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Clube de Leitura

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015


Saudações!
O Clube de Leitura tem sido um dos mais antigos projectos no blog da Liga. Tendo tido um começo auspicioso, fomos recebendo cada vez menos resenhas à medida que as rodadas avançaram, até resolvermos suspender o Clube por tempo indeterminado, por falta de participantes. Durante esse período em que o projecto esteve suspenso, foram várias as mensagens que recebemos na Liga perguntando sobre a sua volta. Assim, consideramos que as férias seriam uma boa altura para relançar o Clube. Infelizmente, o interesse que foi demonstrado durante a sua suspensão não se reflectiu aquando a sua reabertura efectiva, tendo havido apenas um participante.
Apesar de o considerarmos um dos melhores projectos actuais no blog, não o podemos manter quando não há interesse dos autores e leitores do Nyah. Em consequência, o Clube de Leitura será definitivamente encerrado: esta foi a última rodada.
Agradecemos a todos os que ao longo das várias rodadas participaram, e esperamos que se tenham divertido, e descoberto novas histórias e autores que apreciem.
Coordenação de Comunicação


Segue-se a resenha à fanfic “Adeus, Leslie”, do autor Theodor Von Teasir.

Last Rose of Summer

A história é baseada no livro “Ponte para Terabítia”, que eu ainda não li, mas que já assisti ao filme. Eu gosto bastante da história, acho que tem muito espaço para interpretação e tem uma maneira muito interessante de expor a infância — o que faz com que escrever nesse universo seja uma coisa difícil, porque esse é um tom difícil de manter. Ainda assim, a história “Adeus Leslie” não deixou a peteca cair, e manteve esse mesmo tom, de maneira que você realmente percebe que a história se passa no mesmo universo por causa do texto, e não porque a história informa isso. Acho essa uma característica super importante para uma fanfic.
A narração não é infalível, eu encontrei alguns erros de português e algumas frases que eu creio que poderiam ter soado melhor (olhar de beta, desculpe), mas isso não diminui, em nada, a qualidade da história.
Se você assistiu ao filme ou leu ao livro, eu sugiro que leia, porque ela dá um final para a história que vai além da morte da menina — demonstra a maneira como o Jess lidou com a perda e a superação da morte de sua melhor amiga.
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Desafio de férias: Mea maxima culpa

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por: Lady Salieri


Lembro-me de que lá por mil novecentos e guaraná de rolha, na época em que o digníssimo Peixoto publicava a revista Animax, vira e mexe aparecia uma seçãozinha na revista chamada “Mea Culpa”, em que o nosso querido editor “colocava a cara a tapa” e assumia os erros cometidos em números anteriores da revista. Mea culpa é uma expressão latina que pode ser traduzida como "minha culpa" ou "minha falha". 

Então, tomando esse comportamento como referência, e o nome da seção, claro, venho eu, Lady Salieri, em nome da Liga dos Betas, discutir um fato ocorrido recentemente aqui mesmo no blog, com duas resenhas vencedoras do desafio de férias do Nyah, especificamente o quinto e sexto lugares, a saber: “Quem é Papai Noel?”, escrita por Em White, e “Supernatural Christmas”, escrita por Eileen Vongola. 

Cometemos um erro, pura e simplesmente, ao resenhá-las de forma não muito amigável, mesmo as histórias ocupando lugares tão importantes no ranking do desafio que, verdade seja dita, foi avaliado pela própria Liga. Não fez muito sentido, o que foi muito sensatamente observado por todo mundo. 

Tampouco tenho uma resposta satisfatória para isso, me desculpem mesmo. Só posso dizer que foi uma estupidez da nossa parte que, infelizmente, aconteceu. No entanto, uma atitude estúpida está muito longe de ser má intencionada, e não agimos de má-fé, jamais. 

Por isso venho, em nome de toda a Liga, evidenciar nossa falha, reconhecê-la e pedir desculpas à Em White, à Eileen Vongola e também aos leitores do blog e usuários do Nyah.  


E não somente na tentativa de abrandar um pouco nosso erro, mas também para mostrar outras opiniões de igual maneira pertinentes, gostaríamos de publicar duas outras resenhas feitas por iniciativa própria das pessoas que resenharam (que fique bem claro). Com isso, podemos fazer uma reflexão muito importante, que pode nos servir de aprendizado: 

não é porque uma resenha ou comentário foi escrito por alguém da Liga, especificamente falando, ou por um crítico, geralmente falando, que o juízo sobre essa história é absoluto e consegue determinar se uma fanfic ou história é boa ou ruim. Que vocês, escritores, tenham isso em mente e não deixem se abalar por isso. Claro que receber críticas nunca é bom, todavia, que esse sentimento ruim que brotou da leitura de uma dessas críticas não dure mais que minutos. A nossa obrigação como escritores é sermos fieis à nossa história e ao que queremos passar com ela. Tudo o mais nos escapa das mãos e não são mais que opiniões passageiras e, inclusive, diversificadas, como poderemos ver com as resenhas abaixo:




Resenha de: Kori Hime
(Moderadora do Nyah! Fanfiction)


Uma história da categoria Original. A leitura é rápida e os personagens da nossa terra.
Vamos saber mais.

Um bom velhinho que passa o ano trabalhando em sua mansão, confeccionando os brinquedos com seus ajudantes, os duendes? Essa é ideia pintada na cabeça das crianças desde muito pequenas.
Mas quem realmente é o Papai Noel? Será que viver o ano todo no inverno fazendo brinquedos é algo que ele sonhou para a vida? Ou tem algo a mais nessa história que nós não sabemos?

Tudo começa quando Papai Noel desaparece no dia 23 de Dezembro. Um jornal brasileiro envia um equipe para cobrir o caso do desaparecimento do Papai Noel.

A histórias já começou me cativando por isso, a autora adicionou personagens que poderiam ser vistos no Profissão Repórter.

Joana é a repórter investigativa, ela inicia o conto entrevistando Dona Inês, a vizinha do Noel.
Tem um teor cômico nisso. As pessoas geralmente pensam no Papai Noel morando em uma mansão isolada no Polo Norte, mas aqui ele tem vizinhos. Dona Inês foi a última pessoa que viu Papai Noel, antes dele desaparecer.

Todos estão mobilizados para encontrar o Noel, inclusive o Coronel Raj Lavi da Interpol, faz uma descrição do desaparecido.

Pedimos a ajuda dos civis de todas as regiões, a vítima é gorda com barba e cabelos brancos, estava usando roupas vermelhas. Atende por: Papai Noel, Papá Noel, Babbo Natale, Santa Claus, Joulupukki...

Você consegue imaginar a cara do Papai Noel estampada naqueles cartazes deDesaparecido ou as caixinhas de leite? Eu imaginei.

A repórter Joana não se contenta com as poucas respostas da investigação. Ainda mais depois de ouvir Zé, o motorista da equipe, falar ao telefone com sua filha. Imaginar a decepção das crianças no mundo todo com o sumiço do Papai Noel, deu força para ela investigar o caso.
Sendo repórter, creio que nada mais justo que ela buscar a verdadeira versão daquela história para contar aos telespectadores. 

Recebe a ajuda de Caju, o colega de equipe. Eles vão entrevistar a Mamãe Noel na mansão e tudo fica ainda mais suspeito, a Mamãe Noel decide vender a casa, alegando que trás muitas lembranças.
Durante a entrevista, Caju insiste em ir no banheiro. Longe da mansão, ele mostra para Joana a declaração de bens do Papai Noel que pegou escondido.

Agora o que a declaração de bens do Papai Noel tem a ver com seu desaparecimento? Boa pergunta. No papel alega que ele possui uma casa na Lapônia. Daí para frente Joana e Caju precisam de ajuda para desvendar o mistério do desaparecimento do Noel. Eles conseguem a ajuda do Coronel Heinz, na Lapônia. E a trama toda vai se desenrolando até que o desaparecimento do Bom velhinho (Será mesmo tão bom assim?) é decifrado e você já está com a boca aberta pensando: Mas o que?
Joana finaliza o conto, enviando as últimas notícias para o Brasil, contando sobre o desfecho da história que parou o mundo.

A história tem um teor de comédia e mistério. Sabendo que são gêneros bem difíceis de trabalhar, o autor fez o seu melhor para desvendar o mistério do desafio. O título diz muita coisa da obra. Quem é Papai Noel? Talvez ele não seja assim como seus pais lhe contaram quando você era pequeno.



“Supernatural Christmas” escrita por Eileen Vongola 
Resenha de: Shirayuuki
(Liga dos Betas)

Os fãs de Supernatural com certeza não vão se arrepender de ler essa fanfic. Quem acompanha a série, ou apenas assistiu alguns episódios, sabe que os produtores gostam de colocar um ou outro episódio de comédia no meio da trama, para suavizar o enredo. E essa fanfic se encaixaria com perfeição entre esses episódios. E o melhor, ela vai cativar mesmo os que não acompanham a série. 

A autora, Eileen, conseguiu pegar bem o clima de Supernatural, assim como retratar a relação dos irmãos Winchesters sem perder o tema natalino em nenhum momento. E é incrível a forma como conseguiu “casar” dois temas tão distintos. 

Ela, ainda, introduziu um novo personagem que faz toda a diferença: Steven, o duende secretário do Papai Noel. Tudo bem que Steven é um serzinho mal humorado e pragmático. Ainda assim, ele é uma das diversas encarnações do natal por toda essa fic. 

Vermelho, verde e branco. As cores do natal. As cores do paletó de Steven. As cores da mansão do Senhor Nicolau. As cores do táxi do Polo Norte. As cores das meias e dos sapatos... É uma imensidão de vermelho, verde e branco. E isso apenas colabora para as risadas que não param em quase nenhum momento. 

E quanto a Rudolph? Eileen não se esqueceu da rena mais famosa de Papai Noel. Ele está muito bem, obrigada, levando uma vida bem melhor que a dos irmãos (e que a minha) e aprendendo espanhol. E ele já consegue dar alguns cumprimentos na língua latina, inclusive o “feliz natal”. 

E, brasileiros, sintam-se lisonjeados pela citação do Rio. 

De qualquer forma, a autora tocou num assunto importante: será egoísmo tirar férias? E outro ainda mais importante: qual será o valor monetário das moedas dos duendes do fim do arco-íris?! 


Só lendo para saber. 



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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (6/6)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


Menção Honrosa - O Natal de Derek Snowden, por The Escapist

Resenha por Holly Robin

O Natal de Derek Snowden, escrita por The Escapist, foi uma das histórias natalinas mais fofas que já li. 

Nunca fui fã de contos natalinos, mas devo admitir que foi impossível não gostar desta história, pois ela é tão simples e com uma mensagem tão sutil que prende o leitor. Diferente de muitos outros autores, esta história não é fundada em poderes especiais, lutas e caçadas alucinantes pelo bom velhinho, mas na crença que as pessoas têm no Natal.

O personagem principal, Derek, é o típico adulto que não acredita no espírito natalino; é mais voltado para o trabalho e por isso não possui tempo para curtir sua família, pensando que somente o dinheiro bastava para a alegria de todos. Mas tudo muda, quando o bom velhinho some na véspera de Natal. 

Ver que o Papai Noel realmente havia tirado férias na véspera de Natal foi algo que, de certa forma, gerou um clima cômico no meio da leitura. É um pouco difícil não rir ao imaginar um Noel bronzeado e com roupa de quem estava no Hawaii, mas, ao mesmo tempo, gera certa revolta em quem lê, afinal, por que ele saiu de férias? Já fica à toa o ano inteiro! E é aí que entra a parte dramática da história: o bom velhinho acreditava que ninguém mais se importava com o Natal, agora tudo não passava de algo comercial, o sentido das comemorações havia se perdido. Ele não estava errado, no fim das contas, era isso mesmo o que estava acontecendo. Exemplo disso era o personagem principal.

E foi interessante ver a mudança no pensamento de Derek ao escutar tal depoimento, não foi algo repentino, foi como se depois de processada a informação, algumas horas depois ele acordasse para a realidade e percebesse o verdadeiro valor de sua família. Algo simples, mas bem pensado. 

O final é a melhor parte, mas não vale ser citado aqui, porque assim o leitor perderia o elemento surpresa e não é essa a intenção. A forma como a história foi escrita é simples, e os detalhes são colocados na medida certa. Os personagens se empenham de forma correta em sua função, mesmo que às vezes você sinta falta de um ou outro membro da família de Derek nas cenas. 

Resumindo, é uma leitura altamente recomendada.


Menção Honrosa - Christmas Night, por Sakuranee

Resenha por Elyon Somniare

Romance, amizade e uma pitada de acção são os elementos principais deste conto, unidos tanto por um ambiente natalício, quanto por uma contextualização brasileira. Estranho? Talvez, mas não quando se lê e acompanha o evoluir da história.

Narrado na primeira pessoa pela personagem George Knight, o conto começa por apresentar a personagem em questão, dando a conhecer a sua situação de “protegido” do Pai Natal e respectiva família, e as circunstâncias que o levaram a ela. Trata-se da exposição do enredo, em que as peças são apresentadas ao leitor para que este se familiarize e tenha os conhecimentos necessários quanto ao surgimento do conflito: no caso, o desaparecimento do velho de barbas brancas. A partir daqui começa a saga de George e Miranda, neta do Pai Natal e amor ainda não confessado de George, para encontrar o senhor. Desde o início é dado a saber quem é o responsável pelo rapto, pelo que o enredo se centra mais no romance entre as personagens e nas buscas amadoras do que no mistério em si. Infelizmente, o limite de palavras e a restrição da classificação levaram a que alguns trechos fossem mais apressados, e outros mais narrados que demonstrados (show versus tell). Todavia, tratam-se de casos pontuais, e no geral o enredo encontra-se bastante bem desenvolvido, adequando-se às personagens que o protagonizam.

Apesar de George ser o narrador e de ser ele quem, aparentemente, dá título à história, a personagem que mais se destacou foi Miranda. Não é alguém que chega a arrombar portas com uma metralhadora na mão, mas tem uma força de presença muito própria e subtil. Fugindo para um momento mais parcial, dá vontade de pegá-la e levar para casa. Suponho que se o Pai Natal fosse ter família, ela com certeza estaria na genealogia.

Isto não quer dizer que as demais personagens não sejam dignas de nota. Desde o duende Albert ao tio Juca da favela, todas as personagens têm uma função a cumprir, sendo capazes de se materializar ao leitor, ainda que não sejam desenvolvidas com profundidade. O mais apagado ainda é o próprio George, visto que se concentra mais na sua “tarefa” de narrador e no seu amor por Miranda do que nele mesmo.

Um outro elemento que se destaca é a escrita. Acessível, permite uma leitura agradável sem cair no básico, com diálogos, na sua maioria, naturais.

Em suma, um justo merecedor de menção honrosa no Desafio de Férias do Nyah.


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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (5/6)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

9° Lugar - Caso Papai Noel, por Frida

Resenha por Carolina Herdy

“Caso Papai Noel” foi, certamente, uma leitura prazerosa. Devidamente classificada como comédia, conta com uma escrita leve; uma história sendo casualmente contada. O prazer está nesse simples ponto, justamente, além das pequenas passagens engraçadas. Não me refiro a piadas que enchem os olhos de lágrimas, tamanho o riso. Refiro-me a cenas espontâneas, que nos pegam de surpresa e nos fazem interromper a leitura para rir e pensar: "tá, né?"

O enredo em si é bem simples: Papai Noel sumiu; uma equipe de detetives deve procurá-lo. Agora, não podemos ignorar as particularidades, como a equipe responsável pela investigação, que é, no mínimo, incomum, mesmo sendo tratada pela história como a coisa mais certa e normal: um grupo de pequenas criaturas, Pumilias, com nomes de guloseimas. Algumas críticas mesclam-se com essa fantasia leve e divertida, evidenciadas na repórter gananciosa, no cara da câmera que ninguém jamais lembra o nome e, até mesmo, no próprio desfecho da história.

A construção das personagens, por sua vez, não é o forte da autora. Em minha visão particular, as personagens são as figuras mais componentes do contexto, presentes para atuar na história, obviamente, e colori-la. São, contudo, um tanto indefinidas quando o assunto é personalidade. Pouco exploradas, eu diria. Não que isso comprometa a história seriamente.

Se me fosse perguntado o que achei de “Caso Papai Noel” em um modo geral, responderia o que disse no início da resenha: uma leitura divertida e prazerosa, apesar de qualquer eventual defeito. Vale a pena conferir, decerto, e tentar desvendar o mistério junto do general rabugento e da pequenina Pumilia chamada Bengala de Açúcar.

10° lugar - Espírito de Natal, por Isa chan

Resenha por The Escapist

“Espírito de Natal” segue o padrão da maioria das histórias “natalinas”, com um enredo centrado na crença da existência ou não do Papai Noel. Eu confesso que fiquei apreensiva antes de começar a leitura, temia encontrar uma historinha extremamente clichê, mas acabei por me surpreender positivamente com o tom que a autora deu à narrativa. Sim, a história envolve muitos dos clichês característicos do Natal, mas também tem um pouco de aventura e amizade envolvidos.

Tudo começa com o súbito desaparecimento do Papai Noel às vésperas do Natal, o que abalou muitas pessoas, principalmente as crianças. Além do Natal, as comemorações de Ano Novo foram discretas, praticamente inexistentes; era como se o espirito de Natal houvesse acabado. Muitas autoridades ao redor do mundo estão mobilizadas na missão de descobrir o paradeiro do Senhor Noel, mas acredita-se que essas pessoas não estão levando o trabalho a sério. É nesse momento que um grupo de quatro adolescentes é acionado para tentar encontrar o Papai Noel, descobrir o motivo de ele ter desaparecido e salvar o espírito natalino, devolvendo assim a alegria e a esperança para o mundo.

Os quatro jovens escolhidos para a missão não são garotos comuns. Todos são adolescentes entre dezesseis e dezoito anos, gostam de música, gibis, videogames, iPods e coisas normais de adolescente. Mas, além disso, Chloe, Luke, Ryan e Mathew são dotados de poderes especiais. Infelizmente, há uma lacuna na história no que concerne à origem destes heróis. Tudo que se sabe é que eles são “protegidos” por um homem chamado George, que apresenta-se como proprietário de uma empresa milionária que “patrocina” as missões dos garotos. Mas, apesar desse deslize, os personagens foram bem construídos e cada um tem uma personalidade marcante que cumpre um papel importante no decorrer da história.

Ryan é o mais descontraído dos quatro amigos; está sempre de bom humor e leva tudo numa boa, não para quieto e é um pouco ansioso, quer resolver tudo rápido, mas nada que o impeça de ser um amigo leal e prestativo. Ser o mais velho do grupo dá a ele um ar de protetor em relação aos demais. Ryan certamente não mediria esforços para proteger os amigos.

Mathew é o mais centrado, racional; ele gosta de ir direto ao assunto e buscar uma solução lógica para os problemas. É o mais jovem, mas tem uma personalidade forte e decidida, fazendo muitas vezes o papel de mediador do grupo.

Chloe é uma linda; é claro que ser a única menina no grupo já a torna especial, mas essa não é a principal característica dela. Ela é uma garota esperta e inteligente, uma amiga para todas as horas. Eu vejo a Chloe como um porto seguro, um ponto de equilíbrio para os garotos.

E, finalmente, Luke, o garoto cético, que precisa ver para crer; Luke tem uma história mais sofrida do que os outros — isso não está explícito na história, mas a autora conseguiu mostrar através das ações dele —, é como se ele tivesse conhecido o lado mais cruel da vida cedo demais, mas isso também não muda o fato de que ele não mede esforço para ajudar os amigos, mesmo que tenha que embarcar numa missão na qual ele sequer acredita.

O arsenal desses heróis envolve uma mistura de magia — relâmpagos coloridos liberados pelo corpo — e aparatos high-tech — identificação por impressão digitais e jatos especiais. Além disso, eles contam com a mente brilhante de George.

A bordo do avião pilotado pelo seu protetor, o grupo viaja até o Polo Norte e chega à mansão do Papai Noel. Além de ter que desvendar o misterioso sumiço do bom velhinho, o grupo é confrontado com algumas de suas próprias crenças. Foi algo que eu achei particularmente interessante na história, embora seja um tema recorrente e até certo ponto clichê, deixa uma mensagem bacana sobre a importância do amor, e de como a união pode fazer a diferença.

A autora tem uma boa escrita, usa uma linguagem leve, sem recorrer a muitos floreios, tornando a leitura agradável. É uma aventura fantástica que cumpre muito bem seu papel de entreter.

Eu recomendo, especialmente para quem gosta de finais felizes.



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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (04/06)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

7° lugar - Destino Fez Um Bom Trabalho, por vickyroyers


Resenha por Shirayuuki


Quem disse que “Papai Noel” é um velho, barrigudo, barbudo, careca, míope e que se veste de vermelho? Aliás, esse nem é o nome dele, na fanfic “Destino fez um bom trabalho”, de vickyroyers. Uma história bem original, principalmente se considerarmos que quem narra é a personalidade que desapareceu durante o Natal. 

Claus, verdadeiro nome do homem que não tem nada de “bom”, muito menos de “velhinho”, é encarregado de levar a felicidade a todas as criaturas, não somente os humanos. E é casado com Ivone, apesar de não poder ser considerado um exemplo de fidelidade. Estressado por conta do trabalho que nunca acaba, da comercialização do Natal e da superficialidade das coisas, ele se surpreende quando vê o pedido de Naruto, agora num universo alternativo. 

É interessante notar como a autora trabalhou bem o personagem/narrador Claus, algo um tanto quanto fora do comum quanto ao que se espera do Papai Noel, que, mesmo que não goste desse “apelido”, usa-o de vez em quando. Alguém que já foi humano e é mal-humorado e tagarela — três das principais características desse personagem e algo que não se espera no “bom velhinho”. 

Você se surpreenderá com algumas falas de Claus, inclusive com os detalhes comprometedores do beijo entre o casal que é o foco da narrativa: nosso conhecido loirinho e a sua paixão de infância, Sakura. Em outros momentos, as risadas são inevitáveis com as reclamações e peripécias do narrador. 

Mesmo que o foco da narrativa seja a dupla do mangá/anime Naruto, vickyroyers introduz bem não somente Claus (nosso querido Papai Noel), mas também outros personagens, que, por mais que apenas mostrem as caras rapidamente, são bem inesperados. 

Quanto ao resto, descubra por si só! Vale a pena ler uma fanfic que fugiu completamente do clichê do Papai Noel.




8° lugar - Consciência, por Little Star


Resenha por Jean Claude


Um texto se destaca dos outros justamente pelo seu diferencial. Com a temática do Natal, é comum se ver os temas de união, confraternização, coisas mágicas, etc. Além disso, há também os que tentam surpreender colocando coisas extremamente contrárias, como catástrofes, seres demoníacos ou até mortes em série. No entanto, a história “Consciência” se destaca justamente por não se enquadrar totalmente em nenhum dos dois tipos.
O que mais se destaca: equilíbrio. Nessa fic, temos boas intenções dentro de más ações e vice-versa. O Natal está perdendo sua força, as pessoas, com o passar dos anos, vão se esquecendo da tradição familiar, pois, ao mesmo tempo que se está perto, parece se estar longe. E daí vem o tema que se destacou na história: vingança. Mas em pleno Natal? Mais surpreendente ainda é que a proposta é de uma vingança para uma boa causa, mas como funciona isso?
O conceito do valor foge muito das nossas mentes em momentos de conforto e satisfação. É aquele velho ditado: “Só valorizamos quando perdemos”. E se, numa ilusão, o Papai Noel, mascote (sim, esse termo forte) do Natal, mostrasse o que ocorreria nessa perda? Será que todos se conscientizariam? Salvar o Natal, símbolo da felicidade e confraternidade, utilizando-se de artifícios caóticos e depressivos, é uma boa ideia? Pagar com a mesma moeda é o melhor negócio?
São essas reflexões que “Consciência” nos traz. É por isso que é uma fic que merece destaque, pois envolve todas as situações de todos os extremos. O que é bom e o que é ruim, afinal? Devemos mesmo nos prender a certos conceitos? É uma pequena lição de vida, pois a história nos mostra certos limites, isto é, até onde podemos chegar até que nossa consciência aja e perceba as consequências dos nossos atos. Linguagem leve, enredo objetivo e não se desviando muito do que já se conhece sobre as festividades natalinas.
Certas coisas só existem se nós acreditarmos.

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Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (3/6)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

5º lugar - Quem é Papai Noel?, por Em White


Resenha por Last Rose of Summer

Edit.: A resenha foi modificada porque a autora não conseguiu expressar exatamente o que queria com a primeira versão, e pede desculpas. 



"Quem é Papai Noel?" é uma história simples, bastante leve. O vocabulário não é rebuscado e não requer grande reflexão para entendê-la. É perfeita para quem não gosta de perder muito tempo com detalhes desnecessários.

O enredo não é muito original, mas a história definitivamente saiu do clichê de “bom velhinho” e “salvar o mundo”. O Noel apresentado, bem como sua esposa, demonstram até alguma frieza não característica de tais figuras.

Eu só senti falta de mais ousadia por parte da autora. Com exceção do motivo do desaparecimento do Papai Noel – que se tornou bem original pelo contexto no qual foi envolvido –, o resto é um pouco previsível. Além disso, em certos momentos, senti que alguns acontecimentos foram meio forçados. Ainda assim, são detalhes que podem ser facilmente relevados, e não tornam a história ruim.

Quanto aos personagens, são todos bem comuns. Por não serem o principal da história, não há uma grande profundidade. Pouco se sabe sobre eles além do nome e da profissão: não nos são apresentados um passado, seus sonhos ou medos. Além de sabermos que Zé é pai, não temos ideia de como é a família da Joana ou do Caju. Algumas de suas motivações são, inclusive, pouco convincentes. Fiquei pouco crente no “porquê” de ela ter decidido investigar. Apesar disso, eles cumprem bem o seu papel, e são bem fáceis de se gostar. Quem não gostaria de um motorista com jeito de pai?

Por fim, vem o final. Ele faz toda a leitura valer a pena, e é – como eu já disse – bastante original para uma história natalina. Não quero entrar em detalhes, para não estragar a surpresa, mas adianto que promoveu um desfecho muito legal para um dos personagens.



6º lugar - Supernatural Christmas, por Eileen Vongola


Resenha por Takahiro Haruka


 Quando abri a fanfic Supernatural Christmas, eu não sabia o que encontraria. E foi ao começar a lê-la que eu soube que leria algo, no mínimo, exótico.

A autora não poupou o humor, recheou a história de situações que te fazem rir; desde duendes na moda até renas que falam espanhol. Quem não riria? Tudo começou quando um dos personagens principais se encontrava gripado, espirrando a todo momento e assoando o nariz no que encontrasse primeiro – na falta de um lenço vai uma meia mesmo. O ambiente da história é todo voltado para o humor, desde falas engraçadas até cenas estranhas, com direito até a piadas internas – que fazem os fãs do fandom rir. O que também se destaca na história é a fidelidade à personalidade de cada personagem. A autora não pegou os personagens e jogou no enredo, ela criou um enredo que se encaixasse no modo como cada personagem é de verdade, aproveitando do cinismo, sarcasmo e manias de cada um.

Também é necessário destacar a grande estrela de toda a história: Steven, o duende que procura a dupla para lhes pedir ajuda. Do início ao fim, ele é quem mais atrai a atenção do leitor. Seu terno vermelho, acompanhado de sapatos verdes, não é nada em comparação ao seu humor negro – um gênero muito complicado de se usar. É muito fácil fazer com que um enredo envolvendo comédia se torne chato e cansativo, mas a autora conseguiu manter o divertimento, e grande parte devido ao personagem já citado, que não só é a peça-chave para que eles cheguem até a mansão do Papai Noel, como também é quem participa das partes mais engraçadas da fanfic.

É uma história que atrairia a atenção de qualquer leitor fã de comédia. Infelizmente, por trás de todo “bem”, há um porém: a autora cria uma linha base para a história e a segue muito bem, até depois da metade, quando começa o clímax. Tal ritmo segue até ela nos dar um banho de água fria com um final tão previsível quanto de novela mexicana: a descoberta do verdadeiro motivo para o sumiço do Papai Noel e onde ele está, assim como seu resgate. Tudo acontece muito fácil e rápido, acabando com o encanto que havia até então. O seguimento da comédia estava indo muito bem, cobrindo o clichê da “busca pelo Noel sumido”, mas não seria capaz de vencer a descoberta de que o “bom velhinho” não era tão bom assim e que havia sumido por vontade própria. Um verdadeiro egoísta.

Mas há quem goste de histórias com finais clichês, e só para não acabar “do nada”, a autora colocou uma pequena cena no final, onde mostra os personagens principais aproveitando a recompensa que haviam recebido por encontrarem o Papai Noel. E, se por um lado a autora tem alguns deslizes com excesso de vírgulas, do outro nos recompensa ao citar nossa cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Nada melhor do que praia e muito sol para alguém que passa grande parte do tempo no Polo Norte, não, Senhor Noel?

Por fim, recomendamos a história, principalmente para quem curte uma comédia que realmente te faça rir.
5

RESENHAS - DESAFIO DE FÉRIAS DO NYAH! (2/6)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014


3º lugar - Investigação Natalina, por LilakeLikie


Resenha por Esparta


De início, me desmotivei um tanto com essa fanfic. Ao ler o título, pensei: essa história, com certeza, será igual as outras. O nome dado a ela não me cativou, não deu aquela impressão de que a história “prometia”; não me empolguei. Do título, fui para a sinopse, e a impressão começou a mudar para melhor, mas só um pouco. O pezinho continuava lá atrás.

Sem muita fé, para ser sincera, iniciei a leitura.

Minha ideia de que a fic seria mais um clichê a ser lido morreu logo no começo. Fui surpreendida por um casal aposentado, mas não aqueles velhinhos da terceira idade, que há muito não deveriam estar trabalhando como detetives, que imaginei; e, sim, esposos relativamente jovens, com um passado penoso por um motivo que me assombrou e um talento nato para desvendar “mistérios”, o que todo detetive que se preze deve ter.

Miranda e Dan são personagens únicos, que logo de cara foram tirados de sua zona de conforto. Ir em busca do Papai Noel trouxe dolorosas lembranças à Miranda, como a de ser taxada de louca, ser internada por anos em um sanatório e só ter Dan como companheiro fiel durante essa dura jornada. Isso a deixou resistente em aceitar o pedido do marido para irem em busca do desaparecido. Mas nossa autora a fez mudar de ideia por uma causa muito nobre: mesmo não crendo na existência do velhinho, ela se dispôs a salvar a crença das crianças nele.

A cumplicidade do casal tornou a investigação muito mais interessante, cada um com habilidades exclusivas buscavam pistas e informações que poderiam ajudá-los a achar o bom velhinho. Logicamente, com inúmeros detetives no Polo Norte, alguém iria aparecer para impedi-los de fazerem seu trabalho. Discretamente, esse vilão foi trabalhando contra o casal, de forma astuta e invisível na história, maravilhoso. Mas os bons detetives não se deixaram abater, mesmo sendo apunhalados na cabeça, sequestrados e passando uns dias comendo apenas barrinhas de cereais, eles conseguiram salvar a si próprios e ao querido Noel.

A autora soube desenrolar a história formidavelmente. Suspense, tensão, alegrias e tristezas bem descritos é o que vão encontrar nessa fanfic. A impressão ruim foi embora tão rápido quanto veio. A história foi fantástica, entrou para minhas favoritas e a autora também! Recomendo a leitura e espero que esse casal tão lindo cative aqueles que lerem da mesma forma que me cativou.    


4º lugar - De Nicolau, para o mundo, por Luz


Resenha por Herácles


O tema principal deste conto pode ser a fantasia, porém, o destaque é a realidade por trás de tudo. Ao mesmo tempo que a figura do Papai Noel é central, juntamente com a referência a criaturas como renas e duendes, situações sérias são mostradas, tudo num contexto bastante equilibrado. A história fala das justificativas que Nicolau deu a todos devido ao seu desaparecimento, comentando sobre seus pesares e eventuais impotências em meio a alguns pedidos. Tudo isso foi relatado numa carta, fato que achei bastante interessante e original.

A maioria das histórias que falam sobre o Natal, em algum momento, mostra as transformações no ser humano, seu apego ao dinheiro e outras coisas materiais, em vez de se preocupar com sentimentos e laços familiares. “De Nicolau, para o mundo” é diferente. Quando li o trecho “Percebi atentamente a transformação no ideal das pessoas e em suas maneiras de agir e pensar”, já imaginei que a história poderia se tratar disso, o que não aconteceu. A autora segue outro caminho. Em meio à rotina do Papai Noel, ele recebe uma carta um tanto diferente. Ao contrário de um brinquedo, a criança pedia o fim da guerra em seu país, Afeganistão. Isso provocou uma mudança em Nicolau, e a partir daí, outras cartas parecidas foram enviadas, com pedidos impossíveis para ele.

A história em si é muito bem feita. Muito bem escrita, com um vocabulário equilibrado, nunca redundante. Fiquei bastante cativado. O texto é completamente narrativo e, sem diálogo algum, soube cativar os leitores. A mensagem final é ótima, aquela velha história sobre os problemas mundiais e como a união pode mudar tudo. Uma boa reflexão. A parte de Nicolau desejar outro rumo para o mundo foi algo bastante interessante, principalmente quando ele diz: “O Natal, meus amigos, é um dia com vinte e quatro horas como qualquer outro.” 

Em suma, é um texto cativante, profundo e altamente recomendável.  


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Resenhas - Desafio de férias do Nyah! (1/6)

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


No fim de 2013, foi feito um desafio natalino no Nyah! Fanfiction. Como prometido, a Liga dos Betas fez uma resenha para cada história no top 10 (além das duas menções honrosas) e elas serão postadas duas a duas, a partir de hoje. Recomendamos que leiam e comentem em todas. As histórias são ótimas!



1º lugar — Gaunt, por Lorde Noah

Resenha por Elyon Somniare 

Neste conto de Fantasia, Lorde Noah apresenta ao leitor uma alternativa ao mundo que conhecemos, onde criaturas míticas como o Pai Natal, fadas, cavalos-voadores, Coelho da Páscoa, entre outros não são apenas histórias contadas às crianças, mas, sim, factos cuja existência é de conhecimento geral. Este conceito como worldbuilding pode ser dos mais utilizados, mas nem por isso perde os seus encantos, especialmente quando é bem moldado e trabalho. E, aqui, podemos considerar que foi. O autor não apenas soube utilizar os elementos mitológicos certos no momento certo, como os fez credíveis e manejou para misturar o real com o imaginário. Pegando num excerto como exemplo, é possível ver que em “Quando sentiu fome, Grant [o cavalo alado] pediu que [Gaunt, o menino] arrancasse um único fio de sua crina prateada e o comesse. Quando Gaunt o arrancou, o fio tornou-se róseo e dourado, e quando o engoliu sua fome e sede desapareceram” temos elementos directamente tirados de contos de fadas. Não apenas o cavalo alado em si, mas a própria viagem na garupa do mesmo, assim como a ideia de “um único fio de sua crina” servir de alimento. Simultaneamente, na frase seguinte temos um reflexo das preocupações e prioridades de uma realidade capitalista: “Por isso que os cavalos alados eram tão admirados e respeitados pela indústria alimentícia mundial.” Um elemento intercala-se com outro. Dá-lhe seguimento e transporta uma sensação de verossimilhança ao leitor.

Este worldbuilding, contudo, não se limita apenas a ambientar a história. Além de o fazer, também se encontra directamente relacionado com o enredo: invejosos do sucesso do Pai Natal com os seres humanos, muitas das outras criaturas começam a sabotar os feriados, até os próprios, com intenção de culpabilizar o dito. Como consequência, a Existência é afectada pelos constantes desequilíbrios, e os Anciões, representados no conto por Alathea, veem-se na iminência de provocar o apocalipse e recomeçar do zero. Gaunt é o menino de dez anos a quem é dada a missão de levar uma caixa-mistério até ao Polo Norte antes do dia 14 de Janeiro, quando o apocalipse acontecerá. Uma vez tendo as premissas básicas do enredo, o leitor acompanha Gaunt na sua viagem. É, portanto, um conto de quest. Estrutura-se em torno de uma viagem-missão, algo também típico não só de contos de fadas, como de outros géneros literários – épicos, por exemplo –, onde usualmente o herói é ajudado por personagens secundárias (no caso, criaturas mitológicas) durante as diferentes etapas, e que no fim se conclui com um crescimento pessoal do herói.

Em relação às personagens, começarei pelo protagonista. Gaunt peca por um factor: nada nele indica, quer explícita quer implicitamente, o porquê de ser ele o escolhido. Simplesmente foi, o que leva à questão “por que ele e não outro?” Tirando este detalhe, um que cada vez mais se torna recorrente em ficção especulativa, Gaunt encontra-se bem construído. A sua caracterização é essencialmente implícita, o leitor compreende-o pelos seus actos e pelos seus pensamentos, sendo uns e outros consistentes com as suas falas. Comporta-se como alguém mais maduro do que uma criança de dez anos, mas sem ultrapassar os limites credíveis a uma criança que seja, de facto, madura para a idade.

As restantes personagens são essencialmente personagens planas. Encontram-se a representar algo ou um grupo em específico – neste caso, um grupo específico de criaturas míticas. Não demonstram uma evolução, e os seus sentimentos são relevados para segundo plano, expostos apenas quando e se necessário justificar algum comportamento ou reacção. Não quer isto dizer que falham na construção: qualquer um que tenha prestado atenção às aulas de Português sabe que uma história necessita sempre de dois tipos de personagens, as planas e as redondas. O ponto fulcral é que umas e outras cumpram a sua função na história, enquanto distraem o leitor da “falta de sal” que essa mesma função pode parecer ter quando se encontra demasiado evidente que a personagem se encontra no texto especificamente para isso. Em “Gaunt”, as personagens cumprem as suas funções enquanto divertem o leitor. O pouco que é dito sobre elas é o suficiente para lhes dar forma e consistência, tornando-as apreciáveis para a leitura – o chamado likable, do Inglês to like, gostar.

Por fim, a narrativa. Nas notas finais, o autor alega que a história é toda narrada pela Anciã Alathea. Vários autores recorrem a esse sistema, contudo, isso não impede que o ponto de vista mude, assim como o tipo de narrador. Deste modo, o começo e o fim da história encontram-se narrados na primeira pessoa, num narrador homodiegético, personagem da história mas não protagonista, enquanto no desenvolvimento da história o narrador é na terceira pessoa, heterodiegético. Em comum em todas as partes, temos a omnisciência do narrador. Ele sabe tudo o que se passa, inclusive mais do que o protagonista.

Excluindo uma ou duas gralhas, a escrita está genericamente boa. O autor sabe equilibrar os vários elementos de um texto de ficção, alternando entre diálogos, descrições e narração. A informação é doseada e dada em boa altura, evitando-se os blocos de informação cujo efeito se realiza mais em aborrecer o leitor do que em o informar. Os vocábulos são diversificados, não sendo demasiado rebuscados, nem demasiado simplistas. Aquilo que é dito e aquilo que é demonstrado ao leitor sobre o enredo, worldbuilding e personagens encontra-se doseado, sem cair em nenhum dos extremos.


Concluindo, é uma leitura que se recomenda. 



2º lugar — Pole of the Dead, por Goldfield

Resenha por LindaLua

Uma história narrada pelo ponto de vista do símbolo natalino mais conhecido do mundo: Papai Noel. Em uma espécie de diário, ele relata a vontade de mudar os conceitos dessa data, transformando o caráter materialista em algo voltado aos sentimentos, à realização de sonhos e à felicidade interior de cada pedido feito. Com esse pensamento, o “bom velhinho” usou das doações que recebeu em dinheiro durante todo o ano para contratar uma equipe de cientistas que tinha como objetivo descobrir uma espécie de “elixir da vida” capaz de reviver células mortas, reatar pontes de neurônios, eliminar tumores malignos e várias outras enfermidades cuja ciência ainda não é capaz de curar. Na noite de Natal, percorreria todos os hospitais, presenteado os enfermos.

Porém, um incidente com um frasco que continha uma substância nomeada de “Projeto X-MAS” foi derrubado acidentalmente por um dos cientistas. A substância se espalhou matando duendes para depois fazê-los ressurgir como zumbis que invadiram a mansão, mesmo estando protegidas pelos duendes sãos. Dentro da casa, tudo havia sido tomado e o único protegido dentro de um armário velho, acovardado demais para lutar, era Papai Noel.

O socorro chegou apenas no dia do Natal através de uma duende, Varna, que sozinha, em posse de uma arma de guerra poderosa, aniquilou alguns zumbis e foi ao encontro do velhinho, para em seguida pedirem resgate a OTAN.

Os dias foram passando, o ano novo chegou e ambos aguardando o socorro chegando até mesmo a lutar contra as renas infectadas pelo vírus para manterem-se vivos.

Uma narrativa completamente diferente do universo natalino que estamos acostumados a ler. Uma trama que envolve um mundo paralelo à realidade dos contos de Natal onde podemos nos envolver em um enredo que, ao mesmo tempo que arrepia, nos deixa apreensivos para o seu desenrolar. O que no início é apenas uma simples ideia de salvar pessoas, reconstruir família e trazer um novo sentido a data, se torna uma cena de horror e devastação tanto para o personagem principal da história, Papai Noel, quanto para o leitor.

O autor usa de pontos fortes em sua história, não esquecendo o contexto adulto para o qual foi escrita. O “bom velhinho” se derretendo de desejos pela bela figura da duende que salvara sua vida não é algo comum. E o restante de seus pequenos ajudantes virando monstros prontos para acabar com sua vida? E as renas dóceis que se tornaram animais desfigurados prontos para matar?

Envolvente e cheia de mistérios o texto prende a atenção do leitor do seu inicio até o final, e a leitura se torna uma prazer inigualável. 
  


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Divulgação: Sempre e Nunca (Lawlieth)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Por: Lady Salieri


       Hoje estou aqui para recomendar uma (boa) leitura. Trata-se de Sempre E Nunca, escrita pela Lawlieth (perfil: http://fanfiction.com.br/u/12071/), história que pode ser lida por meio do seguinte link:




O texto, de temática erótica (e por isso mesmo possui a classificação indicativa +18, estejam cientes disso antes de qualquer coisa), relata a história de um casal que se reencontra por acaso em uma danceteria. O reencontro é capaz de reacender os sentimentos do passado, que no momento da narrativa são vistos sob uma perspectiva totalmente nova. Eles têm seu instante “para sempre”, o que os faz perceber que o “nunca” é mais real do que pensavam.

A trama, como podemos notar, é bastante simples e isso é um denominador comum nos contos dela, ou seja, a Lawlieth pega uma história cotidiana, daquelas que acontece na esquina da nossa casa e a polvilha de magia, de lirismo, de beleza, transformando um momento em um momento inesquecível. É aquele tipo de história que nos tira de nós mesmos e ela o faz com as palavras certas, aprendidas talvez em algum curso ancestral de invocação mágica... Acredito que seja isto: a Lawlieth não escreve, ela costura encantamentos. A mesma pessoa que inicia a viagem não é de maneira nenhuma a mesma pessoa que volta da viagem. Isso me leva, obviamente, a reiterar o que sempre digo sobre contar histórias: em muito pouco importa para a literatura aquilo que é dito, importa o “como”, a maneira como talhamos um acontecimento e fazemos com que ele seja visto sob uma ótica completamente nova.

O ato sexual é trabalhado como uma metáfora da perpetuação do instante e do amor que permanece ali, para sempre, mais além da racionalidade. A Lawlieth não descreve o ato, ela descreve a aura, o clima, ela mostra o indizível. Nós, enquanto leitores, não “vemos” nada, nós percebemos, sentimos... E o sentimento chega ao ápice e morre em supernova, pois, assim como o clímax do sexo, o próprio instante é efêmero e não dura muito mais. O “sempre” se torna “nunca”, e a maneira de resguardar aquele amor intacto é cultuando-o na memória e não o prolongando ao longo da vida que trata, de alguma maneira, de sujá-lo e desbotá-lo, aos poucos, desvanecendo-o nas atitudes que magoam. Esse amor nunca mais será aquele que viveu pleno naquele instante e que morreu com ele.

A autora joga com essa tensão o tempo todo, permeando toda a estrutura do conto com palavras que remetem ao presente e frases que remetem ao passado, enriquecendo seu texto e dando à sua forma uma razão de existir.


Portanto, Sempre E Nunca está recomendadíssima àqueles leitores que buscam algo a mais em histórias românticas/eróticas; que gostam de ler boas composições, mais além de ler bons enredos. Está recomendada àqueles leitores que gostam de histórias verossímeis que nos permitem aprender um pouco sobre essa nossa realidade e também sobre a interioridade humana.
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Entrevista com Yuka-chan, autora de A Clarividente

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Por: Diandra Santiago


A Clarividente é mais um caso de “fic boa não reconhecida”. Com boa expressão escrita e gramática de qualidade, o que é, na opinião de diversos usuários, difícil de se encontrar no site, além de um enredo que envolve magos, mistério, amizade e fantasia, essa Original tem muitas características que a tornam cativante. O projeto está sendo postado aos poucos, e mesmo que seja de classificação livre, a escrita é madura, sem ser cansativa. Eu mesma sempre gostei muito do estilo da Yuka-chan, e A Clarividente foi (ou melhor, está sendo) uma surpresa mais que agradável de ler, especialmente por ser a primeira fanfic longa da autora.

A história tem como personagem principal a jovem Nirina, no auge de seus quinze anos, que mora sozinha com Arthus, seu mestre e pai adotivo. A garota é uma aprendiz de magia relacionada a água, e também é fascinada por Zahra, uma famosa maga clarividente. Quando Nirina descobre que Zahra está voltando de viagem e que vai passar pela cidade, ela resolve ir conhecê-la.

Infelizmente, Nirina não consegue nem mesmo ver a maga, mas em compensação acaba se metendo em algo maior, perigoso e bastante inesperado...

Não se engane pelos seus capítulos que variam, em média, de duas mil a três mil palavras. Você vai perder a noção do tempo e vai acabar sempre com um gostinho de “quero mais” no final de cada capítulo. Aconteceu comigo pelo menos, e é por essas tantas qualidades que estou indicando A Clarividente aqui.

Vamos para a entrevista com a autora:


Pergunta: como você começou a escrever fanfics?

Resposta: Eu sempre gostei muito de ler, e aprendi desde cedo, desde os meus três anos, graças ao meu avô. Quando entrei na escola eu já gostava muito das palavras, e a minha melhor matéria sempre foi o português. Com o passar do tempo, comecei a me apaixonar pela escrita também. 

A primeira fanfic que eu escrevi foi de Naruto, aos meus catorze anos, e foi um horror, diga-se de passagem. As primeiras nunca são tão boas, né? Eu tinha visto sites de fanfics na internet, já que comecei a usar a internet cedo também, desde os nove anos, mas não tinha coragem de postar. Mas eu gostava de escrever e, como eu tinha facilidade com o idioma, escrever, pra mim, era simples. 

Eu costumava escrever durante as aulas, e a minha irmã me ajudou bastante também, escrevendo histórias junto comigo. Comecei com fanfics de animes, que eu sempre gostei, e por já terem personagens e enredos criados, algo bem mais fácil para começar antes de criar uma história original. Desde então não parei mais de escrever, e comecei a postar mesmo no Nyah em 2009, quando fiz minha conta e postei minha primeira história: uma história que envolvia o casal Gilbert (Prússia) e Elizaveta (Hungria) do anime Axis Powers: Hetalia. Foi no fandom de Hetalia que evoluí bastante e até mesmo fiquei mais conhecida.


Pergunta: O que havia em Hetalia que te fez ter inspiração? E por qual razão você saiu desse fandom?

Resposta: Eu gostava muito das personagens do anime e, pra ser sincera, tinhas muitas opções pra escrever yaoi, que era (e ainda é) um dos meus gêneros favoritos pra escrever, como os integrantes do fandom sabem (e é perceptível pelas minhas histórias). O motivo de sair do fandom, sinceramente, foi o fato de o anime ter ficado muito conhecido e o número de fanfics ter aumentado grotescamente. Quando postei minha história, ela foi a sétima da categoria de Hetalia e eu preferia quando a categoria tinha menos autores, por incrível que pareça. Um dos motivos principais também foi o fato do meu desencanto por animes. Apesar de ainda gostar e assistir alguns, gosto bem menos do que há quatro anos, quando escrevia várias fanfics de desenhos japoneses. Apeguei-me mais a livros do que a mangás, e acabei deixando a categoria de animes de lado, de modo geral.


Pergunta: Quando surgiu sua inspiração para escrever A Clarividente? O que te motivou?

Resposta: A inspiração para A Clarividente foi algo bem inesperado.
O que me fez começar, de uma vez por todas, foi a admiração pela trilogia mais recente de magos que li, a Trilogia do Mago Negro, da Trudi Canavan. Fantasia é meu gênero preferido e eu amo magos. Eu sempre sonhei em escrever uma história longa, que não fosse one-shot, que era o que eu mais escrevia. Já tinha tentado, há anos atrás, escrever um romance entre uma estudante descendente de alemães que se mudava para o Japão e se apaixonava por um amigo de classe. Os dois eram separados pelo trabalho do pai dela, já que ele precisava voltar para a Alemanha. A partir daí a história se tornava mais trágica, mas eu acabei achando o enredo fraquíssimo e desisti. Desde então, fiquei anos sem tentar.

Depois de ler a trilogia da Trudi, resolvi contar a história de uma aprendiz de magia, a Nirina, personagem principal da minha história. No começo, era simples. Minha intenção era contar apenas a história dela, vivendo em uma casa isolada da cidade com seu pai de criação, Arthus, já que ela é órfã. Resolvi que daria uma chance a mim mesma e à minha capacidade de escritora e comecei. Quando iniciei, não parei mais. Fui tendo novas ideias para as magias da minha história, novas personagens e novas complicações no enredo. Devo admitir que grande parte das ideias só surgiu quando eu já tinha começado. Alguns autores acreditam que as histórias tem vida própria e, sinceramente, às vezes parece mesmo!


Pergunta: Além do seu fascínio por magos, o que mais te inspirou para escrever A Clarividente? Em quais outras obras você se inspirou para escrever e definir o universo de sua história?

Resposta: De modo geral, me inspirei bastante na trilogia da Trudi. Mas minha história tem outra inspiração muito forte: Franz Bardon, vulgo Frabato, último mago de verdade do século XXI.

Bardon afirmava que todas as pessoas do mundo sofriam influência dos quatro elementos principais, mas tinha um deles que era mais evidente. E era graças a isso que as pessoas tinham personalidades diferentes. Lendo o livro dele, “Magia prática para Iniciantes”, descobri que o elemento mais influente sobre mim era a água e eu adorei isso. Os magos de elementos, no meu livro, são inspirados nas personalidades descritas por Bardon. Consequentemente pode-se perceber rivalidade entre magos de fogo e água; e magos de terra e ar, como geralmente acontece com as pessoas do mesmo elemento segundo Bardon. Eu realmente adoro magia e resolvi estudar um pouco mais a fundo antes de escrever.


Pergunta: Essa é sua primeira história original, além de possuir mais de um capítulo. Como está sendo a sensação de se aventurar nesse território novo?

Resposta: A sensação é ótima. Eu sempre tive facilidade de passar as minhas ideias pr’o papel (ou pr’o computador, haha), mas eu sentia que tinha poucas ideias. Quando senti que A Clarividente poderia crescer bastante, fiquei bem feliz.
O que mais acho difícil como escritora de one-shots até agora é a preocupação com o tempo. Como as coisas acontecem em uma história longa, cada acontecimento deve tomar seu tempo, e às vezes temo estar fazendo tudo acontecer rápido demais na história. Mas acho que esse é um aspecto que só melhora mesmo com muita leitura e muita escrita. Não existe mesmo uma fórmula.


Pergunta: Olhando em seu perfil, também notei que essa é sua única fic com classificação livre, enquanto as outras são entre 13+ e 18+. Há alguma razão para isso? Como está sendo escrever uma história sem apelar muito para a violência pesada, sexo ou dramas muito complexos?

Resposta: Pois é. Eu sempre foquei em histórias 18+, e A Clarividente é uma das poucas que fogem disso, apesar de ter algumas cenas de violência nem tão pesadas assim. Pra ser sincera, várias coisas aconteceram na minha vida pessoal que me fizeram mudar o foco. Pensar mais em questionar a personalidade das pessoas (existe muito disso na minha história), e dar valor aos verdadeiros amigos. Além disso, meu objetivo com A Clarividente era escrever algo completamente inédito, algo que eu nunca havia tentado antes. Por isso, resolvi fugir de todas as coisas que já havia escrito anteriormente.

A ideia de escrever algo diferente tem sido bem agradável. Escrever A Clarividente tem sido uma experiência ótima, e eu já sinto um carinho imenso por todas as personagens que criei.


Pergunta: Como alguém que segue seu trabalho, também vi que você deletou sua fics antigas de Hetalia, seu fandom original, deixando poucos trabalhos ainda publicados. Foi por vergonha de sua escrita antiga ou por desejo de mudar de ares?

Resposta: Ambos os motivos!

Frequentemente eu percebo como minha escrita tem mudado para melhor pois sempre tento melhorar e, relendo os trabalhos antigos, sinto que eles tinham muito o que melhorar. Algumas vezes deleto algumas, mas ainda tenho todas salvas nos meus documentos para, algum dia, aprimorar elas e quem sabe postar de novo.

Grande parte disso também veio, realmente, do desejo de mudar de ares. Eu tenho pensado em aprimorar minha escrita cada vez mais, até mesmo de um modo profissional, porque, sim, eu sonho em publicar um livro. Resolvi mudar meus temas de modo radical, e acho que a parte de deletar várias das minhas fanfics antigas vem disso. Também porque esse ano completo três anos de Nyah!, então minhas pretensões têm mudado bastante.


Pergunta: Alguma dica para quem está começando a escrever, seja em um fandom ou não?

Resposta: Escrever é uma melhora constante.

Como em qualquer uma das artes, leva-se tempo para atingir um bom nível. Apesar de se tratar de nosso idioma, algo que está presente no nosso dia-a-dia, escrever é difícil e requer bastante leitura e prática. Ninguém deve esperar escrever bem logo nas primeiras tentativas só porque sabe falar português. Pelo mesmo motivo, também não se deve desistir!

Leia vários autores, peça a opinião de leitores e, mais importante de tudo: sempre aceite críticas. Mesmo um escritor experiente deve aceitar críticas construtivas, que dirá um escritor iniciante. E sempre tenha em mente que pessoas gostarão ou não de suas histórias. Receber um “Não gostei” não quer dizer que sua história é ruim. Opiniões são sempre importantes, positivas ou não!


É, Yuka-chan, você realmente gosta de escrever. Que respostas longas! Espero que continue sempre assim, melhorando como você mesma falou aqui!

Link do perfil da yuka-chan: http://fanfiction.com.br/u/17541/


***

Diandra Santiago é beta reader, ficwriter e estudante de Direito. Quer ser promotora e aspira ter pelo menos um livro publicado. Dona de uma imaginação fértil e administradora de seu Tumblr (http://unelmates.tumblr.com/).


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Entrevistando Norah Taylor

segunda-feira, 18 de março de 2013

Por: Fernanda Norato


A trilogia “Em Chamas” nos traz uma grande pitada de romance, um pouco de terror e um balde de mistérios. A autora, que atende como Norah Taylor, claramente, foge do romance clichê – apesar de não descartar a ideia do bad boy. Se formos ler essa saga, tudo o que conhecemos acerca dos seres sobrenaturais não serve para nada. Os enigmas colocados na primeira fic, provavelmente, serão desenrolados apenas na segunda: o que te deixa sem saída e te faz ansiar pela leitura da trilogia inteira. 

Sabe aquela fic que você acha perfeita, mas que não é muito conhecida? É o caso da trilogia dessa escritora Norah. Apesar de a história ser totalmente criativa e bem escrita, não encontramos muitos leitores. Encantada com a fic como fiquei, estou aqui divulgando-a. Leiam-na se vocês curtem um enigma por capítulo e histórias totalmente fictícias – ou não, pois quem pode dizer que é totalmente mentira? “Em Chamas”, com o seu enredo fora do normal, com certeza, os encantará. Mas ninguém melhor do que Norah para nos dizer isso. 

Em seu primeiro livro, Scarllet muda-se para um condomínio e tem vizinhos um tanto anormais – digamos mágicos. E se existisse, de fato, a Mãe Natureza? E se ela precisasse de ajudantes? Pior ainda: os ajudantes dela são seus vizinhos. Em “À Prova de Fogo”, mistérios como esse são solucionados. Mas deixarei para vocês acessarem a fic e procurarem mais informações.

Por fim, vamos à entrevista:


Pergunta: Boa tarde, Norah! Bem-vinda ao nosso programa televisivo da Liga... Ops! História errada... Então, de onde surgiu a ideia da trilogia? 

Resposta: Poxa, a ideia veio... Eu estava vendo o trailer de um filme, O Pacto, e o personagem que apareceu se chamava Caleb e depois apareceram mais três caras... E eu comecei a imaginar a história do filme e acabei inventando o livro.


Pergunta: Você pretendia fazer só uma fic ou sempre teve a ideia de fazer as três? 

Resposta: Era só uma... hahaha. E ela não tinha sentido algum, aí eu pensei em serem duas... Até dezembro do ano passado, eram duas. Mas aí eu tive a ideia do terceiro para ficar mais completo, eu nem imaginei que a história sairia; então, é coisa à beça.


Pergunta: De onde vem a inspiração para cada capítulo? 

Resposta: Normalmente, de músicas. Por exemplo, eu só decidi mesmo começar a escrever quando estava ouvindo as músicas do celular. Lá, “Love Drunk” do Boys Like Girls e “Monsoon” do Tokio Hotel vinham direto, e pensei na cena da Scarllet correndo no dia do baile.

Por isso, na primeira fic, tem tanta cisma em cima dessas bandas =P


Pergunta: Quando surgiu seu interesse por leitura? 

Resposta: Mhnn... Não dá pra responder... Eu queria começar a ler Harry Potter, mas tinha preguiça, então peguei um livro menor. Quando eu desisti de novo, eu disse para minha mãe, e ela “pôs a maior pilha” pra eu terminar o livro. Quando eu terminei, não parei mais, aí agora ela me manda parar de ler (o mundo dá voltas hahahaha).

Pergunta: E as personagens? Foram inspiradas em alguém? 

Resposta: Não, nenhuma foi... Tirei tudo da minha cachola. O máximo, talvez, Thadeu e Jessie. Thadeu porque é meio todos os caras que eu conheço, e Jessie é um pouco de uma amiga antiga minha. Mas os outros, não. =p


Pergunta: Qual a essência de cada fic? 

Resposta: De início, eu escrevia meio como forma de passar o tempo. Mas, depois, vendo bem a história que eu estava escrevendo, eu fiquei filosofando (deve ter visto que faço isso à beça; nas fics, tem muito disso). É que, às vezes, por mais bobas que sejam, a gente toma umas atitudes que fazem uma diferença muito grande lá na frente... No caso da Scar, foi uma xícara de açúcar, e a vida dela dá uma super-reviravolta.


Pergunta: Depois da trilogia, pretende escrever mais alguma coisa relacionada a mistério ou seres míticos? 

Resposta: Meu Deus, eu escrevo o tempo todo sobre muita coisa. Mistérios e coisas míticas principalmente, só que nunca termino nada. “À Prova de Fogo” e “Rutilante” foram os primeiros, mas sim, pretendo terminar algum ou todos eles logo.


Pergunta: Agora, a última: ao ler a fic, você cita algumas vezes o fato de a Mãe Natureza não gostar muito de “trabalhar” com o sexo feminino. Existe alguma possibilidade de, algum dia, você escrever uma espécie de continuação da trilogia, só que narrando um romance entre uma transformada e um humano? 

Resposta: Ahn ... Talvez. Vou ser sincera: nunca pensei nessa possibilidade, mas já pensei em trabalhar explorando mais os mitos da fic... Ta aí, gostei da ideia. 


Bom, obrigada, Norah, pela entrevista e por disponibilizar um pouquinho do seu tempo para nós. Espero que continue escrevendo e crescendo nisso. 

Link do perfil de Norah: http://fanfiction.com.br/u/259244/

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Fernanda Norato é beta reader, semi-atriz de teatro e almejante de arquiteta. Moderadora da fan page do Nyah no facebook e administradora de seu tumblr (http://more-happiness-more.tumblr.com/).


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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana