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Terror vs. Suspense

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Por: Seed Gipsy
[https://fanfiction.com.br/u/144910/]
Oi, pessoal!
Esse é o meu primeiro artigo no blog, e vou começar com algo simples, mas que pode ser confuso para todos: a diferença entre suspense e terror.
Como vocês devem saber, ambos são gêneros e são abordados em qualquer forma de entretenimento, seja filme, livro, séries e até mesmo fanfics. Para podermos diferenciar esses dois gêneros, é interessante primeiro entender cada um deles individualmente e com suas particularidades, então vamos começar!
Suspense: enquanto gênero, o suspense remete a uma sensação de impaciência e hesitação diante dos desdobramentos do roteiro, normalmente ligada a efeitos dramáticos.  A característica principal desse gênero é o desconhecido, o mistério, e a inquietação que tal mistério acarreta na história. Na literatura e no cinema, suspense é um gênero onde domina as situações de tensão, provocando temor e/ou eventualmente sustos no leitor ou espectador.
Um autor de suspense sugere pistas sobre o possível fim do conflito, de modo a que o telespectador ou o leitor possa deduzir o que estará prestes a acontecer. A resolução do desenvolvimento, finalmente, deve concretizar-se de forma lógica e de acordo com o gênero.
Alguns exemplos clássicos de suspense são o filme “Psicose” de Alfred Hitchcock e o livro “O iluminado” de Stephen King.

Cena de "Psicose" de Alfred Hitchcock
Terror: é um gênero que está sempre muito ligado à fantasia e à ficção especulativa e é criado com intuito de causar medo, aterrorizar.  O gênero pode ser diferenciado em terror e horror. Enquanto o terror conta com uma narrativa de suspense, cuja explicação nada possui de sobrenatural, sendo essencialmente psicológica, o horror conta com elementos sobrenaturais ou de ficção científica. Ambos, apesar de sempre contar com um pouco de suspense, tem como finalidade assustar o leitor ou expectador.
Esse gênero geralmente é mais apelativo, conta com cenas explícitas e muito descritivas, feitas não para atiçar a curiosidade, mas para passar medo para a audiência.
Alguns exemplos clássicos desse gênero são filmes como “O chamado”, “Invocação do Mal”, “o Exorcista” e livros como “Cujo” de Stephen King e “O barril de Amontillado” de Edgar Allan Poe.

Cena do filme "The Ring"
 Okay, Tia Vito, agora nós sabemos as particularidades de cada um, mas como diferenciar cada gênero?
Não tema, Pequeno Gafanhoto, agora que você conhece individualmente cada um dos gêneros, isso vai ser bem simples.
Como vocês puderam observar, o gênero de suspense é feito para tencionar a audiência. Os fatos não necessariamente seguem uma ordem cronológica e podem se apresentar de forma confusa, até que, ao fim, se esclarecem. O suspense sempre é relacionado a algum mistério que ocorre junto com o desenvolvimento do livro ou filme. As cenas nesses livros são geralmente pouco descritivas e deixam muito para a imaginação de forma que a narrativa pode ser um pouco vaga, para prender o leitor. Nos filmes é comum o uso de músicas que causam aflição ao espectador e o uso de ângulos pouco claros para filmagem, de forma que a observação possa ser confusa.
Já o terror não é feito para tencionar o público, mas para aterrorizá-lo. O medo passado é bem mais explicito, os fatos seguem uma ordem geralmente simples de ser acompanhada e nem sempre se tem um mistério que guia a trama, ele geralmente é uma base para uma série de eventos aterrorizantes que o sucedem. Enquanto nos livros, as cenas de terror são extremamente descritivas e deixam pouco para a imaginação. A ideia é proporcionar uma imagem vívida na mente do leitor, capaz de aterrorizá-lo. Em filmes brinca-se muito com a trilha sonora e os efeitos visuais para aumentar o medo do telespectador, que passa a ter cada vez mais certeza do que vai acontecer.
Entenderam a diferença?
É importante acrescentar que esses dois gêneros tendem a andar juntos, principalmente quando o principal é o terror, pois ele sozinho não é tão cativante quando a expectativa de que algo assustador vai acontecer (e é aí que entra o suspense) para então aterrorizar a audiência (e aí entra o aspecto apelativo do terror).
Espero que todo mundo tenha conseguido entender certinho as diferenças entre os gêneros e que isso possa ajudar vocês a adaptar sua escrita ao gênero literário que vocês estão trabalhando – ou arrumar a sua categoria no Nyah! que você acabou de descobrir que estava errada rs.
Tchauzinho e até a próxima!
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Como construir histórias de época

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por: Lollallyn
Link: https://fanfiction.com.br/u/279239/

Olá! Esse é meu debut no Blog da Liga, yey! Resolvi usar minha paixão por História para fazer o bem e montei esse guia com algumas dicas para se construir histórias de época. O conteúdo é resumido, mas é importante ter em mente que cada quesito citado deve ser bem explorado individualmente para se obter um bom resultado.

Vamos começar definindo o terro de trabalho:

1. Romance histórico ou de época?          
Definir se a sua história será um romance histórico ou um romance de época é o primeiro passo. A diferença entre esses dois subgêneros é bem tênue, mas podemos colocá-la da seguinte maneira:

a. Romance histórico: utilizam datas, acontecimentos e fatos históricos, baseando-se com fidelidade nas estruturas culturais, sociais, econômicas e políticas vigentes no período que retratam. Têm o objetivo de serem palpáveis, e, para tanto, “os autores mesclam figuras reais e ficcionais em uma trama geralmente imaginária” ¹.
b. Romance de época: não há preocupação com datas, acontecimentos e fatos reais. Utilizam os costumes, o modo de vida e o comportamento e o pano de fundo histórico (de maneira superficial) de um determinado povo numa determinada época. Os pontos principais são os pequenos pormenores da época em questão que são empregados para modelar, influenciar, dar vida ao enredo.

2. Escolhendo a época    
Vamos dizer que época é uma divisão dentro de um período histórico. Por exemplo, temos o período Contemporâneo e, dentro dele, acontecimentos históricos que definiram épocas – que alteraram o modo de vida e o comportamento social –, como a Primeira Guerra Mundial. 
Nesse ponto, abrimos o leque de opções. Tendo-se o esqueleto do plot, definir a época a ser trabalhada fica mais fácil. Por exemplo, se a história trata de um casal inglês separado pela guerra, você terá a época a partir do momento que definir qual guerra é essa. E aqui eu atento para o detalhe de que uma mesma época pode ter acontecido em lugares diferentes – ex.: a Primeira Guerra Mundial envolveu e afetou diversos países, logo, todos esses países viveram essa mesma época.
Tendo escolhido a época, o próximo passo é reunir a maior quantidade de informações possível sobre ela. Você pode ter uma base por esse roteiro de pesquisa:

a. Vestuário: roupas, sapatos, acessórios, penteados;
b. Costumes sociais: quais eram as festividades, hábitos cotidianos, meios de transporte e de comunicação, destinos dos passeios pela cidade, vida política, normas que regiam a sociedade;
c. Comportamento social: a moral e os valores difundidos, meios de expressão, modo de agir e pensar, pensamentos em ascensão;
d. Culinária: bebidas mais consumidas, pratos caseiros, pratos do cotidiano, comidas de festa;
e. Cultura: músicas em alta, livros mais comentados, obras de arte mais famosas, artistas em ascensão;
f. Cenários: como era a paisagem, a arquitetura dos edifícios urbanos, a decoração internas das construções, a disposição do panorama dos centros urbanos e rurais;
g. Vocabulário: gírias populares, expressões típicas, pronomes de tratamento;
h. Acontecimentos históricos: em torno de qual assunto a sociedade girava.

Esses pontos serão essenciais para deixar sua história mais vívida e palpável. Por isso, é importante fazer uma boa pesquisa para deixá-los firmes o suficiente para sustentar o enredo. Você não precisa fazer um trabalho de história, o objetivo não é dar uma aula. “O grande truque para escrever uma ficção histórica convincente e envolvente não está na quantidade de detalhes que você encontrou, e sim na capacidade de determinar que detalhes devem ser deixados de fora” ². Discernir o que é relevante ou não é o que determinará se os leitores vão visualizar mais facilmente as cenas descritas e mergulhar no enredo com mais vontade, ou se vão achar a história maçante pela quantidade de informações.
Para pesquisar sobre os pontos a, d e f aposte de descrições básicas e imagens. Será o suficiente para oferecer uma ideia clara de suas respectivas características.
Nos pontos b, c e e, será necessária uma pesquisa um pouco mais profunda. Para não se perder no meio da enxurrada de informações ou deixar o enredo muito pesado, concentre-se apenas naquilo que vai oferecer algum proveito para o seu enredo e ignore o resto.
O ponto g não irá causar tanto impacto quanto os anteriores, mas pode contribuir para tornar o enredo mais realístico. Pesquisar sobre ele não quer dizer que você precisará adequar sua escrita à escrita da época. Aliás, não faça isso: a linguagem utilizada em épocas passadas costuma ser muito rebuscada e de difícil compreensão, o que significa que você gastará muito tempo para acostumar-se a escrever com uma linguagem específica e ainda correrá o risco de cometer equívocos maiores. Procure basear-se nos subitens citados.
O ponto h pode ser pesquisado e estudado superficialmente, já que estamos focando em histórias de época. A fidelidade histórica do enredo não necessita de precisão, mas não pode ser atropelada ou retratada de maneira errônea.
De maneira geral, procure basear-se em diversos tipos de fonte. A Internet é uma ferramenta maravilhosa e a velocidade com a qual ela nos oferece respostas é realmente tentadora, porém é difícil separar informações verídicas e aproveitáveis dentro dela quando tanta gente tem acesso. Em razão disso, buscar apoio em livros didáticos, documentários, livros literários da época, cartas, jornais, depoimentos, filmes, fotografias e obras de arte é indispensável.
Quando estiver separando as informações que serão utilizadas em sua história, atente-se ao anacronismo: erro de cronologia que geralmente consiste em atribuir a uma época ou a um personagem ideias e sentimentos que são de outra época, ou em representar, nas obras de arte, costumes e objetos de uma época a que não pertencem³.  As dicas para fugir disso são: a) não julgar suas personagens – as ideias construídas no século XXI são muito diferentes das de dois séculos atrás, por exemplo; b) muita pesquisa – não saia colocando plantas aqui e acolá, referências geográficas e históricas e tudo o mais se não tiver certeza de como isso estava definido na época em que está trabalhando.

Sugestões de plataformas para pesquisa: 
Para imagens:
  • We Heart It
  • Pinterest

Jornais nacionais:
  • Acervo Folha (https://goo.gl/uhZFXV)
  • Acervo Estadão (https://goo.gl/iEUJ8z)
  • Acervo Digital O Globo (https://goo.gl/Lr75iX)
  • Hemeroteca Digital (https://goo.gl/EnxtwM)

Jornais internacionais:
  • Listagem da Wikipédia por país (https://goo.gl/BVNUpJ)
  • Hemeroteca Digital Espanhola (https://goo.gl/UXF401)

Para melhor construção dos pontos de base:
  • Artigos do Blog da Liga dos Betas
Referências:
http://www.infoescola.com/literatura/escritores-de-romances-historicos/ ¹. Acesso em 30 de dezembro de 2016, às 20h52.
http://corrosiva.com.br/como-escrever-um-livro/como-escrever-romance-historico/ ². Acesso em 02 de janeiro de 2017, às 21h34.
http://blogdoeubes.blogspot.com.br/2011/01/definir-anacronismo.html ³. Acesso em 03 de janeiro de 2017, às 11h20.
http://www.livrosefuxicos.com/2016/05/romance-historico-ou-romance-de-epoca.html#.WGW70VMrLIU. Acesso em 30 de dezembro de 2016, às 20h45.
http://www.gameofthronesbr.com/2012/01/grrm-entrevista-bernard-cornwell.html. Acesso em 03 de janeiro de 2017, às 11h30.
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Romance vs Erotismo

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Por: NamelessChick

Olá, moranguinhos. Cá estou, de novo, atacando o blog com um artigo, e desta vez vou discutir um pouco mais sobre romance e erotismo, mais precisamente suas diferenças. 

Pois é… O assunto, não necessariamente novo no mundo das fics, passou a chamar a atenção do público depois do sucesso de vendas de livros como “50 Tons de Cinza”. Pondo de lado quaisquer juízos de valor acerca da obra citada (ou semelhantes), é uma discussão bem interessante; o gênero erótico, em geral, traz consigo certas peculiaridades. Mas, por agora, vamos nos ater às suas diferenças em relação ao gênero romântico. 

Antes de mais nada, um pequeno esclarecimento:

Quero que entendam romance não como “narrativa ficcional em prosa, mais longa que o conto ou a novela”, e sim como aquela história em que o enfoque está numa relação romântica entre duas pessoas, seja ela heterossexual ou não. 

Tendo isso em vista, podemos começar o artigo propriamente dito :D 

Precisamos, primeiramente, entender o que seria o erotismo e como ele se insere numa história, para que então seja mais fácil a diferenciação entre o romântico e o erótico, não é mesmo? 

Segundo o dicionário Priberam, erotismo pode ser definido como qualidade do que é erótico, manifestação explícita da sexualidade ou grau de excitação/prazer sexual. 

Certamente a definição é ótima, mas nós temos que tomar muito cuidado para não confundirmos o erótico com o pornográfico, porque apesar de sutil existe uma diferença entre esses dois gêneros, frequentemente confundidos, e quando colocamos o romance na jogada, aí que a confusão se instala. 

Uma fic pornográfica (os famosos PWPs - Porn Without Plot) tem o único intuito de excitar o leitor. Sem quaisquer outras pretensões, essas fics não podem ser confundidas com aquele romance que por acaso tem um quê de sensualidade e erotismo. O erótico NÃO é essencialmente pornográfico e isso tem que ficar claro. Uma fic pode muito bem ter marcas de erotismo, mas ainda permanecer na faixa dos 16, por exemplo. Alguns livros infanto-juvenis utilizam desse artifício, muitas vezes para chamar a atenção de seu público. John Green, com seu “Quem é você, Alaska?”, trabalha com uma personagem que certamente alude à sensualidade, ora de forma sutil, ora de forma explícita, mas sem fugir do seu enfoque narrativo, ou mesmo da faixa etária do seu público alvo.

O romance, em si, é toda e qualquer história que tenha como plano principal um amor romântico. Seja ele entre dois homens, duas mulheres, um homem e uma mulher, ou mesmo entre mais pessoas (sim, quem disse que o amor romântico se restringe à figura do casal?). De qualquer forma, é uma história que trata de amor, independentemente da forma como ele é abordado, descrito, de seus dramas, de sua “melosidade”... Basta ser amor. 

O erotismo não requer, todavia, esse viés amoroso. Pode ser simplesmente uma história com enredo lindinho, com casal, mas sem estar voltada ao amor. Imaginem uma história que simplesmente conta de João e sobre as pessoas com quem ele se relaciona romanticamente. Não precisa ser um hentai/lemon/orange da vida, mas também não precisa detalhar sentimentos, por exemplo. 

É compreensível a confusão entre os dois, porque nada mais natural que exista erotismo em um romance. Casais, afinal, se envolvem sexualmente. Amor e sexo não se excluem, moranguinhos, mas também não estão colados. Podemos, sim, misturá-los ao se tratar de uma relação entre personagens, mas não é obrigatório, entendido? Esse é o grande “tcham” do artigo. 

A diferença básica entre os dois gêneros é que no romance há amor, enquanto no erotismo, mesmo que exista amor, ele não é o foco da narrativa. 

Fontes: 
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Colocando sua história no gênero certo [Banco de Ideias]

quarta-feira, 9 de setembro de 2015
        

Por: Ann Vinyso

Bom dia, boa tarde, boa noite (ou boa madrugada). Como estão vocês, queridxs vampirxs jedi de Hogwarts? Deve ser a primeira vez que me veem publicando algo aqui de minha autoria, e como dizem que “a primeira impressão é a que fica”, espero que apreciem a postagem.

♣ ♣


Publicar uma fanfic pode ser um sonho... ou um pesadelo! Sobretudo quando não sabemos qual título colocar, como fazer a sinopse e qual a capa mais adequada à nossa história. Sem contar as informações essenciais sobre a fic: classificação etária, categorias, personagens, gêneros e avisos. Depois do título e da sinopse, os gêneros devem ser a opção mais difícil para um ficwriter preencher.
Por esse motivo, hoje eu irei mostrar alguns gêneros do mundo das fanfictions e darei dicas de como escolher aqueles que abrangem a maior parte do conteúdo de suas histórias.
Mas antes de começarmos com os macetes e as malandragens, vamos ao conceito de “gênero” (género, em pt-pt):
         “Gênero, s. m. [...] classes de assuntos literários ou artísticos de mesma natureza” (BUENO, 2007). Ou seja, um gênero textual é determinado por um conjunto de características comuns a todos os textos que se enquadrem naquele gênero (PAVAN, 2014).
         Sendo assim, uma fanfic e um livro de comédia, por exemplo, serão cômicos e terão como objetivo nos fazer rir — mesmo que um seja publicado por uma editora de renome e a outra seja postada num blog pessoal; apesar de diferentes, têm características em comum.

♣ ♣


— Entendi, tia Ann! Então, se minha história de 50 capítulos tiver uma piada muito engraçada na metade do capítulo 25, eu devo marcá-la como comédia? ^^

Não, claro que não.

E, assim, chegamos ao problema de muitas fanfics: excesso de gêneros. O que quero dizer com isso? Bem, meus amores, algumas pessoas acreditam que devem marcar como gênero qualquer detalhe que apareça na história. O ratinho do personagem principal morreu, marca Deathfic. O namorado da personagem ficou todo dramático quando ela saiu com o melhor amigo, marca Drama. E por aí vai...
Contudo, não se deve agir dessa maneira, porque o leitor não ficaria nada feliz ao ler toda a sua fanfic e constatar que não há (quase) nada nela que se encaixe dentro do gênero que você marcou. Imagine comigo: você está super a fim de ler uma boa história de aventura e encontra uma que parece promissora (capa chamativa, sinopse cativante), lê dez capítulos e nota que a maior aventura que os personagens viveram foi saírem escondidos numa noite, no primeiro capítulo, para irem a uma festa. Frustrante, não?!

♣ ♣


— Mas, tia Ann, como eu sei quais gêneros marcar na minha fanfiction?
Oh! Não é tão difícil quanto parece. Vou dar 5 dicas de como escolher os gêneros (também vale para os avisos) da sua fic.
I) Se você precisasse resumir sua história em 5 palavras distintas e independentes, quais seriam estas palavras? (ex: guerra; vícios; morte; recomeço; esperança.) Use-as como base para decidir quais os principais gêneros que você deve marcar (no exemplo, um dos gêneros poderia ser ação, dependendo da forma como a fic fosse trabalhada).
II) De uma maneira geral, qual o principal tema trabalhado na história? Você está narrando a vida de uma guerreira mercenária num planeta Terra apocalíptico? Ou está contando como dois personagens do mesmo sexo do seu livro preferido se apaixonaram? No primeiro caso, você poderia marcar ação e aventura sem medo de errar; no segundo (dependendo do sexo dos personagens), yaoi ou yuri.
III) Há algum personagem secundário, vilão ou antagonista, que seja importante para a trama? Caso sim, procure acrescentar a principal participação dele na história como um dos gêneros (por exemplo, o melhor amigo do personagem principal vive contando piadas e contos engraçados: marque comédia, porque provavelmente seus leitores irão rir com as aparições deste personagem).
IV) Não marque vários gêneros diferentes só para ganhar mais visualizações! Afinal, de que adianta ter mil visualizações se oitocentas delas são por engano e cem comentários se cinquenta são para reclamar que sua fic não correspondeu às expectativas do leitor?

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— Anotei tudinho, tia! E percebi que existem tantos gêneros... Deu até um desânimo.

De fato, há muitos gêneros para classificar as nossas fanfics. No Nyah!, temos que escolher entre 32 diferentes (pouco, se compararmos com o Social Spirit, que disponibiliza uma lista com 58 gêneros elegíveis). Mas vou facilitar um pouco a vida de vocês, principalmente a de quem posta no Nyah! Fanfiction. Listarei todos os 32 gêneros e explicarei cada um.
Ação: as histórias classificadas como ação têm cenas de batalhas e muito movimento; podem ser sobre super-heróis ou algum enredo policial, por exemplo.
Amizade: a fic foca principalmente nos laços que unem pessoas que não são da mesma família e não têm envolvimento romântico e/ou sexual.
Angst: traduzido do alemão, significa “angústia”. Focada no estado de aflição e agonia do personagem principal. Fics que retratam a fundo o suicídio podem ser classificadas como angst.
Aventura: quando os personagens da história se envolvem em grandes e arriscadas experiências, como viagens pelo mundo, combate ao mal junto com os amigos, etc.
Comédia: o leitor ri sem querer; fanfics de comédia são cômicas e engraçadas do início ao fim (e não apenas em um capítulo) com o intuito de divertir e animar.
Crossover: “Como estão vocês, queridxs vampirxs jedi de Hogwarts?” — se minha saudação no início desta postagem resumisse uma fanfic, ela seria marcada como crossover (Crepúsculo + Star Wars + Harry Potter). Ou seja, crossover, que traduzido do inglês significa “cruzado”, é a junção de vários personagens, ambientes e tramas numa mesma história; é uma mistura de enredos de dois ou mais fandoms.
Darkfic: tem uma temática mais depressiva, explora o desânimo e a tristeza; as ações são sombrias e penosas.
Death Fic: histórias cujo(s) personagem(ns) principal(is) morre(m); um bom exemplo disso, se a série fosse uma fanfic, seria Game Of Thrones.
Drama: quando o autor explora as emoções dos seus personagens, tornando o que cada um sente e pensa mais importante do que o que acontece, de fato, na narrativa.
Ecchi: uma história marcada como ecchi possui cenas sensuais e sexuais implícitas, nudez e pornografia leve. A classificação mínima para ecchis, no Nyah!, é de 16 anos.
Fantasia: enredos fantásticos, com seres sobrenaturais e mitológicos, (vampiros, bruxos, fadas, lobisomens) tudo isso caracteriza uma fanfic de fantasia. Comumente, todas as regras, ambientes e personagens são originados na imaginação do autor — levando em consideração, ou não, o que ele já conhece sobre esse tipo de narrativa (não confundir com Ficção Científica).
Ficção Científica: histórias que contam a vida em um mundo com tecnologia mais avançada que a nossa, geralmente são narrações futurísticas de um planeta Terra moderno ou mesmo de um outro planeta com formas diferentes de ciência (não confundir com Fantasia).
Furry: quando um ou mais personagens possuem características animalescas, como orelhas, rabos e focinhos. Às vezes, tais características se estendem à personalidade – uma menina manhosa como uma gata ou astuta como uma raposa.
Hentai: fanfics que contém cenas de sexo heterossexual explícito, podendo ser focado unicamente na relação sexual ou conter uma trama que envolve a relação. A classificação para hentais, no Nyah!, é de 18 anos.
Horror: histórias classificadas como horror causam aversão, repulsa. As cenas narradas não são aterrorizantes, apenas incomodam imensamente o leitor; se fosse possível fechar os olhos e não ler determinadas cenas, ele faria isso.
Humor Negro: assim como as fics de comédia, as de Humor Negro objetivam divertir o leitor, contudo, as situações e os temas utilizados para gerar a comicidade são considerados inapropriados para isso, como doenças, morte e/ou assuntos de mau gosto.
Lemon: histórias que contenham cenas de sexo homossexual explícito entre homens (sem a necessidade de que existam sentimentos românticos entre eles). Assim como os hentais, lemons devem ser classificados, no Nyah!, como não recomendados para menores de 18 anos.
Lime: as cenas de sexo, em histórias classificadas como Lime, ficam subentendidas, é uma narração implícita das relações sexuais (tanto entre casais heterossexuais quanto entre casais homossexuais). Assim como os ecchis, limes devem ter classificação mínima, no Nyah!, de 16 anos.
Mistério: quando a narração esconde um segredo, e, aos poucos, o enigma vai sendo revelado/resolvido.
Orange: muito semelhante ao lemon, classifica-se como orange histórias que contenham cenas de sexo homossexual explícito entre mulheres (não necessariamente tendo romantismo entre elas). Assim como os hentais e lemons, oranges devem ser classificados, no Nyah!, como +18.
Paródia: fanfics que imitam ou narram alguma história de forma irônica e grotesca.
Poesia: histórias devem ser marcadas com este gênero apenas se forem poesias/poemas de sua autoria (escritos em prosa ou em verso). Lembrando que o mínimo que o Nyah! permite é de 100 caracteres.
Shoujo-ai: histórias que possuem cenas de romance entre mulheres de forma leve, em momento nenhum deixando implícita a pretensão de relações sexuais.
Shounen-ai: narrações com cenas leves de relação amorosa entre homens, sem cobiçar o sexo.
Songfic: histórias inspiradas na letra de alguma música ou cujo autor tenha escolhido alguma música como trilha sonora.
Suspense: fanfics que tenham alguma situação que cause apreensão e/ou expectativa no leitor. Normalmente, narrações assim deixam o leitor ansioso pelos próximos acontecimentos da trama e curioso quanto ao que vai acontecer a seguir.
Terror: diferentemente do horror, que cria um sentimento de aversão, o terror causa medo. Comumente, criaturas horrendas, como lobisomens, vampiros, zumbis, estão presentes em histórias de terror para causar pânico aos que leem.
Tragédia: um personagem passa por alguma situação de desavença com outro personagem ou com o meio em que ele está inserido, quase sempre, resultando em morte. Fanfics classificadas como tragédias são, comumente, também classificadas como dramáticas.
Universo Alternativo: quando um autor insere os personagens de uma série (saga, livro, filme, etc) num universo diferente daquele criado pelo autor da série. As fanfics U.A. narram como seria a história original se ambientada em outro lugar.
Yaoi: histórias com cenas românticas entre homens, insinuando uma possível relação sexual futura entre eles.
Yuri: fics que narram relações românticas entre duas mulheres, podendo ou não haver cenas de sexo (lembrando que, se houver cenas de relações sexuais, a fanfic deve ser marcada como +18).

Como vocês devem ter reparado ou não, na listinha acima faltou o gênero “Romance”. Fiquem calmos, não joguem tomates em mim, deixem-me falar.
No site do Nyah!, num dos tópicos de ajuda, há o seguinte trecho:
“Romance – Diferentemente da televisão e do cinema, a história que possui como gênero o romance não se trata de um relacionamento amoroso entre dois personagens. Na literatura, romance é designado a uma história com diversos núcleos diferentes, cada um envolvendo um diferente mistério e personagens únicos. Um bom exemplo para este gênero é a coleção de livros Harry Potter”.
Eu poderia ter dado esta explicação para vocês e ponto final. Mas e se alguém tiver uma fanfic que narre unicamente um relacionamento amoroso entre dois personagens heterossexuais? (se fossem homossexuais yaoi/shounen-ai ou yuri/shoujo-ai poderiam contornar este problema).
Depois de um pedido de ajuda à Liga, posso afirmar a vocês que: a definição de romance, na literatura, realmente é esta que foi apresentada pelo Nyah!; contudo, estamos habituados a associar romance a relações amorosas. E por este motivo, não há problemas se você marcar sua fanfic como “Romance”, ninguém vai lhe julgar, pois os leitores entenderão que se trata de uma história de amor¹.

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Recapitulando o que foi falado neste post: 1) Não marque todos os gêneros disponíveis a não ser que sua fanfic aborde todos eles; 2) Pare, pense e reflita sobre o que se trata sua história, assim ficará mais fácil decidir quais os gêneros a que ela pertence; 3) Se não sabe o significado de algum gênero pesquise na internet ou (se não encontrar em lugar nenhum) pergunte nos grupos de fanfics (alguém saberá lhe dizer).
E é isso! Espero ter sido útil, queridxs leitorxs. Qualquer dúvida, o espaço para comentários está aberto; perguntem, sugiram temas para futuras postagens do blog, pintem e bordem. Até a próxima!



[1]: Agradecimento especial à Dana Medeiros  e à Ana Coelho  que me ajudaram tirando dúvidas a respeito do gênero Romance.

Referências Bibliográficas

- BRUNA CORRÊA. Dia #23: Como classificar os gêneros da sua fanfic. Disponível em: http://www.diariodeumaescritora.com/#!Dia-23-Como-classificar-os-gêneros-da-sua-fanfic/c1a1n/5523037a0cf21933cd3f40f6. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- BUENO, F. S. Minidicionário da Língua Portuguesa. 2. Ed. São Paulo: FTD, 2007.

- GABRIELA PETUSK. Dicionário de termos e siglas do mundo das fanfics. Disponível em: http://ligadosbetas.blogspot.com.br/2013/08/dicionario-de-termos-e-siglas-do-mundo.html. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- G. R. MACHADO. O Horror, o Terror e o Suspense. Disponível em: http://cinemaarregacado.blogspot.com.br/2012/03/o-horror-o-terror-e-o-suspense.html.  Acesso em: 28 de ago. 2015.

- LITA. A Diferença entre Fantasia e Ficção Científica. Disponível em: http://maniasdeescritores.com/2015/08/a-diferenca-entre-fantasia-e-ficcao-cientifica/. Acesso em: 26 de ago. 2015.

- MAYRA GABRIELLA DE REZENDE PAVAN. Gêneros textuais. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/redacao/genero-textual.htm. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- NYAH! FANFICTION. Ajuda: Como classificar corretamente o gênero da minha história? Disponível em: https://fanfiction.com.br/ajuda/5248/. Acesso em: 29 de ago. 2015.

- WESLEY CODÁ. Diferença entre Horror, Terror e Suspense. Disponível em: http://cinemacomvoce.blogspot.com.br/2011/10/diferenca-entre-horror-terror-e.html. Acesso em: 28 de ago. 2015.
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana