Por Roberto Lasneau

No mundo das fanfics, é muito comum encontrar histórias que envolvam o relacionamento amoroso entre pessoas. Para isso, é preciso abordar um tema bastante complexo, mas que, para muitos, não parece tão complexo assim: a orientação sexual. A sociedade atual é heteronormativa, isto é, uma classificação que diz que a heterossexualidade é a única orientação normal (e por “normal” temos como “aquilo que a sociedade está acostumada”, e não como “errado”, como alguns costumam pregar) e, por isso, ao tratar de outras sexualidades, pertencentes à comunidade LGBTA (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Assexuais), tem-se uma dificuldade em manter a realidade; literariamente falando, a verossimilhança, muitas vezes simplesmente pelo autor não conhecer muita coisa do universo.
Tendo isso em mente, o post servirá para tratar dos fatos mais simples sobre as orientações sexuais, mas sobre os quais muitos não têm esse conhecimento e acabam criando situações inadequadas em suas histórias; acabam por representar, de forma errada, essa parte da orientação, podendo até mesmo ser classificado como um erro literário (por causa da ausência de verossimilhança). O post, ao todo, será divido em três partes: nessa primeira parte será focada a homossexualidade (tanto masculina quanto feminina). Na parte 2, o foco será em “Bissexualidade e Assexualidade” e, por último, na parte 3, o assunto será focado em “Transsexualidade e Heterossexualidade”.

Parte 1 – Homossexualidade (feminina e masculina)

Desmistificando o lado homossexual

Lésbicas/Gays continuam sendo Mulheres/Homens. – Parece um tanto óbvio, não é mesmo? Mas, às vezes, em algumas histórias, nem sempre a realidade é tratada dessa forma. Apesar de todos terem personalidades diferentes, ou seja, uns seres mais masculinos/femininos do que outros, isso não altera a identidade de gênero; logo, um homem, por mais gay e feminino que ele seja, talvez não se interesse por usar vestidos, pois não faz parte da identidade de gênero dele. Existem uns casos específicos, mas esse tema será melhor abordado no tópico sobre transsexualidade.

O rótulo de ativo(a)/passivo(a). – Isso provavelmente é uma das maiores dificuldades de retratação no mundo das fics. Muitos autores fundamentam a personalidade dos seus personagens através do seu papel sexual, popularmente conhecidos como “ativo(a)” e “passivo(a)”. No entanto, o que muitos não sabem é que isso acaba por ser uma atitude preconceituosa (lembrando que “preconceito” vem de “pré-conceito”, isto é, querer conceituar algo que não conhece) e que pode ser desconfortável para alguns.
Rotular suas personagens (utilizando o papel sexual) é ruim. Uma pessoa que é ativa na relação sexual não será mais masculina que a pessoa que proporcionar o papel passivo (isso vale tanto para a homossexualidade masculina quanto para a feminina). É comum se pensar assim, pois, como foi dito no início do post, a sociedade é acostumada com a heterossexualidade, isto é, com um papel feminino e um papel masculino, mas, na homossexualidade, isso não acontece. Ser ativo(a) não designa ninguém mais homem e ser passivo(a) não designa ninguém mais mulher. O papel sexual só interfere nas relações sexuais e só. O(a) ativo(a) não é necessariamente a pessoa insensível, bruta, séria, o “macho” da relação, assim como o(a) passivo(a) não é necessariamente a pessoa delicada, emocional e sensível, a “fêmea” da relação. Isso é um ato muito impensado.
Além disso, apesar de existirem, nem sempre as pessoas são 100% ativas/passivas, existem as pessoas versáteis (principalmente na homossexualidade feminina, já que o prazer precisa ser mútuo, mas também não é regra). A principal coisa que se precisa saber aqui é diferenciar as coisas: papel sexual não tem nada a ver com personalidade e o papel social. Num casal homossexual masculino, por exemplo, o que é o ativo pode muito bem ser o cozinheiro da casa, assim como o passivo pode ser aquele que faz o trabalho pesado (assim como isso pode acontecer num casal de héteros, em que o homem cuide da casa e a mulher trabalhe). O essencial de tudo: não faz sentido rotular as coisas. Sexualidade não define pessoas. Sexualidade é apenas sexualidade. Papel sexual é apenas papel sexual.

Cuidado com os estereótipos! – “Toda lésbica é desleixada”, “Todo gay tem um senso de moda apurado”. Não, gente, não é bem assim. Como eu disse no final do assunto anterior, sexualidade não define pessoas. Sua personagem lésbica pode ser desleixada, mas isso não é regra. Sua personagem gay pode ter um senso de moda apurado, mas isso também não é regra. Aliás, nada é regra no mundo, isso de “Todo alguma coisa é isso” nunca funciona, não é? Além disso, existe o vasto mundo das gírias homossexuais e, acreditem, não é todo homossexual que as usa/conhece! Então, não quer dizer que seu personagem gay seja bem afeminado, que ele use o termo “Aloka”, ele pode nem conhecer (é possível, sim, não conhecer os termos).

Homossexuais sempre se dão bem entre si. – Lá vou eu de novo: não, gente, não é bem assim. Sexualidade não define pessoas. Esse assunto serve para abordar diversos tipos de relacionamentos:
- Amorosos: Basicamente acontece aquilo de um casal homossexual se formar simplesmente por serem homossexuais. Tudo bem, a mesma sexualidade é um motivo, sim, para a união, mas não é o único. As pessoas se amam pela atração, pelo envolvimento, tem que ter uma série de fatos para isso.
- Amistosos: Gays, lésbicas (assim como trans, bissexuais, etc.) podem muito bem não criar amizade com outros da mesma sexualidade, até porque amizade nem tem base sexual, então não há motivos para isso ser um requisito. Essa dica vale para um estereótipo que ocorre muito, que é quando cismam que a melhor amiga de um gay é lésbica ou vice-versa. Pode acontecer? Claro. No entanto, não é uma regra. Não é algo do tipo “Gay só se dá bem com lésbica”. Não.
- Profissionais: “Eu trabalho melhor com fulana porque ela é lésbica como eu”, isso não faz sentido algum. Assim como o ambiente amistoso, o âmbito profissional não tem base sexual, então não há por que isso ser requisito. Pessoas continuam sendo pessoas, independente da sexualidade, e o que deve atrair alguém profissionalmente é a vocação, o método de trabalho, etc. Outro caso também é falar que existem “trabalhos homossexuais”, tipo associar “estilista” com “gay” no mesmo segundo. Não é assim, gente. Pode até ser que uma determinada profissão tenha uma maior concentração de homossexuais, mas isso não é desculpar para definir as pessoas assim.

Sexo: a necessidade e o ato

Por motivos de diferença maior entre os dois, falarei sobre a homossexualidade feminina e masculina separadamente, mas, antes disso, é preciso deixar uma coisa clara: um casal hétero faz sexo com a mesma necessidade de um casal homo, isso não muda. Tem uns que gostam, outros não gostam e o fato de retribuir o amor (quando é o caso de ambos concordarem com o ato) é válido para qualquer casal.

- Homossexualidade feminina – Quando se fala desse tipo de relação sexual (na linguagem das fanfics, “Orange”), você precisa ter uma boa visão das suas personagens. Como elas são? O que elas gostam? Como elas preferem? O “Orange” pode ser feito e explorado de inúmeras formas, inúmeras possibilidades, até porque mulheres são complexas por natureza, essa é a qualidade da mulher.
No entanto, acima de tudo, o texto precisa de realidade. Ser realista ajuda a deixar tudo mais natural, ainda mais no meio homossexual, que poucos conhecem.

“Como elas fazem sexo, se não tem penetração?”
É uma coisa muito perguntada. Tudo tem um jeito. Carícias e as tão conhecidas preliminares são essenciais numa relação boa, e isso deve, sim, ser representado, de forma natural, nas fics. Nada de ir direto ao ponto, suas personagens têm muito que aproveitar ainda.
É importante você conhecer mais suas personagens justamente para você, escritor(a) de Yuri, ver como elas vão se satisfazer no momento do sexo. Lembrando que não há regra para as coisas (o sexo não precisa ser aquela coisa rotulada e com regras rígidas, é nisso que muitas fics pecam), uma pode se completar da maneira que gostar.

“Mesmo assim não sei como fazer. Como posso inovar sem pecar na realidade? Como fazer minhas personagens tão decididas com o que elas querem?”
Se o seu problema é não conseguir fazer essa decisão nelas, você pode tentar descrever suas personagens descobrindo seus gostos na hora H. Agora, se você for uma pessoa mais sistemática, a dica que eu dou é montar uma tabela com as preferências de cada uma: Fulana curte x, y e z. Cicrana só curte y. E tentar experimentar as possibilidades, pois, como eu disse, o grande mistério do sexo lésbico é a complexidade da mulher. Muitas vezes nem é necessária a penetração, o legal é ter a criatividade.

“Ok, ok, mas o que isso tudo tem a ver com verossimilhança?”
Tudo! A melhor maneira de fazer um Orange realista é não utilizar do “heteronormatismo”. Sexo homossexual é uma coisa; sexo heterossexual é outra. No contexto do Orange, a principal coisa a se pensar é que não existe “homem” da relação, que mulheres não são “escravas” da penetração e que elas precisam de brinquedos simuladores de pênis para se satisfazerem (apesar de ter umas que gostem, isso é de gosto pessoal e não uma regra). Nada disso! Além disso, vale lembrar que orgasmos femininos possuem um tempo de recuperação baixo (não confundir “baixo” com “nulo”) de um a outro (bem diferente do orgasmo masculino), então ter um orgasmo não significa que a relação vai parar. Respeite a atração sexual da sua personagem, sem precisar fazê-la depender de características masculinas.

- Homossexualidade masculina – Aqui a visão das personagens já é um pouco separada. Primeiramente, a relação que você vai descrever terá penetração?

“Ué, mas é claro, são dois homens, tem que ter penetração!”
Ué, só por que são dois homens, a penetração é obrigatória? É isso que é necessário desmistificar quando falamos de sexualidade e verossimilhança. Lembrando que sexo sem penetração não é exclusividade homossexual, só que não se fala muito disso.
A relação homossexual masculina sem penetração é chamada de Gouinage. Trata-se apenas de carícias, movimentos e sexo oral, simples. Se você, escritor(a) de Yaoi, deseja inovar nos seus textos, por que não tentar?

Na linguagem das fics, temos o sexo gay denominado por Lemon. E o irônico de tudo é que a dica que eu vou dar aqui é feita de maneira muito errônea nas fanfics, que é: estabeleça as vontades da personagem ativo e passivo.
“Ué, mas você não disse pra não rotular? Por que está falando de ativo/passivo agora?”
Porque estamos falando de sexo, de papel sexual, que é a única ocasião em que devemos definir as personagens como ativos/passivos (em vez de descrevê-los assim o tempo todo, como o papel social, que é o que muitos escritores erram, e que até mesmo gera preconceito). Lembrando que em relações sem penetração, esses papéis não existem. Lembrando também que existem os versáteis e a troca pode ser feita na mesma transa.

Tendo em vista a sua personagem passivo, popularmente conhecido como uke, é preciso ter coisas em mente: ele está preparado para aquilo? Ele deseja a penetração? Ele já fez isso alguma vez? Vocês já devem estar carecas de saber, mas o ânus não é uma área tão lubrificada naturalmente quanto a vagina, é preciso ter cuidados e todas essas coisas. A dor é imensa, então o grande erro de representar isso num Lemon é falar, por exemplo, que o personagem se acostumou rapidamente (às vezes isso acontece muito rápido e não faz sentido) ou que o membro do ativo entrou facilmente de primeira. Não, não é bem assim.
“Mas não tem a próstata? Ela já não é o suficiente para ignorar todas as dores?”
A próstata! O órgão favorito dos escritores na hora de descrever o prazer, e é alvo de muitos erros na escrita também! Gente, a próstata não é um órgão milagroso, ela não fará sua personagem gozar trinta vezes seguidas ou sentir a sensação de estar em quinhentos céus ao mesmo tempo, muito menos aliviar a dor da penetração. A única função da próstata, no sexo, é tornar a ejaculação mais livre, mais natural (dando um pouco a mais de prazer). Apenas isso. Nada de órgão milagreiro que traz sensações milagreiras.

Tendo em vista a sua personagem ativo, popularmente conhecido como seme, é preciso ver também se ele está preparado para isso (a parte psicológica não se restringe apenas ao passivo, gente), se ele já fez isso alguma vez também. E, claro, o cuidado com algumas situações irreais, como, por exemplo, o ativo ter fôlego infinito, recuperar-se de uma ejaculação em segundos (diferente das mulheres, os homens precisam de mais tempo para se recuperar) ou ele não sentir o mínimo de dor no ato. 
“O ativo sente dor???”
Uns podem sentir mais que outros, mas sentem, sim. Não é, óbvio, uma dor comparada com a do passivo, mas pode haver um incômodo na tentativa da penetração; tente enfiar seu dedo num buraco que seja menor que ele e force, você saberá do que eu estou falando. Também tem que ter muito cuidado. Não vá fazer, também, sua personagem fazer a penetração com uma força monstruosa, a não ser que você queira que ele vá parar no hospital com o membro torto.

Mini F.A.Q. sobre homossexualidade
Perguntas para ajudar na aplicação do tema em fanfics.

01 – Como eu posso retratar a descoberta do meu personagem? Ele pode escolher isso?
Do nada. Exatamente isso. É assim que acontece na vida real e representar isso em fics não seria problema. No entanto, atente-se a não errar no quão instantâneo isso pode ser, também não vai fazer a personagem ver alguém do mesmo sexo e BOOM, “virou” homossexual e aceita isso numa boa. Aceitar-se não é tão fácil assim. Além disso, você não precisa, necessariamente, usar outra pessoa para que sua personagem descubra a sexualidade; nem sempre isso é descoberto por ver pessoas. Além disso, não se prenda a idades, a descoberta pode acontecer em qualquer momento da vida de uma pessoa, mesmo que ela já esteja num casamento heterossexual, por exemplo.
Não, isso não é escolha. Nenhuma sexualidade, nem mesmo a heterossexualidade, é uma escolha. Pessoas podem escolher experimentar, mas não podem escolher ter (ou não) atração sexual. É por isso que não se trata de “opção sexual”, mas, sim, de “orientação sexual”.

02 – Como fazer uma personagem homossexual? (Esta pergunta vale também para todas as outras sexualidades)
Faça como uma personagem normal, com qualidades e defeitos, características físicas. Um nome! A sexualidade é só mais uma característica.

03 – Eu tive uma ideia muito legal para a minha fic: seria um rapaz que sofreu abuso quando era criança e, por isso, virou gay. Como posso fazer isso dar certo na fic?
Sem chances de dar certo. Abusos sexuais, maus relacionamentos com o sexo oposto e etc não justificam homossexualidade. Nesse caso, o enredo será preconceituoso e poderá afastar muitos leitores.

04 – Ouvi dizer que todas as lésbicas são amazonas feministas devoradoras de homens, achei isso muito legal. Posso criar uma personagem assim?
Criar uma personagem assim você até pode, mas não vá justificar sua ação pela sexualidade. Além disso, esse termo longo é outra atitude preconceituosa, já que feministas não odeiam homens, só lutam pelos mesmos direitos. Não faz sentido associar isso com a sexualidade nem usar esses termos como “amazonas” e “devoradoras”. Assim como na pergunta anterior, tratar-se-á de algo preconceituoso e que poderá afastará muitos leitores.

05 – Eu até tento tirar o pensamento de “seme machão” e “uke fêmea”, mas eu simplesmente não consigo imaginar o “uke” sendo o ativo. Como eu posso reverter a situação?
Tem coisas que as pessoas não precisam imaginar. Altura, comportamento e gostos não definem papel sexual. Além disso, papel sexual é apenas papel sexual (e às vezes eles revezam), não existe essa de “macho” e “fêmea” numa relação desse tipo. O motivo de tanto choque é por a sociedade estar acostumada com isso de homem e mulher, mas não tem nada de errado em o mais baixo ser ativo ou o mais “machinho” ser o passivo. Sexualidade não define pessoas e papel sexual não define nada. Como reverter? Simplesmente revertendo. Pode ficar feio aos olhos de alguns, mas estará respeitando a realidade mais do que nunca!

06 – Tem diferença entre “preconceito” e “homofobia”? Como encaixar ambos numa fic?
Sim, existe uma diferença. Digamos que toda homofobia é preconceito, mas nem todo preconceito é homofobia. Preconceito vem de “pré-conceito” e consiste em apontar, julgar sobre determinado assunto sem conhecê-lo e acabar falando algo errado. Já a homofobia é mais crítica, já envolve ódio sem sentido, que pode envolver exclusões e atos violentos, coisas do tipo “Eu te odeio só porque você é homossexual.”. Podemos ver essa diferença quando criamos estereótipos; eles fazem parte do preconceito (mas, no caso, criado pela ignorância no assunto mesmo), mas não é homofobia, pois não gera ódio.
Sobre encaixar isso numa fic, o preconceito vem no cotidiano, o melhor a se fazer é explorar os estereótipos mesmo, os velhos discursos e o fato da sociedade não estar acostumada com isso. Já a homofobia, se quiser colocar algo assim na sua história, vem da exclusão social ou até mesmo da violência ou assassinato.

07 – Li em algum lugar sobre “estupro corretivo”. O que isso significa? No que difere do “estupro comum”?
O tal do “estupro corretivo” são ações homofóbicas que consistem em estuprar homossexuais, a fim de tentar convertê-los para a heterossexualidade. É uma atitude primitiva e bastante humilhante. O “estupro comum” não possui esse ideal.

08 – Quando eu vejo coisas sobre esse assunto, eu vejo que uns falam “homossexualismo” e outros falam “homossexualidade”. Qual é o certo?
Sobre isso, uns dizem que “homossexualismo” está errado por se tratar de um sufixo que indica patologia. Até vale como uma interpretação, mas eu prefiro explicar da seguinte maneira: “-ismo” vem de “dogma, prática, característica”. Até aí vemos que não tem problema nenhum. No entanto, o “-idade” representa o quesito de “identidade”. Isso pode gerar uma confusão, mas é recomendável que se use o termo “heterossexualidade”, por se tratar de “sexualidade” (que envolve a atração, o afeto) e não “sexualismo” (que envolve apenas o sexo em si).

09 – O que os homossexuais têm de diferente dos heterossexuais fora a atração sexual?
Nada.

10 – Um heterossexual pode ter trejeitos?
Apesar de não ser comum, pode, sim. Um menino ser afeminado não é sinônimo de homossexualidade; existem meninos héteros afeminados. O mesmo vale para meninas mais masculinas. O único fator que indica homossexualidade é a atração mesmo, não há outras características que comprovem isso. Além disso, também há a possibilidade de homossexuais não terem trejeitos. Varia muito de pessoa para pessoa.

Conclusão

Frisando as coisas finais: sexualidade não define pessoas. Todos são comuns e possuem suas qualidades e defeitos normalmente, o que muda é só por quem elas sentem atração, certo? E o mais importante de tudo: não é só atração sexual, é amor também. Homossexuais amam e desejam relações duradouras como quaisquer tipos de pessoas que desejam algo romântico.

Bibliografia:
A minha pesquisa foi bem ampla, então colocar todos os sites que visitei ocuparia muito espaço (fora que grande parte veio da própria experiência e de outras pessoas que perguntei), então, para os interessados no assunto, recomendarei um site que aborda todo o tema de forma bem mais aberta:
Para quem quer algo mais específico e direto, este F.A.Q. é bem interessante:

Sexualidade e Verossimilhança (1/3)

Posted by : Ligados Betas
25 agosto 2014
0 Comments

Por: Kill Joys
Perfil: http://fanfiction.com.br/u/89732/

             Ei, ei, ei, gente, tudo bem? Aqui é a KILL JOYS de novo! Não, eu não me canso de vir aqui conversar com vocês, HUESHUD. E hoje, em especial, vim falar com vocês sobre um assunto bem complicado: como conciliar os sentimentos da personagem com sua linguagem corporal.

            Primeiro, é importante entendermos o que é a linguagem corporal. Esse é um dos termos que todos nós temos um pouco de noção do que se trata, mas sem ter nada muito concreto. Por isso, vamos a algumas definições para tirarmos essa expressão do senso comum.

Linguagem corporal: linguagem não verbal, que abrange gestos, olhares, expressões faciais, postura e proximidade do locutor com o interlocutor. Todo o tipo de comunicação proposital ou intuitiva, que exprime algum pensamento ou traço de personalidade.

            Com isso, conseguimos perceber que quase tudo que fazemos no dia a dia, até mesmo sem perceber, faz parte da nossa linguagem corporal. Por isso, é preciso tomar extremo cuidado com as expressões que as nossas personagens fazem. Isso representa mais a personalidade do que as descrições.

            Por isso, o primeiro cuidado que devemos tomar é de pensar bem a personagem e suas cenas previamente, antes de escrevê-las. Ao definir bem os sentimentos de cada um e alguns detalhes do enredo, encontrar uma maneira de conciliar ambas as coisas é bem fácil. Acho que esse tema é difícil de entender sem um bom exemplo, não é mesmo? Então vamos a ele:

            Imagine que sua personagem é uma garota bem extrovertida, que acabou de chegar à escola nova. (Sim, sei, exemplo bem comum, mas é dos que mais ajudam na compreensão :3) Essa aluna é alegre, faz amizades rapidamente e é extremamente divertida.

            Se a primeira cena dela é na escola, fazendo sua apresentação para a turma a qual vai entrar, é importante que você demonstre pela expressão corporal um pouco da sua personalidade. Narre um sorriso alegre, uma voz melodiosa e movimentos leves, porém chamativos. Por ser uma pessoa extrovertida, faça-a encostar-se a alguém ao conversar, gesticular, caretas e falar alegremente.  

            A maior parte dos escritores, ao relacionar sentimentos e linguagem corporal, comete o erro de falar o que é que a personagem está pensando, as emoções e até mesmo a personalidade várias e várias vezes. Ao criar uma personagem apaixonada, por exemplo, você não precisa explicitar todas as vezes que ela está apaixonada. Alguns autores repetem essa informação sempre que a cena pedir, deixando a narrativa cansativa. O certo é incorporar aos poucos essas informações no texto, de modo a que o leitor consiga perceber os sentimentos por conta própria.

            Sendo assim, muitas frases como “ela estava completamente apaixonada e por isso não ficava com vergonha.” podem ser substituídas por uma linguagem corporal que exprime a mesma ideia, como “ela olhou para baixo, envergonhada, com o coração acelerado.”

            Pode parecer bobagem e detalhes minimalistas esse tipo de construção, mas acredite, isso ajuda a construir a personagem e a cena na cabeça do leitor. Fica mais fiel à realidade e é mais confortável prosseguir a leitura dessa maneira.

            Outra dica importante é perceber as pessoas à sua volta, como são as linguagens corporais delas e os sentimentos ou personalidade que elas passam com isso. É, um pouco esquisita essa dica, não? Mas acredite: funciona. Observar como as pessoas à sua volta agem é uma das atividades que os escritores costumam fazer, para dar mais verossimilhança à história. Até mesmo porque nada mais parecido com a realidade do que a própria realidade, certo? Por isso, prestem atenção na sua rotina, inclusive em si mesmos, para melhorar a construção das personagens.

            Claro, também vale a dica que a maioria dos professores e autores mais amam: leiam. Ler ajuda indescritivelmente a perceber como a linguagem corporal está completamente relacionada ao sentimento da personagem. Ler te faz enxergar o que um leitor precisa para compreender e participar da história em questão. Aos poucos, você vai usando de técnicas que absorveu na leitura na sua própria escrita, sem mesmo perceber.

            Conciliar os sentimentos e a linguagem corporal da personagem não é tão difícil quanto parece, se você prestar atenção e tiver cuidado ao fazer a construção da cena. É um assunto que requer carinho para se tratar sobre, mas não é nada impossível, certo?

            Qualquer dúvida, estamos à disposição.

            Até a próxima!



Fontes consultadas:





Sentimentos x Linguagem Corporal

Posted by : Ligados Betas
18 agosto 2014
2 Comments

Por: Thammi Lima

É sabido que a melhor técnica para se aprender a escrever, independente do gênero, é escrever! Não existe um passo a passo que leve um autor a ir do nada ao tudo de uma só vez, e nem técnicas que se possam seguir para desenvolver toda uma história. A prática leva à perfeição. Então, treine bastante! Não se baseie apenas no que se encontra na internet. Leia sempre que puder, buscando livros que abordem o gênero com o qual você deseja trabalhar. E treine. Treine sua escrita, faça rascunhos, redações, aventure-se pelas diversas maneiras de apresentar uma história, pois dominando a arte de escrever, sua criatividade, com certeza, fará o resto.

Fixado isso na cabeça com um clip bem firme, vamos ao próximo passo. O que escrever? Por onde começar? Bom, qualquer escritor que se preze considera até mesmo o ambiente no qual está para se sentir inspirado para escrever. E, sim, muitos deles, para incorporar verdadeiramente o espírito do gênero abordado, levam muito a sério o lugar e a hora em que vão escrever. Se isso influencia no desenvolvimento do roteiro? Digamos que sim, principalmente para quem quer criar aquela super história cheia de mistérios, sustos e todo o pacote que vem incluso nesse tipo de gênero. Por isso, a tia Thammi trouxe algumas dicas valiosas para vocês que desejam enveredar pelos caminhos sombrios do suspense. Vamos lá!

1. AMBIENTE IDEAL PARA ESCREVER UM SUSPENSE

A. Histórias de suspense e terror, geralmente, estão ligadas a enredos sombrios, que provocam tensão e medo nos leitores. Criar esse tipo de cenário nem sempre é fácil. Para facilitar um pouco a vida do escritor de suspense ou terror, a dica é tentar, ao máximo, “mergulhar” no clima da história. Procure escrever à noite, se for possível, ou até de madrugada, com pouca luz e, de preferência, no silêncio.

B. Que tal uma música para arrepiar os pelos? Procure ouvir músicas instrumentais, caso goste. Sons de piano ou violino são sempre inspiradores e aguçam a imaginação de quem está buscando criar um enredo cheio de sustos.

C. Um bom suspense é muito bem desenvolvido, rico em vocabulário e detalhes. É esse conjunto que traz dinamismo à história e faz com que o leitor acompanhe tudo até o final. É claro que ninguém precisa decorar o dicionário, mas tê-lo sempre por perto enquanto escreve é uma dica válida. Assim, você pode variar as palavras que usa, optando por sinônimos sempre que possível, além de descobrir palavras novas e, dessa maneira, enriquecer sua história.

2. CENAS

A. Crie cenas em sua cabeça ou anote-as em um caderno específico para este fim. Aproveite a inspiração que você pode obter através de um seriado de suspense, um filme, música ou livros do gênero. 

B. Comece a descrever! Procure, antes de tudo, imaginar bem detalhadamente em que local vai criar a sua cena de suspense e descreva tudo em um caderno ou no computador. Leve em conta cada pedacinho do cenário e anote tudo, sempre que puder. Assim, você nunca vai perder em detalhes e sua história poderá ser imaginada por seus leitores da mesma maneira que você a imaginou.

C. Uma dica interessante é visualizar cenários enquanto escreve o seu. Dessa forma, você terá algumas referências de locais ou mesmo de detalhes que poderá incluir na sua própria criação. Você pode fazer isso utilizando alguma ferramenta de busca online, por exemplo.

D. Mesmo depois que a cena estiver pronta, você sempre terá em suas mãos o trunfo de voltar a ela uma segunda, terceira, quarta vez e inserir mais características para enriquecê-la. Se sua cena representa as reações de seu personagem mediante determinado acontecimento, explore bem os cinco sentidos, de forma a mostrar aos leitores o que se passa com ele dentro da cena. Vamos ver alguns exemplos:

Tato - “E suas mãos suavam dento dos bolsos do jeans, ainda que estivesse tão frio quanto era possível, lá fora...”.
Olfato - “Sentia no ar o cheiro acre da casa morta há tantos anos, largada à própria sorte naquela rua de ninguém...”.
Paladar - “A boca encheu-se de sangue, que derramava-se pelos cantos em direção à gola da camisa, o ferro e o sal misturando-se sobre a língua e embrulhando-lhe o estômago...”.
Visão - “Ao vislumbrar a silhueta da velha bruxa andando pelo mato alto, ocorreu-lhe o pensamento de fugir, como se fugir fosse possível. Mas não era. Os pés pareciam enraizados à terra...”
Audição - “Ouvi o assobio longo e lamurioso do vento passando pelas frestas das portas e janelas e me encolhi embaixo das cobertas. Um arrepio gelado correu por minha espinha, mas respirei fundo e tentei dormir apesar do medo...”.

E. Busque fazer alusões. Abuse delas em suas histórias de suspense, pois cai super bem! E para isso, não é preciso muito, basta pensar em coisas que assustariam você, oras! Vamos a alguns exemplos:

“As paredes da casa morta (ao invés de apenas “casa velha”) exibiam veias longas (ao invés de simples “rachaduras”), que avançavam até o teto descamado, onde se abriam em úlceras bolorentas (ao invés de apenas “buracos”), deixando à mostra o encanamento antigo e as vigas apodrecidas que sustentavam o telhado...”

F. Uma dica super válida é: leia livros de suspense e preste atenção em COMO os autores geram o suspense. Deixe o enredo de lado e analise mais minuciosamente as características das quais os autores fazem uso para causar o efeito desejado.

3. LUGARES TENEBROSOS. JÁ PENSOU EM ALGUM?

A. Onde se passa a sua história? Em um castelo assombrado, perdido em uma floresta escura? Ou quem sabe em uma casa abandonada? Quem sabe ainda em algum lugar inusitado, como dentro de um elevador parado? Muitos autores, para inovar a forma de escrever, optam por lugares inusitados ou por fazerem coisas diferentes para fugir dos clichês do suspense, como Stephen King, por exemplo, que em seu livro, Celular, usou um aparelho móvel destes para desencadear uma verdadeira epidemia “zumbi”.

4. SEU PERSONAGEM É UM MARICAS!

A. Não esconda de seus leitores o medo que seu personagem possa estar sentindo. Mostre a eles essa tensão! Faça-os sentir a mesma coisa, descrevendo, em detalhes, que medo é esse, tanto psicológica quanto fisicamente. Uma boa dica é: se coloque na história. Como você se sentiria?

B. Outra dica legal para expor o medo e a tensão em sua história de suspense é se basear em algo que aconteceu com você e que, por algum motivo, lhe deixou com muito medo ou muito tenso. Lembre-se de como se sentiu, qual foi a reação do seu corpo diante do medo, assim como a do seu organismo, e transfira isso ao seu personagem quando precisar.

C. Descrever cada passo de seu personagem não é tarefa fácil e sempre vai existir o perigo de deixar a cena monótona e desinteressante. Mas dominando bem a escrita, o caminho que seu personagem faz até chegar onde precisa pode ser uma grande e aterrorizante aventura aos seus leitores. Para isso, é preciso saber articular bem as palavras, brincar com elas, de modo que um simples “descer as escadas até o porão” se torne algo assustador e envolvente. Vamos a um exemplo?

“Mário não queria descer e se aventurar na escuridão que engolia o porão, mas sua mãe, Dona Ana, não aceitaria não como resposta. Então, puxando as calças e convencendo a si mesmo de que já era um menino crescido, lá se foi Mário, descendo degrau a degrau, permitindo-se ser engolido pela boca negra do velho porão de casa. E tremia. Como tremia! Quando os pés alcançaram o primeiro degrau e a madeira rangeu, Mário gritou, coitado, de medo...”

D. Abuse das “sensações”. Como seu personagem está se sentindo? Como o corpo dele está reagindo à tensão da cena?


OS VERDADEIROS CLICHÊS DO SUSPENSE

1. Nada mais clichê que...

Indicado por: Thammi Lima
Uma casa mal-assombrada no meio do nada.
Um apocalipse zumbi.

Indicado por: Inês Montenegro
Protagonistas de suspense costumam dar um aumento louco nas taxas de orfandade. Especialmente se depois da morte dos pais são obrigados a ir morar com um parente/amigo dos pais desconhecido, ou numa instituição.
Também temos a moça/o nova/o na cidade.

Indicado por: Daniela Silva
Acontecimentos estranhos que começam a acontecer na chegada de alguém ao colégio/cidade. E tem também sempre aquele em que a personagem começa a receber mensagens/ligações misteriosas.

Indicado por: Synk Syncronizadora
Igrejas.

Indicado por: Lady Salieri
Pessoas que param em casas abandonadas xD

Indicado por: Iamela Freitas
Um grupo de adolescentes viajando/acampando. E esse e um clichê que serve pra terror também. Alias, é um clichê que tem em todo gênero.

Indicado por: Aimi Emi Fullbuster Isamu
Assassinos serial killers.

Indicado por: Ledilson Souza
O amigo brincalhão some e todo mundo acha que é brincadeira dele.

Dicas para escrever suspense

Posted by : Ligados Betas
04 agosto 2014
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Por: Queen Bitch
Olá, queridos. Hoje vamos falar de epílogo.
A palavra “epílogo” vem do grego epílogos, que significa conclusão.
No teatro da antiguidade clássica e no seiscentista era uma última fala do ator, o último ato que dava por encerrada a ação ou uma despedida para com o público. No cinema e na televisão costuma ser uma seleção de imagens, textos ou até um vídeo relacionado ao destino dos personagens.
Pode ser usado também no sentido figurado como sinônimo de desfecho; fim.
Foi o epílogo de uma vida.
Um exemplo é: o seu livro é um romance e a trama se concentra nos problemas e dificuldades que o casal principal tem. No último capitulo, eles se casam e têm um filho. O epílogo pode contar, resumidamente, como eles levaram a vida, se tiveram mais filhos, se continuaram felizes. 

Um exemplo clássico é o epílogo do livro “Os Lusíadas”, de Luiz Vaz de Camões. É a conclusão do poema, ele lamenta o futuro na Nação Portuguesa, ele desabafa e tem um tom crítico.
Destemperada e a voz enrouquecida, 

E não do canto, mas de ver que venho 
Cantar a gente surda e endurecida. 
O favor com que mais se acende o engenho 
Não no dá a pátria, não, que está metida 
No gosto da cobiça e na rudeza 
Duma austera, apagada e vil tristeza.”
Um exemplo que eu, particularmente, gosto, é o epílogo do livro “A esperança”, da trilogia Jogos Vorazes. No último capítulo a personagem declara seus sentimentos, mas é no epílogo que temos a continuação daquilo. É no epílogo que sabemos como as coisas ficaram depois. É exatamente para isso que o epílogo serve.

Parece simples? É mesmo. Assim como o prólogo, que é o seu oposto, o epílogo não é obrigatório. Você faz se achar que é preciso.
Normalmente, no último capitulo da historia tudo se resolve. Como é o ultimo capitulo você dá um final para a trama, mas pode ser que, ainda assim, você sinta que tem algo faltando. E o epílogo é justamente para isso. Ele é uma adição ao final da história.
Agora que você já sabe o que é um epílogo, vou ensinar como escrevê-lo:
  • O seu epílogo pode ocorrer um dia ou mesmo um ano depois do “fim” da história. O importante é que ele seja coerente com o resto da historia.
  • É recomendável que seu epílogo mantenha a narrativa da história. Se você escreve em primeira pessoa, escreva-o em primeira. Se a história está em terceira pessoa, escreva o epílogo também na terceira. Isso vai ajudar seu epílogo a fluir com o restante do texto.
  • Se você planeja uma continuação, o epílogo pode servir como base. Ele pode apresentar uma reviravolta, um novo conflito que será abordado num próximo livro, etc.
  • Não existe um limite de páginas, mas é interessante não deixar que o epílogo torne-se a resolução da sua história. Como eu já disse, ele deve ser somente uma adição.
Não mais, Musa, não mais que a Lira tenho 

(Estrofe 145, canto 10)

Referências
[consultado em 08-07-2014]

Como escrever um epílogo

Posted by : Ligados Betas
29 julho 2014
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Por Roberto Lasneau (Jean Claude)

Os reviews, também conhecidos como comentários, são bastante desejados por todos os escritores. No entanto, o leitor pode se sentir inseguro ao dar sua opinião, pode estar sem saber o que dizer ou, simplesmente, estar com preguiça.
Um review pode ser considerado uma crítica, caso ele tenha certas características (podendo ser uma crítica construtiva ou destrutiva), mas ele não se prende a esse rótulo, já que, num comentário, temos a liberdade de interagir melhor com o autor, diferente da crítica.
Neste post, mostrarei cinco situações em que um review pode ser trabalhado: primeiro capítulo, capítulo do meio, último capítulo, one-shot e poesia.

Caso 1 – Primeiro capítulo
É aqui que começa nossa impressão da fic. Algumas coisas que se podem fazer:
• Abordagem inicial – O clássico “Oi, tudo bem?”, uma apresentação bem básica como leitor, tudo bem simples. É um bom momento para falar sobre como você descobriu a fic, afinal, os autores gostam de saber que a história deles foi vista em algum canto (seja no site mesmo ou por recomendações de outras pessoas).
Análise literária – Você pode dizer o que achou da história (ortografia, narração e enredo), colocando pontos positivos e negativos, como as críticas mesmo. É um bom momento para citar os personagens, dizer de qual você gostou ou não (e dizer o porquê). É um bom momento também para falar o que você espera da fic, fazer algumas perguntas (caso queira) ao autor e trabalhar mais a comunicação entre leitor e autor.
Comparações – Aconteceu algo na sua vida que também ocorreu na fic? Existe algum personagem que é igualzinho a alguém que você conhece? Comente! Pode parecer que é algo inútil para o autor, mas ele se interessa, sim. Dessa forma, o autor consegue ver que você compreendeu o que ele quis passar com tal cena ou personagem e ele ficará muito feliz.
A leitura – Comente sobre como foi sua leitura, se foi agradável, leve, ruim ou pesada, independente se foi algo positivo ou negativo, comente. Autores gostam muito de analisar outros pontos de vista.

Caso 2 – Capítulos do meio
Diferente dos primeiros capítulos, aqui a história já está se desenvolvendo e, se você for um leitor assíduo, que já comentou em todos os anteriores, aquele clima de introdução já se foi. Algumas coisas que podem ser feitas:
• Abordagem aprofundada – Se durante os comentários vocês tiveram um bom contato, mantenha-o sempre que puder. Um review que tenha essa troca de mensagens iniciais acaba saindo melhor, pois a abordagem funciona como um aquecimento.
Destaque o que você mais gosta – Selecione algum trecho do capítulo e diga que foi o seu favorito e explique o porquê. Dessa forma, o autor saberá que acertou naquele quesito e saberá onde manter sua escrita.
Bata na mesma tecla – Se tem algo que o autor erra bastante e você já comentou isso, continue batendo na mesma tecla, isso precisa ser fixado na mente dele.
Coloque-se no lugar dos personagens – Aconteceu algo muito bombástico na fic? Alguma revelação ou reviravolta? Coloque-se no lugar do personagem em questão, explique como você se sentiria se estivesse naquela situação, o que faria (e se conseguiria). O autor gosta de conhecer mais um pouco sobre quem lê os seus textos, assim ele programa o seu público-alvo.
Comente sobre detalhes – Algo bem simples foi narrado e você viu necessidade de comentar, mas achou desnecessário por ser muito simples? Comente. Muitos autores costumam colocar grandes mensagens em pequenas coisas, será uma ótima oportunidade para conhecê-lo melhor.

Caso 3 – Último capítulo
Aqui temos o clima de despedida. Se você chegou até aqui numa história, então é porque, provavelmente, gostou muito dela. Algumas coisas podem ser feitas:
Faça uma retrospectiva – Que tal lembrar-se de todas as coisas grandes que já aconteceram na fic? Fazer um comparativo entre o personagem no primeiro e no último capítulo (esse comparativo também funciona bastante com a escrita). Dizer sobre tudo o que você gostou e os principais fatores que fizeram você continuar a leitura. Dessa forma, na próxima fic, o autor saberá melhor como começar.
Faça algumas perguntas – Pergunte se ele pretende lançar uma nova fic e sobre o que ela se tratará, vai que te interessa também?
Destaque a cena que mais gostou – Últimos capítulos costumam ter cenas marcantes. Destaque uma que tenha te marcado e explique o motivo ao autor.
Fale sobre o final – Claramente é a parte mais importante nesse tipo de capítulo. Diga se você gostou do final, se ficou satisfeito com a leitura. Se a história tiver alguns pontos que não foram esclarecidos, pergunte ao autor.

Caso 4 – One-shot
A one-shot tem um pouco de cada um dos três casos anteriores, afinal, é uma história inteira dentro de um capítulo. Então todos os pontos usados nos outros três casos podem ser usados aqui, apenas escolha os que você preferir.

Caso 5 – Poesia
Muitos consideram a leitura de poesia algo mais complicado, de difícil entendimento, mas com uma leitura mais lenta, a interpretação se abre aos poucos. Na hora de comentar poesia é muito importante se comunicar com o autor, para entender o que ele quis repassar, então:
• Pergunte bastante – Não fique com vergonha se você não entendeu algo. Pergunte. Pergunte tudo que você quiser sobre o que o autor quis dizer. Poetas adoram explicar seus poemas.
Destaque seu verso favorito – Destaque-o e diga o que ele te lembra, qual a mensagem que ele te passou e o que você entendeu com ele. O autor terá o prazer de entender seu ponto de vista e compará-lo ao dele.
Analise bastante – Faça todas as interpretações que quiser, comente tudo que o poema fez você sentir, fale sobre tudo, mesmo que não pareça ter tanto sentido assim. Dessa forma, o autor terá o prazer de te esclarecer tudo.

Caso extra – Como dizer que eu não gostei de algo? E se o autor se ofender?
A base da crítica é composta de educação e explicação. Apenas seja educado, sempre se refira à fic e não ao autor e, mais importante ainda, explique o porquê de tal coisa estar ruim, tenha um argumento. Não adianta muita coisa você reclamar de algo e não saber explicar o porquê. Se possível, faça sugestões para que o autor possa melhorar.
Com isso, você já fez sua parte. Mesmo com isso tudo, caso o autor se ofenda, não leve para o lado pessoal, apenas entenda. Não se sinta culpado, afinal, a partir do momento em que alguém posta uma história, ela estará aberta a críticas e opiniões. Desde que você mantenha a educação e a argumentação, você não tem com o que se preocupar. Se o autor ficar incomodado e isso te deixar inseguro, você pode parar de acompanhar a fic (ou simplesmente parar de comentar).
http://pt.wikihow.com/Escrever-um-Coment%C3%A1rio – Como escrever um comentário

Como escrever um review

Posted by : Ligados Betas
21 julho 2014
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Por: M L Carneiro

Ahoy! Venho hoje falar de um tema que muita gente já deve ter lidado ou ao menos pensado: a criação de um mundo fictício. Já houve um artigo aqui no blog com um tema parecido, por isso, para não soar repetitivo, tentarei abordar o assunto de forma um pouco diferente. Para a postagem também não ficar muito extensa (e mesmo assim ficou...), eu a dividirei em três partes, passando dois “dias” em cada. Colocarei aqui tudo o que pesquisei para fazer este texto, além das experiências que eu já tive com o tema, e tentarei sempre dar exemplos para ficar mais claro, seja a partir de mundos já criados, de algum que eu já criei, ou de algum outro fictício criado na hora. Preparados? Então vamos ao trabalho!

Primeiro dia – Começando

ou “O que raios eu tenho que fazer de início?”

A primeira coisa que eu tenho que contar para vocês é que o título dessa postagem é uma piadinha. Criar um mundo inteiro é algo bem trabalhoso, acredite: você não vai conseguir criar algo tão detalhado como a Terra em seis dias. Dependendo do quanto você quiser se aprofundar, você levará semanas, meses ou até anos para concluir o mundo que você queria criar. E sempre vai ter espaço para mais criação.
Caso você esteja determinado a trilhar este longo caminho para chegar ao seu objetivo, a primeira coisa que deve fazer é se perguntar: “Por que eu quero criar esse mundo?”. Qual é o seu objetivo com essa criação? Pode haver diversas razões para isso, mas se você está lendo esse post, imagino que seu objetivo esteja relacionado a alguma história original que queira escrever. Se for isso fica mais fácil, pois assim você provavelmente já tem alguma ideia para essa história e vai guiar a construção do mundo em torno dela.
Mas aí eu te pergunto: Você precisa mesmo criar um mundo? A Terra não é suficiente para a sua história? Eu pergunto isso porque você pode economizar um enorme tempo se usar a Terra como cenário de sua narrativa. Milhares de livros fantasiosos se passam em nosso planeta, apenas adicionando um pouco de pó de pirlimpimpim, talvez. Podemos citar diversos best-sellers que fazem isso: Harry Potter, Percy Jackson, Crepúsculo (talvez tenha sido um pouco de pirlimpimpim demais aqui), os quadrinhos da Marvel, Cavaleiros do Zodíaco e o próprio Sítio do Pica-Pau Amarelo. São todas histórias cheias de ficção e fantasia, mas situadas na Terra. Nosso mundo já está aqui, pronto, amplamente detalhado, você já conhece muito dele e, o que você não conhecer, é só chamar o nosso amigo Google.
Não é muito mais fácil usar a Terra? Além disso, como eu disse há pouco, criar um mundo dá um trabalhão, então se você quiser economizar esforço ou achar que sua história pode muito bem se passar no meio de nós, é só pegar suas ideias e moldá-las ao nosso mundo. Aí você pode até parar de ler este artigo por aqui e se focar em começar a escrever sua história! Isso não é ótimo? (Brincadeira, pode continuar lendo, porque os próximos tópicos também podem ser úteis)
Falando sério mesmo, para muitas pessoas, criar um mundo pode só atrapalhar e tirar o foco de criação do enredo da história. Se existe bloqueio criativo para escrever, imagine para criar um mundo. Então analise muito bem e veja se no seu caso não vale mais usar o nosso planeta azul em lugar de gastar um grande tempo moldando outro.
Maaaas se você é que nem eu e tem esse espírito desbravador e criativo, e para você o mundo não é o bastante, vamos lá, próximo passo. A segunda coisa a se fazer é começar a definir algumas coisas básicas, como: que tipo de mundo vai ser? Você vai usar algum outro como inspiração ou base? Quer que ele seja mais caricatural ou que seja o mais verossímil possível? Qual vai ser o tamanho desse mundo? Estou sempre falando aqui de um planeta, mas um “mundo” que eu digo pode ser menos ou mais que isso. Você pode criar uma ilha flutuante no meio do nada, ou um planeta do tamanho daquele do Sr. Kaiô de Dragon Ball, assim como você também pode criar um mundo complexo como a Terra Média ou mesmo uma galáxia inteira, como em Star Wars.
A minha dica aqui é: crie um mundo compatível com o tamanho da história que você quer escrever. Por favor, não me venha querer criar uma Westeros para escrever uma one-shot (aliás, se você quer criar um mundo para uma one-shot, por favor, volte para aquela minha pergunta de quatro parágrafos atrás). Pense no tamanho que você pretende que sua história tenha e crie um mundo de dimensão compatível. Às vezes você não precisa criar e detalhar o planeta inteiro, diversos autores fazem isso, desde Tolkien e Martin até o Paolini (escritor de Eragon). Você pode criar um continente, uma ilha, dois continentes ligados... Isso é usado, especialmente, quando a temática da história é medieval e não se consegue explorar e cartografar o planeta inteiro. Talvez, para a sua história, tudo o que você precisa detalhar é uma cidade ou um reino. O maluco do George Lucas criou uma galáxia inteira, mas foi para uma história gigantesca, com vários livros e filmes. Então pense bem no tamanho e no tipo de mundo que você vai criar, tendo em mente que quanto maior for ele, mais tempo você gastará detalhando-o.
Outro ponto interessante de se ponderar é sobre como vai ser a sua “ordem de criação”. O que seria isso? É algo como o que você vai pensar primeiro no seu mundo. O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? Para explicar melhor, vou mostrar algumas opções que você tem:
  • Pensar em como foi a Criação e seguir a partir daí: Essa é uma forma ousada e difícil de se fazer, mas a ideia aqui é definir como foi a concepção desse mundo e, a partir disso, criar o que veio depois. Por exemplo, você pode pensar que, no seu mundo, uma criatura divina chamada Sued criou seu planeta em seis dias e descansou no sétimo. A história da população daquele mundo começou com uma mulher chamada Ada, que estava sozinha, e então Sued criou um homem para lhe fazer companhia, o Evão, a partir de uma vértebra de Ada. Aí, com base nesse início, você pensa em como o mundo se desenvolveu, criando toda uma cronologia até o tempo da sua história.
  • Pensar em como é hoje e voltar até a criação: Assim talvez seja um pouco mais fácil. Você imagina o mundo como ele é nos “dias atuais”, ou seja, no tempo em que você contará a sua história, e vai pensando no que aconteceu antes disso, voltando até chegar em como aconteceu a criação do mundo.
  • Pensar em um rascunho inicial e deixar sua história moldar o resto: Aqui eu acho que é o jeito mais simples, mas pode ser um tiro no pé mais para frente. A ideia é você criar um rápido rascunho de algumas características principais do mundo, desenhar rapidamente um mapa, criar o nome de algumas cidades e pronto. A partir daí, enquanto você escreve, vai detalhando o mundo, povoando as cidades, pensando em como é aquele povo, criando as histórias, criando novos caminhos e lugares. O mundo fica mais como uma folha em branco que você preenche enquanto escreve. As vantagens são que você fica mais livre e precisa de menos tempo de planejamento, mas as desvantagens são que você pode acabar se perdendo no meio da trama, errando alguns detalhes ou criando algo confuso e não verossímil. Então pense bem antes de usar essa técnica.
  • Pensar no que você quer que o mundo tenha de diferente e criar um background: Essa é a técnica que eu usei quando comecei a criar o meu mundo e é uma que eu gosto bastante, pois pode ser bem útil para histórias que surgem de uma ideia específica. Você foca nela e começa a criar o mundo inteiro em torno daquilo. Vou usar como exemplo aqui o mundo que eu criei (na verdade, que ainda estou criando). Ele é um mundo fantasioso no estilo da Terra Média. A ideia inicial foi de que nele os elfos estavam em péssima situação, dizimados e muito enfraquecidos. Aí eu fui criando... Por que eles estavam assim? O que levou à ruína deles? O que aconteceu com as outras raças quando os elfos ficaram fracos? Assim por diante. A partir de uma ideia, você vai criando e moldando o mundo até ele chegar à forma que você quer que ele tenha.
Mas vale anotar aqui que nenhuma dessas técnicas é excludente e que elas não são as únicas, pelo contrário. É muito comum você mesclar algumas delas, ou usar uma delas de inicio e depois complementar com outra, enfim, são várias possibilidades. O importante é, se você não souber como começar, escolha uma dessas técnicas e comece. Só assim o mundo pode começar a tomar forma.

Segundo dia – Planejando

ou “Como vai ser meu mundo?”

Tudo bem, você já se decidiu que vai mesmo criar um mundo, já pensou mais ou menos em como ele vai ser e já tem ideia da forma em que vai pensar na criação dele. Ok, e agora? Agora o ideal é começar a pensar em fatores mais práticos de seu universo. Para isso, vou separar os tópicos principais em algumas perguntas para guiar o seu desenvolvimento. Aí vai:

Qual é o nível de tecnologia presente?
Isso pode definir muita coisa da sua história, afinal, quantidade de tecnologia que um mundo possui influencia demais o comportamento dos povos. Lembre-se de que nível de tecnologia não é algo só de science-fiction, afinal, um instrumento pontiagudo já é um tipo de tecnologia. Seu planeta pode estar na era pré-histórica, na era do bronze, ou então já ter evoluído para a era do ferro, enfim, mesmo em cenários antigos é preciso se definir a que tipo de tecnologia os povos têm acesso.
Aqui você só precisa tomar cuidado se quiser fazer um mundo muito verossímil, pois então terá que pesquisar bastante para saber quais tecnologias influenciam ou permitem outras. Caso esta não seja a sua intenção, você pode misturar sem problemas algumas tecnologias antigas com novas, colocar transportes aéreos em mundos medievais, ou mundos avançados em que não se usa pólvora, enfim, a sua imaginação é o limite.
O quanto de fantasia ou magia existe?
Normalmente, trato isso como o “nível de mana” do mundo. Em alguns deles isso é zero, então se prepare para usar sempre e unicamente a tecnologia. Em outros, existe magia, mas a “mana” é muito baixa, ou seja, magia é algo raro e poderoso. Alguns exemplos disso são os mundos de O Senhor dos Anéis e de A Song of Ice and Fire. Nesses dois mundos, apesar da magia existir, não é algo que se presencia a todo o momento, você não vê bolas de fogo voando para todos os lados. Já outros mundos possuem mana até em excesso, como em Harry Potter, onde aparentemente nada limita o quanto de mágica você pode fazer, ou em Eragon, onde a magia pode fazer qualquer coisa, até as mais mirabolantes.
Portanto, pense em que tipo de fantasia você que colocar na sua história e como isso vai afetar os personagens e desenvolver os fatos. Lembre-se também de que, magia sempre é algo muito poderoso e, como diz o Rumpelstiltskin de Once, “always comes with a price”. Tenha cuidado, sempre coloque um “preço” na magia, alguma forma de limitação, para que ela não vire algo totalmente desbalanceado que deixe a história chata ou que seja um recurso desonesto para os personagens que possam usá-la. Muitas histórias pecam nisso e depois não conseguem te convencer em por que tal personagem não fez uma mágica em determinado momento.
Qual é o tipo de organização social do mundo?
Aqui é um ponto bem importante também, pois definirá como os povos e as personagens se relacionam. O seu mundo segue uma configuração feudal com castelos, servos e vassalos? Ou é uma sociedade escravocrata? Talvez já seja algo mais avançado, industrial ou mesmo capitalista. Ainda pode ir além, sendo um sistema de castas, dividido em sociedades distintas, ou distritos, com direitos e obrigações diferentes.
Tente pensar no que faz mais sentido para a sua história e pesquise um pouco sobre. As aulas de história da escola podem ser muito úteis aqui. Tente aprender um pouco mais sobre o funcionamento do modelo que você vai adotar, ou então desenvolva muito bem o modelo que vai criar. Lembre-se também de que não é o mundo todo que precisa seguir a mesma organização, alguns reinos podem ser feudais, enquanto outras cidades distantes são ainda escravocratas. Alguns países podem ser capitalistas enquanto outros são socialistas, etc. O importante aqui é você saber minimamente como esses modelos funcionam e adequá-los bem ao seu cenário.
Qual o principal problema do seu mundo?
A menos que você queira criar uma história no estilo de Teletubies, seu mundo terá problemas. Até os Ursinhos Carinhosos tinham problemas, oras. Digo mais, o problema normalmente é a parte mais legal da história, é o plot, o ponto central, o detalhe que faz tudo se desenrolar. Então pense, qual é o principal problema do seu mundo? Um rei maligno que tomou conta do reino e oprime a todos? Um homem que traiu sua ordem e recrutou um exército de homens maus para destruir o país? Um grupo de pessoas que se acha superior aos outros e quer dominá-los? Uma peste que assola o reino e que ninguém sabe a cura?
Em grande parte das vezes o problema, a princípio, é de dominação, alguém mais forte querendo subjugar alguém mais fraco. No entanto, tome cuidado para não se limitar a isso, pois esse normalmente é um bom plot para uma história. Mas estamos falando do plot de um mundo, algo bem maior. Qual é a motivação dessa pessoa para querer dominar todo o restante? O que propicia as guerras que acontecem nesse planeta? Tente ir mais além e pensar na razão por trás dos problemas.
Para clarear um pouco aqui, vou dar um exemplo do mundo que eu criei, mostrando como os problemas podem ter várias camadas.
Qual é o principal problema aparente desse cenário? Um imperador maligno destruiu e conquistou vários reinos e quer dominar grande parte do mundo. Ok. Mas por que ele fez isso? Porque na verdade todo o continente dele foi dominado por uma peste que transforma os homens em um tipo de morto-vivo e esse imperador conseguiu controlar essas criaturas. Mas de onde surgiu essa peste? Ela foi espalhada por criaturas que estavam escondidas dentro da terra e agora estão se libertando. E por que essas criaturas estavam dentro da terra? Porque elas ajudaram a construir esse mundo, com o preço de que ficariam escondidas ali para depois de certo tempo tomarem o mundo para elas. E por que elas ajudaram a construir o mundo? Porque o deus que criou esse mundo não tinha o poder necessário para fazer isso sozinho. E por que esse deus quis criar esse mundo? Para presentear outra deusa, sua esposa. Ou seja, a culpa da destruição dos reinos começou quando o deus fracote quis fazer um mimo para sua esposa. Viram como dá para aprofundar bastante?
Qual o principal diferencial do seu mundo?
Na mesma linha da pergunta anterior vem essa, mas dessa vez passando para as coisas boas. O que seu mundo tem de bom que o diferencia dos demais? Você pode começar a aprender magia aos 11 anos? Você controla as pessoas se souber o nome verdadeiro delas? A política lá é tão complexa e interessante? Os deuses andam entre os homens? A água está acabando e é uma arma contra uma praga? Existem diversas raças diferentes e interessantes? A gravidade é estranha? As pessoas cavalgam dragões? Os vampiros brilham?
Veja que você pode criar uma infinidade de características e diferenciais dos mais variados tipos. Esses diferenciais, normalmente, estão ligados à ideia principal da história e são os chamarizes para o leitor começar a ler. Imagine um mundo onde tal coisa acontece, imagine um mundo assim e assado, imagine um mundo onde isso é assim... Nós sempre buscamos coisas diferentes e extraordinárias e, se seu mundo for ser extraordinário, defina bem como e por quê.
Por que você acha que é legal contar uma história do seu mundo?
Essa é uma parte bem importante, a menos que você queira criar um mundo só para si. Depois de pensar em todos esses detalhes que eu falei, faça essa pergunta a si mesmo. Está difícil de responder? Volte e trabalhe mais um pouco nos pontos anteriores. Eu não quero dizer que você tem que criar uma obra prima, mas seu mundo tem que ser minimamente interessante, tem que chamar a atenção de alguma forma, tem que ter um problema e um diferencial marcante, tem que conseguir prender a atenção de seu futuro leitor. Senão você estará tendo um trabalho gigante para nada. Então pare, pense e reflita se essas características iniciais que você pensou estão te agradando. Se precisar, volte e trabalhe mais um pouco, caso contrário você está pronto para o próximo dia.
---------------xXx---------------
E então, prontos para começar a criação? Enquanto os próximos dias não vêm, comecem a pensar em todos esses pontos que eu coloquei aqui e deem início ao desenvolvimento desse mundo que está escondido aí dentro das suas cabeças. Espero que tenham gostado da postagem e que ela seja útil de alguma forma. Se tiverem dúvidas sobre alguma coisa que eu falei ou quiserem complementar com algo, por favor, façam isso, comentem abaixo que responderei com prazer.
Vejo vocês na próxima parte, que trará o terceiro e quarto dia, “esculpindo” e “povoando”, respectivamente. Os últimos dois dias, “explicando” e “detalhando”, ficam para a última postagem.

Até mais! Cheers!

Como criar um mundo em (talvez mais que) seis dias (1/3)

Posted by : Ligados Betas
14 julho 2014
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Por: Takahiro Haruka

Mais pronomes? Sim, meu caro, mais pronomes.

Olá a todos. Hoje vos trago um artigo falando especificamente sobre pronomes reflexivos e pronomes recíprocos.

Os pronomes reflexivos muitas vezes são negligenciados pelo pouco uso, desconhecimento ou falta de atenção. Como assim?

Pois bem, para iniciarmos, precisamos antes saber qual é a função do pronome reflexivo:

O pronome reflexivo indica que a ação do sujeito reflete nele próprio.

O pronome reflexivo é usado quando quem faz a ação é ao mesmo tempo quem a recebe.

Por exemplo:
Eu me cortei ontem.
Eu cortei. Cortei quem? Eu mesmo.

Encontro sempre por aí algumas situações em que o pronome não é usado por uma questão de oralidade, ou seja, a falta do costume de usá-lo no dia-a-dia. Veja a seguir:

Eu sentei no banco.
Eles se julgavam.
Eu se machuquei.

Observe os exemplos em que o pronome foi usado de modo inadequado ou não foi usado. No caso do primeiro, eu sentei no banco, o correto seria eu me sentei no banco. No segundo, eles se julgavam, devia ser eles se julgavam a si mesmos. E, no último, eu se machuquei, eu me machuquei.

Os pronomes reflexivos estão diretamente ligados aos pronomes oblíquos, sendo os átonos:

Eu – Me
Tu – Te
Ele/Ela – Se*
Nós – Nos
Vós – Vos
Eles/Elas – Se*

*a forma do pronome é a mesma na 3ª pessoa do singular e na 3ª pessoa do plural.

Há também os pronomes reflexivos que acompanham os pronomes oblíquos tônicos. São eles si e consigo (Ele chamou a si mesmo de indulgente. / Preocupe-se consigo mesmo).

Não há segredo! Para descobrir se é necessário ou não o uso do pronome reflexivo, basta analisar o sujeito e o objeto da ação.

Agora falaremos sobre o pronome recíproco.

O pronome recíproco indica ação mútua entre os sujeitos.

No caso do pronome recíproco, uma observação inicial é necessária: todo pronome recíproco é um pronome reflexivo, nem todo pronome reflexivo é um pronome recíproco. Como assim, Noni? Eu não entendi. Pois é, parece bastante complicado, mas não é.

Os pronomes reflexivos nos, vos e se, representando as pessoas do plural (nós, vós, eles/elas), aparecem, em algumas circunstâncias, causando ambiguidade. Veja a seguir:

João e Maria enganaram-se.

Há duas interpretações para a sentença acima. Primeira: ambos, João e Maria, cometeram um engano. Segunda: João enganou Maria e Maria enganou João. Diante da ambiguidade, não há um certo ou errado, fica a critério do leitor escolher o significado, o que, na escrita, é fundamental evitar.

Portanto, o correto seria, para a primeira interpretação, João e Maria enganaram-se a si mesmos, enquanto, na segunda, João e Maria enganaram-se um ao outro.

É necessário atentar-se sempre à ambiguidade e evitá-la. Então, se o sujeito e o objeto da ação forem os mesmos e o pronome estiver em alguma das pessoas do plural, você pode estar diante de um caso de pronome recíproco, nesse caso, pode existir mais de um significado para a sua frase.

Mesmo que esses tipos de pronomes estejam caindo em desuso na linguagem coloquial, ainda são imprescritíveis na linguagem culta e fazem muita diferença no sentido de uma sentença.

Pronomes reflexivos e pronomes recíprocos

Posted by : Ligados Betas
07 julho 2014
0 Comments

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