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Dicas e Explicações Sobre Sex Talk

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Por: Grim o

Aviso importante: esse artigo é proibido para menores de dezoito anos.

Olá, galera! Essa aqui é a minha estreia no Blog da Liga e eu escolhi já um tema bem quente pra isso. :P Não será algo muito longo, visto que não há um manual sobre “como fazer uma boa sex talk”, mas trago aqui algumas informações importantes e dicas que podem vir a calhar na hora de fazer sua história +18 ;)

Então, para quem desconhece, sex talk (tradução livre: conversa sobre sexo) ou dirty talk (t.l.: conversa suja) é um artifício muito comum em livros e fanfictions que abordam o tema “sexo”. Não é algo moderno, apesar de ter sido disseminado com a onda de livros eróticos que invadiu as livrarias de todo o mundo. Marquês de Sade, escritor do livro “Os 120 Dias de Sodoma”, já falava abertamente sobre seus benefícios ainda no século XVIII.

Mas o que realmente é sex talk?

Bem, sex talk pode se manifestar de diversas formas, seja em ficção ou vida real. Geralmente se trata de uma conversa entre dois ou mais parceiros em que o foco principal é o sexo. Pode ser feito como preliminares, para deixar a relação mais apimentada no momento; também durante o sexo, como forma de causar mais excitação; assim como após, em uma forma de perpetuar a sensação prazerosa que vem com o sexo.

No entanto, não é regra que tenha que ser feito presencialmente. Sex talk também tem as suas variantes para “sexo à distância”, como o phone sex (t.l.: sexo por telefone) e cybersex (t.l.: sexo cibernético). Afinal, quantas vezes vocês não viram em histórias os personagens falando por telefone sobre o que fariam com o(a) parceiro(a) se estivessem ali? Ou personagens descrevendo o que estavam vestido e provocando um ao outro por um chat ou vídeo-chamada? Essas são algumas variantes de sex talk.

Há uma multiplicidade de assuntos que compõem uma sex talk dentro do tema “sexo”. Pode acontecer em forma de comandos, como, por exemplo, em 50 Tons de Cinza com a relação dominante e submisso do BDMS. Pode ser constituída por descrições eróticas, desde sobre o que a pessoa está vestido, até a forma como ela se tocaria ou tocaria o parceiro. Também há conversas em que se usa palavras rudes e/ou chulas, como, por exemplo, “você é uma puta”, “vou te arregaçar”, “chupa meu pau, sua vadia” e variantes.

Algo muito importante que deve ser dito sobre sex talk: é algo que deve ser debatido com todos os parceiros e eles devem estar de acordo e confortáveis com o uso de qualquer uma das formas. Usar palavras rudes ou comandos, até mesmo descrições, sem a aprovação do(s) parceiro(s) pode causar desconforto, humilhação e, com toda certeza, perda da vontade de fazer sexo. Então muito cuidado!

Agora, passada essa rápida explicação, venho com algumas dicas sobre como fazer um boa sex talk para sua história!

A primeira dica é fique confortável. Não adianta nada você ser um autor super tímido com seus personagens e ficar incomodado com o tema “sexo”. Escrever uma sex talk é algo que exige uma certa tranquilidade e bem-estar consigo mesmo, porque se não, no fim, a conversa entre os personagens vai ficar forçada, sem graça e até irritante para certos leitores. Por isso, se você não sente comodidade em escrever cenas onde os personagens falam sobre sexo para provocar seus parceiros é melhor que treine para então fazer uma oficial para sua fanfic. Escrever o que chamam de “ficlets” (pequenas fics, geralmente com menos de mil palavras) é uma boa forma de desenvolver cenas com as quais sente dificuldade, afinal são histórias sem compromisso e sem pressão alguma para agradar leitores.

A segunda dica que lhes dou é: estabeleça os personagens que aceitam os diferentes tipos de sex talk. Assim como com pessoas, os personagens têm suas próprias personalidades, gostos e desgostos, e, por isso, é importante que se crie um critério onde você, autor, tem que buscar saber quais aceitam sex talk num geral e, depois, quais aceitam tipos específicos de sex talk. Porque imaginem um personagem super tímido, inexperiente quanto ao que é sexo, que sente vergonha até de ver o namorado sem camisa. Esse é o tipo de personagem que, provavelmente, não conseguiria manter uma sex talk com descrições. Ele possivelmente entraria em combustão de tanta vergonha e timidez antes de conseguir falar algo. xD Por outro lado, imaginem uma personagem mulher e feminista, ela é super presente no movimento, luta diariamente contra o machismo. Esse é um tipo de personagem que, provavelmente, não se daria bem com aquela sex talk que utiliza de palavras rudes e chulas, principalmente se entre essas palavras estiverem as famosas “vadia”, “puta” e variantes. Então é muito importante que você analise os tipos de personagens e casais que existem na sua história para definir quais os estilos de sex talk irá utilizar na história.

Em terceiro, defina o(s) momento(s) correto(s). Talvez “correto” não seja a melhor palavra para descrever, mas tenha em mente que há momentos mais propícios para se escrever uma sex talk, independente dos assuntos e dos meios utilizados para se fazer. Afinal, imagine um personagem virgem, tímido e com pouca experiência sexual. Esse não é o tipo de personagem que, na sua primeira vez, vai ficar dando comandos ou descrevendo situações eróticas para o parceiro. Ou, imaginem um casal que se ama demais, mas que estão separados por algum motivo. No primeiro reencontro, naquela noite de amor e paixão, ele provavelmente estariam mais preocupados em demonstrar os sentimentos que possuem do que ter um super orgasmo ou deixar a(o) parceira(o) super excitado. Por isso deve-se pensar com carinho as cenas que pedem por sex talk, para que ela não apareça forçada em sua história.

E, por fim, se divirta. Porque escrever, seja sobre sexo, amor, mistério, terror ou drama, tem a ver com o prazer que o próprio autor sente ao colocar aquelas palavras no papel. Não force uma sex talk se acha que não está se divertindo ao fazer os personagens interagirem dessa forma. Porque o que mais importa é você, autor. Essa é a sua obra. xD


Indicações de livros contendo sex talk:
Cinquenta Tons de Cinza, por E. L. James.
Série Crossfire, por Sylvia Day
Amante Vingado, por J. R. Ward


Referências bibliográficas:
WARD, J. R. Irmandade da Adaga Negra - Amante Vingado. 1ª Edição. São Paulo: Universo dos Livros, 2010
JAMES, E. L. Trilogia Cinquenta Tons. Rio de Janeiro: Intríseca, 2012
GRAY, Jordan. Dirty Talk: The Ultimate Guide For Beginners (50+ Examples). <https://goo.gl/o0Vvxo> Acesso em: 27/11/2016 às 16:46.
WIKIPÉDIA. Dirty Talk. <https://goo.gl/9veYlo> Acesso em: 27/11/2016 às 16:49.
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Estereótipos em romance – Parte II

segunda-feira, 7 de março de 2016

Por: Anne L


Encerro o post agora com a segunda parte, que vai trazer os estereótipos em romance yaoi e yuri. Vale lembrar que muitos já mostrados na Parte I também se aplicam aqui, mas não repetirei os itens. 

O machismo também exerce forte influência no que citarei abaixo, em especial com a ideia de “hetenormatividade”. Para quem não sabe o que é “heteronormativo”, a definição: 

he•te•ro•nor•ma•ti•vo 
(hetero- + normativo)


adjetivo


Que estabelece como norma a heterossexualidade e a instituição de categorias distintas, rígidas e complementares de masculino e feminino ou que é relativo a heteronormatividade.

Enquanto pesquisava, notei que muitas pessoas apontavam mais estereótipos de personagens que do romance em si. Já falei de alguns (em yaoi) neste post.

- Estereótipos em romance yaoi e yuri

Homem e mulher: Heteronormatividade define esse item. No yaoi, o seme (ativo), é sempre grandão — seja em altura e/ou em músculos —, grosseiro e com traços tidos como masculinos, tanto físicos como de personalidade, além de ter um maior foco em sexo. O uke (passivo), por sua vez, é pequeno, frágil, virgem e com necessidade eterna de ser protegido. Foca na parte romântica da relação. 
No yuri, apesar de ser mais incomum trazer divisões como seme e uke — ainda que elas existam: tachi é a “ativa”, e neko, a “passiva” —, elas se aplicam às aparências e à personalidade das personagens. Uma das garotas costuma refletir a ideia clássica de “homem”: cabelos curtos, roupas largas, voz grossa, atitude de moleca, foco em sexo. Também toma as iniciativas e guia a parceira pelo relacionamento. A outra, é claro, reflete a ideia de “mulher”: é delicada, fofa, feminina, gosta de vestidos e afins, foca em romance e não sabe muito sobre relacionamentos. 
Esse tipo de estereótipo perpetua os argumentos de que “gay deveria ser assim, lésbica deveria ser assado”, como se a orientação sexual das pessoas as definisse e não precisasse de mais nada para explicar as atitudes e preferências de um personagem além do papel dele na relação. Há brigas sérias dentro de fandoms e em fics quando um autor tenta fugir do estereótipo.

Não sou gay/lésbica, é só com você: Ao que parece, muitos protagonistas nunca tiveram qualquer tipo de contato mais íntimo com outros seres humanos até aparecer aquele indivíduo, o que faz o coração bater mais forte e o corpo flutuar sem razão. Isso fica ainda mais estranho quando se trata de relacionamentos homossexuais, porque supostamente era todo mundo hétero antes de aparecer aquele personagem. Não é impossível alguém descobrir a própria orientação sexual depois de conhecer uma pessoa específica, porém, o problema, como de costume, não é isso acontecer, mas acontecer sempre. Uma versão um pouco alterada do seme é vista aqui, o que, em vez de assumido e predador sexual, é o “machão” ainda no armário. O par dele costuma ser um uke assumido e de bem com a vida, que sofre por conta do preconceito de seu parceiro. 
Às vezes, os personagens desse estereótipo chegam ao extremo de dizer “não sou gay/lésbica, é só com você” ou variantes, como o clássico “mas somos homens, não podemos...” logo antes de cederem. Com essa negação, de repente, fica tudo bem. Heterossexualidade salva. 

Não existe romance em yuri: Pode até ocorrer algo similar em yaoi de vez em quando, mas esse estereótipo eu vejo adoidado em histórias yuri (e animes yuri, e tudo yuri). O romance vira apenas um acessório no meio de capítulos e capítulos de cenas de sexo. É frequente também que o emprego de uma das meninas na história seja garota de programa, dançarina exótica e afins, facilitando ainda mais nesse aspecto, como se ir para a cama fosse a única maneira de duas mulheres iniciarem um relacionamento (e que é baseado em sexo e só). Pode colocar romance em yuri sem medo, gente. 

Se beber, criarei um plot: Quem nunca viu uma fic em que o primeiro contato íntimo entre os personagens acontece por causa de uma noite de bebedeira? Qualquer um que já teve um relacionamento amoroso ou que observou o dos outros sabe como funciona, como tudo pode começar. Duvido inclusive que vá haver muita gente cujo namoro engatou só depois de o álcool deixar você e seu parceiro mais suscetíveis a aceitar a situação. E tem esse detalhe também, né: por que os personagens não conseguem lidar com os próprios sentimentos sem essa “ajuda”? Mesmo que um deles seja homofóbico ou simplesmente não queira aceitar que gosta do outro, é mais interessante trabalhar nisso que recorrer a esse estereótipo. E isso vale também para enredos com Verdade ou Desafio, ou Sete Minutos no Paraíso. 
Adiciono aqui uma observação sobre histórias em que um dos personagens fica tão bêbado que nem consegue ficar de pé, mas acaba dormindo com o futuro parceiro ou é coagido por outros a tocar nele: isso é abuso sexual, podendo ou não haver estupro (depende da fic). 

Não é crime, é amor – Parte II: Vou repetir esse porque é uma questão de extrema importância: aquele seme que persegue o uke, mesmo sob protestos, não é romântico; fazer o uke de escravo sexual contra a vontade dele não é romântico; a personagem que toca a outra sem convite não está sendo engraçadinha (em yuri, por exemplo, entre outros tipos de fanservice, é comum haver uma cena em que uma garota aperta os seios da outra, causando constrangimento). Uma versão um pouco alterada do uke é vista aqui, o tsundere, que é violento, se recusa a admitir que sente alguma coisa e sempre diz “não”, levando a cenas duvidosas na história. Óbvio que existem enredos e enredos, e, como falei na Parte I, pode ser que a pessoa consiga usar esses temas de forma diferente e intrigante. Além disso, você continua livre para trabalhar com essas situações na sua história da maneira como normalmente são apresentadas, mas não deixa de ser uma boa pesquisar a respeito antes.

Meu melhor amigo é o meu amor: Enquanto, em romance hétero, os melhores amigos são o vértice esquecido do triângulo, em yaoi e yuri, eles adquirem dois papéis: o iniciador e o amor verdadeiro. 
O nome “iniciador” já dá a dica, é aquele que introduz ao outro personagem a ideia de que talvez ele tenha estado no armário a vida toda e nunca percebeu. Eles se beijam (ou até chegam ao sexo) numa brincadeira e, pronto, quem foi “iniciado” segue com a vida e, eventualmente, encontra seu parceiro real. 
O “amor verdadeiro” pode ou não ser um iniciador, mas a diferença é que, no final, ele formará um casal com o outro personagem. A história se repete: sempre foram amigos, sempre estiveram lá um para o outro, estava escrito nas estrelas. 

Se não fosse aquele mal-entendido – Parte II: Esse também mereceu um comentário aqui porque o motivo da briga que separa o casal em yaoi/yuri em muitos casos é uma crise homofóbica. Tem história em que o personagem que sofre a crise sempre se aceitou, nunca teve quaisquer tipos de preconceito em relação à própria orientação sexual, mas de repente bateu aquele terror: “estou mesmo apaixonado por fulano(a)?! Mas fulano(a) é [insira aqui o gênero]!”. Ele vem em conjunto com o Não sou gay, ideia que o personagem repete para si mesmo ou para seu parceiro, de modo a ficar de bem com a vida e justificar o desentendimento. 

O mundo mágico dos fetiches inexistentes: Sem pesquisa e aprofundamento em qualquer assunto, é meio complicado escrever sobre ele. Considerando que muitos escritores do Nyah! ainda são bem novinhos ou, infelizmente, sofrem algumas consequências do machismo enraizado na sociedade (sim, isso de novo), não é surpreendente que as cenas de sexo (hentai, lemon ou orange) estejam cheias de erros anatômicos ou acontecimentos impossíveis. A Diandra fala sobre isso neste post (que é para maiores de 18 anos, só para lembrar), então comentarei sobre a inexistência de fetiches e afins nessas cenas. 
É certo que, de um jeito ou de outro, “50 Tons de Cinza” mostrou um novo lado a ser explorado entre quatro paredes e, embora os romances hétero estejam fazendo justamente isso (com suas limitações, mas mesmo assim), os yaoi e yuri, frequentemente, deixam a desejar em termos de variedade. Depois da primeira vez, o casal não tem curiosidade de experimentar algo diferente, os personagens não têm fetiches ou vontade de mudar alguma coisa, e por aí vai. Isso peca um pouco no quesito “realidade” e também deixa os personagens mais rasos, já que essa parte também tem a ver com a personalidade de cada um, suas experiências de vida, etc. Além do mais, é um estereótipo que contribui para que todas as cenas de sexo pareçam meio iguais. Alguém já teve essa sensação lendo lemon e orange? Pois é. 

E encerramos o post com menções honrosas de estereótipos citados na Parte I que também ocorrem aqui: Opostos se atraem (o nerd e o badboy, o machão e o gay afeminado, a menina fofa e a moleca); O enredo como desculpa para o romance (concidentemente, o futuro casal precisa morar junto/fazer um trabalho da escola juntos/trabalhar juntos numa empresa); Já dizia “American Pie” (“e a dor se transformou em prazer”); À primeira vista; Quebra de rotina; Eu tinha um objetivo na vida... Até encontrar você (em geral, o uke ou a moça mais feminina passam a viver em função dos parceiros); Destruidora de lares (em alguns poucos casos, o romance yuri tem um garoto no papel).
O meu objetivo não foi problematizar os itens da lista, ainda que seja muito fácil fazer isso com a maioria; para esse fim, precisaria de outro post só focando nesse lado. Só que é inevitável não apontar de onde vêm certos estereótipos — ou talvez todos eles — quando se tenta explicá-los. Mantenho, porém, o que disse na Parte I: não estou fazendo uma crítica a nenhuma história e os autores continuam livres para escreverem o que desejarem. Mesmo assim, é sempre útil entender o que criamos e por que seguimos determinados caminhos, tanto para compreender melhor nossas próprias histórias quanto para nos tornar mais críticos.

Material consultado:
"heteronormativo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/heteronormativo [consultado em 29-01-2016].

Pesquisa de opinião em vários grupos de escrita. 


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Desvendando os gêneros sexuais Hentai, Lemon e Orange

segunda-feira, 29 de setembro de 2014


Por: Takahiro Haruka

Olá amores, como vocês vão? Olha a Noni aqui de novo! (risos)

O post de hoje tem o conteúdo mais voltado aos adultos, por isso, se você for menor de idade – e se ofender com a exploração de temas adultos –, pode ignorar o post e ser feliz, juro que não ficarei ofendida.

Dado o aviso, vamos iniciar o assunto, que é gêneros sexuais. Isso mesmo, vamos pautar as diferenças entre hentai, lemon e orange.

Lemon e orange são gêneros para histórias envolvendo homossexualismo. Para heterossexualidade, usa-se o hentai. Vamos criar a relação:

Hentai – o gênero faz alusão ao relacionamento sexual explícito entre um homem e uma mulher. Há riqueza de detalhes e narração de acordo com o que o autor achar conveniente.
Lemon – o gênero diz respeito ao relacionamento sexual explícito entre dois ou mais homens. Novamente, o autor dispõe de liberdade para narrar e detalhar o ato como lhe convém.
Orange – o mesmo que o lemon, mas aqui, trata-se do relacionamento sexual explícito entre duas ou mais mulheres. As cenas são descritas em sua totalidade, de acordo com o autor.

Eventualmente vemos os gêneros sendo usados de forma errônea. Se o relacionamento na história é entre um homem e uma mulher, então os gêneros serão hentai, romance, ecchi. No caso do relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos, para homens, lemon, yaoi e shounen-ai, e, para mulheres, orange, yuri e shoujo-ai. Pode haver a mistura entre os gêneros quando, mesmo o foco sendo um relacionamento hétero, em algum momento houver cenas de homossexualismo. Do contrário, se não houver cenas homoafetivas na história, não tem como os gêneros yaoi e/ou orange aparecerem – porque são situações quase opostas (ou é hétero ou é homo, meio termo é bissexual).

Há casos em que o nível de detalhes sobre o relacionamento faz os gêneros serem outros. Citei aqui Yaoi e Yuri, que são gêneros que informam que há uma relação amorosa entre pessoas do mesmo sexo, e Shounen-ai e Shoujo-ai, que indicam um grau leve de afeição entre os personagens do mesmo sexo, como beijos, abraços, ou até uma amizade muito profunda.

Vale lembrar que tais gêneros ganharam mais espaço no mundo das fanfics do que possuíam há alguns anos. Alguns shipps (casais) chegam a ser tão populares quanto o próprio universo a que pertencem. Uma observação interessante também é que, o público-alvo das histórias sobre o envolvimento entre dois homens é as mulheres. Grande parte do conteúdo é feito por elas.

Também vale ressaltar que, sempre que houve um dos três gêneros, a história obrigatoriamente será +18. Isso porque os três envolvem cenas de sexo explícito e há censura nos sites de fanfics. Por isso, lembre-se de que capas, títulos e sinopses devem sempre ter conteúdo livre. Deixe as coisas pervertidas para o enredo da história.

Ficou alguma dúvida? Esses gêneros, no começo, são realmente muito confusos, mas basta tentarmos nos acostumar com eles e treinarmos que alcançaremos a luz!



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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana