrever cinco páginas de redação. São apenas trinta linhas!" —, descobri o mundo nerd dos animes, me apaixonei e quis refazer suas histórias para que se encaixassem àquilo que eu realmente queria, então vieram as fanfics.

Escrevi fanfics de todo tipo, poucas, muitas, grandes e pequenas. A época de transição dos meus onze aos treze anos foi mágica e realmente me abriu muitas portas para o famoso autoconhecimento. Comecei a entender a minha escrita e como ela funcionava. Aprendi que eu era uma escritora, mesmo sendo tão jovem. Compreendi que toda aquela quantidade de livros que li a minha vida inteira tinha um significado e possuíam um papel extremamente fundamental na minha existência.

Passei pelas fases de não entender como criar diálogos emocionantes (e como faria isso com meus doze anos?), de não saber muitas regras ortográficas, de não saber encaixar pensamentos corretamente, de não estabelecer relações interpessoais de maneira eficaz, de não saber expressar aquilo que eu realmente queria passar, de não entender isso, de não entender aquilo, de não entender aquela outra coisinha. Hoje, posso dizer que não sei tudo. Estou longe de saber. Há dias que não faço a menor ideia de como consigo criar POEMAS em alguns momentos e em outros nem saber rimar duas palavras. Há certas situações, que escrevo um artigo em cinco minutos e outros em duas horas. Há dias que lembro de todas as regras gramaticais. Outros dias, preciso revisar tudo novamente para escrever duas linhas.

Neste exato momento, escrevendo este texto, estou me sentindo enferrujada. Não estou me sentindo confiante. Não estou acreditando muito em meu potencial. Não sei o que vai dar. Não sei se ficará bom. Não sei se vocês vão gostar. Sei que estou aqui, tentando. Sem inspiração, sem motivação, com a única recompensa sendo mostrar para você, querido escritor, que não há regras. Não há limites (a não ser que você escreva alguma coisa que pode machucar o amiguinho, aí não pode) e não há um método. Todos temos diversas possibilidades. Há uma infinidade de possibilidades.

Eu ainda não sei muita coisa sobre escrever, em sua simplicidade. Sei que, muitas vezes, não há um chamado especial. Nunca houve para mim. Nunca pensei que escreveria histórias, artigos ou qualquer outra coisa, afinal, eu era péssima em textos na escola. Esta beta aqui não sabia como começar uma redação, não sabia interpretar, não sabia o que era narrar. Eu simplesmente não sabia. E hoje eu sei. Por quê? Eu não sei.

Conclusão: você pode ter um chamado especial. E você pode não ter um chamado especial. Você pode querer escrever. E você pode não querer escrever. Então, o que você deve escrever?

Você não deve fazer nada. Você deve sentir no fundo de seu coração o que deseja fazer. E não é preciso música de fundo ou uma lâmpada em cima da sua cabeça. Você simplesmente escreve, sem mais nem menos, porque é aquilo que você anseia fazer.

E a partir do anseio de escrever alguma coisa, a criatividade vem naturalmente. As palavras vêm naturalmente. O que você aprende (e vai continuar aprendendo) vem naturalmente. A felicidade vem naturalmente e a angústia vem naturalmente (lide com isso, escritor!!). As ideias também vêm naturalmente (talvez não em seu tempo, mas elas vêm). A motivação e a inspiração vêm naturalmente, assim como a desmotivação, o desespero e tudo que há por aí. Tudo chega naturalmente, porque você é um escritor. Você domina todas essas questões naturalmente.

Então, escreva seus diários, suas biografias, crônicas, fanfics, poemas, artigos, contos, informativos, panfletos, entrevistas, canções, dicionários, reportagens, críticas, roteiros, questionários, debates, documentários, cartas, resumos, memorandos, peças teatrais, histórias, telegramas, discursos de campanha, contratos, relatórios e notas científicas. ESCREVA. Escreva, escritor.

Este é quem você é. Dê um abraço em si mesmo. Um beijinho no queixo. Agora pegue sua caneta (ou lápis, ou computador, ou sua máquina datilográfica) e escreva. Crie mundos, ou fale sobre o mundo que você vive. Crie pessoas ou desenvolva as pessoas que você convive. Elabore romances (dos mais tórridos aos mais fofinhos, todo mundo ama), invente aventuras, exponha um mistério, conceba criaturas novas (eu gosto de vampiros, uma dica), idealize guerras (entre coelhinhos de pelúcia, por favor)  e continue criando, sempre sendo fiel a si mesmo. Fiel àquele escritor que queria as cinco páginas da redação, mas só pôde as trinta linhas.

Escreva o que quiser. Quando quiser. Se quiser. Se conseguir. Se a motivação estiver aqui. E veremos as maravilhas que surgem a partir daquilo que você nasceu para fazer.
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20 Dicas para Manter a Inspiração

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Por: Hannah Dias



Olá, pessoal! Mais um post meu aqui no blog, que coisa linda!

Estamos aqui hoje para conversar sobre um assunto que todo escritor precisa parar para pensar um pouco. Utilidade pública, galera! O tema desse post é: INSPIRAÇÃO.

Essa palavrinha linda contrapõe uma chatinha que é a DESMOTIVAÇÃO, antônima da palavra MOTIVAÇÃO, que está ligada à INSPIRAÇÃO. Vamos falar disso hoje. Primeiro porque todo mundo precisa de um discurso bonito para melhorar o ânimo, segundo porque eu também estou precisando de um empurrão para tomar vergonha na cara e escrever minhas histórias.

Eu sei que a criação de uma história pode ser extremamente gratificante. Tudo parece em paz com a vida. O céu sorri para você. Os dias estão mais bonitos e parece que o Universo finalmente (finalmente!!) está ao seu lado para dar um "up" nas situações que você vive. Somos escritores aqui, tendeu? Eu sei disso. Tu sabes disso. Machado de Assis sabia disso.

O problema começa quando esse processo maravilindo tem alguns problemas no caminho. E eles são horríveis. Tudo despenca. Você não consegue escrever uma frase. Seus personagens não têm sentido, as cenas que pulavam na sua cabeça desapareceram e/ou perderam o brilho, sua gramática foge dos seus dedos e parece que aqueles bons 12 anos de escola não fizeram nenhuma diferença na sua vida. E o que você faz? Você desiste, deixa para depois, sente inveja do amiguinho que consegue escrever uns 20 parágrafos em uma tarde, toma um pote de sorvete, chora um pouquinho e vai assistir série.

Sem julgamentos. Eu também faço isso.

            Todo mundo fala da boa vida de escritor, mas ninguém te conta os contras que essa profissão incrível traz. Baixa autoestima, desespero, desesperança, tudo isso vem junto da alegria, realização e confiança.

            Mas, eu vou te contar um segredinho: todo aquele sentimento que você está falhando em toda palavra que escreve? Ele não existe de verdade. Você apenas falha quando PARA de escrever.
            Vou te dar 20 dicas para se motivar e se inspirar. VINTE! Vinte que vieram da minha cabeça e das pesquisas que o amigo Google proporciona. Todos eles funcionam, caso você esteja em sintonia com aquilo que ama: escrever.

1.      Escolha uma área agradável para escrever: Posso ser sincera e dizer que essa dica realmente funciona. Estou morando há quatro anos em Brasília, mas antes morei no Rio Grande do Sul. E quando me mudei, meu quarto era bem feinho. A luz era péssima, a cor da parede me lembrava vômito (sem brincadeira) e o meu guarda-roupa parecia aquele que leva a Nárnia. Pedi para minha mãe uma mudança e deixei tudo do jeito que eu mais queria. Hoje, amo escrever quando estou no meu quarto. Um sentimento bom demais.
2.      Tenha momentos de pausa: TODO mundo precisa dar um tempo em seu ofício. Mesmo o trabalho mais prazeroso pode causar estresse. Vá ler um bom livro, assistir um filme ou passear com o seu cachorro. Isso é uma ordem!!
3.      Desenvolva uma rotina: Eu acredito que aquela famosa expressão de "viver no automático" pode fazer bem. Uma rotina é o que mais motiva uma pessoa para levantar e fazer aquilo que está planejado para o dia. Existem diversas maneiras para planejar a sua rotina de forma divertida e gostosa. Quem sabe um planner ou um bullet journal?
4.      Identifique e SUPERE as suas limitações: Veja o que está te prendendo e tente mudar isso. É por causa da falta de vocabulário? Leia um livro. Falta de ideias? Veja um filme. É baixa autoestima? Leia esse post!
5.      Confie em sua criatividade: Ser um escritor é ser um ARTISTA. Você já tem toda a criatividade necessária para escrever uma boa história. Faz parte de quem você é. Confie nisso.
6.      Continue, continue, continue: Continue escrevendo! Não para! Go, go, go! Confie em si mesmo e pegue o papel (ou o computador) e escreva o que quiser. Nem que seja uma lista de compras do mês.
7.      NUNCA pare de aprender: Nosso português é rico em regras, palavras e tudo que há de bom. E, por ser tão diverso, é preciso ter sempre uma gramática por perto para estar "bebendo" do conhecimento contido nela. Minha antiga professora de português falava que a gramática era igual a problemas matemáticos: tem que treinar bastante! Aliás, não apenas a gramática! Exercite a sua mente em diversas áreas de aprendizagem para que suas histórias sejam ricas em conhecimento!
8.      Seja amoroso consigo mesmo: Por tudo que é mais sagrado, se trate com carinho. Você merece. Não seja exigente demais. Perfeccionista demais. NADA "demais". Apenas entenda que você tem (e vai continuar tendo, deal with it!!) limites e precisa aceitar eles, para que possa superá-los de maneira saudável.
9.      Lembre-se do porquê você escreve: Essa é uma dica importante. Por que você escreve?
10.  Comemore suas vitórias: Não existe pequena ou grande vitória. Qualquer meta que você cumpre merece comemoração. Se conseguiu escrever um parágrafo inteiro, fique feliz! Saia com os seus amigos, coma um pedaço de bolo, dance sozinho no quarto. Continue se motivando!
11.  Escreva o que você quiser: "Mas, se o que eu quiser escrever for muito comum?" Ok, pode ser comum, como um romance entre nerd e popular. Já vimos várias vezes, blah blah blah. O problema é que ainda não vimos o que foi escrito por você. Comum ou não. Sendo de sua autoria já será, na simplicidade da palavra, original.
12.  Assista filmes/séries ou ouça músicas que você ame: Como eu disse, somos artistas. Artistas precisam estar em contato com outros artistas. Pense comigo: uma música foi escrita por alguém. Querendo ou não, essa pessoa é um escritor e isso pode te motivar. Um filme ou uma série tiveram roteiros escritos por pessoas (alô, Shonda Rhimes, maravilhosa!!) e isso também pode te inspirar. Observar o trabalho de outras pessoas sempre faz bem para o nosso próprio desenvolvimento pessoal.
13.  Leia, leia e leia mais um pouco: O lado bom de ser escritor é a oportunidade de simplesmente GOSTAR de ler livros o tempo todo. Aprecie isso. Lendo, a sua escrita melhora uns 20% (nada fundamentado, apenas chutei um número. Hehe). Por que não? Além disso, ler é muito bom, gente. Fala sério!!
14.  Peça conselhos: O lado bom de se ter um beta (eu tive uma e ela estará sempre em meu coração) é que você aprende MUITA coisa. Com a minha beta (que tive aos meus 12 anos), aprendi tanto sobre escrever que fico até assustada. Sempre que eu tinha dúvidas, ela me ajudava com muita paciência e isso é muito bom. Peça ajuda das pessoas. Pergunte o que você não sabe. E veja a mágica acontecer.
15.  Planejar é legal, mas ficar apenas no planejamento não: Eu amo criar fichas e fichas de personagens para uma história nova. Eu crio de tudo. Parece que é a minha história em tópicos! O problema é ficar apenas no planejamento e nunca partir para a escrita, né? Planejar é bom, mas escrever é melhor.
16.  Veja fotos no Pinterest (hahaha!): ESSE EU AMO! PARA TUDO! Há dias que fico mais de duas horas apenas vendo foto no Pinterest e lá tem tanta coisa para se inspirar. Fique uma meia hora pesquisando fotos lá e entre para esse mundo repleto de inspiração!
17.  Mantenha perto o que te deixa feliz: Quando for escrever, deixe uma foto que você ama por perto. Um quadro, um livro, um objeto… Qualquer coisa que só de você olhar, já te coloque aquele sorrisão no rosto.
18.  Acredite na sua capacidade: Você é capaz. Tudo está ao seu alcance! Entenda e sinta isso. Você pode escrever uma boa história. Você pode escrever um bom livro. Você consegue. Tudo que você desejar já é seu.
19.  Cerque-se de pessoas que te apoiam: Ter um grupo de pessoas que estão sempre dispostos a te animar, te ajudar e te lembrar o quanto você é incrível ajuda muito. Ter a liberdade de simplesmente contar o que nos incomoda para outras pessoas que sabemos que nos amam é incrível. E sempre existirão pessoas assim. Sempre! Procure, encontre e mantenha elas em um potinho!
20.  Divirta-se: Escreva feliz. Esse é o maior segredo para se livrar da desmotivação e da falta de inspiração. Felicidade. Diversão. Encontre isso e fique bem!

Ufa! Gente, que lista longa!

Eu quero todos bem, escrevendo até a mão não aguentar! Eu quero que essa geração de escritores encontre no papel (ou no computador) uma forma de se sentirem livres e desinibidos. Fortes, confiantes e felizes. Não sejam tímidos. Escrevam. Está ruim? Ótimo! Continue! Está bom? Melhor ainda! Continue!

Lembre-se de uma coisa fundamental: talento é importante para escrever bem, mas o verdadeiro talento é ter a determinação para seguir em frente.

O verdadeiro segredo para sua motivação, o verdadeiro segredo para sua inspiração está nisso: Continue escrevendo. Persevere. Não pare. Não tenha medo de falhar (e o que é "falhar", afinal?). Eu disse antes e repito: você só está falhando quando para de escrever.
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana