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Fazendo Uso do Google Docs para o Processo de Betagem (e escrita, também!)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Por: Nat King 
Perfil no Nyah!: https://fanfiction.com.br/u/271972/


Será que estou atrasada? Nah! Além disso, o pessoal do blog é compreensível e ninguém vai puxar a orelha, hehehe...
Hehe...
He.
Vish.

Bom, então, sem mais delongas, vamos partir direto para essa que é uma das melhores ferramentas para você que é escritor, beta, ou ambos! O recurso Docs do Google!!



“Mas tia, qual é a vantagem de usar o Docs?”
Utilizando esse recurso, você pode escrever sem correr o risco de, em alguma tragédia, tipo o computador explodir já aconteceu com algumas pessoas da Liga kk, perder seu precioso textinho, uma vez que o Docs salva tudo na nuvem! É escrever e ter a certeza de que cada palavrinha está sendo gravada! Mas também é possível habilitar a opção de escrever enquanto está off-line para que o Docs salve tudo automaticamente, assim que tiver conexão com a internet ;)
“Ah tá, tia, mas e a vantagem disso para o processo de betagem?!”
O Docs, além de possuir toda a estrutura para que você possa escrever e formatar seu texto IGUALZINHO ao programa Word, tem como opção compartilhar o arquivo com outra pessoa, no caso, o seu beta! As alterações do beta são automaticamente salvas e a cada novo comentário, você é notificado por e-mail, tendo total acesso às alterações, inclusive em tempo real, se assim vocês combinarem! Com isso, você e seu beta não precisam ficar trocando e-mails cheios de anexo, simplificando a tarefa e agilizando o processo!
Animou com a ideia, mas nunca viu um Docs mais gordo? Então vem conferir o passo a passo!

(A beta pede desculpas pela baixa qualidade de algumas imagens, ela só sabe salvar coisas em jpg)

Pode parecer bobo, mas tem gente que se perde na configuração do Gmail, e está tudo bem!  Contudo, não se acanhe, é bem fácil de localizar! Está vendo aqueles quadradinhos láááá em cima, no canto direito, ao lado da sua foto de avatar? Aquele é o Google Apps! É ali que você tem que clicar!

Depois de clicar no Apps, algumas opções dos diversos recursos vão aparecer, MAS ainda não é o que a gente precisa. Mais embaixo você pode clicar na opção “MAIS”.



(Cuidado: a longa exposição ao jpg de baixa qualidade pode causar danos à visão)


E tadáááá, aqui está o Documentos! Pode clicar sem medo de ser feliz! Vai! Vai! *-*

Depois de clicar em “Documentos”, a página Google Documentos irá abrir, com algumas sugestões de formatação, como currículo, carta, etc... Para abrir um documento novo, basta clicar no retângulo com símbolo de adição, que simula uma folha em branco, e clicar!

(Textinhos de betagem censurado por motivo de Top Secret)

E VOILÁ!! OLHA SE NÃO É A COISA MAIS CHUCHU DESSE MUNDO?!?!?!?!?! *--*
Você pode nomear o documento, editar tipo de fonte e tamanho, usar recursos como negrito e itálico, grifar, sublinhar, alterar cor, acrescentar imagens, justificar à direita, esquerda ou centralizar, ajustar margem e espaçamento entre linhas, fazer comentários... 

(Perceba o amor da pessoa pelo docs)

“Mas, tia, se está online, todo mundo vai ver?”
A menos que você queira, não. Veja só, assim que você cria um documento, ele automaticamente torna-se “secreto”, ou seja, apenas você tem acesso a ele.



“E para o meu beta ver? O que é que eu faço?”
Basta clicar nesse cadeado que uma janela irá abrir, possibilitando editar o acesso ao documento. 


IMPORTANTE: Atente-se às opções ao lado das estrelinhas! Para maior segurança, você pode ativá-las, impedindo que seu documento seja salvo ou impresso por terceiros e evitando que novas pessoas que você não solicitou, sejam adicionadas ao documento. Legal, né? ;)
A parte final da edição pode ainda conter essas três opções, você dando ao seu convidado (o beta, nesse caso), a liberdade de editar o texto (apagar palavras, incluir, etc...), de apenas ler, ou de apenas comentar. Converse com o seu beta para saber qual o melhor recurso para vocês dois! Lembrando de sempre salvar uma cópia extra apenas para seu acesso, ok? ;)


“Gostei, tia! Todo mundo pode usar?!”
Até onde eu vi, apenas quem possui uma conta Google (Gmail) pode utilizar :( Então precisamos ver se tanto você quanto o beta solicitado terão acesso ao recurso...

“O beta vai me falar dessa opção ou eu posso sugerir?”
Você pode dar essa opção já no pedido de betagem, no primeiro contato! ;)

“Tia, o beta tem gmail, mas ele não quer usar o Docs... :(”
Poxa, aí é chato :c Mas aí vai de você; acha que isso prejudicaria o processo de betagem, ou você não se importa? Trocaria de beta por conta disso? Vale a reflexão e conversa SEMPRE! Tudo para que seja uma ótima experiência para ambos os lados, viu? ;D

Ah, para aqueles que nem sempre tem o computador por perto, o Docs ainda conta com um aplicativo para celular! Dê uma olhadinha se o seu aparelho comporta o aplicativo. Pode ser uma opção para quando não está em casa e uma ideia aparecer!

Essa foi a dica de hoje, gostaram? Espero ter me feito entender! Qualquer dúvida, comente, ou nos contate que será um prazer enorme poder ajudar! Até a próxima!!

Nat King
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O Escritor e o Medidor de Palavras

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Por: Nat King



“Livro bom, para mim, só de quinhentas páginas para cima!”

“Duzentas páginas nem é livro de verdade!”

“George R. R. Martin é rei!”

Quantas dessas expressões você já ouviu ou leu? Ou, ainda, quais delas você já usou?

Não é errado termos como preferência uma história que rende facilmente centenas de páginas, ou sermos atraídos por livros de lombadas largas que poderiam facilmente substituir tijolos em uma construção… O problema mora na ideia de que apenas esse tipo de livro é digno de atenção, em uma substituição de “julgar o livro pela capa” com o “julgar o livro pelas páginas”.

Com o passar do tempo, essa busca por milhares de palavras, estendeu-se às histórias digitais, o desejo de que nossas fanfics somassem tantas palavras quanto nossos trambolhos literários preferidos cresceu e, com ele, muitos de nós nos tornamos profundamente críticos quanto o que chamamos de rendimento. Afinal de contas, quantos de nós já finalizou um capítulo com tudo o que queríamos passar, tendo como soma final de palavras, desapontadoras duas mil? Às vezes nem isso! E quando sequer chega perto de mil? A morte! Vergonha para toda uma classe de escritores! Machado de Assis, se já não estivesse morto, cairia duro no chão, tamanha desgraça! Camões mudaria inclusive o curso, se esbarrasse com você na rua! José Saramago, então?! Clarice Lispector com toda certeza morreria, ela e seus dois pseudônimos.

Mas gente, calma, desde quando nos tornamos tão obcecados com isso?

Embora ainda hoje haja uma briga sobre o que é ser escritor de verdade (e termos nossas fanfics atacadas como se não fossem válidas no clubinho literário), nós mesmos temos nos cobrado criar histórias cada vez maiores e mais complexas, como se elas pudessem compensar a falta de credibilidade que muitas vezes nosso nome no Nyah provoque. Estipulamos tipo de enredo, mínimo de palavras, migramos de plataforma com a esperança de sermos levados mais a sério e, quando percebemos, o que começou como um prazer, tornou-se uma obrigação, uma briga de ego que culmina em um estresse desnecessário e textão nos grupos literários, questionando com profunda indignação: POR QUE FANFIC TAL TEM MAIS COMENTÁRIO DO QUE A MINHA HISTÓRIA SUPER INCRÍVEL E MARAVILHOSA??

Hey, calma lá, vamos conversar, fera, senta aqui e respira! Calma, eu não estou te julgando! Calma, eu não acho que você está tendo um chilique desnecessário! MEU DEUS DO CÉU, ABAIXA ESSA PEDRA!!

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Já é seguro me manifestar?

Prezada pessoa que escreve, eu não estou aqui para condenar sua frustração ou medir quando pode sentir isso, pelo contrário! Eu também acho frustrante ver história minha sem nenhum comentário e poucas visualizações… Também torço com todo meu coraçãozinho para os leitores fantasmas se manifestarem! E, principalmente, eu também comparo meus capítulos de mil e oitocentas palavras (ou menos) com aquela mega fanfic que cada capítulo estoura o limite de vinte mil palavras estipulado pelo Nyah. É onde mora o perigo.

Para muitos escritores, fazer uma ideia simples render capítulos enormes, é de uma naturalidade imensa. A escrita flui, os dedos se agitam no teclado e, em uma única sentada, está pronta uma cena cheia de detalhes, que transmite até mesmo cores e sabores… E a descrição nada mais foi que uma pessoa saindo da cama de manhã. Esse escritor é maravilhoso? Claro que é! Porém, não pela sua facilidade em fazer de cada capítulo um Game of Thrones tupiniquim, mas o de transmitir o que deseja naqueles parágrafos. E isso também é possível através de mil palavras, oitocentas, cem! As drabbles estão aí para provar o meu ponto!

O que muito acontece, nessa nossa busca de consolar a frustração em não atingirmos as metas absurdas estipuladas por nós mesmos, é a perigosa “encheção de linguiça”, o acréscimo de cenas desnecessárias que parecem segurar a história ou empurrá-la com uma enorme barriga, acompanhado ou não do uso de um palavreado rebuscado que estiquem suas linhas e aumente a contagem de palavras. Se antes achávamos estar pecando pela falta de texto, acabamos pecando pelo excesso de detalhes e aquela pessoa que tão naturalmente saía da cama de manhã com sete mil palavras, se arrasta sem nenhuma vontade de viver naquele amontoado de palavras que você forçou. Se nem ela está feliz, imagine seus leitores.

Imagine você.

Novamente, não é errado ter preferência por histórias mais compridas, tem até quem só procure fanfics com no mínimo quatro mil palavras por capítulo, sempre vejo fazerem esse tipo de pedido! E também, há quem prefira ler coisas mais curtas, como drabbles! Acho que vai da nossa preferência pessoal e parte dessa inconformidade em “escrever pouco” vem dessa nossa crença de que livro bom é livro comprido, mais de quatrocentas páginas, livro grosso que dê para enxergar a lombada de longe, como Harry Potter e as Relíquias da Morte. Mas quem só vê valor na quantidade de palavras de Relíquias da Morte, se esquece que A Pedra Filosofal nem foi tão comprido assim... Certas obras, como A Hora da Estrela, não precisaram de mais que noventa páginas para marcar gerações, ou ainda Edgar Allan Poe, com tantas obras em seu nome, teve ele gravado na história pelo memorável “Nevermore”, o “Nunca Mais”. Então não se preocupe com a quantidade de palavras que escrever, importe-se que, no fim, sua criação esteja do seu agrado. Tenho certeza de que você é capaz de transmitir tudo o que deseja, seja em vinte mil palavras, seja em cem.

Continue escrevendo. Continue criando. Celebre cada nova criação; nenhum outro seria capaz de fazer o que você está fazendo. Sua escrita é boa o bastante e nenhum contador de palavras pode medir isso por você.
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana