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Como Escrever Histórias sobre Balet - Parte II

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
(Fonte: http://data.whicdn.com/images/247905840/large.jpg)

Por: Lollallyn (Palloma Antunes)
Link:
https://fanfiction.com.br/u/279239/
Olá!
 Esta é a segunda parte do artigo “Como escrever histórias sobre ballet”. Se você ainda não leu a primeira, é só dar um pulinho aqui e depois voltar para cá. Agora, se já passou por lá, pode fazer um alongamento e calçar as sapatilhas, pois nós vamos continuar a dança de onde paramos.

♠ Os figurinos

 Ballet não é só tutu prato, minha gente. Temos também o tutu romântico, que é uma saia mais longa e sem armação. No mais, se você não estiver seguindo nenhum “ballet pronto” pode fantasiar à vontade sobre o figurino. Aproveite e dê um pulinho no artigo “Como descrever vestuário” aqui no blog da Liga¹.
 Já aproveitando a ideia, vamos falar sobre as roupas de aula. Aqui não tem segredo: sendo uma roupa confortável e que permita alongamentos, não tem problema (a não ser que a escola de dança na história tenha um uniforme). Os professores precisam checar o trabalho dos músculos, então opte por peças que sejam justas no corpo, ou que deixem ele à mostra. As roupas “de lei” são: meia calça (de preferência um modelo com furos nos pés – suplex –, para que a bailarina possa colocar e tirar a ponteira, ou ficar descalça sem ter de tirar a meia), collant, shorts/saia e, claro, sapatilha (alguns bailarinos preferem utilizar meias para perceber melhor os pontos de apoio do pé).
 Falando sobre sapatilhas, é importante lembrar que sapatilhas de ponta estão sempre acompanhadas das fiéis ponteiras. Cada bailarina (é difícil ver bailarinos utilizando ponta, mas alguns deles usam!) tem uma força e uma necessidade diferente, então os modelos de ponta e ponteira diferem muito. Inclusive, muitas alunas fazem adaptações em suas pontas, como quebrar as solas, por exemplo. Por isso não é recomendável emprestar sapatilhas de ponta; é um item bem pessoal.

♠ Os termos

 Existem alguns termos que aparecem bastante no ballet (bastante mesmo). Eles completam os passos para indicar o tamanho e a direção, por exemplo. Observe: tendu devant – tendu que estica a perna à frente do corpo.
 E aqui você tem uma listinha com os principais termos:
v  Devant – (dêvã) à frente.
v  En avant – (an avã) para frente.
v  A la seconde – para a segunda (posição).
v  Décoté – (decotê) ao lado.
v  Derrière – (derriér') atrás.
v  En arrière – (an arriér') para trás.
v  Allongé – (alonjê) alongado (braços, movimentos e posições de pé).
v  Dessous – (dessú) também chamado de Under no Método Royal. É o movimento que vem da frente por trás.
v  Dessus – (dessí) também chamado de Over no Método Royal. É o movimento que vem de trás pela frente.
v  Demi – (demí) metade. Todo movimento feito até a metade. Um demi rond de jambe começa devant e termina décoté.
v  Grand – (grã) grande. Um movimento feito de forma ampliada.
v  Grand pas de deux – (grã pá dê dê) passo de dois. É o pas de deux completo, composto de entrée, adagio, variação masculina e feminina e coda.
v  Bas – (bá) baixo.
v  Bras – (brá) braço. Port de bras significa portagem de braços; sequência de movimentos com os braços. Bras bas é o braço preparatório; os braços ficam alongados abaixo da linha do umbigo.
v  En dehors – (ãn deór) para fora. É a rotação que fazemos com as pernas e pés, como também é um sentido, uma direção, para movimentos. Se a perna de ação for a direita, ela vai da direita para a direita ou para trás, dependendo do movimento e da sensação de cada um.
v  En dedan – (ãn dedã) para dentro. "Dans" significa que algo está inserido em algo. Oposição do en dehors, essa rotação é muito usada no jazz e na dança contemporânea ocidental. Também é uma direção: se a perna de ação for a esquerda, ela vem da esquerda para a direita ou frente, dependendo do movimento ou sensação de cada um.

♠ Dicas e lembretes gerais
v  Nas cenas de dança, é essencial fazer a narrativa acompanhar o ritmo da música. Por exemplo, se a música for mais tranquila, procure transmitir uma sensação de suavidade e leveza através de suas palavras; se ela for mais rápida e/ou agressiva, expresse o ardor, a raiva, a agonia da melodia.
v  A dança sempre tem um sentimento para passar, uma história para contar. É através dela que o bailarino se expõe para a plateia, então uma coreografia nunca é dançada da mesma maneira por duas pessoas diferentes. Citar nomes técnicos e criar toda uma ambientação condizente é necessário, claro, mas não se esqueça de dar ênfase no principal objetivo da dança: transmitir sentimentos. Saber como a personagem se sente dançando, o que a dança representa em sua vida, por que ela dança são detalhes que agregam toda uma magia especial à história.
v  Não se atenha tanto a nomes técnicos. Citar um aqui e outro ali só para dar um ar bailarinístico ao enredo já é o suficiente. Continue escrevendo como sempre escreveu e confie em suas descrições.
v  Por mais que uma pessoa ame o ballet, nem sempre (na maior parte do tempo) é uma dança gratificante. É preciso muito esforço, determinação, foco e persistência. Talento não é nada se a pessoa se contenta em ficar na zona de conforto, é preciso aproveitar todas as oportunidades para se aprimorar.
v  Os bailarinos costumam estudar várias danças ao mesmo tempo (como jazz e contemporâneo). Mesmo tendo foco e linhas diferentes, esses outros estilos podem contribuir para a técnica do ballet.
v  É comum acontecerem lesões durante os treinos. Coisas como torsões, luxações, fadiga muscular, fraturas e etc. Para evitar isso, é importante fazer um bom aquecimento e saber os limites do próprio corpo.

Se você nunca teve um contato prático com o ballet, sugiro que tente experimentar participar de uma aula, ou apenas ir assistir. Procurar por tutoriais de passos no YouTube e tentar reproduzir os mais simples (faça um aquecimento antes!) também é válido. Isso vai ser uma ajuda e tanto na hora de descrever as sensações das suas personagens com mais vivacidade.
 E falando no famigerado YouTube, abuse muito dele. Procure por tutoriais de passos, vídeos de aulas de ballet, depoimento de bailarinas, apresentações e aproveite para assistir aos ballets de repertório. Tentar ir a apresentações de ballet ao vivo também é válido (e uma ótima oportunidade para suspirar com as habilidades alheias). Não se esqueça de se afogar nos filmes sobre o tema.
 Ah, e se você quiser saber mais sobre os métodos do ballet, dê um pulinho aqui: https://goo.gl/Frs5s9². Aliás, esse blog é cheio de posts bacanas que podem te dar uma luz.
 Então, chegamos ao reverence! Espero que este artigo tenha te ajudado de alguma forma. Sinta-se livre para deixar dúvidas nos comentários do post. Obrigada por ter separado um tempo para dançar comigo e até a próxima.

Referências

http://naspontas.com.br/2016/01/13/metodos-de-ballet/². Acesso em 24 de maio de 2017, às 20h50.
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Diferenças Entre as Religiões e Denominações Cristãs

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018


Olá!

 Se você está pensando em escrever uma história que aborda a religiosidade, clicou no artigo certo. É sempre necessário pesquisar tudo o que puder sobre o tema que se planeja tratar. Ainda mais quando se fala em algo tão delicado quanto a religião.

 Com o passar dos séculos e a evolução da humanidade, muitas religiões surgiram e desapareceram, e um artigo só não bastaria para falar sobre todas elas. Por isso, vamos focar aqui nas principais religiões que são praticadas atualmente no mundo.

 Para começar, é importante definir o que é religião. Religião é um conjunto de símbolos, crenças, rituais e tradições que rege um grupo de fiéis nos aspectos espirituais e morais. Geralmente, uma religião tem sua base na crença do sobrenatural, da existência de um poder divino que comanda o destino da humanidade e que deve ser temido (no sentido de ser respeitado, obedecido).

 Atualmente, as principais religiões do mundo são:

1. Cristianismo
  1. Origem: fundada pelos seguidores de Jesus Cristo em 30 d.C. (estimativa).
  2. Adeptos: cristãos - aproximadamente 2,2 bilhões
  3. Crença: monoteísta - Deus Uno e Trino; Pai, Filho e Espírito Santo (formando a Santíssima Trindade); santos e profetas; anjos e demônios.
  4. Na prática:
    * batizado dos recém-nascidos;
    * seguimento e reflexão da Bíblia Sagrada (Cristã);
    * em memória da morte e ressurreição de Jesus Cristo, celebra-se a eucaristia (comunhão);
    * atividades religiosas aos domingos.
     Os cristãos acreditam que Jesus Cristo, filho de Deus, veio ao mundo para salvar a humanidade. Para eles, Deus é onipresente e onisciente, ou seja, está em todo lugar e sabe de todas as coisas.
     Têm o propósito de viver sob os mandamentos de Deus para alcançar o perdão dos pecados e, assim, ter a vida eterna.
     Há divisões dentro desta religião, mas sua base está presente em todas elas.
  5. Para saber mais: documentário da BBC sobre a história do cristianismo - https://goo.gl/LXvNXT.

2. Islamismo
  1. Origem: fundada pelo profeta Maomé no início do século VII.
  2. Adeptos: muçulmanos - aproximadamente 1,6 bilhões.
  3. Crença: monoteísta - Deus único chamado Alá; Maomé e outros profetas; anjos e jinns (espíritos que podem ser bons, mas em sua maioria são maus).
  4. Na prática:
    * obediência aos cinco pilares do Islã: fé, oração, peregrinação, esmola e jejum;
    * seguimento e reflexão do Alcorão;
    * não se pode consumir carne de porco, cão ou gato;
    * exercício do Ramadã, mês em que se pratica o jejum desde o nascer até o pôr-do-sol.
    * atividades religiosas às sextas-feiras.
     Os muçulmanos seguem os mandamentos da lei islâmica (a sharia), e acreditam que os ensinamentos de Alá contidos no Alcorão foram revelados a Maomé pelo anjo Gabriel. Assim como a Bíblia Cristã, o Alcorão apresenta admoestações sobre o Juízo Final e sobre a conduta ética e moral que seus fiéis, bem como histórias sobre Maomé e outros profetas.
     Também como os cristãos, os muçulmanos creem que, após a morte, as pessoas boas vão para o Paraíso, e as más, para o Inferno.
     Existem vertentes dentro desta religião com diferenças significativas relacionadas, principalmente, às concepções de liderança.
  5. Para saber mais: documentário sobre a história do Islã - https://goo.gl/f5obYA.

3. Hinduísmo
  1. Origem: Índia.
  2. Adeptos: hindus - aproximadamente 900 milhões.
  3. Crença: politeísta - Brama representa a força criadora ativa no universo, se manifestando em cerca de 330 mil deuses e deusas; Brama, Vishnu e Shiva são os deuses que formam a Trimúrti (a trindade hindu).
  4. Na prática:
    * devoção a um deus ou a uma deusa hindu;
    * crença no carma (a lei do retorno), a força que define que todas as ações têm consequências diretas;
    * exercícios de meditação e yoga;
    * peregrinação às cidades sagradas da tradição hindu.
     O hinduísmo tem suas doutrinas baseadas nas escrituras sagradas do livro de Vedas, e abrange uma vasta gama de seitas e variações (que podem ser politeísta ou monoteístas).
     Para os hindus, os humanos são escravos da ignorância, mas podem e devem evoluir espiritualmente. Eles creem que, após a morte, a alma reencarna diversas vezes até atingir o Nirvana (o ápice da evolução espiritual).
  5. Para saber mais: documentário da universidade Estácio de Sá (Vitória - ES) sobre o hinduísmo - https://goo.gl/1hMfyn.

4. Religião Tradicional Chinesa
  1. Origem: China.
  2. Adeptos: aproximadamente 400 milhões.
  3. Crença: politeísta - Guan Yu é o deus supremo; dualista - baseada no yin e yang.
  4. Na prática:
    * culto e devoção aos ancestrais;
    * adivinhações e profecias;
    * práticas de longevidade;
    * exercício do feng-shui: um prática chinesa que envolve arte e ciência, tendo o propósito de atrair influências positivas da natureza.
     O termo “religião tradicional chinesa” engloba a complexas interações entre as várias religiões e tradições filosóficas que se manifestam no território chinês. Misturam crenças, práticas e rituais de diferentes doutrinas como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo e outras religiões menos populares.
     O objetivo dos adeptos desta religião é viver de modo favorável e alcançar a vida após a morte, reverenciando os ancestrais em ritos de homenagem. Acreditam no Juízo Final, que guia as almas para a reencarnação ou para o inferno temporário. Após a passagem pelo inferno, as almas podem voltar ao ciclo de reencarnação até que atinjam o Nirvana.
  5. Para saber mais: artigos com fotos e vídeo sobre as doutrinas da China - https://goo.gl/2C1oxW, https://goo.gl/eQGx6k. 

5. Budismo
  1. Origem: fundada por Sidarta Gautama (Buda), em 520 a.C. (estimativa).
  2. Adeptos: budistas - aproximadamente 376 milhões.
  3. Crença: não há um deus, apenas um líder espiritual (Buda); vertente politeísta e ateia.
  4. Na prática:
    * exercícios de meditação e mantras;
    * leitura de cânones;
    * devoção às divindades (dentro das seitas politeístas);
    * adoração às mandalas budistas.
     O budismo acredita no ciclo reencarnação, onde as vidas presentes e passadas estão interligadas, até que se atinja o Nirvana e se consiga a plenitude da natureza humana. Para seus fiéis, o carma passado e/ou presente determina consequências (frutos) e/ou resultados (vipaka); ele é gerado pelas ações do corpo, da fala e da mente (pelas reais intenções mentais).
     Existem diferentes escolas dentro desta religião que se dividem em: Escolas Antigas, Escolas Mahayana e Escolas Vajrayana.
  5. Para saber mais: documentário sobre a história do budismo - https://goo.gl/oigwqp.

6. Sikhismo
  1. Origem: fundada pelo Guru Nanak, na província de Punjab na Índia, no fim do século XV.
  2. Adeptos: sikhs - aproximadamente 20 milhões.
  3. Crença: monoteísta - Deus supremo chamado Ik Onkar (ou Nam).
  4. Na prática:
    * uso de turbantes;
    * orações e meditações sobre Deus;
    * equilíbrio entre trabalho, culto e caridade;
    * cerimônia de iniciação à comunidade sikh, chamada de khalsa.
     Os sikhs têm o objetivo de superar a si mesmos, alinhando a vida com a vontade divina para lutar pelo bem da humanidade e se tornar um “soldado santo”. Também acreditam na reencarnação, que termina após a solução das falhas humanas numa busca pela união com Deus.
     Uma das tradições do sikhismo consiste em levar as crianças recém-nascidas a um gurdwara (templo sikh). Lá, abre-se o Guru Granth Sahib (o principal texto religioso) numa página qualquer para se escolher um nome. Ele começará pela primeira letra da primeira palavra da página do lado esquerdo, na parte em que o livro foi aberto.
  5. Para saber mais: documentário da Globo sobre o sikhismo - https://goo.gl/PVhFEB.

7.  Judaísmo
  1. Origem: Palestina, 1300 a.C. (religião hebraica).
  2. Adeptos: judeus - aproximadamente 15 milhões.
  3. Crença: monoteísta - Deus único chamado Adonai; Abrãao como patriarca.
  4. Na prática:
    * circuncisão no nascimento;
    * leitura e reflexão da Bíblia Hebraica;
    * celebração do Bar Mitzvá (para meninos aos 13 anos e um dia) e do Bat Mitzvá (para meninas aos 12 anos e um dia), que marcam a passagem para a maioridade religiosa;
    * reserva dos sábados para descanso;
    * cultos nas sinagogas e nos templos judeus.
     O judaísmo objetiva uma vida ética sob a obediência aos mandamentos divinos contidos na Torá, que foi revelada a Moisés por Deus. Dentre seus fiéis, há aqueles que acreditam numa vida após a morte (no “Mundo Vindouro”, o paraíso), e há aqueles que descartam a ideia. A religião em si não determina nada exato em relação a esse quesito.
     Os judeus praticam uma tradição matriarcal, ou seja, um filho de mãe judia também será judeu.
     A religião possui três grupos diferentes: o ortodoxo, o conservador e o reformista.
  5. Para saber mais: documentário sobre a história e origem do judaísmo - https://goo.gl/PpfXof.

8.  Espiritismo
  1. Origem: fundado nos EUA após a difusão do O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec (França, 1857).
  2. Adeptos: espíritas - aproximadamente 13 milhões.
  3. Crença: a crença oficial é baseada na doutrina e no Deus cristão, mas existem variações.
  4. Na prática:
    * comunicação com os espíritos dos mortos;
    * medicina espiritual;
    * leituras de guias e idas a centros espíritas.
     Na verdade, o espiritismo é mais um movimento do que uma religião. Seus princípios são baseados em cinco “obras básicas” chamadas de Codificação Espírita (também de Allan Kardec).
     Para os espíritas, o corpo e o espírito são entidades separadas. Acreditam que seguir valores morais e manter contato com espíritos afeta a vida após a morte. Quando uma pessoa morre, seu espírito vai para o Céu, ou fica preso neste plano até que tenha evoluído o suficiente para seguir seu caminho em forma de luz.
  5. Para saber mais: documentário da BBC - https://goo.gl/Bmkmhc.


 Como dito anteriormente, há divisões dentro da religião cristã, e um dos pedidos para esse post foi a diferenciação entre elas. No Brasil, convivemos diariamente com a maioria dessas divisões, mas quem as observa de fora pode confundi-las, ou ficar com a impressão de que são todas iguais. Apesar de a base do cristianismo (as informações listadas lá em cima) estar presente em cada uma de suas divisões, podemos encontrar muitas divergências.
 Dê uma olhada na lista a seguir com as principais ramificações cristãs:

1. Catolicismo
  1. Hierarquia: o papa é a autoridade máxima dentro da Igreja.
  2. Sacramentos: batismo, eucaristia, crisma, casamento, ordem, penitência e extrema unção.
  3. Salvação: fé e boas obras.
  4. Escrituras: Bíblia e livros deuterocanônicos (sete livros que foram retirados da atual tradução do Antigo Testamento).
  5. Particularidades:
    * latim como língua litúrgica oficial (mas as missas podem ser celebradas em qualquer idioma);
    * uso de terços, crucifixos e imagens (estátuas) de santos (importante lembrar que católicos não adoram imagens, apenas as usam como uma representação concreta dos santos).

2. Igreja Ortodoxa
  1. Hierarquia: descentralizada, porém representada pelo Patriarca de Constantinopla.
  2. Sacramentos: batismo, eucaristia, crisma, casamento, ordem, penitência, extrema unção, jejum e doações.
  3. Salvação: fé e boas obras.
  4. Escrituras: Bíblia e livros deuterocanônicos.
  5. Particularidades:
    * todas as missas são realizadas na língua vernácula;
    * uso de rosários, crucifixos e imagens pintadas (quadros) de santos (importante lembrar que ortodoxos não adoram imagens, apenas as usam como uma representação concreta dos santos).
    > Para conferir diferenças mais detalhadas entre a Igreja Católica e a Ortodoxa, dê um pulinho aqui: https://goo.gl/oPkhvo.

3. Anglicanismo
  1. Hierarquia: centralizada de forma moderada, com o arcebispo da Cantuária como símbolo de unidade mundial.
  2. Sacramentos: batismo e eucaristia, são os principais; crisma, casamento, ordem, penitência e extrema unção são tidos como sacramentos menores (ritos sacramentais).
  3. Salvação: fé.
  4. Escrituras: Bíblia e livros deuterocanônicos (com restrição às seções mais protestantes).
  5. Particularidades:
    * não possui língua litúrgica oficial.
    * a Igreja Anglicana se descreve como uma instituição que manteve alguns elementos católicos, mas que também incorporou elementos protestantes.

4. Luteranismo
  1. Hierarquia: descentralizada.
  2. Sacramentos: batismo e eucaristia.
  3. Salvação: fé.
  4. Escrituras: Bíblia e livros protocanônicos (que foram retirados da atual tradução do Antigo Testamento).
  5. Particularidades:
    * a Bíblia pode ser livremente interpretada.

5. Igreja Batista
  1. Hierarquia: descentralizada.
  2. Sacramentos: não há. O batismo é voluntário e a Ceia do Senhor, memorial; ambos são tidos como ritmos comunitários.
  3. Salvação: arrependimento e contrição.
  4. Escrituras: Bíblia (com ênfase no Novo Testamento).
  5. Particularidades:
    * a Bíblia pode ser livremente interpretada;
    * separação entre Igreja e Estado.

6. Presbiterianismo
  1. Hierarquia: descentralizada.
  2. Sacramentos: batismo e eucaristia.
  3. Salvação: predestinação.
  4. Escrituras: Bíblia e livros protocanônicos.

7. Adventismo
  1. Hierarquia: escolhido por voto, o presidente da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia é a autoridade máxima.
  2. Sacramentos: batismo, eucaristia e lava-pés.
  3. Salvação: fé e boas obras.
  4. Escrituras: Bíblia e Obras de Ellen G. White.
  5. Particularidades:
    * sábado como dia de descanso;
    * separação entre Igreja e Estado;
    * mortalidade da alma e volta de Jesus Cristo.

8. Metodismo
  1. Hierarquia: descentralizada.
  2. Sacramentos: batismo e eucaristia.
  3. Salvação: em três passos - graça previniente, conversão e santificação.
  4. Escrituras: Bíblia.

9. Testemunhas de Jeová
  1. Hierarquia: centralizada no Corpo Governante e suas corporações afiliadas.
  2. Sacramentos: batismo.
  3. Salvação: fé e obras de evangelização.
  4. Escrituras: Bíblia, com exclusão dos livros apócrifos (e na tradução do Novo Mundo).
  5. Particularidades:
    * evangelização de casa em casa;
    * paraíso na terra como esperança.

10. Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmon)
  1. Hierarquia: presidente da igreja (com sede em Salt Lake City) é a autoridade máxima.
  2. Sacramentos: batismo, crisma, casamento e ordem.
  3. Salvação: boas obras.
  4. Escrituras: Bíblia, Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor.
  5. Particularidades:
    * pré-existência da alma antes da encarnação.

 Existem outras ramificações cristãs, mas procurei listar aqui as que mais encontrei pelas fanfics do Nyah!. Aqui você encontra uma linha do tempo com mais ramificações: http://arte.folha.uol.com.br/poder/2016/12/25/arvore-religioes/.
 Independentemente da religião que escolher abordar em sua história, tenha em mente que esse post contém apenas características básicas para uma diferenciação mínima, e que, claro, existem outras religiões além das que apareceram aqui. Para descobrir mais particularidades sobre a sua escolha, aposte nestas dicas:
  1. Documentários: nesse mundo vasto chamado internet, você consegue encontrar documentários em várias línguas e durações sem muito esforço. Antes de assisti-los, cheque as críticas para saber o que vai encontrar (procure sempre pelos conteúdos neutros).
  2. Artigos: muitos veículos de informação têm artigos super esclarecedores sobre as religiões do mundo (como BBC, Globo, Superinteressante…). Além deles, você pode contar com sites dedicados à religião que você escolher, onde, geralmente, o conteúdo é mais rico em detalhes.
  3. Pesquisa de campo: se possível, vá a uma celebração/cerimônia dessa religião para observar com seus próprios sentidos a reação dos fiéis e a realização dos ritos, por exemplo. Se conhecer algum praticante, tente uma entrevista para tirar suas dúvidas.
  4. Pesquisa, pesquisa e pesquisa: apoie-se em imagens, músicas, vídeos de depoimentos/celebrações e tudo o mais que puder encontrar sobre a religião escolhida. Claro, sua história não tem de ser uma aula de religião, mas incrementá-la com alguns detalhes únicos a deixará muito mais palpável para os leitores!

  Agora, e se você ainda não escolheu que religião abordar? Não se preocupe! Temos dicas para esse caso também:
  1. Local/Época: definindo esses dois pontos sobre seu enredo, você pode pesquisar quais eram as religiões mais populares no espaço entre eles e qual se encaixa melhor no plot.
  2. Características dos personagens: de acordo com o perfil dos seus personagens, qual religião você acredita que eles se encaixariam?

 Bom, esse foi nosso post sobre as diferenças entre as principais religiões. Obrigada por ter lido até aqui. Espero ter te ajudado pelo menos um pouquinho, e também espero criar uma ótima história!
 Se restar alguma dúvida, fique à vontade para me contatar pelo Nyah.
 Até mais ver!

Referências

Entrevista com Mariléa Antunes Costa, formada em Teologia (para leigos) pela Faculdade Paulo VI (Mogi das Cruzes - SP).
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Como Escrever História sobre Balet - Parte I

segunda-feira, 5 de junho de 2017
 
Por: Lollallyn (Palloma Antunes)
Link: https://fanfiction.com.br/u/279239/

Olá!
 Se está pensando em escrever uma história bailarinística e não tem um contato prático com o ballet, este post é especialmente para você. Essa não é uma dança fácil de praticar, imagina de descrever. Pensando nisso, esquematizei algumas dicas para auxiliar na construção de um enredo com essa temática, procurando facilitar o trabalho sobre os pontos chave. Então, pegue lápis, papel e suas sapatilhas e venha dançar um pouquinho comigo.
 Quando planejamos escrever sobre um tema específico, é importante produzir uma ambientação bem estruturada para que os leitores possam visualizar cada cena com clareza e se sintam realmente inseridos na proposta de enredo. No caso do ballet, por exemplo, descrever os passos, o ritmo da dança, as roupas de ensaio e/ou os figurinos de palco, as sapatilhas, o esforço dos músculos é essencial para dar aquele gostinho mágico e deixar a história palpável. Claro, não é preciso escrever tudo tim-tim por tim-tim (até porque, os leitores sem familiaridade com essa dança ficariam perdidos), basta dar a base necessária para que sua história, de fato, transmita as cenas que você imaginou.
 Então, vamos por partes:
 
OS PASSOS
 O ballet tem uma gama grande de passos que variam em graus de dificuldade, direçãoe e tamanho, e outros que são compostos por passos menores. Além disso, dependendo do método que o bailarino segue, alguns pormenores na execução dos passos recebem uma ênfase diferenciada. Mas esse é um detalhe que pode ser deixado de lado, visto que puxa para uma área mais técnica.
 Cada passo é acompanhado por uma posição de braços (mesmo que ele seja executado nos exercícios de barra), mas você pode pular essa parte também, pois ela pode variar dependendo do exercício. O importante é conhecer alguns passos básicos e preencher as descrições de maneira superficial, não deixando os leitores tão perdidos e permitindo que você tenha autonomia sobre sua narração.
“Os pés começaram a se mover calmamente em pas de valse, tornando-se mais ágeis conforme a música ia ganhando velocidade gradativamente. Aqui e ali surgia um floreio com um cambré, um attitude rápido.” — Pas de Deux, Sir AK’s¹
 A descrição sugere toda uma sequência, mas observe que o autor citou apenas três passos (os principais dessa sequência). Além disso, ele usa o pas de valse que é um passo composto por uma pequena coreografia de passos menores. Esse é o truque: temperar a narrativa com alguns nomes técnicos (apenas dos passos mais relevantes), transmitindo a cena de maneira satisfatória sem fazê-la parecer grego para o leitor. Nas notas finais, é legal deixar um glossário resumido explicando o que essas nomenclaturas significam na linguagem do ballet.
 Para dar uma mãozinha, separei uma lista com a descrição de alguns dos passos desse estilo:
  • Plié – (pliê) dobrar, flexionar
  • Tendu – (tandí) alongado (pé)
  • Battement – (bat'mã) batida, bater
  • Échappé – (exapê) escape, escapado
  • Relevé – (relevê) elevado
  • Sauté – (sotê) saltado
  • Attitude – (atitid') atitude. Pose do ballet inspirada em uma famosa estátua de Hermes/Mercúrio. O joelho fica prevento dobrado e a perna sustentada. A linha do attitude varia de acordo com o método. Também é o nome da posição de braços que acompanha a pose.
  • Arabesque – (arabésq') arabesco. Inspirado em ornamentos árabes, esse movimento consiste em sustentar a perna derrière, na linha da quinta posição. Pode ser feito fondu, elevée, saltando ou em attitude.
  • Passé – (passê) passado. É uma passagem; assim como na relação tendu-dégagé, o passé só é chamado assim quando ele é apenas uma passagem para outro movimento.
  • Retiré – (retirê) retirado. Movimento onde se sustenta a perna com a ponta do pé na altura do joelho da perna de base.
  • Coupé – (cupê). Diz-se que o nome deriva de 'sur le cou de pied' (sur le cu de piê - sobre o colo do pé). O pé é sustentado em ponta na altura do tornozelo, acima do colo do pé de base. Também varia de acordo com o método.
  • Frappé – (frapê) batido. Movimento que consiste em 'bater' a perna e fazer um breve développé. Pode ser feito em flex para ponta (para trabalhar a força de pé), bem como em coupé. Esse exercício trabalha agilidade e precisão.
  • Changée – trocar. Significa que no final do passo os pés estarão trocados, ou seja, o pé que estava incialmente na frente, vai estar atrás. A troca é feita em salto no ar.
  • Cambré – (cambrê) arqueado. Deslocamento do tronco para trás, criando um arco. Usado pra ornamentar. O cambré décoté é uma contração lateral, usada posta alongar e ornamentar.
  • Dégagé – (degajê) Passo de ligação. É basicamente um tendu que liga uma coisa à outra, por exemplo, na transferência da primeira pra segunda posição de pés.
  • Rond de Jambe – (ron dê jam) movimento em que desenhamos um círculo com a perna. Pode ser feito também com fondu, en l'air, grand ou demi.
  • Développé – (developê) desenvolver. A perna sai do chão, faz um passé ou coupé, passa por um attitude e termina completamente esticada. Pode ser feito em fondu também.
  • Enveloppé – (anvelopê) envelopar. Oposto do développé.
  • Raccourci – (racurrsí) recolhido. Termo do método Vaganova para o enveloppé.
  • Pas – (pá) significa "passo". São passos no ballet compostos por vários movimentos básicos, inspirados em observações.
  • Pas de Bourée – (pá dê burrê) passo inspirado em na dança folclórica de bourée. Pode ser composto de fondus, elevées, dégagés, coupés, etc. É usado para deslocamentos e é o passo do ballet com mais variações.
  • Pas de Basque – (pá dê basque) inspirado nas danças dos povos bascos/vascos. É composto por fondu, rond de jambe, glissade, chassé e dégagé.
  • Pas de Valse – (pá dê váls') passo de valsa/waltz. Também chamado às vezes de Balancé decoté (balansê decotê - balanço lateral). Composto por dégagé, elevée e coupé. Pode ser executado em tempo de valsa (1, 2, 3, 1, 2, 3, 1, 2, 3...) ou em tempo oitavas.
  • Pas de Chat – (pá dê chá) passo do gato, imita o salto felino. Basicamente dois passés feitos em sequência para deslocamentos. Possui uma variação italiana, que termina no coupé fondu.

AS APRESENTAÇÕES
 Aqui você pode se basear nos famosos ballets de repertório, como Dom Quixote, O Corsário, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra Nozes entre outros. É um pouco difícil uma escola de dança remontar o repertório inteiro, geralmente o foco recai sobre os solos (também chamados de variações) e os grand pas de deux. E aqui pode rolar o truque: especificar o repertório e o solo, por exemplo, já sugere a ideia da coreografia inteira.

“Ana preparou-se com calma e respirou fundo. A introdução da música começava a fazer as caixas de som vibrarem, colocando-a em alerta para o início da dança. Suas pernas abriram-se em um arabesque saltado, então, de repente, ela já não era mais Ana, mas sim Harlequinade.” — Arquivo Sir AK’s²

 Aqui o autor cita a variação (recebe esse nome porque alguns passos podem ser adaptados dependendo da habilidade técnica do bailarino/do método adotado) de Harlequinade. Você pode dizer que solo é e temperar com alguns passos (como o arabesque nessa citação), como a dica na primeira sessão. Se sua coreografia for original, vale o mesmo: cite alguns passos e preencha a descrição com a música e as sensações da personagem.

Vamos encerrar a parte I aqui e fazer um pequeno intervalo (aproveite para alongar os músculos enquanto isso). Sinta-se à vontade para deixar suas dúvidas no comentário do post obrigada pela leitura.
Nossa dança continua no mês que vem!
 
Referências
https://fanfiction.com.br/historia/578313/Pas_de_Deux/¹. Acesso em 27 de maio de 2017, às 05h45. Citação permitida pelo autor.
Arquivos pessoais do autor Sir AK’s². Citação fornecida pelo autor em 27 de maio de 2017.
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Como construir histórias de época

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Por: Lollallyn
Link: https://fanfiction.com.br/u/279239/

Olá! Esse é meu debut no Blog da Liga, yey! Resolvi usar minha paixão por História para fazer o bem e montei esse guia com algumas dicas para se construir histórias de época. O conteúdo é resumido, mas é importante ter em mente que cada quesito citado deve ser bem explorado individualmente para se obter um bom resultado.

Vamos começar definindo o terro de trabalho:

1. Romance histórico ou de época?          
Definir se a sua história será um romance histórico ou um romance de época é o primeiro passo. A diferença entre esses dois subgêneros é bem tênue, mas podemos colocá-la da seguinte maneira:

a. Romance histórico: utilizam datas, acontecimentos e fatos históricos, baseando-se com fidelidade nas estruturas culturais, sociais, econômicas e políticas vigentes no período que retratam. Têm o objetivo de serem palpáveis, e, para tanto, “os autores mesclam figuras reais e ficcionais em uma trama geralmente imaginária” ¹.
b. Romance de época: não há preocupação com datas, acontecimentos e fatos reais. Utilizam os costumes, o modo de vida e o comportamento e o pano de fundo histórico (de maneira superficial) de um determinado povo numa determinada época. Os pontos principais são os pequenos pormenores da época em questão que são empregados para modelar, influenciar, dar vida ao enredo.

2. Escolhendo a época    
Vamos dizer que época é uma divisão dentro de um período histórico. Por exemplo, temos o período Contemporâneo e, dentro dele, acontecimentos históricos que definiram épocas – que alteraram o modo de vida e o comportamento social –, como a Primeira Guerra Mundial. 
Nesse ponto, abrimos o leque de opções. Tendo-se o esqueleto do plot, definir a época a ser trabalhada fica mais fácil. Por exemplo, se a história trata de um casal inglês separado pela guerra, você terá a época a partir do momento que definir qual guerra é essa. E aqui eu atento para o detalhe de que uma mesma época pode ter acontecido em lugares diferentes – ex.: a Primeira Guerra Mundial envolveu e afetou diversos países, logo, todos esses países viveram essa mesma época.
Tendo escolhido a época, o próximo passo é reunir a maior quantidade de informações possível sobre ela. Você pode ter uma base por esse roteiro de pesquisa:

a. Vestuário: roupas, sapatos, acessórios, penteados;
b. Costumes sociais: quais eram as festividades, hábitos cotidianos, meios de transporte e de comunicação, destinos dos passeios pela cidade, vida política, normas que regiam a sociedade;
c. Comportamento social: a moral e os valores difundidos, meios de expressão, modo de agir e pensar, pensamentos em ascensão;
d. Culinária: bebidas mais consumidas, pratos caseiros, pratos do cotidiano, comidas de festa;
e. Cultura: músicas em alta, livros mais comentados, obras de arte mais famosas, artistas em ascensão;
f. Cenários: como era a paisagem, a arquitetura dos edifícios urbanos, a decoração internas das construções, a disposição do panorama dos centros urbanos e rurais;
g. Vocabulário: gírias populares, expressões típicas, pronomes de tratamento;
h. Acontecimentos históricos: em torno de qual assunto a sociedade girava.

Esses pontos serão essenciais para deixar sua história mais vívida e palpável. Por isso, é importante fazer uma boa pesquisa para deixá-los firmes o suficiente para sustentar o enredo. Você não precisa fazer um trabalho de história, o objetivo não é dar uma aula. “O grande truque para escrever uma ficção histórica convincente e envolvente não está na quantidade de detalhes que você encontrou, e sim na capacidade de determinar que detalhes devem ser deixados de fora” ². Discernir o que é relevante ou não é o que determinará se os leitores vão visualizar mais facilmente as cenas descritas e mergulhar no enredo com mais vontade, ou se vão achar a história maçante pela quantidade de informações.
Para pesquisar sobre os pontos a, d e f aposte de descrições básicas e imagens. Será o suficiente para oferecer uma ideia clara de suas respectivas características.
Nos pontos b, c e e, será necessária uma pesquisa um pouco mais profunda. Para não se perder no meio da enxurrada de informações ou deixar o enredo muito pesado, concentre-se apenas naquilo que vai oferecer algum proveito para o seu enredo e ignore o resto.
O ponto g não irá causar tanto impacto quanto os anteriores, mas pode contribuir para tornar o enredo mais realístico. Pesquisar sobre ele não quer dizer que você precisará adequar sua escrita à escrita da época. Aliás, não faça isso: a linguagem utilizada em épocas passadas costuma ser muito rebuscada e de difícil compreensão, o que significa que você gastará muito tempo para acostumar-se a escrever com uma linguagem específica e ainda correrá o risco de cometer equívocos maiores. Procure basear-se nos subitens citados.
O ponto h pode ser pesquisado e estudado superficialmente, já que estamos focando em histórias de época. A fidelidade histórica do enredo não necessita de precisão, mas não pode ser atropelada ou retratada de maneira errônea.
De maneira geral, procure basear-se em diversos tipos de fonte. A Internet é uma ferramenta maravilhosa e a velocidade com a qual ela nos oferece respostas é realmente tentadora, porém é difícil separar informações verídicas e aproveitáveis dentro dela quando tanta gente tem acesso. Em razão disso, buscar apoio em livros didáticos, documentários, livros literários da época, cartas, jornais, depoimentos, filmes, fotografias e obras de arte é indispensável.
Quando estiver separando as informações que serão utilizadas em sua história, atente-se ao anacronismo: erro de cronologia que geralmente consiste em atribuir a uma época ou a um personagem ideias e sentimentos que são de outra época, ou em representar, nas obras de arte, costumes e objetos de uma época a que não pertencem³.  As dicas para fugir disso são: a) não julgar suas personagens – as ideias construídas no século XXI são muito diferentes das de dois séculos atrás, por exemplo; b) muita pesquisa – não saia colocando plantas aqui e acolá, referências geográficas e históricas e tudo o mais se não tiver certeza de como isso estava definido na época em que está trabalhando.

Sugestões de plataformas para pesquisa: 
Para imagens:
  • We Heart It
  • Pinterest

Jornais nacionais:
  • Acervo Folha (https://goo.gl/uhZFXV)
  • Acervo Estadão (https://goo.gl/iEUJ8z)
  • Acervo Digital O Globo (https://goo.gl/Lr75iX)
  • Hemeroteca Digital (https://goo.gl/EnxtwM)

Jornais internacionais:
  • Listagem da Wikipédia por país (https://goo.gl/BVNUpJ)
  • Hemeroteca Digital Espanhola (https://goo.gl/UXF401)

Para melhor construção dos pontos de base:
  • Artigos do Blog da Liga dos Betas
Referências:
http://www.infoescola.com/literatura/escritores-de-romances-historicos/ ¹. Acesso em 30 de dezembro de 2016, às 20h52.
http://corrosiva.com.br/como-escrever-um-livro/como-escrever-romance-historico/ ². Acesso em 02 de janeiro de 2017, às 21h34.
http://blogdoeubes.blogspot.com.br/2011/01/definir-anacronismo.html ³. Acesso em 03 de janeiro de 2017, às 11h20.
http://www.livrosefuxicos.com/2016/05/romance-historico-ou-romance-de-epoca.html#.WGW70VMrLIU. Acesso em 30 de dezembro de 2016, às 20h45.
http://www.gameofthronesbr.com/2012/01/grrm-entrevista-bernard-cornwell.html. Acesso em 03 de janeiro de 2017, às 11h30.
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