O que Seria Literatura e O que Seria Entretenimento?

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Por: Hannah Dias

 
            Olá, pessoas! Como vocês estão? Como anda o mundo literário de vocês? Espero (do fundo do meu coração) que esteja cheio de aventuras!

            Esta é minha primeira postagem aqui no Blog da Liga e é uma honra poder conversar com vocês sobre um tema que tem muito a ver comigo, mesmo sendo uma pirralha. Na verdade, acredito que, sendo pirralha, posso falar mais abertamente sobre o que sinto em relação a um dos grandes problemas da literatura atual, principalmente por ser uma das protagonistas. Há uma divergência muito grande entre os acadêmicos (vulgo chefões, letrados, estudados, galera que manda em tudo) e os adolescentes (eu, tu, nós, vós; os bebês que ainda não entendem muito da vida e adoram gritar alto) e pessoas "comuns", por causa do grande preconceito existente entre ambos os lados.


            E o que isso tem a ver comigo? Eu sou uma adolescente e meus pais são pessoas desse ramo de chefões, manda-chuvas, doutores em tudo, iluminados pelos seres divinos com uma sabedoria além do normal. Eles sempre incentivaram minha leitura e foi algo que agradeço aos céus por ter acontecido, porém… quando cresci e deixei de ser ignorante (um pouco, apenas), meus pais decidiram que era o momento para deixar as ficções "infantis" de lado e ir para o mundo dos letrados do século XIX e XX. "Há uma diferença entre leitura para prazer e leitura para conhecimento", eles disseram.

            Então vamos começar pelo básico do básico, amiguinhos. O que é "Literatura"? E o que é "Entretenimento"?


LITERATURA

1.    lit uso estético da linguagem escrita; arte literária.

2.    lit conjunto de obras literárias de reconhecido valor estético, pertencentes a um país, época, gênero etc.



ENTRETENIMENTO

  1. Divertimento; o que diverte e distrai; o que é feito como diversão ou para se entreter: canal de entretenimento; local de entretenimento.

2.    Ação ou efeito de entreter; ato de se divertir, de se distrair.
 

Certo, entenderam? Simples, né? Me digam, por qual vocês mais se atraíram?

O certo não seria dizer: "os dois"? Simples. Porém, atualmente, o conceito de "literatura" e "entretenimento" não estão na mesma página. É aquela coisa de "Há tempo para diversão e tempo para trabalho". Por que não há tempo para os dois juntos? Por que a linguagem foi colocada como algo predominante nos conceitos acadêmicos, que apenas um grupo seleto de pessoas conseguem entender de maneira plena? Por que nós, reles mortais, não podemos ser como eles?

Eu acredito que o julgamento é algo bem comum. Comum demais. Deixamos que os outros, que nem sabemos quem são, falem o que é um livro/história boa ou ruim. Deixamos que eles peguem os nossos livros, com um estrondoso número de vendas, e ditem que é uma literatura barata. Deixamos que menosprezem os nossos gostos, além de menosprezar autores que dão o sangue para criar suas obras, que na opinião de um (PEQUENO) grupo elitista é ruim, apenas por não ter diversos jogos de linguagem e palavras "difíceis", que demonstram certo tipo, meio deturpado, de genialidade pessoal. Então, essas mesmas pessoas, criam obras apenas para as críticas e para se classificarem como uma estirpe iluminada, mas que estão apenas presas num conceito elitista e pretensioso.

Vamos jogar no ventilador: você passa doze anos na escola e, o livro que os seus professores colocam na sua mesa é um belo exemplar de "Memórias Póstumas de Brás Cubas" aos seus treze anos. É um livro ruim? Obviamente que não. Mas você tem treze anos. Você não quer ler Machado de Assis, você quer ir para casa dormir. E o que isso faz? Colocamos na cabeça das nossas crianças e adolescentes que "ler é chato" e jogamos a leitura em um patamar desnecessário e segregatório. Afinal, quem, me diga quem, com treze anos consegue entender plenamente um livro de Machado de Assis?

            E esse é apenas parte do problema. O pessoal "superficial" se abstêm desse tipo de livro, mas sempre fala. O famoso "encher linguiça": "Machado de Assis é maravilhoso!", porém nunca conseguiu pegar em sequer uma página de um Dom Casmurro e também não pretende. Prefere ler Harry Potter, mas tem vergonha de admitir isso, por causa da quantidade infindável de críticas de autores que apenas estão preocupados com a satisfação de uma vaidade intelectual. O outro grupo é aquele que fala que nunca leu Machado de Assis, não quer ler, afinal, é "chato", e prefere John Green e companhia. Os grandes Best-sellers, capa do The New York Times, o famoso "conteúdo de entretenimento".

Então, fica a pergunta: quem ganha?

            E eu te respondo: ninguém.

            Literatura é uma arte e não podemos rotular arte. Só porque um livro é popular não quer dizer que é ruim. Só porque a pessoa prefere Harry Potter à Dom Casmurro, não quer dizer que ela não possui uma habilidade de interpretação. Além disso, as pessoas que preferem Dom Casmurro à Harry Potter também não são piores. E nem melhores (deixando isso beeeem claro). Exagerar o lugar da literatura demonstra apenas um pensamento ignorante e preconceituoso. O século XXI é recheado de talentos e oportunidades. Ficar preso aos criadores de eras passadas podem nos limitar. E isso não quer dizer que os grandes escritores devem ser esquecidos, mas sim, que os grandes escritores de hoje devem ser reconhecidos.

            Usa-se o conceito de entretenimento para diminuir alguma obra. O prazer da leitura deve estar superior a qualquer tipo de preconceito. As pessoas devem se sentir livres e orgulhosas de bater no peito e gritar ao mundo que livro elas gostam. É preciso parar com esse discurso (que já cansou muita gente, diga-se de passagem) de cultura erudita vs cultura popular. O conhecimento era algo destinado apenas à elite, criando um conceito de exclusão na literatura. Hoje, porém, temos a tecnologia e a informação ao nosso favor e, contrário ao que muitos dizem, essa sociedade atual, graças às grandes invenções digitais, aumentou o gosto pela palavra e pelo texto. Então, é preciso criar um ambiente que permita a entrada desses peregrinos ao lado lindo da Força. E isso acontece com aquela palavrinha básica e muito importante: respeito.

            O leitor que não segue um modelo único NÃO é burro, pouco exigente, ou até mesmo superficial. Ele é apenas um leitor. Com gostos e desgostos.

Vamos acabar com o conceito de "o que é fácil de ler não tem valor literário". Tem, sim! Vai continuar tendo. É muito simples escrever textos para um grupo de pessoas conservadoras, com palavras bonitas e figuras de linguagem ao extremo. Difícil é escrever fácil e fazer com que o outro se emocione com a sua escrita. Difícil sempre será emocionar alguém com suas palavras. Difícil é fazer com que a pessoa se sinta acorrentada à leitura. Difícil é tocar o coração de alguém. É simples fazer uma interpretação profunda sobre um livro que todos classificam como "literatura". Difícil é pegar o livro que todos chamam de "cultura pobre" e levar ensinamentos para o resto da vida.

E, nas palavras do inesquecível C.S. Lewis (já que nos baseamos em autores do século passado): "A grande leitura não exige perícia ou força; exige, ao contrário, desarme e paixão."

Leiam aquilo que vocês são apaixonados. Não importa o que seja. O gosto não é errado e não deixe que alguém diga o que vocês devem ler, não importa se é a escola, a faculdade, os pais, os amigos, e etc. Esqueçam o que é o "dever" e se concentrem no "querer". Diversão e conhecimento podem estar interligados, é preciso ter apenas o discernimento para fazer isso acontecer.

E, nas palavras de Felipe Pena, doutor em Literatura, com sei lá quantas graduações e formações no exterior (porque também nos baseamos em letrados que nunca sabemos quem são direito. Desculpe, mamãe e papai): "Em literatura, entretenimento é a sedução pela palavra escrita. É a capacidade de envolver o leitor, fazê-lo virar a página, emocioná-lo, transformá-lo.".
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Baixa Autoestima Literária e Suas Consequências

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017


Por: Sthefany Beatriz

Olá, gente! ~euzinha outra vez.

Eu pensei muito sobre como seria a melhor forma de começar este post, mas, no fim, resolvi que iria contar este fato a vocês, porque nosso assunto é um pouco denso pra eu ficar colocando questões filosóficas. 

Acho que eu nunca desclassifiquei uma fanfic por gênero, até pelo fato de ser uma fã assumida de clichês seja como leitora ou como escritora, todavia, vejo ataques constantes a ideias “batidas”, como se as pessoas fossem obrigadas a ter interesse em uma obra só porque ela foge dos padrões.

Quando comecei a pensar o porquê a história alheia causa tanto incômodo, percebi que os motivos seguem quase que o mesmo padrão do poste anterior. E que é uma mescla de frustração e até desespero por não ter o próprio trabalho reconhecido. Sabe o que eu concluí?

Um dos grandes motivos que isso acontece é porque nos colocamos no centro do mundo.

Talvez você esteja fazendo uma careta e me chamando de louca depois dessa minha conclusão, porém é verdade. Nem todas as pessoas inferiorizam por causa disso, só que uma grande parte faz.

A gente sabe que não é o centro do mundo propriamente dito, entretanto, achamos que somos o centro do mundo de alguns/alguém (pai, mãe, avó, etc.) ou que fazemos parte do mundo de alguém. Vejam a lógica: mesmo que meu trabalho não seja bom, as pessoas que me amam irão valorizá-lo, dizendo que amou e que vou melhorar ainda mais e tals. Alguns amigos vão falar, com tato, que isso ou aquilo pode melhorar, sempre com otimismo. Só porque eu me esforcei, fui recompensada, fui reconhecida mesmo, talvez, não tendo feito algo tão bom.

Por quê? Porque eu faço parte do mundo de alguém, sou o centro do mundo dos meus pais de certo modo. E eu esperei muitas vezes que as pessoas me recepcionassem assim... pois, oras, eu me esforcei.

É algo natural achar que vai ser recompensada depois de fazer esforço. Vivem nos dizendo isso em todos os locais: na escola, em casa, na rua, nos programas de TV. Bem, se você já foi estagiário ou é um assalariado certamente vai ser mais realista — vamos marcar pra beber e reclama dessa mentira :) —, só que isso é o que achamos natural.

E a nossa frustração é essa, sabe? Precisamos entender que as pessoas não são obrigadas a nada, absolutamente nada. E não vale dizer algo parecido da boca pra fora, pois eu já fiz isso muitas vezes e era só dela pra fora mesmo.

Muitas vezes, não temos um nome real ou um rosto, somos só um nickname que fez uma história brotar no site de fanfics. Parece meio cruel tudo que eu estou falando, não é? Uma pena que é verdade.

Estatisticamente, você vai encontrar inúmeras pessoas que preferem um clichê adolescente a um mistério da senhora Christie. Que preferem Percy Jackson — insira qualquer infanto-juvenil — a Allan Poe. A vida já é tão difícil pra gente ter que estar bolando enredos complexos e que demandam tempo e paciência, ou lendo algo que exige muita concentração, conspiração e sofrimento. As pessoas querem aventuras bobas e sorrisos por beijos na chuva. Não todas, é claro, mas é assim comigo na maioria dos dias e com a maioria dos meus amigos também.

Eu não gosto de ser taxada de burra ou de ter um gosto menos refinado por isso. Na verdade, eu amo ler livros assim, principalmente porque não estou estudando e só trabalho meio período agora. Quando eu estudo é diferente. HEHE 

Foi horrível perceber que o mundo não tem obrigação nenhuma comigo, porque eu me enxerguei como um ponto pequeno no meio da galáxia — muito dramática — e, por um tempo, cheguei a ficar bem perdida. A vida não é um espinho pra cada mil pétalas; é uma pétala a cada um milhão de espinhos.

Ficar exaltando sua história porque ela é “diferente” e depreciando as outras não te torna um autor torturado que só vai ser apreciado depois da morte — mesmo que você tenha certeza disso, as pessoas só vão te achar louco, então... —,  só te torna chato e estigmatizado de invejoso ou prepotente. Talvez você não se importe, hein?

Sei que você está sendo narcisista pela euforia de achar que melhorou extremamente depois de toda frustração e negação que teve, mas isso ainda é inveja, viu? Também é algo natural e faz parte de tornar-se um escritor pra alguns, porém... nem tudo que é natural é bom.

Vou cutucar mais a ferida e te alertar que sua história pode não ser tão boa assim. Ou ela pode ser incrível e flopar por N fatores que não estão no seu controle, o que ainda não dá o direito de esnobar a escrita e o gosto alheio. É raríssimo ter uma ideia original, afinal, quantas coisas ainda não passaram pela imaginação do ser humano?

Muitas pessoas não são tão seguras como você se diz ser, muitas pessoas ficam mal vendo sua diversão sendo tão inferiorizada. Eu e muitas outras estamos escrevendo para fugir um pouco desta vida tão apressada, não almejamos ser autoras(es) profissionais — digamos que não é nossa prioridade, mas se aparecer, que bom! — e exigimos respeito.

O problema de quem faz isso é baixa autoestima e nenhuma outra pessoa deve pagar por esse problema, salvo quem sente. É horrível ter isso, eu já tive e sei. E mais triste ainda é perceber o quanto de merda já fizemos por causa dela. Não seja mais assim. Se não pelo outros,  faça por você.

Agora, fiquem refletindo com Poseidon.

Até mais.
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Não se Pressione Para Ser um Bom Escritor

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Por: Sthefany Beatriz

“Dedico minhas vitórias a serie de fracassos de outrora”. Eu acho que esta frase é perfeita para começarmos a nossa sincera e necessária conversa.
Bem, mas primeiro vou me apresentar devidamente: meu nome é Sthefany, sou uma beta do Nyah!, e também sou uma leitora e autora, que entende um pouco seus anseios.
Sempre que eu penso sobre ser uma boa autora, reflito muito todo o percurso que fiz até chegar aqui — apenas no meio do caminho, rs — e em como eu me cobrava de modo extenuante. Eu vou dividir este post em quatro partes para melhor compreensão, tudo bem? Serão frustração, comparação, inveja e desgosto. Entretanto, quero falar um pouco sobre minha história antes disto.
Vamos falar da euforia de escrevermos nossas primeiras fanfics ou originais e da forma como encaramos o modo como elas foram desenvolvidas. Eu, por exemplo, não consigo recordar em nada, pois era muito nova e já faz certo tempo.  E, sim, como vocês devem imaginar, foi horrível. Meu domínio sobre à norma culta do português era irrisório, tornando a leitura quase incompreensível, e vendo que eu não tinha o domínio necessário sobre o enredo, parei de escrever e só tornei a tentar há cerca de um ano e meio.
E quando eu voltei, fui ficando cada vez mais frustrada com o nível das minhas fanfics. Eu não sabia narrar de formar natural e mesclar a narração de acontecimentos com a narração de pensamentos. Tentar em primeira pessoa? Há, um verdadeiro suplício.
Nada saia do jeito que eu queria, sempre parecendo mecânico demais, confuso ou qualquer outro adjetivo que você possa imaginar. Veio, então, a comparação com as minhas autoras favoritas (coloquei no feminino porque eram autoras mesmo, tá?). 
Eu comparava com a escrita delas, com o alcance das historias delas e olhava pra minha e juro que me batia uma sensação horrível de desespero. Não era possível que eu escrevesse tão mal a ponto de não receber nem mesmo um acompanhamento. Minhas histórias flopavam muito, muito MESMO. E não havia nada que eu fizesse que desse um resultado diferente.
Aí ei comecei a ter inveja do sucesso delas. Algumas vezes, no auge da minha raiva, eu chegava a ser um pouco venenosa demais. É bem desconfortável falar sobre o assunto assim, então espero que este post sirva para vocês.
E o desgosto veio logo depois, onde eu quase apaguei meu perfil e todas as fics pelas quais eu tinha tido tanto trabalho. Quando eu falo assim, parece apenas birra de criança... e eu sei que alguns de vocês irão pensar a mesmíssima coisa.
Agora, que falei um pouco sobre meus sentimentos, vamos falar tópico por tópico de uma maneira realista. Quero dizer pra vocês que não quero ser pessimista ou otimista, apenas argumentarei porque se pressionar tanto e de maneiras tão tóxicas só vai os atrapalhar. Vamos lá!
Frustração: ela é uma coisa que, normalmente, chega por causa do baixo resultado esperado depois de postarmos uma história com toda empolgação do universo. Gente, nenhum escritor é imune a este sentimento. J.K. Rowling teve frustrações antes de ser uma referência para quase toda uma geração. Por quantas editoras ela passou antes de conseguir uma chance? Só lembro que quase não dá para contar nos dedos.
Eu entendo que vocês se sintam frustrados e xinguem muito todas aquelas pessoas sem rostos do contador. “Poxa, nenhum comentário? Sacanagem. Bando de...”  Perdi as contas de quantas vezes eu fiz isso. HAUHAUHAU
E que a vontade de pegar aquele que acompanhou ou favoritou e dizer que não vai continuar nada sem nenhuma crítica é intensa. Ajuda aí, amigo. Todavia, é uma coisa muito okay de sentir. É ruim? É, mas não existe escritor sem frustração.  Quase nada na vida, na verdade.
Pensem toda vez naquelas inspirações de vocês, coloquem quadros, frases, citações. Façam tatuagens ~ brincadeira...ou não.
Muitas vezes o que precisamos é de uma dose de animação e encontrar ou ter como referência alguém que passou pela mesma coisa é reconfortante.
Comparação: juro que, pra mim, é o pior sentimento. Comparar os seus trabalhos com o do outro é desleal com vocês e com eles. Porque essa atitude nega toda singularidade e meio de vida de cada um.
Eu sou eu porque vivi determinadas coisas, assim como acontece com vocês ou com aquele autor que tanto admiram.
Não podemos negar as vivências alheias, entende? Isso é quase um crime, galera!
“Ah, mas aquele tal autor escreve divinamente desde sempre”. Tá, vamos entender alguns dos possíveis motivos pra isso acontecer:
1. Ele(a) pode ter começado depois de já estar na faculdade e ter um domínio maior da escrita, principalmente se cursar letras ou algum curso de comunicação/humanas. Acreditem em mim, ajuda bastante.
2. A preparação para fazer a primeira fanfic pode ter sido enorme. Essa pessoa pode ter feito enumeras pesquisas, lido artigos, deixado à escrita afiada — tanto gramaticalmente quanto coerentemente — e escrito milhões de vezes sem ter postado.
3. Pode ser uma pessoa com facilidade na escrita... quando tudo que escreve é fluido e bom. Da uma certa raivinha, mas isso não quer dizer nada. ~ Alô, Maito Gai, verdadeiro herói de Naruto. E ter facilidade não quer dizer não precisar fazer nenhum esforço. Não confundam, por favor.
4. Pode escrever há anos e ter apagado suas histórias que considerava mal escritas. Eu vim descobrir esses dias que uma autora que curto muito está prestes a completar uma década escrevendo. Ela excluiu quase cinco anos de fanfics.
Eu enumerei alguns que julgo serem mais comuns, porém a lista é infinita. Ter contato com pessoas que são boas também ajuda, porque sempre que rolar aquela dúvida vocês têm a quem recorrer.
Inveja: Um tema bem delicado pra maioria, quase um tabu. Todas as vezes que tentei conversar sobre o assunto ou fui recriminada ou concordaram falando coisas bem absurdas.
Primeiro, saibam que inveja é algo normal e todo mundo têm. Todo mundo mesmo. Alguns têm mais outros têm menos, mas ninguém está imune. Logo, eu acho um absurdo as pessoas ficarem horrorizadas se é uma coisa que não beira a psicopatia.
Muitas vezes um pouco inveja nos faz correr atrás do nosso melhor, porque admiramos e queremos ser tão bons quanto. Analisamos de forma mais crítica e extraímos o que achamos ser o diferencial daquela escrita. E, quando enxergamos com uma perspectiva mais madura, nosso coração vai sentir apenas admiração, todavia, este processo pode ser lento, então tomem seu tempo e reflitam.
O que não podemos é querer desmerecer e buscar defeitos naquilo que NÓS gostamos para minimizarmos nosso complexo de inferioridade. Vejam bem: se vocês adoraram aquela obra e depois ficam procurando uma forma de rebaixar aquela escrita, estão rebaixando o bom gosto que têm... Irônico, né? E é uma coisa que acontece que uma frequência um pouco chata. Na verdade, existem milhões de post’s assim no grupo oficial do Nyah! no Facebook.
Desgosto: É meio que uma junção de todos os outros tópicos, certo? Mescla a frustração com os resultados e as dúvidas com suas escritas, a comparação de como deveria ser e a inveja por não conseguir mesmo tentando.
É horrível a sensação de desmotivação ao sentar e tentar colocar suas ideias em prática, eu sei. E para alguns é ainda pior, pois seus sonhos precisam que isso não aconteça. Ser um autor não é fácil.
Ver aquele plot que você achou maravilhoso relegado ao esquecimento...não é só sobre escrita, é sobre algo que te dá prazer e depois só raiva e tristeza. A maioria das pessoas escreve fanfics apenas por prazer e ver isso acabando pode te fazer desistir por um tempo, até mesmo para sempre.
Não posso dizer como vocês vão reagir, se é melhor desistir ou se afastar um tempo pra voltar mais tranquilo e focado.
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Tá, mas vocês só escreveu o óbvio.  Talvez eu tenha escrito, mas só pra dizer uma coisa: é normal.
Assim como a hipercorreção depois de um tempo de análise, onde tudo que fazemos é procurar defeitos, deixando de apreciar nossa própria obra pra virar um corretor/crítico ambulante. Assim como um narcisismo exacerbado ao ver resultados depois de tanto sofrimento. Esses sentimentos são o que nos faz humanos.
Aceitem todas essas fases com paciência; elas passarão. Tudo passa.
Vocês farão obras incríveis e depois voltarão com algo meia boca não tão bom, acontece com Neil Gaiman, com Allan Poe, com Rick Riordan, com Jane Austen — há quem discorde de mim, é claro —, porque ninguém é uma maquina pra produzir só coisas primas.
Quem sabe vocês não serão Best-seller algum dia? Se este post ajudar, não se esqueçam de mim. :)
Uma série que começou em uma fanfic, pra muitos um clichê mal escrito, virou uma das melhores obras adultas que li. Comecei a ler a fanfic quando tinha 11/12 anos e me apaixonei pelo clássico “Chefe x Secretária” no melhor estilo cão e gato. Claro que o livro consertou muitas coisas que não eram pertinentes, mas o livro não é marcante para mim, apenas engraçado e um pouco saudosista. No segundo livro, a melhora foi evidente; no terceiro... nossa senhora, um dos meus livros preferidos.  A qualidade do quarto não foi tão boa, mas o quinto voltou com tudo. Vocês devem estar familiarizados com esta série, se chama “Cretino Irresistível” e o terceiro livro é “Playboy Irresistível”. Inclusive, recomendo muito a leitura pra quem gosta do gênero.
Viram aí o que eu mencionei?
É tudo sobre analisar com outros olhos e não desistir pelas coisas que sempre vão acontecer, porque isto é a vida, não o The Sims. Não dá pra deixar tudo pré-programado, né?
Uma gramática impecável é essencial? Depende do seu ponto de vista, porém tornará a leitura mais agradável e prende a atenção dos mais exigentes, além de te ajudar em muitos aspectos da vida, inclusive num emprego.
O essencial é conseguir transmitir emoção em cada palavra, então procurem a melhor fórmula calmamente, tomando um bom chá — café, suco, smoothie — e sempre atentos.
Gostaria de escrever mais detalhadamente, mas não quero fazer disto um TCC, então, até mais.
Fiquem com Rikudo e Athena. ♥

(Mas se ‘cês quiserem, eu escrevo detalhadamente, viu? Só falar nos comentários! ;)
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O Escritor e o Medidor de Palavras

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Por: Nat King



“Livro bom, para mim, só de quinhentas páginas para cima!”

“Duzentas páginas nem é livro de verdade!”

“George R. R. Martin é rei!”

Quantas dessas expressões você já ouviu ou leu? Ou, ainda, quais delas você já usou?

Não é errado termos como preferência uma história que rende facilmente centenas de páginas, ou sermos atraídos por livros de lombadas largas que poderiam facilmente substituir tijolos em uma construção… O problema mora na ideia de que apenas esse tipo de livro é digno de atenção, em uma substituição de “julgar o livro pela capa” com o “julgar o livro pelas páginas”.

Com o passar do tempo, essa busca por milhares de palavras, estendeu-se às histórias digitais, o desejo de que nossas fanfics somassem tantas palavras quanto nossos trambolhos literários preferidos cresceu e, com ele, muitos de nós nos tornamos profundamente críticos quanto o que chamamos de rendimento. Afinal de contas, quantos de nós já finalizou um capítulo com tudo o que queríamos passar, tendo como soma final de palavras, desapontadoras duas mil? Às vezes nem isso! E quando sequer chega perto de mil? A morte! Vergonha para toda uma classe de escritores! Machado de Assis, se já não estivesse morto, cairia duro no chão, tamanha desgraça! Camões mudaria inclusive o curso, se esbarrasse com você na rua! José Saramago, então?! Clarice Lispector com toda certeza morreria, ela e seus dois pseudônimos.

Mas gente, calma, desde quando nos tornamos tão obcecados com isso?

Embora ainda hoje haja uma briga sobre o que é ser escritor de verdade (e termos nossas fanfics atacadas como se não fossem válidas no clubinho literário), nós mesmos temos nos cobrado criar histórias cada vez maiores e mais complexas, como se elas pudessem compensar a falta de credibilidade que muitas vezes nosso nome no Nyah provoque. Estipulamos tipo de enredo, mínimo de palavras, migramos de plataforma com a esperança de sermos levados mais a sério e, quando percebemos, o que começou como um prazer, tornou-se uma obrigação, uma briga de ego que culmina em um estresse desnecessário e textão nos grupos literários, questionando com profunda indignação: POR QUE FANFIC TAL TEM MAIS COMENTÁRIO DO QUE A MINHA HISTÓRIA SUPER INCRÍVEL E MARAVILHOSA??

Hey, calma lá, vamos conversar, fera, senta aqui e respira! Calma, eu não estou te julgando! Calma, eu não acho que você está tendo um chilique desnecessário! MEU DEUS DO CÉU, ABAIXA ESSA PEDRA!!

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Já é seguro me manifestar?

Prezada pessoa que escreve, eu não estou aqui para condenar sua frustração ou medir quando pode sentir isso, pelo contrário! Eu também acho frustrante ver história minha sem nenhum comentário e poucas visualizações… Também torço com todo meu coraçãozinho para os leitores fantasmas se manifestarem! E, principalmente, eu também comparo meus capítulos de mil e oitocentas palavras (ou menos) com aquela mega fanfic que cada capítulo estoura o limite de vinte mil palavras estipulado pelo Nyah. É onde mora o perigo.

Para muitos escritores, fazer uma ideia simples render capítulos enormes, é de uma naturalidade imensa. A escrita flui, os dedos se agitam no teclado e, em uma única sentada, está pronta uma cena cheia de detalhes, que transmite até mesmo cores e sabores… E a descrição nada mais foi que uma pessoa saindo da cama de manhã. Esse escritor é maravilhoso? Claro que é! Porém, não pela sua facilidade em fazer de cada capítulo um Game of Thrones tupiniquim, mas o de transmitir o que deseja naqueles parágrafos. E isso também é possível através de mil palavras, oitocentas, cem! As drabbles estão aí para provar o meu ponto!

O que muito acontece, nessa nossa busca de consolar a frustração em não atingirmos as metas absurdas estipuladas por nós mesmos, é a perigosa “encheção de linguiça”, o acréscimo de cenas desnecessárias que parecem segurar a história ou empurrá-la com uma enorme barriga, acompanhado ou não do uso de um palavreado rebuscado que estiquem suas linhas e aumente a contagem de palavras. Se antes achávamos estar pecando pela falta de texto, acabamos pecando pelo excesso de detalhes e aquela pessoa que tão naturalmente saía da cama de manhã com sete mil palavras, se arrasta sem nenhuma vontade de viver naquele amontoado de palavras que você forçou. Se nem ela está feliz, imagine seus leitores.

Imagine você.

Novamente, não é errado ter preferência por histórias mais compridas, tem até quem só procure fanfics com no mínimo quatro mil palavras por capítulo, sempre vejo fazerem esse tipo de pedido! E também, há quem prefira ler coisas mais curtas, como drabbles! Acho que vai da nossa preferência pessoal e parte dessa inconformidade em “escrever pouco” vem dessa nossa crença de que livro bom é livro comprido, mais de quatrocentas páginas, livro grosso que dê para enxergar a lombada de longe, como Harry Potter e as Relíquias da Morte. Mas quem só vê valor na quantidade de palavras de Relíquias da Morte, se esquece que A Pedra Filosofal nem foi tão comprido assim... Certas obras, como A Hora da Estrela, não precisaram de mais que noventa páginas para marcar gerações, ou ainda Edgar Allan Poe, com tantas obras em seu nome, teve ele gravado na história pelo memorável “Nevermore”, o “Nunca Mais”. Então não se preocupe com a quantidade de palavras que escrever, importe-se que, no fim, sua criação esteja do seu agrado. Tenho certeza de que você é capaz de transmitir tudo o que deseja, seja em vinte mil palavras, seja em cem.

Continue escrevendo. Continue criando. Celebre cada nova criação; nenhum outro seria capaz de fazer o que você está fazendo. Sua escrita é boa o bastante e nenhum contador de palavras pode medir isso por você.
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Guia de Bolso do NaNoWriMo – Parte 3

segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Por: Michele Bran
Perfil: https://fanfiction.com.br/u/5389/

Novembro está às portas e a essa altura você já sabe o que ele traz: NaNoWriMo. Caso seja um newbie aqui no blog, por favor, leia esse post em que falo mais sobre o que é o desafio e depois clique aqui para saber como cadastrar seu projeto.
Caso já conheça, vamos seguindo. Já devo ter feito uns dois posts sobre minha preparação lá no meu blog pessoal, mas é sempre bom dar uma atualizada nas coisas. Além disso, se você está meio perdido e não sabe como começar o desafio, vamos lá com umas diquinhas rápidas (para dar tempo).
Let's go!


#Escolha bem seu projeto
Não adianta forçar uma história que não está saindo. Você precisa escolher uma que goste de verdade, uma que te deixe no clima, motivado para escrever. Apostar em uma com a qual não se tem essa ligação é receita de fracasso.
Ano passado, eu pretendia fazer outra história, mas não deu certo. Acabei mudando com três ou quatro dias de desafio. Mas você pode descobrir apenas quando for tarde demais e acabar perdendo muito tempo.
Por via das dúvidas, separe um projeto reserva. Assim, se precisar mudar, pelo menos já sabe para onde vai.

#Prepare um ambiente livre de distrações
Separe um cantinho da casa onde possa escrever concentrado e sem interrupções. Isso vai garantir um progresso rápido, uma vez que você se livrará de tudo aquilo que prejudique seu fluxo de ideias.
Quem não tem problema com isso e consegue retornar de boas mesmo com algumas pausas fruto de problemas externos, ok; mas saiba que parar o tempo todo pode, sim, prejudicar seu trabalho porque impede que você entre no estado de fluxo, o ponto alto da concentração. Quanto mais concentrado, mais inspirado se fica.
Coloque o celular no silencioso e resista à tentação de conferi-lo com frequência, saia da internet (o ideal é fazer suas pesquisas antes e aproveitar o momento de escrever apenas para escrever), avise a quem mais more com você que não deseja ser interrompido por um tempo, tranque seu gato ou cachorro fora do quarto, faça uma playlist inspiradora, guarde imagens de referência (prompts são sempre uma boa pedida, caso fique perdido no que quer escrever) coloque uma garrafinha de água por perto e vá ao banheiro antes de começar a escrever, etc.
Tudo para não tirá-lo desse estado de concentração fundamental para sua escrita.

#Pesquise o Máximo Possível Antes de Começar
O segredo para vencer o NaNo é aproveitar o tempo. Mesmo que você tenha horários longos livres, eles não adiantarão de nada se você não souber manejar isso. Eu sei muito bem o quanto uma pesquisa pode ser longa e consumir muitos dias (levei mil anos pesquisando para outra história), então o ideal é que você já comece novembro com seus estudos feitos, suas anotações sempre à mão e os conhecimentos na cabeça.
Mesmo que você não faça um planejamento, é bom ter uma ideia geral em mente do que planeja abordar, assim você pode se preparar direitinho antes e tirar novembro apenas para a escrita.
Dica extra: quando o desafio começar, escreva todos os dias. Deixar para fazer tudo no final vai estressar você e deixá-lo com metas altíssimas para cumprir. Dividindo 50 mil palavras por 30 dias, dá uma média de 1.667 palavras. Não é muito. Uma hora por dia de escrita concentrada já te fará alcançar esse número, e até passar, se você escrever rápido.
O mesmo vale para o planejamento. Se curte planejar sua história, faça isso antes. Hora de escrever é hora de escrever. Pesquise e planeje antes. E deixe para revisar apenas depois, pelo amor de Deus.
Repita de novo: Novembro é apenas para escrita!

#Programe-se
O que mais afasta pessoas do NaNo é o fato de ser em fim de semestre, época que sempre coincide com as provas de escolas ou faculdades. Porém a menos que sua agenda seja bastante apertada e cheia de compromissos, ou você trabalhe e estude, dá pra separar um tempinho por dia e escrever.
Como disse antes, dá em torno de 1.667 palavras diárias, não é muito. Uma hora de escrita concentrada e você consegue. Basta observar seus horários antes e separar um tempinho para a escrita, sem falhar. É algo que dá até pra fazer em outras ocasiões, não só no NaNo.
Outra alternativa é escrever aos fins de semana, dividindo o que você escreveria de segunda a sexta entre sábado e domingo. Por exemplo, do dia 1/11 (quarta) até o dia 5/11 (o domingo mais próximo), espera-se que o participante tenha feito 8.335 palavras. Dividindo por dois, temos uma média de 4.168 palavras, algo que dá para você fazer. Não precisa ser tudo de uma vez. Você pode, por exemplo, dividir em dois ou três turnos. Assim, coloca a matéria em dia durante a semana e escreve nos sábados e domingos.

#Descanse!
Essa dica também vale para o durante e o depois do desafio.
Assim que terminar essa fase de programação, relaxe e se divirta. Não comece com a mente cansada, não se esforce demais.
A jornada é puxada mesmo para quem tem tempo sobrando, calcule para quem não tem. Então não vale se desgastar desde já. Se não der para escrever agora, não tem problema. Você pode se reunir com amigos e fazer seu próprio NaNo fora de época em seu mês de férias ou mesmo separar um mês para escrever sozinho, se ninguém quiser acompanhar. Nada impede!


Como eu me preparo:
Agora vamos falar de maneira bem pessoal. Como eu fiz para vencer tudo?
Não precisei fazer nenhum pacto (será? rs). O segredo é um só: até o momento, eu não comecei nenhum Camp ou o NaNo sem saber o que eu queria escrever. Eu posso ter mudado de ideia e ido escrever outra no meio do caminho, porém comecei com uma ideia X.
E quando decido por tais projetos em detrimento de outros é justamente porque já tenho bem definida a ideia do que quero escrever neles. No mínimo, tenho um planejamento geral, um resumão com começo, meio e fim da história.
Mas vamos por partes. Minha preparação é por em etapas. Primeiro analiso dentre as histórias que já tenho o planejamento pronto qual delas eu estou mais a fim de escrever. Decidido isso, abro esse plot para ver se está tudo ok, se quero mudar algo, retirar, acrescentar, enfim.
Fechando essa parte, vou para o campo das pesquisas. Faço um apanhado geral do que eu preciso saber (normalmente, conforme faço o plot, já vou fazendo esse roteiro também) e crio umas anotações ao longo do plot (que é o único doc que deixo aberto quando começa a escrever para ir consultando) conforme a pesquisa avança com os conceitos-chave que preciso saber para desenvolver o enredo mais ou menos bem.
Apenas algo preliminar. Depois quando a história fica pronta, ou a maior parte dela, é que vejo se realmente preciso pesquisar mais alguma coisa, que parte precisa de maior aprofundamento, etc, aí vou fazendo os ajustes. 100% de precisão não é algo com o que eu me preocupe nessa fase
Toda essa parte pronta, vou colher coisas que me inspirem. Então faço uma pasta separada e coloco imagens de referência dos personagens, de cenários, de objetos que possam aparecer ao longo da história, fotos e desenhos que possam ter a ver com o enredo, etc.
Por último, antes de escrever, crio uma playlist (atualmente no Spotify, antes no pc mesmo) com músicas que eu goste e me deixem no clima para essa história, que tenham a ver com as cenas e personagens, que eu possa usar como epígrafes, etc.
Com tudo isso pronto, vou tentar relaxar um pouco e fazer outras coisas para deixar a mente fresca. Assim, quando o desafio começa para valer, estou de boas para começar a jornada que durará o mês inteiro.
Esse é meu segredo: dedicação, organização e começar com a mente descansada. Tenta também! Vai que funciona ;)

Apesar das dificuldades, vale a tentativa. Mesmo que você não vença, qualquer avanço em sua história já será uma vitória, especialmente se você está há muito tempo parado (será um ótimo exercício de retorno) ou só escreve sob pressão (como eu rs).
Adoraria ter vocês como meus coleguinhas de jornada literária, então convido todos que estiverem lendo isso a me adicionarem como amiguinha lá no site do NaNo.
Sem mais, me despeço. Separem seus cadernos e canetas, ou computadores, aqueçam os dedos, deixem água ou café por perto e SE PREPAREM! The challenge is coming!
Até qualquer dia \ô/
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Guia de Bolso do NaNoWriMo – Parte 2

terça-feira, 24 de outubro de 2017
Por: Michele Bran
Perfil: https://fanfiction.com.br/u/5389/

Olá, pessoal. Como vão?
Continuando nosso post sobre o NaNo, agora veremos como cadastrar seu projeto no site oficial do desafio.
Se você caiu de paraquedas nesse post e não sabe do que se trata, estamos falando do “National Novel Writing Month”. Apesar de ter o “National/Nacional” ali, escritores do mundo inteiro tiram o mês de novembro para escrever 50 mil palavras em alguma de suas histórias já existentes, para continuá-la, ou começar uma nova. Para conhecer mais, só clicar neste post.
Caso já saiba e esteja com a empolgação lá em cima para começar, vamos em frente.
Antes de tudo, obviamente, você vai precisar se cadastrar no site, caso ainda não tenha uma conta. Acho que o que mais assusta a galera BR é o fato de o site ser em inglês, mas é simples: se você não tem conta ainda, só clicar no “Sign Up”. Se já tem, só ir pra “Sign In” e entrar com seu e-mail e senha:


Para quem não tem cadastro, isso é bem fácil de fazer. Após clicar no “Sign Up”, vai carregar essa página de baixo. Você escolhe um nome de usuário, coloca seu e-mail, confirma seu e-mail, escolhe uma senha, confirma essa senha.
Depois seleciona o seu fuso horário, clica na primeira caixinha se tiver mais de 13 anos e na segunda, para aceitar os termos de uso (dica importante que o Bilbo nos deu n’O Hobbit: não assine/aceite nada sem ler antes :v).
Então, clica ali no captcha, depois em Sign Up (que não apareceu no print, mas fica logo embaixo) e voi là! Sua conta foi criada:


Com isso feito, vai carregar uma nova janela, onde você deve cadastrar a história que você quer escrever. Como foi explicado no outro post (que você deve ler, se ainda não leu. Fiz um F.A.Q bem interessante lá), o site não vai guardar sua história, é apenas para registrar suas estatísticas (como o projeto está avançando, quantidade de palavras que você já fez, etc.).
De novo, é super simples também. Clique em “create your novel” e espere:


Conforme o print abaixo, coloque no primeiro campo o nome de sua história e no seguinte selecione o gênero dela. Têm vários, de horror/sobrenatural a romance LGBT. Se precisar de ajuda, não tenha vergonha de recorrer ao tradutor.
Em seguida, você pode escolher uma imagem para ser a capa.


Você também pode adicionar uma sinopse para seu projeto:



E um trecho dele:



Mas esses últimos dois campos não são obrigatórios, então não precisa preencher se não quiser. Depois disso, só clicar no “create novel” e já estará tudo pronto para começar. 

Além disso, você também pode adicionar amigos, para acompanhar o progresso deles também, e badges a seu perfil.


Esses são os meus badges desse ano. Os azuis e laranja você ganha automaticamente. Os primeiros são de participação. Você ganha ao preencher seu perfil, selecionar sua região local, adicionar amigos, participar dos fóruns e doar para o NaNo, respectivamente. Só me faltam esses dois últimos.
Os laranja são desbloqueados conforme você avança no desafio: cadastra seu projeto; atualiza sua contagem pela primeira vez e por 5, 10 e 30 dias seguidos; alcança 1.667, 5.000, 10.000, 25.000 e 40.000 palavras; valida sua contagem; e, após o fim do NaNo, se compromete a fazer uma revisão. Ano passado ganhei todos (chupa, haters #aquelas HAUAHAHHAU), já esse ano... Bem, vamos tentando HAHAHA.
Os últimos você desbloqueia de acordo com sua atividade, preparação e conquistas pessoais em relação ao NaNo. Os meus eu ganhei por fazer back-up da história, cuidar do meu bem-estar (afinal, né, como escrever com sono e fome? Não dá rs), planejar a história com antecedência (sou dessas, beijos rs), participar do Camp NaNoWriMo, ser uma REBELDE (a proposta original do NaNo é começar uma história nova, mas você pode continuar outra; só é recomendado desbloquear esse badge), fazer playlist para a história (também sou dessas, beijos rs), espalhar o NaNo pro mundo (“com licencinha, senhor(a), teria um minuto para ouvir a palavra do NaNoWriMo?”), por ter #gratidão pela força recebida e ajudar os amiguinhos.
Para saber quais os outros badges e desbloquear os seus, só fazer como na imagem abaixo.


Nossa jornada está quase no fim. Na semana que vem, falarei como me preparo para o NaNo e vocês podem usar como sugestão para seu #Preptober (outubro da preparação rs) de vocês também. Se a gente correr, ainda dá tempo rs
Nos lemos na próxima segunda ô/
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Guia de Bolso do NaNoWriMo – Parte 1

segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Por: Michele Bran
Perfil: https://fanfiction.com.br/u/5389/

Olá, escritores e betas. Como vão? Espero que bem.
Como já puderam ver pelo título, hoje falaremos do conhecido desafio de escrita “NaNoWriMo”, ou “National Novel Writing Month”, o mês em que escritores do mundo inteiro se comprometem em escrever 50 mil palavras e, quem sabe, terminar algum trabalho.
Particularmente, sou uma das divulgadoras do projeto e adoro trazer mais gente para ele. Tanto na versão oficial quanto na versão Camp (falaremos das diferenças entre os dois mais adiante), esse evento fez maravilhas em minha vida literária.
Comecei a participar no Camp de abril de 2016 e de lá para cá, tenho escrito cada vez mais ou me dedicado a revisar e pensar sobre meus textos a cada novo Camp. Esse ano, será meu segundo NaNo e espero terminar mais uma história.
Vamos falar de números? Pois bem. Em abril de 2016, cumpri o desafio com quase 57 mil palavras escritas. Em julho do mesmo ano, fiz 123 mil. Em novembro, no NaNo oficial, fiz mais de 90 mil. Em abril de 2017, me comprometi com duas histórias de uma só vez e alcancei mais de 60 mil palavras. A única diferença é que em julho resolvi me dedicar a começar a revisão dessas danadas para ver se posto alguma coisa e, depois de mil anos de procrastinação, terminei DE VERDADE uma história.
Enquanto deixo o texto descansar para revisar uma última vez antes de mandar para minha beta (sim, betas também precisam de betas #betaception rs), quero aproveitar o post para tirar as principais dúvidas que vejo a respeito do NaNo e, por que não?, tentar te convencer a vir nessa junto comigo.


1) Quando o NaNo começa? Até quando vai?
O desafio acontece durante todo o mês de novembro, então se você quer participar, já corre para decidir com qual projeto, fazer a conta no site, reunir link de pesquisa, etc...

2) Do que preciso?
Vontade de escrever alguma coisa, uma ideia na cabeça e uma conta no site (veremos como fazer isso no próximo post). E, claro, muita paciência e persistência rs.

3) Preciso escrever em inglês?
Não! Você escreve normalmente em seu editor de textos preferido ou no caderno, depois verifica quantas palavras fez naquele dia e só entra no site para atualizar sua contagem.
Ou seja, o site não salva sua história, apenas registra seu progresso.
Para isso, você pode escolher se quer somar tudo o que vai fazendo e colocando o total, ou se vai inserir a quantidade diária e o site que se vire para somar.

4) Como o site se certifica de que as pessoas estão mesmo cumprindo o desafio?
Para isso, há a validação. Lá pelo dia 20 do mês, ela estará disponível para que as pessoas possam garantir ao mundo que escreveram mesmo.
Para isso, vá até o(s) arquivo(s) onde escreveu, copie TUDO e cole no campo certinho para validar. Normalmente o contador dá mais palavras do que o Word, então fique atento.
Repetindo: não se preocupe porque eles não registram nem divulgam nada. É apenas para ter certeza de que todos os participantes estão mesmo escrevendo.

5) Como posso acompanhar meu progresso?
Conforme você vai atualizando sua contagem (validada ou não), vai sendo gerado um gráfico no qual você pode verificar quanto já fez, quanto ainda falta, entre outras estatísticas.
Além disso, você também pode acessar os resultados de seus amigos, se tiver algum adicionado.

Print do site Conversa Cult.

6) E o Camp? Como funciona?
O Camp acontece todos os meses de abril e julho e também dura o mês inteiro. A diferença é que você pode escrever qualquer coisa, não apenas histórias ficcionais, e define sua própria meta. Tem quem vá de 10 mil palavras, assim como tem quem vá de 100 mil. Fica a seu critério.
Além disso, o Camp tem uma funcionalidade bem bacana: as cabanas. É como um grupo do Facebook dentro do site do próprio Camp, que é desfeito 9 ou 10 dias após o fim de cada edição do desafio. Você pode entrar em cabanas de outras pessoas, ir parar numa cabana aleatória, criar a sua e colocar seus amigos lá dentro ou mesmo não ir para nenhuma cabana e escrever sozinho.
A vantagem é que temos apoio moral de quem está escrevendo também, o que deixa jornada bem mais fácil, e podemos até nos juntar com outros amigos e criar uma competição saudável entre diferentes cabanas.

7) Será que eu vou conseguir terminar o desafio?
Bom, só tem uma forma de saber: participando. Eu ganhei todas as edições até agora, mas julho de 2017 foi bem complicado, quase não cheguei lá. Acontece.
Talvez não role (vários de meus amigos não venceram, embora alguns tenham chegado bem perto), talvez você pare no meio (também soube de vários casos assim). Talvez eu também não consiga levar até o final dessa vez, embora esteja bastante empolgada de novo.
Mas a gente só vai fazer depois que já estiver lá dentro.
Você não perde nada com a tentativa. Se não der certo, qualquer mil palavras que você tenha completado já será bem melhor do que quem não fez nenhuma, então não precisa ter medo. Várias histórias bacanas (algumas postadas no Nyah, inclusive) começaram ou terminaram no NaNoWriMo. Pode ser aquela oportunidade de que você precisa para se comprometer com a escrita e manter o foco.
Não precisa terminar a história, se conseguir avançar com ela, já será um progresso e tanto. Especialmente se você, assim como eu, só escreve sob pressão.
Uma dica boa é tentar escrever um pouco todos os dias, não deixar tudo para o final. No meu primeiro Camp, por exemplo, optei pela meta de 30k, que dava mil palavras exatas por dia. Apesar de ter outras obrigações, consegui separar essa uma hora por dia e às vezes conseguia até escrever o dobro do que tinha me prontificado a escrever diariamente. O resultado disso foi que fiquei bem perto mesmo de seguir os conselhos da Dilma e dobrar a meta que estava aberta.
Claro que para quem está em época de provas na faculdade ou na escola, vai ser mais complicado, mas como eu disse, vale a pena a tentativa.
Há até o recurso dos “sprints”, que é ótimo de participar quando você chamou amigos para entrar na piscina gelada participar junto, mas mesmo escrevendo sozinho já vai ajudar bastante. Trata-se de escolher um período de tempo para escrever completamente focado, sem parar para banheiro, água/café, ou comer (exceto se for extremamente necessário), mas principalmente sem olhar a internet ou fazer qualquer coisa que distraia.
Você pode fazer o sprint por dez minutos. Vinte. Trinta. Quarenta. Até mesmo uma hora, se quiser. Se estiver fazendo sprints com amigos, a diversão reside no fato de que “ganha” aquele que escrever mais palavras no período escolhido.


Antes que eu me esqueça, vale a pena falar das “premiações” do NaNoWriMo. Assim como no Camp, ao terminar o desafio e validar a contagem, ganhamos um certificado de que vencemos e imagens de vários formatos pra sairmos esfregando na cara da sociedade fazendo inveja pra quem não participou colocando em todo o lugar que é possível e chamarmos mais gente para participar no ano que vem.
Além disso, vencedores do Camp e do NaNo conseguem descontos para comprar itens na loja do NaNo, como canecas, camisetas e material para ajudar na escrita (em inglês). Infelizmente ainda não há um prêmio em dinheiro pros vencedores (eu bem que queria ganhar por palavra escrita HUE).
Se você vai participar ou não, eu não sei. Mas eu gostaria muito de contar com sua companhia nessa jornada. Imagina só se você consegue finalizar uma história bacana? Depois é só passar lá na página da Liga para convidar um de nós para betar e correr pro abraço.
Semana que vem ensino vocês a fazer a conta e cadastrar o projeto, então não saia daí.
Ou melhor: saia. Vamos preparar logo nossas histórias, por que né? Novembro tá quase aí. HELP!
Até segunda.
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Espectros da Assexualidade

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Por: Luh Black
Perfil: https://fanfiction.com.br/u/18115/

                Assexualidade.
                Se tem “sex” no meio é porque é bom, certo?
                Certo, mas não é nada do que você ta pensando. Tem mais a ver com bolo do que com… “sex”.
                Assexualidade é o nome dado às pessoas que não sentem atração sexual, independente de gênero, aparência, sorriso e papo bom. Achou confuso? Perai, que eu explico.
                Desde pequenos ouvimos que vamos encontrar uma pessoa que realmente amamos, que seremos amados de volta e desse amor viria um casamento e filhos e tudo o mais. Quando ficamos mais velhos, descobrimos que o ato físico e carnal desse tal amor tem nome, sexo, e que se queremos transar com alguém, é porque nos sentimos atraídos por essa pessoa. Daí vem a puberdade, hormônios, e os olhares e toques começam a ficar um pouco diferentes, mais intensos. Pouco depois, descobrimos que podemos sentir essa atração sexual até por pessoas do mesmo gênero que nós – mais do que isso, que podemos sentir atração sexual por mais de um gênero (pra alguns, isso é uma baita descoberta)!
                No parágrafo acima eu falei de heterossexualidade (atração sexual por outro gênero que não o seu), homossexualidade (atração sexual por pessoas do mesmo gênero que o seu), bissexualidade (atração sexual por dois gêneros) e panssexualidade (atração sexual independente do gênero). Além dessas, porém, ainda existe uma quinta categoria: (rufem os tambores!) a Assexualidade, que é a não-atração sexual independente do gênero da outra pessoa.
                Em outras palavras? Uma pessoa assexual não tem vontade de transar com ninguém (ou até tem, mas é algo mais específico). São pessoas que não se importam com sexo, não tem vontade de participar de uma atividade sexual e/ou tem aversão a sexo. Aquele fogo todo que as pessoas dizem sentir, que lemos em fanfics, vemos em filme? Assexuais não tem isso.
                Claro, existem casos e casos. Entendendo que ninguém é igual a ninguém e que a atração sexual (ou a falta dela) é algo muito relativo de pessoa para pessoa, a assexualidade acaba sendo mais do que não sentir atração sexual – ela se divide em subcategorias, em um espectro que chamamos de área cinza, onde encontramos, por exemplo, demissexuais e grayssexuais.
                Agora você, jovem, está se perguntando se “demissexual” é alguém sexualmente atraído pela Demi Lovato (haha, essa piadinha é velha na comunidade, sorry) – mas não, não é. Confere só:
Assexual: alguém que não sente atração sexual;
Demissexual: alguém que só sente atração sexual se houver vínculo emocional;
Grayssexaul: alguém que sente atração sexual de forma extremamente rara ou específica.
                Demissexuais, para sentir o fogo todo da atração sexual, precisam antes criar intimidade com a pessoa, se aproximar emocionalmente dela (nada que alguns passeios, jantares e cafés não ajudem a resolver). O grayssexuais, por outro lado, não tem uma regra de como sentir ou deixar de sentir a atração sexual – acontece muito raramente, sem explicação, motivo ou aviso.
                Daí você dá uma risadinha debochada e comenta “E daí? Essas pessoas só são frescas, isso é só gosto”. Não, jovem, a questão não é frescura nem gosto. Se fosse, o fato de você preferir cabelo curto a cabelo longo seria uma frescura; o fato de você preferir pessoas mais baixas seria frescura; o fato de você preferir chá ao café seria frescura. Isso tudo é só parte de quem você é, um pedacinho de como a sua atração funciona (ou deixa de funcionar), e nada disso merece ser desconsiderado ou debochado.


“Ta, então assexuados não amam?”

                Duas coisas: 1) Assexuados são seres que se reproduzem sem relação sexual, por mitose. Assexualidade é outra coisa; o jeito correto de chamar quem não sente atração sexual é assexual (porque, bem, nenhum assexual é uma ameba); e 2) sim, eles amam. Atração sexual e atração romântica podem ser independentes uma da outra. Você nunca sentiu atração sexual por alguém que não amava romanticamente? Nunca olhou pra alguém e pensou “eu pegava”, mesmo sem saber o nome da pessoa?
           Algo interessante que a comunidade assexual trouxe foi a diferenciação entre atração romântica e atração sexual. São duas atrações independentes que muita gente acha que são iguais. Você pode estar sexualmente atraído por alguém, mas não romanticamente. E, acredite, você pode estar romanticamente atraído por alguém, mas não sexualmente.
                Então alguém que é assexual também pode ser heterromântico (sente atração romântica por alguém de outro gênero), homorromântico (sente atração romântico por alguém do mesmo gênero), birromântico (sente atração romântica por dois gêneros diferentes), panrromântico (sente atração romântica independente do gênero) ou arromântico – que não sente atração romântica. 


                Se alguém não sente atração sexual, quem diz que obrigatoriamente sente atração romântica? São pessoas demais no mundo para a gente achar que todo mundo vai sentir atração do mesmo jeito.
                Daí você pergunta: mas se a pessoa não sente atração sexual e/ou romântica, o que ela sente?
                O ser humano tem vários tipos de relacionamentos. Além dos sexuais e românticos, também temos os relacionamentos familiares (pai, mãe, irmão, avós etc) e platônicos – que não, não são amores românticos não correspondidos, são as amizades. Aquela pessoa que você ama de verdade, que é amiga do peito e você não conseguiria viver sem. A atração platônica é olhar para alguém e pensar “uau, deve ser incrível ser amigo dessa pessoa” (e claro, qualquer pessoa pode senti-la).
                Agora, tente pensar: como você escreveria um personagem assexual e/ou arromântico? O que eles pensam? O que eles comem? Quais são os seus interesses? (Primeiro de tudo, comemos bolo, muito bolo. Bolo pra caramba. Muito bolo mesmo.)
                Tem muito mais na vida do que só romance e sexo. Além de contas para pagar, livros pra ler e coisas pra estudar, as pessoas ouvem música, vão ao cinema com os amigos, fazem planos, viagens, trocam de emprego e de casa, riem de piadas idiotas. Nossas mentes não giram em torno dos relacionamentos que temos ou queremos ter. Nossa vida social não gira em torno dos nossos interesses românticos/sexuais – ou da falta deles.
                Sabendo disso, como você escreveria sobre um personagem assexual e/ou arromântico? Conta pra gente!
                Eu sou a Luh. Linda, maravilhosa, assexual e arromântica, e esse foi o meu primeiro post pro Blog da Liga. A gente se vê na próxima!
                Ainda tem muita coisa para falar, mas em um post só infelizmente não dá. Quer saber mais sobre assexualidade? Confere aqui:
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