A Playlist de Hayden

Oi, oi, gente!
O blog da Liga recebeu, na semana passada, a prévia do próximo lançamento da Novo Conceito, que vai acontecer no dia 6 de abril de 2015.
Eu já dei uma conferida nos capítulos disponibilizados da obra e vim compartilhar com vocês minhas primeiras impressões.

Título original: Playlist for the dead
Título brasileiro: A playlist de Hayden
Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Tradução: Amanda Orlando

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola — o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.
Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.
A PLAYLIST DE HAYDEN é uma história inquietante sobre perda, raiva, superação e bullying. Acima de tudo, sobre encontrar esperança quando essa parte parece ser a mais difícil.

PARA SAM.
OUÇA. VOCÊ VAI ENTENDER.”

Essa foi a frase escrita no bilhete que Sam encontrou junto ao corpo inerte do melhor amigo, Hayden. Ao lado dele, havia um pen drive contendo uma playlist. Foi assim que Sam se decidiu por chamar a emergência, mas já era tarde demais.
Encontrar o melhor — e único — amigo morto foi uma surpresa para Sam. Na verdade, surpresa é um eufemismo. Isso o abalou muito, trazendo à tona uma raiva inestimável. Foi difícil para Sam enfrentar o funeral, ainda mais ao assistir a todas aquelas pessoas que sempre maltrataram Hayden agindo como se fossem sofrer sua perda por cada mísero segundo de suas vidas.
Em meio a seu luto, Sam conhece Astrid, e descobre que aquela garota que desperta nele sentimentos inexplorados, por ter sido amiga de Hayden também, mesmo que ele jamais tivesse compartilhado a informação com Sam.
A perda do amigo é difícil... seguir a vida sem ele, de algum modo, não parece certo. Não quando Hayden deu cabo da própria vida. Não quando na noite anterior ao suicídio os dois tiveram uma briga que, possivelmente, poderia ter sido a causa do fim da amizade de anos.
E a verdade é que ouvir a playlist que Hayden lhe deixara não estava fazendo com que Sam entendesse o porquê de o melhor amigo ter chegado a uma medida de fuga tão radical.
Com capítulos pequenos e em linguagem simples, A playlist de Hayden é um livro narrado em primeira pessoa, pelo próprio Sam. É através dele que conhecemos Hayden e a vida conturbada que levava, e vemos como nasceu a amizade dos dois.

Esse pode até não ser um livro sobre um grande amor, e certamente não é sobre a bravura de alguém que enfrenta todos os obstáculos. Mas, certamente, é um livro sobre uma grande amizade, e vale a pena conferir.

Pesquisar para escrever ou imaginar?


Por: Arabella
Perfil: http://fanfiction.com.br/u/210814/

Olá, pessoas. Este é o meu primeiro post no blog, então eu estou bastante nervosa. De qualquer modo, espero que lhes seja útil.

Vamos à questão principal do post: pesquisar para escrever ou imaginar? Meu caro ninja, a resposta é: os dois.

“Mas como assim, tia?”

Meu caro, dependendo do tema você pode criar mais coisas. Usemos como exemplo o gênero fantasia e ficção científica. Você pode pesquisar sobre determinado assunto e usá-lo como base para criar outra coisa. Vários autores pesquisam sobre um determinado vírus ou gene e acabam fazendo mutações nele para que ocorra algo como um apocalipse ou guerra. Ou, se você está criando um novo mundo, precisará pesquisar um tanto sobre geografia ou, dependendo do seu mundo, alguma outra coisa, não? Nesse caso, envolve um pouco mais de pesquisa.

Já outros pesquisam justamente para escrever sobre. Por exemplo, câncer – que estava bastante na moda devido A Culpa é das Estrelas. Se você quiser fazer uma fanfic sobre essa doença, basta fazer algumas pesquisas, não precisa dominar todos os termos médicos, mas saber a causa e os tratamentos ajuda bastante. Sem falar de mais inimagináveis temas, certo?

“Mas como eu pesquiso, tia?”

A Wikipedia, às vezes, pode não ser confiável, mas vamos dar alguns créditos para a coitada, certo? Há também, em inglês, o ERIC, Infotopia, JURN. E agora alguns em português: Bússula Escolar, Yahoo Search (lá tem várias formas de pesquisas, gente, é sério. Tem um bando de empresa dentro do Yahoo). Sem falar do nosso supremo: o Google. Usando as palavras certas, você encontra tudo que precisa por lá. Se você quiser pesquisar sobre câncer, por exemplo, usando palavras como “tipos de câncer”, “o que é câncer” e “sobre o câncer” você acha tudo que precisa. O Google é uma ferramenta maravilhosa, pessoal, podem usar e abusar dela.

“E como é que eu organizo tudo o que achei, tia?”

Eu recomendo fazer um documento – seja no google drive, word, office, não importa o local – com os links que você achou úteis ou interessantes, além de um resumo sobre a história ou o próprio plot. Se possível, também faça um resumo sobre os personagens e onde as pesquisas se encaixam.

No fim, o importante, além da pesquisa, é empenho. Tendo empenho, você achará lugares com boas respostas para suas perguntas e achará pessoas dispostas a te ajudar. Sem falar, é claro, dos betas. Sim, betas! Betas também podem te ajudar nas pesquisas ou dando impressões quanto ao que sabe. Também há algum post aqui na Liga falando que boas histórias não são feitas somente de boas ideias, porque, obviamente, precisamos também pesquisar.

No mais, é isso. Espero que seja útil para vocês.



Fontes:

http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2014/07/02/1100039/descubra-5-sites-fazer-boas-pesquisas-academicas.html


http://www.sobresites.com/pesquisa/pesquisa.htm

Resenha: Veneno


Por: Takahiro Haruka

Ei, ei, como vão?

Olha quem está aqui de novo! Sim, a Noni! Desta vez vos trago mais uma resenha de um livro que eu li. Vamos lá?

Título Original: Poison
Título Brasileiro: Veneno
Autor: Sarah Pinborough
Editora: Única
Tradução: Edmundo Barreiros

Sinopse: Sexy, sarcástico e de prender a respiração!
Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos!
Não existe “Felizes para sempre”!
Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos!
Veneno é o primeiro livro da trilogia Encantadas, e já é um best-seller inglês. Sarah Pinborough coloca os contos de fadas de ponta-cabeça e narra histórias surpreendentes que a Disney jamais ousaria contar. Com um realismo cínico e cenas fortes, o leitor será levado a questionar, finalmente, quem são os mocinhos e quem são os vilões dos livros de fantasia!

Resenha: Comprei o livro por causa da capa, devo confessar. Não só a do primeiro livro, as capas de todos são lindíssimas.
Bem, Veneno é o primeiro livro da saga Encantadas. Pela capa dele podemos imaginar em que ambiente a história se passará: uma moça de pele pálida, lábios tentadores, um espelho e maçãs. Sem dúvida, Branca de Neve!
Mas, Noni, mais uma releitura de obra? Sim, mais uma versão do clássico da Disney. Só que, desta vez, muito, muito diferente.
A história começa com foco na rainha. Aqui, seu nome é Lilith — fazendo alusão a Lilite, deusa que acreditam ter sido criada junto com Adão, no Jardim do Éden, uma mulher feita do pó da Terra, que fugiu por não querer ser submissa a seu parceiro e foi amaldiçoada por Deus a perder cem filhos por dia (vide Wikipédia). Em Veneno, Lilith foi obrigada a se casar com o rei muito jovem, tendo sido trazida de outro reino. Ela tem quatro anos a menos que a filha do rei — algo que a irrita.
Para aqueles que ainda não leram o livro, devo confessar que ele não é para crianças. Possui uma história adulta. Não é só inveja ou raiva que guia o enredo. Há sexo e troca de interesses no desenrolar da trama. A rainha, como na obra original, é uma bruxa, e odeia a Branca de Neve. Só que, diferentemente das rainhas que vemos por aí, Lilith possui sentimentos. Ela vive constantemente em debate consigo mesma. Ela odeia a princesa, mas várias vezes revê sua vontade de lhe fazer mal.
Há, nesta releitura, muitas peculiaridades da obra original, o que mantém o enredo da história. Por exemplo, temos os anões, o rei saindo do palácio e deixando Branca de Neve nas mãos de sua madrasta. Tem também o caçador, que é uma peça principal no erotismo do livro e que tem participação especial no fim da história.
As duas coisas que mais me interessaram na história foram um detalhe que a liga a um outro conto clássico e o final. Lilith, que é uma bruxa, possui, na história, uma bisavó — que a visita no castelo, contando-lhe que foi enganada pelo caçador e que Branca de Neve está viva. Uma coisa que me fez aplaudir a genial ideia da autora foi saber que a velhinha é, na verdade, a vovó que possui uma casinha repleta de doces no meio da floresta.
Quem se lembra de João e Maria, as duas crianças que foram seduzidas por doces? Exatamente: a bisavó de Lilith é, na história, a tal velhinha! Eu achei essa ligação muito interessante.
A segunda coisa que me interessou foi o final. Não foi bem interessou, foi mais um: uau, quem imaginaria que acabaria assim? Pois é, eu disse sobre os anões e a inveja, mas faltou a peça principal de um conto clássico: o príncipe. Sim, aqui ele também existe. E ele está mais ligado à maçã envenenada do que na versão original. Ele encontra Branca de Neve já amaldiçoada pela maçã dada pela bisavó de Lilith. Ele se apaixona por ela daquela forma e, quando ela acorda, enquanto o príncipe a levava para seu reino, ele imediatamente a pede em casamento.
É dessa parte em diante que a história toma um rumo totalmente diferente. Não vou contar tudo, mas posso dizer que nossa princesa não é tão inocente assim, que um tal caçador foi além dos limites permitidos pelo decoro e que o príncipe não é encantado. O fim que Branca de Neve tem é tão triste que a própria rainha lamenta suas decisões. Até que ponto podemos confiar nas pessoas ao nosso redor? Quais são as expectativas das pessoas sobre nós? Talvez o que parece bom não diz jus à realidade.
Aventure-se no mundo de Veneno e descubra, por si mesmo, como essa história termina. Acredite, seu queixo vai cair, como aconteceu com o meu.

Gostaram da resenha? Que tal ler o livro e deixar um comentário com a sua opinião sobre ele?