Por Senhorita Ellie

O ingresso no mundo da escrita, mais especificamente no mundo das fanfics, pode se mostrar como um momento de insegurança para o escritor. O autor está em frente ao seu primeiro projeto de história e pretende postá-la em um site de grande circulação, onde, obviamente, ele espera acessos e comentários.
Em muitos grupos de escrita, é comum encontrar tais escritores de primeira viagem. Eles pedem dicas para suas histórias e são bombardeados com conselhos sobre coisas para se fazer e não fazer, sobre caminhos que eles devem ou não tomar, sobre coisas que eles devem definitivamente evitar e sobre coisas que eles devem idealizar. É aí que entram os conceitos de originalidade e clichê.
Clichê, segundo o dicionário, é uma frase repetitiva e sem originalidade, ou expressão que peca pela repetição, ou banalidade repetida com frequência – é fácil encontrar listas dos clichês mais comuns, histórias rotuladas por esses tropos, pessoas que evitam ler histórias que tenham essa ou aquela situação repetitiva – enquanto originalidade é definida simplesmente como o caráter daquilo que é original. Mas tais definições frias como essas não exprimem bem a situação: em grande parte dos autores, clichês são vistos como coisas a serem combatidas e, a originalidade, como o objetivo do escritor ao começar uma história. Supõe-se que todo escritor quer que a sua história seja diferente das outras, que seja inovadora, que conte algo nunca contado antes...
É interessante notar que isso, de fato, não existe.
Todas as ideias que temos para escrever são baseadas em alguma coisa e, muito provavelmente, todas as histórias que vamos contar já foram contadas por alguma outra pessoa em algum lugar do mundo. Não com as mesmas palavras, não do mesmo jeito, não com a mesma abordagem. Isso não torna as nossas histórias piores, nem as das pessoas que tiveram a ideia primeiro “melhores”. É simplesmente o fato de que duas pessoas têm visões diferentes sobre uma mesma ideia e a partir dela, duas histórias diferentes podem surgir.
A originalidade está nos detalhes. Não está na história, mas na forma como é contada. Não está na situação, mas em como ela se desenvolve, em como os personagens reagem a ela, no cenário... Está nos personagens, nas figuras que criamos e em como elas agem, porque personalidades são recriação dos seres humanos e não há duas pessoas iguais. Muitos autores se assustam pelo fato de encontrar histórias com o mesmo tema que as suas, ou se esforçam demais para tentar encontrar um tema pouco desenvolvido, quando a chave não é essa; não é procurar uma ideia diferente, mas fazer da sua história algo diferente.
Por isso, é interessante não deixar que o medo do clichê nem a expectativa da originalidade sejam uma pressão para os escritores.
Uma história clichê não é necessariamente ruim, assim como uma história dita “original” não é necessariamente boa. Não é saudável ter medo de escrever uma passagem apenas porque, no fim, a ideia já está batida. Você sempre pode acrescentar uma nova perspectiva, um novo detalhe, ou encaixar a ideia de um jeito diferente... Ou simplesmente escreva a coisa como a vontade surgir, porque até mesmo as histórias mais clichês têm público. Muitas pessoas apenas querem uma história leve para passar o tempo, algo que lhes distraia a cabeça.
Só não é bom tornar a escrita um ato cheio de restrições. Acima de tudo, ela deve ser algo divertido, não uma coisa que faça você se preocupar o tempo inteiro se está ou não fazendo direito. Não tenha medo do clichê, não coloque a originalidade num pedestal. É bom ter em mente o objetivo de escrever a melhor história que podemos, mas que isso seja confortável para nós, e não uma fonte de sofrimento.



Os clichês e o mito da originalidade

Posted by : Ligados Betas
28 outubro 2014
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Por: Takahiro Haruka

Que há gosto para tudo, todos nós sabemos. Mas quem é que não gosta daquelas histórias em que você se pergunta: o que vai acontecer depois disso?

Eu sou a Noni, e nosso assunto de hoje é exatamente esse: O desenvolvimento de uma história como quebra-cabeça.

Acompanhar uma boa história nos dá aquela sensação deliciosa, além, é claro, da expectativa por mais. Mas o que é que consegue esse efeito de "prender" o leitor? Bem, podemos dizer que há vários elementos, como a espera pelo romance, os personagens cativantes e os vilões marcantes. Não há um só elemento, mas sim um conjunto de fatores que atraem o leitor. E um deles, sem dúvida alguma, é o famoso "perguntas sem respostas".

Investir em falsos "furos" no enredo pode causar um bom efeito na trama. Os roteiristas de novelas apostam muito nesse modelo. No início é jogada uma enxurrada de informações em cima do espectador: personalidade distorcida, segredos complicados, sentimentos guardados no fundo do coração. O segredo é instigar e surpreender. Mas como fazer isso?

Para começar, é necessário entender que os furos no enredo devem ser propositais. A informação não foi colocada ali de propósito. O melhor seria criar um plot onde seria colocado que, em tal capítulo o assunto foi instigado, em tal capítulo foi citado, em outro foi desenvolvido e em outro resolvido. Plots são muito bons quando a intenção do autor é deixar coisas subentendidas. É uma ótima ferramenta. Mas tem autores que funcionam muito melhor sem plot. O importante é que o autor tenha total ciência dos pontos em aberto na história. Utilizar plot não é obrigatório, é por uma questão de organização de ideias.

Organização de ideias, achei a expressão correta. Para conseguir desenvolver um suspense, e não estou dizendo uma história desse gênero, e sim uma situação onde algo fica pendente, é necessário organizar perfeitamente cada detalhe. Se uma porta se abre, ou um novo personagem aparece, é tudo planejado. Ele pode ser o assassino da mocinha ou pode ser o espião do vilão. Cada detalhe é colocado para levar à resolução do mistério. Deixar coisas no ar ou simplesmente mal resolvidas vai levar os seus leitores a continuarem lendo a história.

Podemos dizer, então, que é quase um truque psicológico. O ser humano é curioso por natureza. Às vezes lemos um livro ou assistimos a um filme simplesmente porque algo no início nos deixou instigados. Uma pequena informação, um personagem que teve pouca participação. Não importa o que for, o segredo para criar uma história geniosa e que prenda o leitor é saber exatamente quando, onde, como e por que algo foi feito ou deixou de ser.

Ou seja, usem e abusem do suspense, do mistério e da ferramenta de informações subentendidas. Escrevam a cena uma, duas vezes. Consultem amigos, perguntem o que eles acham, pesquisem sobre o assunto na internet ou em livros. Quanto mais conhecimento e experiência, mas fácil será criar um enredo criativo e que prenda a atenção do leitor nos pontos-chave.


É isso aí, galera. Espero que essas dicas possam ajudá-los.



O desenvolvimento de uma história como quebra-cabeças

Posted by : Ligados Betas
20 outubro 2014
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Por: M L Carneiro

Ahoy! Cá estou de volta para continuar a série sobre criação de mundos. Na primeira parte vimos algumas coisas básicas para se preparar para essa construção, hoje, vamos partir para áreas mais palpáveis. Continuem comigo nessa jornada que logo seu mundo estará de pé!
Ah, e para quem ainda não leu a primeira parte deste post, sugiro que a leiam aqui: http://www.ligadosbetas.blogspot.com.br/2014/07/como-criar-um-mundo-em-talvez-mais-de.html

Terceiro dia – Esculpindo

ou “Como vai ser a geografia do meu mundo?”
Na minha opinião, fazer o mapa de um mundo que você está criando é uma das partes mais divertidas. Você não precisa ser um mestre do desenho, os seus rabiscos já ficam incríveis quando você vai criando ilhas, continentes, penínsulas... Mas para criar esse mapa é legal que você tenha definido alguns pontos sobre a geografia do seu mundo, e é disso que vamos tratar neste dia.
Qual o tamanho do seu mundo?
No post anterior já falamos um pouco disso, no sentido do tamanho do universo que você quer criar. Mas agora vamos pensar no tamanho literal mesmo. Vai ser um planeta inteiro do tamanho da Terra ou apenas um continente pequeno e isolado? Tente pensar no que você quer para a sua história e o quanto o tamanho do mundo vai influenciá-la. Fazer um mundo gigante é bem legal, mas lembre-se de que quanto maior o mundo, mais tempo você levará detalhando-o, então tente pensar em algo razoável para as suas necessidades.
Esse mundo segue as mesmas leis que o nosso?
Aqui eu digo das leis físicas, químicas e biológicas. Se sua história vai ter um tema mais verossímil, é bom que ela siga todas as leis da natureza que temos aqui, ou que pelo menos você descreva bem como vão ser as novas leis. Mas numa história mais fantasiosa ou utópica, você pode ter coisas como gravidades invertidas ou oscilantes, inércia inexistente, som no espaço, enfim, você vai ter bastante liberdade criativa. Entretanto, tenha em mente se o mundo segue ou não as mesmas regras da Terra e, se não, quais são as leis dele.
Outro detalhe a se pensar é em como o tempo funciona no seu cenário. Quantas horas um dia possui? Quantos dias existem em um ano? Os dias e noites funcionam como na Terra, equilibrados, ou há mais tempo de um deles? Como funcionam as estações? Existem outras divisões temporais, como meses e semanas? São vários detalhes que vão enriquecendo seu mundo.
O quanto do mundo já é explorado?
Se seu mundo for situado com uma tecnologia futurística ou ao menos próxima da atual, muito provavelmente todo ele já vai ter sido explorado, ou ao menos cartografado. Mas até poucas centenas de anos atrás a própria Terra não estava totalmente no mapa. Então, se seu cenário segue um tema semelhante à época das grandes navegações ou anterior a isso, é bem provável que existam grandes pedaços de terra inexplorados no planeta que você está criando. Isso normalmente ocorre quando temos continentes separados por pedaços muito grandes de mar, quando os continentes são grandes demais em alguma direção, ou ainda quando um pedaço dele chega a uma parte muito gelada ou muito quente do planeta, e então ninguém consegue passar e povoar além dali.
Com isso em mente, defina qual é a parte “principal” de seu mundo, onde estão as principais civilizações, onde sua história vai se passar. Em seguida, defina onde serão os limites daquele pedaço do planeta, levando em conta o quanto a tecnologia dele o deixaria ser explorado. Em cenários futuristas os limites serão para além dos planetas, serão até a parte da galáxia em que se é possível chegar. Por fim, pense um pouco nas partes inexploradas. Você não precisará detalhá-las ao máximo, mas seria interessante ao menos pensar no quê e em que povos existem nesses lugares.
Quais são os principais pontos geográficos?
Todo planeta possuí acidentes geográficos característicos e interessantes. Alguma cordilheira gigantesca que percorre toda a costa de um continente, uma ilha-continente isolada ao sul do planeta, uma península pontiaguda e comprida onde é possível encontrar grandes quantidades de pedras preciosas, enfim, deixe sua criatividade fluir. Muitas pessoas se limitam a criar cidades e construções interessantes, mas lembre-se de que a natureza estava no seu mundo muito antes das civilizações chegarem, e que em muitos momentos ela é extremamente mais interessante, complexa e bonita.
Como é o clima e a vegetação do planeta?
Você pode achar que não, mas esses dois pontos também definem muito as interações entre os povos do planeta. Um planeta muito frio ou muito quente vai impor grandes dificuldades de desenvolvimento para sua população. Ao mesmo tempo, a vegetação (ou a falta dela) de um lugar pode auxiliar ou prejudicar as raças que vivem ali. Então gaste algum tempinho pensando em como são esses pontos nos vários cantos de seu mundo. Se ele for extenso, muito provavelmente terá diversos climas e vegetações, então aqui também vale a regra máxima da verossimilhança: se você quer deixar seu cenário muito próximo do real, pesquise bastante sobre como funciona na Terra, que vegetações existem em cada clima, que tipo de terreno existe de acordo com a vegetação e o clima, e depois disso, replique essas regras na sua criação.

Quarto dia – Povoando

ou “A demografia de seu mundo”
Pronto, já conseguimos moldar como vai ser o nosso mundo. Mas de que adianta um lugar onde ninguém vive? Agora é a hora de povoar esse planeta! Para começar, vamos ver quais são os povos, ou raças, que existem.
Quais são as raças existentes neste mundo?
Percebam que estou falando de raças, não de etnias. Estamos falando da raça humana, da raça élfica, raça anã, e assim por diante. Se seu mundo é fantasioso, você provavelmente vai querer colocar essas e algumas outras raças místicas nele. Então agora é a hora de pensar em quais e em como serão elas. Você pode, e deve, se inspirar em outras obras para tirar as raças fantasiosas mais comuns, como elfos, anãos, gnomos, orcs, fadas, entre outros. Com elas você terá bastante material de inspiração e consulta pronto, facilitando bastante seu trabalho.
Mas não se limite a isso, você pode alterar substancialmente as características dessas raças ‘tolkienianas’, adaptando-as às suas necessidades, como você também pode criar raças totalmente novas e diferentes. Isso acontece muito em histórias futurísticas, com diversos planetas a serem a explorados na galáxia, mas também não há problema algum em você inovar nas raças de histórias medievais. Só é preciso cuidado e dedicação para criar uma nova raça. Para isso, colocarei aqui um miniguia para auxiliá-los na criação dessas novas raças:
  • Tome como comparação o humano. É com essa raça que estamos mais acostumados, afinal somos dela, então todas as características da nova raça serão mais bem entendidas quando comparadas às dos humanos.
  • Equilibre bem as vantagens e desvantagens que essa raça tem. Se você fizer um povo que é apenas mais forte e mais inteligente, sem nenhuma desvantagem, vai desequilibrar a balança e deixar espaço para que as outras raças sejam subjugadas e pereçam. É só olhar para a Terra, você conhece algum Neandertal hoje? Não, porque o Homo Sapiens era mais evoluído e “venceu” na dominação do planeta.
  • Como é a aparência física desse novo povo? São humanoides, ou seja, muito parecidos com o homem, apenas com alguns detalhes diferentes? Ou são bem distantes? Faça o “design” da sua raça, essa pode ser uma das partes mais divertidas, especialmente se você for criativo e um bom desenhista.
  • Defina como são as características mentais dessa nova raça, ou seja, qual é o comportamento comum dela, como é a personalidade de integrantes dela, quais são suas ambições e desejos no mundo, etc.
  • Como é a organização política dessa raça? É uniforme ou possui diferenças em diversas regiões? Lembre-se do que falei no post anterior, é legal você definir muito bem como é a organização política de cada povo, mas elas não precisam ser sempre as mesmas.



Existem raças dominantes? Raças em guerra?
Isso também é algo muito comum, apesar de tentarmos equilibrá-las, sempre terá alguma raça que possui algumas vantagens em certa região e por isso dominam aquele local. A região pode ser desde um pequeno condado até o planeta inteiro, e por isso essa raça pode entrar em conflito com outras raças, algo que é extremamente comum. Se entre nós, humanos, temos guerras entre etnias diferentes, imagine como seria a interação entre raças diferentes. Não é algo que pareça ser simples. Se existe alguma guerra entre raças, explique o porquê, pense de onde essa guerra surgiu, quem está ganhando, quais são os aliados de cada lado e o quanto essa guerra pode afetar o desenvolvimento do planeta, e também da sua história.
Quais são as raças “civilizadas” e as “bárbaras” ou “monstruosas”?
Aqui podemos entrar em um maniqueísmo entre o bem e o mal. Sabemos que dentro de uma própria raça vão existir indivíduos bondosos e maldosos, mas cada raça normalmente possui sua tendência média. Algumas serão as raças “do bem”, como normalmente são os homens, anãos e elfos, e outros serão “do mal”, como orcs, goblins e dragões. Fazer essa divisão pode ajudar muito na criação do desenrolar da história. É onde normalmente dividimos as raças civilizadas dos “monstros”.
Dentro de cada raça existem muitas divisões?
Reinos, países, casas, famílias... Mesmo dentro da mesma raça os povos costumam se dividir, confiam em se agrupar para se proteger. Então pense em quais são esses tipos de divisão, relacionando-os com a sua organização política. Detalhar isso ajudará você a entender como as raças vão se relacionar entre si e com o mundo exterior.
Existem idiomas diferentes nesse mundo?
A menos que seja um mundo bem pequeno, é bem provável que existam vários idiomas nele. Normalmente temos um tipo de linguagem para cada raça, e às vezes mais de uma língua dentro de cada uma delas. Outra coisa normal é termos o idioma “comum”, ou seja, aquele que a maior parte do planeta sabe, e que é utilizado entre os diferentes povos.
Então pense em como você quer que seja a distribuição de linguagens no seu mundo e decida também se você quer deixá-las explícitas ou implícitas, isto é, se você quer realmente criar outros idiomas, ou deixar implícito que os povos estão falando em outra língua, mas sem ter que detalhá-la. Tome cuidado aqui, apesar de que criar um novo idioma pode ser bem interessante, dá um trabalhão, principalmente para deixá-lo bem feito.
Que outros tipos de criaturas extraordinárias existem no mundo?
Ok, já falamos das raças inteligentes, mas um mundo não é feito só delas, não é mesmo? Existem diversos outros tipos de animais para povoar o mundo. Então você pode pensar em que tipo de animais, além dos já encontrados na Terra, existem no seu planeta. Monstros, bestas mitológicas, humanoides não muito inteligentes... Vale pensar em tudo aqui. Buscar inspiração em outras obras é uma ótima dica, mas tente inovar também e criar algo novo, da sua cabeça, tenha certeza de que vai ficar bom!
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Ufa, lá se foram mais dois dias de criação, já estamos chegando ao fim. Os próximos dois e últimos dias serão “Explicando” e “Detalhando”, onde vamos falar dos últimos detalhes da criação. Mas uma coisa que queria lembrar aqui é que vocês não precisam seguir esses posts como um guia de passo-a-passo, durante a criação tudo fica misturado. Você pensa em como vai ser o tamanho do planeta, depois numa raça que vai existir, depois no clima em que essa raça vive... Enfim, coloco aqui tudo que eu vejo de principal para você detalhar em seu mundo numa ordem agrupada, mas a ordem de criação para seu mundo é você quem faz!
Espero que tenha sido útil e que vocês tenham gostado. Lembrem-se, qualquer dúvida podem falar nos comentários.
Até a próxima! Cheers!


Como criar um mundo em (talvez mais que) seis dias (2/3)

Posted by : Ligados Betas
14 outubro 2014
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Por: Roberto Lasneau

Nos dois posts anteriores, vimos as principais informações sobre a homo, bi e assexualidade, a fim de mostrar, da maneira mais clara possível, como funciona esse universo que muitos desconhecem, visto que nossa sociedade é heteronormativa.
Este post tratará sobre os principais tópicos da Transsexualidade e da tão conhecida Heterossexualidade. O post também terá um grande foco numa situação que é facilmente confundível: a diferença entre sexualidade e identidade de gênero.
Parte 3.1 – Transsexualidade
O mais importante de tudo:
Sexualidade x Identidade de gênero
A primeira coisa que precisa ser desmistificada é que a transsexualidade tem a ver com homossexualidade. Seja na hora de construir suas personagens ou tratando-se de pessoas reais, esses dois termos (sexualidade e identidade de gênero) são totalmente independentes. Nenhum tem relação com o outro.
Para entender melhor, podemos fazer uma simples relação da sua personagem e, você, escritor, verá que não é nada tão complicado. Vamos pegar um exemplo aleatório:
Mulher¹ cisgênera² homossexual³
¹É a sua identidade de gênero. Ela se identifica como mulher. Gosta de ser mulher e de tudo que o gênero lhe proporciona. Gosta que a tratem por meio de pronomes femininos.
²O termo “cisgênera” indica a “concordância” entre a identidade de gênero e o sexo biológico (que se difere do sexo psicológico). Falando de forma mais simples, ela se identifica com o gênero que lhe foi determinada no nascimento (biologicamente falando).
³É a sexualidade dela. Perceberam como isso não interfere na identidade de gênero? Como eu disse mais acima, ela se identifica como mulher; logo, não tem interesse por coisas de identidade masculina, não se sente como um homem. Ser homossexual, no caso, não significa que ela queira ser homem.
Vamos criar outra personagem aleatória para visar melhor:
Homem¹ transgênero¹ bissexual¹
¹É a identidade de gênero do personagem. Ele se identifica como homem, gosta disso e gosta de que o tratem como homem.
²O termo “transgênero” indica a “não-concordância” entre a identidade de gênero e o sexo biológico, isto é, ele não se identificou com o gênero que lhe foi determinado no nascimento.
³Independente da identidade de gênero, sua orientação sexual é definida pela bissexualidade, ou seja, ele sente atração por mulheres e homens, o que mostra mais ainda que esses três itens não influenciam uns aos outros.
Não-binários
Ainda há outro grupo de pessoas que são classificadas como não-binárias, que, como o próprio nome já diz, são aqueles que não se prendem aos dois gêneros: masculino e feminino. Nesse caso, sendo tanto uma pessoa bigênera (que se identifica com os dois sexos) quanto uma agênera (que não se identifica com nenhum). Além disso, existem casos de gêneros fluídos e até mesmo algumas culturas que nomeiam terceiros sexos.
Sexo: a necessidade e o ato
Não vou me estender muito nesse tópico porque o assunto já foi abordado. Identidade de gênero não tem a ver com sexualidade, portanto, uma pessoa transgênera terá as mesmas necessidades da sua orientação sexual, sendo iguais a todos os outros da mesma sexualidade.
F.A.Q. sobre a Transsexualidade
1 – Eu tentei pesquisar sobre o assunto, mas são tantos termos que eu me confundi. Queria criar uma personagem trans, mas vi tantos nomes que não sei como farei a devida referência. Como proceder?
Bom, as principais nomenclaturas conhecidas são “Transexual”, “Transgênero”, “Travesti” e “Não-binários”. O transexual é aquele que, por desconforto, acaba por optar a fazer a operação da genitália, “mudando” para o sexo com o qual se identifica. O transgênero é aquele que simplesmente não criou uma “concordância” com o sexo que lhe foi designado (o que inclui os travestis e os transexuais). O travesti é aquele que tem o desconforto com o gênero, mas não necessariamente com a genitália, isto é, com a necessidade de fazer uma operação. Já os não-binários são aqueles que não se prendem aos dois gêneros, como foi explicado mais acima.
2 – Um transgênero pode ser homossexual? E assexual?
Pode, em ambos os casos. Lembrando que, no caso da homossexualidade, leva-se em conta o gênero com que a pessoa se identifica, portanto, se for uma pessoa transgênera que se identifique como mulher, a homossexualidade será definida pelo fato de ela sentir atração por outras mulheres. O sexo biológico não tem relevância nisso.
3 – Como eu posso fazer a insatisfação de gênero da minha personagem sem parecer algo forçado?
Creio eu que não há como fazer isso forçadamente, afinal, insatisfação é algo fácil de explorar num personagem, algo bem abrangente também. No entanto, acho que cair em contradição possa tornar o texto forçado, isto é, escrever, por exemplo, dois desejos totalmente opostos que, juntos, gerariam algum conflito.
4 – Supondo que minha personagem nasceu homem, mas sempre se sentiu incomodada com isso. Minha fic falará sobre esse processo de “transformação” dele e eu pretendo que na primeira metade da fic ele ainda esteja como homem e, na segunda metade, já como mulher. Como devo me referir à personagem na primeira metade da fic?
Se sua narração for em primeira pessoa, use pronomes femininos (caso contrário, seria uma contradição). Se a narração for em terceira pessoa, fica a seu critério, já que este tipo de narração é impessoal. Já sobre as personagens restantes, sempre terão aqueles que respeitarão e os que não respeitarão a identidade de gênero da sua personagem, mude conforme as ocorrências.
5 – O que é drag queen? Tem algo a ver com o tema?
Não tem muito a ver com o tema, mesmo se tratando de um ser travestido. As drag queens (ou drag kings, para mulheres que se travestem de homem) são apenas manifestações artísticas, ou seja, trata-se de arte ou até mesmo de profissão. Existem homens héteros que trabalham como drags, então não há nenhuma relação.


Parte 3.2 – Heterossexualidade
Por último, e não menos (ou mais) importante, temos a orientação sexual mais comum na nossa sociedade, indicada por cerca de 90% da população mundial, a heterossexualidade. Apesar de ser muito conhecida, ainda existem alguns (poucos) erros que muitos enfrentam, principalmente quando se trata da relação entre um hétero com outra pessoa de outra sexualidade.
Heterossexualidade x Curiosidade
É normal que o ser humano, principalmente na adolescência, queira experimentar coisas novas e diferentes do habitual. No entanto, com a heteronormatividade presente na nossa sociedade, nem sempre esses “experimentos” são muito bem vistos. Há dois tipos de heterossexuais: os convictos e os curiosos.
O heterossexual convicto é aquele que não está aberto a experimentar. Então, no caso de um homem heterossexual convicto, ele somente ficará com pessoas do sexo oposto, exclusivamente. Já o heterossexual curioso é aquele que aceita experimentar uma pessoa do mesmo sexo (seja pra ver como é ou simplesmente por experimentar mesmo) e isso não o faz de indeciso ou de menos hétero; ele continua hétero, ele apenas experimentou.
Concluindo, curiosidade não torna ninguém mais/menos homem ou mulher heterossexual. É uma coisa comum do ser humano, apesar de existirem seres convictos.
Heterossexualidade x Comportamento
Não é todo rapaz hétero que se comporta de forma 100% masculina. Assim como não é toda moça hétero que se comporta de forma 100% feminina. O mesmo vale para pessoas de outras sexualidades. Isso acontece porque os seres humanos são diversificados, cada um é diferente do outro e a sexualidade não influencia no comportamento. Sexualidade não tem relação direta com comportamento!
Existem, sim, rapazes héteros com trejeitos, assim como existem rapazes homossexuais totalmente discretos, e o mundo é repleto dessas diferenças. E ninguém é mais homem (no caso do exemplo) que ninguém, porque ser homem é questão de identidade de gênero e não de quem é mais “macho” que o outro. Pensar dessa maneira já é considerado uma ideologia machista (por machismo temos aqueles que pensam que ter mais masculinidade que alguém é sinônimo de superioridade).
Sexo: a necessidade e o ato
Diferente das outras sexualidades, creio eu que não preciso explicar muita coisa aqui, visto que é bem conhecido (o clássico homem e mulher). No entanto, existem alguns pontos pequenos que merecem ser ressaltados. Um deles é o polêmico fio-terra (para os que não sabem, consiste no ato da mulher introduzir o dedo no ânus do homem, pois, em alguns casos, ele vem a sentir prazer). Muitos dizem que prazer anal é sinônimo de homossexualidade (para homens) e isso é um absurdo total. Não existe isso, gente. Homens héteros podem, sim, sentir prazer anal e isso não faz com que eles sejam menos homens e mereçam desprezo. É preciso respeitar o prazer de cada um. E comparar com homossexualidade não faz sentido, pois existem homossexuais que não possuem prazer anal, por exemplo.
Outro ponto que ocorre muito é a questão da lubrificação feminina e a penetração na mulher. Tudo bem que a vagina é uma área maior, mais lubrificada e mais preparada para a ação de uma penetração, mas isso não é sinônimo de penetração extremamente mais fácil. O erro que ocorre muito são os caras que conseguem penetrar com uma facilidade assustadora (às vezes as meninas são até virgens ainda). Gente, não funciona assim. Além disso, a lubrificação feminina não é um líquido milagroso e inesgotável do puro prazer, isto é, ela não soltará litros e litros com facilidade, e a penetração tem que ser cuidadosa, tanto para o homem (que pode ter o membro lesionado/entortado caso exagere nos movimentos) quanto para a mulher (que pode ter umas lesões internas dependendo de como forem feitos os movimentos). Resumindo, não é pelo fato de, naturalmente, a penetração heterossexual ser mais facilitada que significa que é totalmente mais fácil e sem preocupações.
F.A.Q. sobre a heterossexualidade
1 – Você disse que existem héteros curiosos que só experimentam, mas são héteros. Por que então, no caso, eles não são bissexuais? E nos casos em que o hétero experimentou e viu que só gosta do mesmo sexo?
Para a primeira pergunta, eles não são chamados de bissexuais pelo simples motivo de não serem bissexuais. Lembrando que bissexuais são aqueles que sentem atração por pessoas de ambos os sexos e que, experimentar não tem nada a ver com isso. Você pode escolher ficar com alguém de qualquer sexo, mas não pode escolher sentir (ou não) atração.
Já para a segunda pergunta, se ele percebeu que só gosta de pessoas do mesmo sexo, convenhamos que ele não é um hétero curioso, mas, sim, um homossexual que acabou por se descobrir. Por vivermos numa sociedade heteronormativa, é comum que todos “comecem” como héteros até que se percebam.
2 – Os héteros são contra a população LGBT?
Não todos. Sexualidade não define personalidade. Existem LGBTs que são contra a própria população.
3 – Afinal, o que é essa tal de heteronormatividade? Posso usar isso numa fanfic?
A heteronormatividade é a ideologia que define a heterossexualidade como a sexualidade mais comum, isto é, a qual a sociedade está, culturalmente, acostumada. Com isso, temos muitas coisas sempre se referindo a héteros, inclusive no nascimento (pois, antes de uma pessoa se descobrir de outra sexualidade, ela mesma se considerava hétero). Alguns costumam associar esse termo também ao comportamento (masculino e feminino), mas eu, particularmente, não concordo, pois, como eu disse, existem homens héteros afeminados e homens homossexuais discretos. No caso dessa associação ao comportamento já entra o conceito de “sexismo” (que consiste em rotular os comportamentos e responsabilidades do homem e da mulher). A heteronormatividade é uma questão cultural, flui naturalmente na nossa sociedade, creio que, numa fanfic, ela já apareça por conta própria, não tem como evitar, pelo menos não nos dias atuais.
Conclusão

Respeite sua personagem. Não importa sua sexualidade ou identidade de gênero, não importa se você quer tratá-la como uma pessoa de boa ou má índole. Não se esqueça do principal: sexualidade, identidade de gênero e personalidade não se misturam. Esses três termos são independentes. Não rotule seus personagens. Entenda que seres humanos são diversificados por natureza. E, principalmente, que ninguém quer passar por cima de ninguém, que cada um tem seus interesses e gostos, que, mesmo não sendo aprovados, podem ser respeitados.
Como sempre, meu material foi muito grande, portanto, estou resumindo em poucos links:




Sexualidade e Verossimilhança (3/3)

Posted by : Ligados Betas
06 outubro 2014
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Por: Lady Salieri

Bom, meus queridos, conforme prometido, venho por meio deste post esclarecer alguns aspectos referentes à segunda etapa do processo seletivo da Liga dos Betas, além de mostrar como fazemos uma betagem. Logo de início quero dizer que esse não é o modo "certo" ou "melhor" de se betar um texto, é apenas  o modo que adotamos na Liga por acreditar ser o mais adequado ao nosso público e também por estar de acordo com nossa visão e missão. 

Tendo isso em conta, gostaria de dividir esse post em três partes, a saber:

1. Diferença entre o beta e o revisor;
2. Aspectos avaliados na 2a etapa do processo seletivo da Liga;
3. Como fazemos a betagem de um texto.

Esperamos, todos os membros da Liga dos betas, que este post seja capaz de esclarecer as dúvidas de muitos e, mais do que isso, orientar a todos os candidatos a beta reader em seus testes.

1. Diferença entre o beta e o revisor


O site revisão para quê? já adiantou bastante meu trabalho e explicou os conceitos tanto de revisor, quanto de copydesque e leitor crítico. Segundo ele: 

"copidesques fazem a limpeza inicial do texto. Buscam, além dos problemas de grafia, falhas de coesão e coerência, problemas no encadeamento de ideias, problemas de estrutura. Um copidesque geralmente tem mais liberdade para mexer no texto que um revisor."
"Ao revisor de texto cabem os ajustes finos do livro, no material já diagramado e geralmente impresso, ou seja, não é ele o responsável por problemas de coesão e coerência do texto, por exemplo."
"Tratando-se de literatura, o leitor crítico fica encarregado de avaliar a qualidade da obra não só do ponto de vista da qualidade da escrita como também da qualidade narrativa.Ele aponta inconsistências no enredo, pontos fracos da trama, pontos fortes que podem ser mais bem explorados, apelo comercial da história e por aí vai. O leitor crítico é uma espécie de anjo da guarda do escritor que sugere o momento certo para uma possível edição da obra."

Já deu para perceber que o beta reader se assemelha muito mesmo ao leitor crítico, verdade? Porém, eu afirmo, pelo trabalho que desenvolvemos na Liga, que vamos muito além da leitura crítica, desempenhando também os papéis de revisor e copidesque, pois, além de avaliar a "qualidade da obra" do nosso autor, não deixamos de "limpar o texto" nem de resolver todos os problemas de encadeamento de ideias. E é um acompanhamento feito durante todo o processo criativo do autor, ou seja, "pegamos" a ideia no momento em que ela é concebida e auxiliamos o autor durante todo o seu desenvolvimento, capítulo capitulo, parte a parte.

Como nosso público-alvo é composto de autores iniciantes, já deu para perceber o tamanho da nossa responsabilidade, certo? Dependendo do que fizermos, poderemos prejudicar uma pessoa para sempre, fazendo com que ela desista de escrever e perca, muitas vezes, sua única forma de lidar com a realidade, já que os escritores do Nyah! Fanfiction escrevem por infinitos motivos, menos visando qualquer fim comercial.

Dessa forma, para atuar na Liga, mesmo que sejam pessoas de pouca idade como os autores que costumam publicar ali, precisamos de gente que  tenha certas habilidades desenvolvidas para, além de ajudar efetivamente a quem acompanha, possa passar-lhes a devida confiança. Não acredito que haja aprendizagem sem confiança em âmbito nenhum da nossa vida.

2. Aspectos avaliados no teste da Liga dos Betas


Apesar de parecer, nosso teste não é para nada complicado. É apenas a simulação de um pedido de betagem de um autor X que tem um texto problemático. O candidato deve ajudá-lo realizando a betagem do texto e mandar-lhe de volta. Essa é basicamente a dinâmica do Nyah. 

Tendo o teste em mãos, avaliamos:

1. Abordagem: é a maneira com que o candidato se dirige ao autor (ou se você o faz, claro. A maioria dos testes nem apresenta abordagem). Ele pelo menos cumprimenta o autor? Explica o seu método, fala em linhas gerais sobre a história dele, ou apenas sai marcando os erros e fica por isso mesmo? Ele é agressivo, irônico? Dirige-se ao autor ou ao texto do autor? Quanto mais detalhista o candidato é na sua abordagem, mais ele sai na frente dos demais. 

2. Coesão/coerência dos seus comentários: obviamente, durante sua betagem, o candidato está em constante comunicação com seu autor. Nesse caso, ele sabe transmitir-lhe de maneira clara aquilo que está corrigindo? Sabe explicar-lhe bem sobre o estado do seu texto e sobre o que ele pode fazer para melhorá-lo? 

3. Qualidade da crítica: obviamente, a correção dos aspectos gramaticais e ortográficos é importante, mas nem de longe é tudo o que fazemos. Há ainda a parte estrutural da história e a sua qualidade, em que temos de prestar muita atenção para dar um retorno devido ao autor e não ser leviano, misturando nosso gosto pessoal na análise desses aspectos. Esse é um dos pontos mais importantes na nossa avaliação, porque simplesmente é uma coisa que não se aprende em curto prazo e exige aprimoramento contínuo. 

3. Como betamos um texto na Liga dos Betas


Em primeiro lugar, na Liga prezamos a comunicação com nosso autor, de maneira a transmitir-lhe segurança e credibilidade. Tudo o que explicarei a seguir se resume nessa frase. Assim:

1. Nas comunicações iniciais sempre cumprimentamos o autor e nos explicamos, tanto a respeito dos nossos pontos fortes e fracos, como sobre o que avaliamos mais atentamente na história dele.

2. Marcamos e justificamos todos os seus equívocos.

3. Fazemos um comentário sobre o capítulo como um todo no final da betagem, explicando a nossas impressões, assim como o que acreditamos que faltou à história e o que ele pode fazer para melhorar. 

4. Pedimos a correção e o reenvio do capítulo para reavaliação (o que pode ser feito bem mais de uma vez). 

Mais ou menos assim:

Imagem ilustrativa, não representa uma betagem definitiva do texto

É isso, galera, espero que isso deixe claro sobre o nosso trabalho e sobre o tipo de beta que buscamos para a Liga.

Desde já, boa sorte a todos!

Como fazer uma betagem para a Liga e aspectos que avaliamos no teste

Posted by : Ligados Betas
05 outubro 2014
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Por: Takahiro Haruka

Olá amores, como vocês vão? Olha a Noni aqui de novo! (risos)

O post de hoje tem o conteúdo mais voltado aos adultos, por isso, se você for menor de idade – e se ofender com a exploração de temas adultos –, pode ignorar o post e ser feliz, juro que não ficarei ofendida.

Dado o aviso, vamos iniciar o assunto, que é gêneros sexuais. Isso mesmo, vamos pautar as diferenças entre hentai, lemon e orange.

Lemon e orange são gêneros para histórias envolvendo homossexualismo. Para heterossexualidade, usa-se o hentai. Vamos criar a relação:

Hentai – o gênero faz alusão ao relacionamento sexual explícito entre um homem e uma mulher. Há riqueza de detalhes e narração de acordo com o que o autor achar conveniente.
Lemon – o gênero diz respeito ao relacionamento sexual explícito entre dois ou mais homens. Novamente, o autor dispõe de liberdade para narrar e detalhar o ato como lhe convém.
Orange – o mesmo que o lemon, mas aqui, trata-se do relacionamento sexual explícito entre duas ou mais mulheres. As cenas são descritas em sua totalidade, de acordo com o autor.

Eventualmente vemos os gêneros sendo usados de forma errônea. Se o relacionamento na história é entre um homem e uma mulher, então os gêneros serão hentai, romance, ecchi. No caso do relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos, para homens, lemon, yaoi e shounen-ai, e, para mulheres, orange, yuri e shoujo-ai. Pode haver a mistura entre os gêneros quando, mesmo o foco sendo um relacionamento hétero, em algum momento houver cenas de homossexualismo. Do contrário, se não houver cenas homoafetivas na história, não tem como os gêneros yaoi e/ou orange aparecerem – porque são situações quase opostas (ou é hétero ou é homo, meio termo é bissexual).

Há casos em que o nível de detalhes sobre o relacionamento faz os gêneros serem outros. Citei aqui Yaoi e Yuri, que são gêneros que informam que há uma relação amorosa entre pessoas do mesmo sexo, e Shounen-ai e Shoujo-ai, que indicam um grau leve de afeição entre os personagens do mesmo sexo, como beijos, abraços, ou até uma amizade muito profunda.

Vale lembrar que tais gêneros ganharam mais espaço no mundo das fanfics do que possuíam há alguns anos. Alguns shipps (casais) chegam a ser tão populares quanto o próprio universo a que pertencem. Uma observação interessante também é que, o público-alvo das histórias sobre o envolvimento entre dois homens é as mulheres. Grande parte do conteúdo é feito por elas.

Também vale ressaltar que, sempre que houve um dos três gêneros, a história obrigatoriamente será +18. Isso porque os três envolvem cenas de sexo explícito e há censura nos sites de fanfics. Por isso, lembre-se de que capas, títulos e sinopses devem sempre ter conteúdo livre. Deixe as coisas pervertidas para o enredo da história.

Ficou alguma dúvida? Esses gêneros, no começo, são realmente muito confusos, mas basta tentarmos nos acostumar com eles e treinarmos que alcançaremos a luz!



Desvendando os gêneros sexuais Hentai, Lemon e Orange

Posted by : Ligados Betas
29 setembro 2014
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Por: Senhorita Ellie
A palavra drama tem diversos significados. Em uma visão mais literal, podemos vê-la como um “texto em prosa, escrito para ser encenado”, mas ainda há a concepção mais comum que temos, onde drama é “qualquer narrativa no âmbito da prosa literária em que haja conflito ou atrito”. Em ambos os significados, há o sentido comum de ação e intensidade emocional.
Amplamente, o drama é associado ao teatro, mas também há aparições dele na nossa literatura de prosa, sobretudo em nossas fanfics, onde a manifestação de cenas dramáticas é bastante comum. Contudo, há boas cenas de drama e há cenas ruins de drama; esse post tem a intenção de ajudar você a diferenciá-las e escrever passagens cada vez melhores.
  1. Pergunte a si mesmo: essa cena realmente é necessária? É realmente muito excitante a ideia de escrevermos cenas dramáticas todo o tempo, mas é preciso pensar na história como uma cadeia de fatos, onde um leva ao outro e todos estão interligados. Por isso, todos os acontecimentos devem estar lá por um motivo. Uma cena não pode acontecer simplesmente por acontecer. Ela deve ter, pelo menos, alguma ínfima importância no amadurecimento de seu personagem, alguma influência em algum grande acontecimento futuro... Por mais que ela pareça ótima na sua cabeça, uma cena que não acrescenta nada à história é apenas desperdício de tempo e esforço, tanto seus como do leitor.
  2. Quem são as personagens da sua cena? Elas são realmente necessárias? Novamente: sua história não deve ter muitos excessos. Qual é o sentido de fazer uma cena com foco em dez personagens, sendo que apenas três delas são importantes? Quando for escrever sua cena, pense em quem é importante para ela; os acontecimentos se focam em quem? A cena precisa das personagens para andar, afinal, são elas que agem (e a essência do drama é a ação, lembra-se?), mas quanto mais figuras você acrescentar, mais perdido você tem a chance de ficar.
Ah, Ellie, mas aí vai parecer que a minha história só tem cinco personagens!”... Não, não vai. Sua história pode ter quantas personagens você quiser, a única coisa que você precisa fazer é escolher o seu foco. Não há nada que te impeça de acrescentar mais figuras, mas pense nelas como figurantes.
  1. Qual é o conflito? Qual a sua origem, como será seu desenvolvimento, qual será o desfecho? Como também já foi dito lá em cima, o drama se sustenta em cima de um conflito. Assim, quando você for pensar na sua cena, tenha em mente que ela deve girar em cima de uma razão, de uma necessidade, e que, no fim, essa necessidade deve ser conduzida ao fracasso.
Ué, vou ter que fazer meu personagem sofrer em todos os capítulos?” Não. Existe aquilo que chamamos de capítulos de transição, que ajudam a construir a expectativa para um clímax, mas deve-se tomar muito cuidado para não entediar seu leitor. Pode parecer difícil, mas não é! Saber qual será o seu conflito — quais são os motivos, qual será o clímax de sua cena, quais serão as conseqüências dela — tornará você seguro do que está escrevendo e, consequentemente, passará essa segurança para o leitor.
  1. Não dê todas as informações de cara para o seu leitor. Essa parece fácil, mas quando vamos pensar, não é. Obviamente, não se deve dar todas as informações logo de início, pois qual é a graça de ler uma história onde já se sabe de tudo? Mas também, com isso, surge a questão: quando revelar fatos importantes da história para o meu leitor?
Isso não é algo padronizado, cada história tem suas perguntas e as respostas serão demandadas de acordo com o desenrolar do enredo. Contudo, para você se orientar melhor, é sempre recomendável fazer um esquema — não é necessário ser nada elaborado, apenas um esqueleto do que você está pretendendo fazer — e usá-lo para saber quais acontecimentos são importantes para certas alturas da história. Por que revelar no início da história detalhes sobre um acontecimento que, de acordo com o seu esquema, só virá no final? De acordo com essa “linha do tempo”, você pode administrar melhor as informações que serão reveladas ao leitor, mantendo o mistério que o faz ir adiante e sem deixá-lo frustrado.
  1. Dê voz e ação para as suas personagens. Drama é ação e, o núcleo da ação, está nas personagens. É nelas que reside o conflito, o desenvolvimento, a história, os diálogos... Tudo. Então, o mínimo que você pode fazer é não deixar suas personagens caírem na apatia.
Ellie, minhas personagens são apáticas?” Se elas não despertam sentimentos em quem lê, se as interações entre elas parecem desinteressantes, se elas não agem... Sim! É muito importante se preocupar com o cenário onde a sua história vai acontecer, mas seu foco para o drama deve estar sempre nas personagens. Faça-as sentir, enfoque sua linguagem corporal, dê personalidades para elas, crie personagens que poderiam ser qualquer pessoa: um amigo seu, uma vizinha, você. Porque é essa empatia que vai fazer o leitor continuar e que vai dar verossimilhança para suas passagens.
Mas como assim? Se minhas personagens fazem coisas, elas agem, não? Então elas não são apáticas.” Sim e não. Eu posso dizer que minha personagem acordou, levantou-se da cama, vestiu roupa, comeu um pão de queijo e foi trabalhar e isso, em termos, é ação, mas não é uma ação que desperta sentimento algum em quem está lendo. Não há emoção no agir e é isso que faz dela apática. Pegue, por exemplo, duas pessoas brigando (uma cena muito comum em fanfics e na nossa vida, também): elas não ficam paradas e gritando, apenas. Elas gesticulam, franzem as sobrancelhas, mudam o tom de voz, caminham para um lado e para o outro, reviram os olhos, passam a mão pelos cabelos...
Enfim, faça seus personagens agirem, dê voz para os sentimentos deles e, consequentemente, o leitor vai sentir também.

Essas são apenas algumas dicas. O drama explora a dinâmica das relações entre as pessoas e, sendo as pessoas multifacetadas, há mil possibilidades para você experimentar. Conheça seus personagens, goste deles, não tenha medo de tentar! A abundância de probabilidades é apenas uma ferramenta que você pode usar a seu favor e um dos motivos pelo qual a literatura é tão vasta, maravilhosa e variada. Outras pessoas tentaram e deram certo. Você pode conseguir também. 

Cenas dramáticas na história

Posted by : Ligados Betas
22 setembro 2014
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Por: Anne
Olá, pessoas da superfície terrena! Tudo bom com vocês? Hoje quem vem lhes falar sou eu, Anne, com a participação especial de minha primeira postagem no blog! Espero que lhes seja útil.
Outro dia eu estava olhando perguntas no Ask da Liga e me deparei com a seguinte: “(não sei se aqui é o lugar certo pra falar isso, mas...) Eu queria sugerir que, se possível, vocês fizessem um post pro blog sobre como escrever do ponto de vista de crianças. Seria uma grande ajuda pra mim, e espero que para outras pessoas também >3< Ah, e eu adoro o trabalho e esforço de vocês c:”.
Não sei quem a fez, mas queria deixar bem claro que foi essa sugestão que me deu a inspiração para esse post. Com o título alardeando o assunto de hoje e a sugestão desse anônimo camarada postada aí em cima, você já deve ter uma noção do que eu vou tratar hoje, certo?
Perspectiva Infantil: O que é?
Para explicar nossa Perspectiva Infantil, primeiro quero esclarecer o significado da sigla POV, que é bastante utilizada no âmbito das fics. POV é uma sigla da língua inglesa que abrevia “Point of View”, ou seja, ponto de vista. O POV é utilizado quando o autor quer trazer para a história (se a mesma já não for narrada assim desde o início) uma perspectiva do personagem, seja ele principal ou secundário. O que seria implantado nessa tal perspectiva, então? Na maioria das vezes, em POVs o personagem pode falar abertamente sobre o que sente acerca de determinado assunto, como vê determinada situação e, principalmente, como reage às mesmas. Essa interação mais direta com o personagem ajuda o leitor no quesito de identificação do caráter em questão, e é muito eficiente quando utilizada em fics/livros que envolvem psicopatia e outros transtornos mentais.
E isso finalmente nos leva ao nosso “POV infantil”. Um ponto de vista infantil numa história – seja em fics ou livros materiais – é um caráter ingênuo – e muitas vezes confuso – muito difícil de produzir. Um POV infantil tem que levar em consideração inúmeros fatores impostos pelo autor no caráter da criança para que fique bem desenvolvido, tais como:
Quantos anos tem o personagem?
  • A idade do personagem é um fator decisivo para o POV do mesmo. Levando em consideração os conceitos psicanalíticos, a criança, dependendo de sua idade, pode já obter conceitos de razão. O ideal é fazer uma pesquisa geral sobre as características de desenvolvimento de cada idade, para não errar na hora de elaborar o caráter do personagem e, por consequência, equivocar-se em sua perspectiva na história.
Qual é o meio em que ele vive?
  • O meio ambiente em que o personagem foi criado também é uma importante rotatória de seu POV. Tanto psicológica quanto fisicamente, o meio em que vive o personagem é decisivo para sua perspectiva pessoal. Digamos que eu tenha uma criança que nasceu e se criou numa fazenda no interior:
Consequentemente, o POV do personagem terá que se adequar à falta de toda uma rotina que nos é normal nas grandes metrópoles, e terá que conter detalhes rurais com os quais ele convive diariamente.
Agora, vamos supor que eu tenha uma criança nascida em uma cidade futurística:
Os objetos de costume do meio infantil terão se modificado drasticamente, como já fizeram de épocas passadas para a de hoje (pense nos tablets, computadores, celulares e outras tecnologias que surgiram da época de seus bisavôs para a sua), e isso terá que ser abrigado na narrativa.
Qual é sua história?
  • Principalmente o passado e presente do personagem devem ser levados em consideração. Mesmo as coisas mais simples e banais (como um trauma que a mãe pode ter sofrido durante a gravidez; um susto que levou; um desejo que não foi realizado) podem ser retratadas na personalidade e no POV dessa criança. Além disso, os fatos presentes também adequam muitos detalhes da perspectiva infantil; por exemplo: essa criança sofre Bullying? Essa criança recebe amor dos pais? Essa criança confia demais em estranhos? Caso a criança sofra abuso sexual, o que a levou a não desconfiar de nada? Seria sua personalidade ou apenas a ingenuidade infantil? E o que gerou esse abuso, quais foram os métodos que o estuprador usou para convencê-la a ir com ele? São inúmeras perguntas importantes e, talvez, esse seja o ponto que mais altera/forma o POV, tanto infantil quanto os demais.
A criança tem sua saúde mental completa?
  • Talvez esse seja o ponto mais delicado de um POV infantil. Caso a história envolva transtornos mentais, as pesquisas devem ser ainda mais acirradas e minuciosas. Se narrar um transtorno mental em condições normais já é difícil, imagine trazendo-o para o POV infantil! O grande quê da questão é ligar essa característica com os outros pontos já citados anteriormente. Um exemplo:
Eliana tinha cinco anos, vivia no meio rural, tinha TOC e sofreu abuso sexual. – Viu como cada detalhe vai influenciar no POV de Eliana? Se ela vivia no meio rural, o abuso sexual não ia ter consequências graves para o estuprador, pela falta de contato com forças superiores e de policiamento nas regiões mais pobres e afastadas da metrópole. Se ela tinha cinco anos, a idade da ingenuidade ainda não havia passado e, isso, imediatamente, se tornaria um trauma confuso na cabeça da criança. Se ela tinha TOC, esse transtorno se agravaria por conta do abuso e com certeza a tornaria diferente do que era. As pesquisas têm que vir bem completinhas aqui, e o mais importante é juntar todos esses pontos da sua fic para inserir no POV infantil o máximo de informações possível.
Como elaborar a minha narrativa?

A segunda parte do post se inicia com essa perguntinha difícil. Como elaborar uma narrativa de POV infantil? Imagino que, com as circunstâncias do personagem já trabalhadas na sua cabeça, essa parte flua com mais facilidade. Então vamos lá:
  • Narrar dentro do pensamento infantil é uma coisa, no mínimo, complexa. Pelo menos o que eu lembro sobre quando era criança não é nada simples. Lembro que, na minha ideia, os beijos de novela eram mentira, e os atores colocavam um tipo de fitinha especial nos lábios – invisíveis ante a ação das câmeras, pra disfarçar legal, é claro – para evitar o constrangimento da cena e não sentir os lábios se tocando. Lembro que pensava que minha vida era uma novela improvisada, e que os telespectadores iam, uma hora ou outra, revelar-se a mim e aos demais participantes. As crianças pensam coisas loucas, improváveis e bobas – mas é claro que a idade também influencia demais nesse quesito –, então é importante ressaltar isso na narrativa e evitar construir um Pedrinho de sete anos que já consegue bolar frases de naipe pra discutir com o Seu Alceu, de quarenta e dois. O personagem pode ter uma inteligência intrigante? Pode, sim... Acho até interessante! Mas sem sair dos aspectos infantis, por favor, e analisando os assuntos que serão tratados com essa tal inteligência, porque acho que ninguém espera ver um Pedrinho de sete anos (ainda que inteligente) discutindo sobre política com o Seu Alceu.
  • A linguagem infantil também não pode fugir do seu POV, viu? É importante saber que a criança utiliza uma linguagem amena, simples e livre de complicações. Nada de fazer o Pedrinho falar “Nós nos encontramos ontem e sentamos para conversar sobre o José”. O Pedrinho de sete anos geralmente fala assim: “A gente se encontrou ontem e sentou pra bater um papo sobre o José”. Mas não vá também colocando esse tipo de linguagem pra qualquer criança, tá? Espere aí. Como eu disse anteriormente, todas as características já construídas valerão nessa fase de narrar o POV infantil; ou seja: se você construiu um Pedrinho nascido na Europa e desde cedo matriculado em internatos dos mais altos níveis, a linguagem também não pode vir fantasiada de dialeto comum de molequinho do morro. Tente fazer pesquisas acerca disso, também.
  • A situação em que esse POV virá na história também influencia muito o dialeto e as ações da criança. Acho que com qualquer personagem, aliás, e não só com crianças, essa circunstância pode beneficiar ou danificar um POV. Por exemplo: se a mãe da criança acabou de morrer num acidente de carro, não terá sentido fazê-la falar com todas as capacidades cognitivas intactas (mesmo que ainda usando o dialeto infantil e mais informal). Você tem que saber “interpretar” aquele personagem na narrativa e fazê-lo sentir realmente as circunstâncias que lhe rodeiam. É inútil tentar fazer um POV funcionar sem utilizar as circunstâncias para moldar seu personagem; o caráter não vai ficar incólume em todas as situações. Se já foi dito no início do capítulo que a criança tem asma, quando, no final, ela sofre um forte impacto, essa asma tem que vir à baila e fazer seu papel. Com qualquer POV é importante fazer isso, viu? Também vejo muitos autores errando nessas circunstâncias (não sei se é falta de pesquisa ou só desleixo): dizem que o personagem gagueja, mas só o fazem gaguejar na frente da garota dos sonhos, se esquecem de fazê-lo gaguejar também no cotidiano. Se o personagem tem algum problema/deficiência, não se pode escolher horas específicas para elas aparecerem.
Indicações de POV:

Acho que essa vai não só para quem quer narrar POVs infantis, mas para todos os autores que narram POVs, no geral. Se sua narrativa tem POV desde o início e só é narrada em um, pule esta parte. Mas, caso você queira incluir POVs apenas em alguns capítulos, ou variá-los diversas vezes em um só, isso é pra você:
Como indicar que vou narrar em POV?
Na verdade, acho que não há um jeito correto para fazer essa indicação. Cada autor tem sua maneira. Mas, além de dar alguns exemplos de como fazê-lo, também quero deixar claro alguns meios de indicar POV que não acho legais (por opinião própria). Já viu autores que, quando vão narrar em POV, indicam assim: “Fulano ON/Fulano OFF”? Não acho isso legal. Acho meio irreverente para narrativas, mesmo que sejam apenas fics e que não haja o desejo de transformá-las em livros algum dia. Pra mim, isso é como utilizar “Huehue” – uma linguagem de internauta em uma história. Outra coisa que não acho muito interessante: indicar que vai começar a narrativa em POV, assim: “POV de Fulano”. Acho muito discrepante, sabe? Então, vou colocar aqui alguns exemplos que me são agradáveis, e que, inclusive, já vi sendo utilizados em livros com POVs de vários personagens (principais ou não):
  • Quando o POV é divido por capítulos (um capítulo é narrado com o POV de um personagem, o outro é narrado com outro POV e assim por diante):
Eliana - como título do capítulo;
(e narrativa segue normal).
  • Quando o POV entra em 1° pessoa, depois do narrador observador:
(narrativa em narrador observador)....
- parágrafo
Eliana
(narrativa de Eliana).
  • Quando o POV vem como pensamento do personagem:
(narrativa normal)
Vou matá-lo!, ela pensou. (<- o POV em itálico e descrito como numa fala normal, com parágrafo e travessão).
(narrativa prossegue).
*
Bom, é isso! Obrigada pela atenção e espero que lhes tenha sido útil. Vocês têm outras maneiras para narrar/indicar POVs? Deixem nos comentários!

Fontes utilizadas:
Experiência própria;

POV - Perspectiva Infantil

Posted by : Ligados Betas
15 setembro 2014
4 Comments

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