Por: Fuyu
As resenhas compõem o gênero mais tradicional de artigos no Blog da Liga dos Betas, sempre feitas por betas da Liga ou convidados especiais. Agradecemos a beta Fuyu pela resenha desta semana!
Certo, vamos falar sobre isso.
*tensão*
Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Eu
sou a Hannah e bem-vindos para mais um textinho aqui no blog da liga! Sim,
falei meu bordão do Recanto, estou nem aí. Hahahaha!
Eu trouxe hoje uma resenha de uma
trilogia. Ou seja, teremos uma resenha em dose tripla! E, o mais estranho: não
tenho uma opinião formada sobre esses livros ainda, então estou precisando
pensar e escrever um pouco sobre o assunto. A trilogia que iremos falar hoje é
“O Povo do Ar”, mais conhecida como trilogia “O Príncipe Cruel”.
Há MUITAS opiniões diferentes sobre
esse livro. Pessoas gostaram, pessoas amaram e pessoas odiaram. Eu,
basicamente, nem sei onde me encaixo e espero descobrir hoje com vocês. Devo
dizer que devorei esses livros e cada um foi bem rapidinho de ler, mas os dois
primeiros perderam para o último no qual eu li em umas seis ou cinco horas
(socorrinho). Foram três livros bem gostosinhos de ler e o plot twist no final
do segundo foi simplesmente imperdível. Para situar vocês, a ordem é: O
Príncipe Cruel, O Rei Perverso e A Rainha do Nada.
Vamos começar? Yay!
Sinopse do primeiro livro: Jude tinha 7 anos
quando seus pais foram assassinados e foi forçada a viver no Reino das Fadas.
Dez anos depois, tudo o que ela quer é ser como eles — lindos e imortais — e
realmente pertencer ao Reino das Fadas, apesar de sua mortalidade. Mas muitos
do povo das Fadas desprezam os humanos. Especialmente o Príncipe Cardan, o
filho mais jovem, mais bonito e mais cruel do Grande Rei. Para ganhar um lugar
na Alta Corte, ela deve desafiá-lo... e enfrentar as consequências. Envolvida
em intrigas e traições do palácio, Jude descobre sua própria capacidade para
truques e derramamento de sangue. Mas, com a ameaça de uma guerra civil e o
Reino das Fadas por um fio, Jude precisará arriscar sua vida em uma perigosa
aliança para salvar suas irmãs, e o próprio Reino. Com personagens únicos,
reviravoltas inesperadas, e uma traição de tirar o fôlego, este livro vai
deixar o leitor querendo mergulhar de cabeça na continuação deste universo.
“O Príncipe Cruel” nos envia ao mundo das fadas. Nele,
conhecemos nossa protagonista, sua ânsia em ser reconhecida em um mundo que
deseja ser seu, mas reconhece que não é, e conhecemos o início das intrigas
políticas e das problemáticas que acompanharão a protagonista até o final de
sua trajetória.
O primeiro livro me fez conhecer o que as pessoas chamavam de
“feéricos” e o quanto eles conseguem ser cativantes. Porém, também me mostrou o
quanto conseguem ser cruéis e vis, com fome pela desordem, pelo caos e pelo
barulho desenfreado da calamidade. Jude, a nossa protagonista, é uma
menina-mulher bem determinada e que está incrivelmente (e um pouco
“estranhamente”) disposta a fazer tudo que for necessário para demonstrar e
comprovar o seu valor numa terra estranha que se tornara a sua casa. No
entanto, o que me desmotivou no primeiro livro foi a percepção e a impressão de
que nossa protagonista, na verdade, estava muito perdida. E não apenas perdida:
completamente desesperada. É claro que ela sofreu demais com a baixa autoestima
e com bullying, mas acredito que não fazia muito sentido o tamanho de seu
desespero. Por causa dele, ela cometeu atos catastróficos para sua
personalidade e a sua empatia por outros seres que convivem com ela. E o pior
de tudo: não teve um motivo completamente aparente.
Neste mesmo livro conhecemos melhor o tal “príncipe cruel”
que seria Cardan, ou o meu personagem favorito! Cardan é um personagem cheio de
camadas e não entendemos muito bem isso na primeira metade do livro. Na
verdade, nada de sua personalidade floreada nos é apresentada em todos os
livros. A minha impressão foi que a
autora queria fazer um personagem profundo e o que conseguiu foi um personagem
bem confuso. Entretanto, isso não tira o carisma do personagem. E o fato é que
sabemos de suas camadas mesmo elas não tendo sido apresentadas.
Além disso, as intrigas políticas são bem interessantes e há
um golpe, mas não falarei muito sobre isso, hehe.
O Rei Perverso:
Ah, O Rei Perverso... um livrinho bem parado. A grande
revelação dele é, na verdade, o final. E por ele vale muito a pena ler. De
resto, o livro é bem quieto. Há alguns problemas bem interessantes acontecendo,
mas nada extremamente animador, e os personagens em si não trazem muita
revelação (tirando o final).
Jude está mais “pensativa” nesse livro. Ela deve usar muito a
sua cabeça em seus deveres e por isso temos uma profunda adentrada em sua mente
e como ela se relaciona com as pessoas ao seu redor, em especial Cardan que
está mais radiante do que nunca em sua nova posição. Nossa protagonista como
sempre, sofre nas mãos dos feéricos, mas não se dá por vencida e a sua
determinação é muito gratificante de ler. Jude é o tipo de personagem que pode
ser uma inspiração se for manuseada com um pouquinho de destreza. Eu ainda acho
que sua sinceridade continua sendo meio deturpada e suas ambições um pouco
confusas, mas tirando isso, acho uma protagonista bem adequada para o tipo de
livro.
E O CARDAN? Ah, ele está exalando poder. Cardan continuou
pouco aproveitado e apareceu pouco no livro. Levando em consideração que ele
deveria ser um dos protagonistas, sua aparição foi bem medíocre. Porém, nos
momentos em que ele aparece, conseguimos ver que precisa se acostumar com sua
nova posição e geralmente não sabe muito bem como agir. Isso muda ao longo da
leitura, o que é bem animador.
A trama desse livro é um pouco mais parada em relação ao
primeiro, mas ele entrega o que geralmente livros “do meio” são capazes e
esperados: uma linha para o último livro, e isso ele faz muito bem. E novamente,
que final meus amigos!
A Rainha do Nada:
Será a primeira vez que eu falarei sobre “A Rainha do Nada” e
estou bem intrigada!
A Rainha do Nada começa leve. Vemos a Jude em sua nova
posição (bem inferior) e sua nova rotina. Nada muito interessante. Até que as
coisas emendam e ela vai para o lugar de onde nunca deveria ter saído. Não falo
mais nada!
Sendo bem sincera, eu gostei de “A Rainha do Nada”. Foi uma
leitura rápida e prazerosa. E simplesmente não consegui parar de ler. Jude e
Cardan estavam mais sintonizados nesse livro, Cardan apareceu bem mais, e
muitas coisas loucas apareceram no final (se você leu, você sabe do que eu
estou falando). Além disso, FINALMENTE o romance deu início e foi resolvido
para o nosso alívio.
Nossa protagonista foi feroz nesse livro de uma maneira
diferente. Ela foi perspicaz. Foi segura de si. E confiou mais naqueles que ela
percebeu que podia confiar. Finalmente vemos o final de Jude dando forma e eu
acho que foi um bom final. Entendi melhor as escolhas da protagonista e vi seu
lado com um pouco mais de empatia. Ainda acho ela um pouco perdida e insegura,
longe de encontrar o que realmente quer, mas acredito que o que ela encontrou
foi o suficiente para ela e para os leitores.
Cardan me surpreendeu muito nesse livro. Ele foi inteligente.
Ousado. E foi humilde em suas atitudes, além de conseguir ter uma posição
diante dos outros e da Jude de uma forma nova, mas coerente e nem um pouco
longe de sua personalidade. Apenas aprimorado. E isso foi incrível.
A resolução da política e dos perrengues que os personagens
passaram foi bem leve. Alguns problemas foram resolvidos muito rapidamente e de
forma bem “tranquila”. O livro não nos traz uma guerra, como eu esperava. E não
traz muitas intrigas, como eu esperava. Tudo é bastante linear. E a história,
em si, é bem fácil de ser lida e entendida.
Basicamente, pensando junto com vocês, eu gostei de ler essa
história. Gostei da maioria dos personagens, gostei do espaço em que a história
se passa e gostei das intrigas. Entretanto, para mim, não é uma história
particularmente memorável. Muitas coisas podem ser melhoradas (como em qualquer
outra história), mas acredito que muitos erros da autora são por falta de
prática. O desenvolvimento dos personagens, suas ambições, as intrigas, o nível
da trama, a ambientação... tudo pode ser aperfeiçoado. E eu acho que se for,
poucas coisas poderiam superar uma história tão gostosa como essa. 3,5 estrelas
para toda a trama!
Bem, é isso. Espero que tenham gostado! Leiam esses livros
para conversarmos porque será demais! É isso! Beijinhos.