Como criar um personagem queer

Por: Last Rose of Summer Perfil:  http://fanfiction.com.br/u/348014/ Queer é uma palavra que vem do inglês, e sua definição do di...

Por: Last Rose of Summer


Queer é uma palavra que vem do inglês, e sua definição do dicionário é ligeiramente diferente da definição usada pela comunidade LGBT. Há quem diga que ela é usada apenas para pessoas trans não-binárias (calma, vou explicar o que isso significa mais tarde), há quem diga que apenas para pessoas trans (binárias ou não-binárias), mas aqui no texto eu vou usá-la pelo seu significado mais amplo, que é para designar toda e qualquer pessoa que não seja heterossexual ou cisgênera (que eu também vou explicar o que é logo adiante), como um sinônimo de LGBT.
Dito isso, devo completar dizendo que personagens queer são personagens como qualquer outro, embora sejam consideravelmente mais difíceis de se retratar, principalmente se você não está familiarizado com a comunidade, e retratá-lo baseando-se em estereótipos pode ser muito ofensivo para as pessoas que se consideram queer. Por isso, o ideal, antes de começar a pensar em criá-lo, é fazer uma pesquisa e conversar com pessoas que sejam da mesma “categoria” que o seu personagem. A maioria das pessoas não se importa em responder perguntas se você não for ofensivo, e é bastante comum encontrar tumblrs sobre isso, principalmente se você souber inglês (se não souber, mas estiver interessado, o google tradutor é sempre uma opção). Há também páginas no Facebook que podem ajudar um leigo a compreender as vivências queer, e que podem ser muito úteis como pesquisa. Só lembrem-se de não utilizar nada do que eles dizem em uma história, nem uma situação específica, sem permissão.
Nesse artigo eu vou falar, de maneira bem básica, sobre orientação sexual, orientação romântica, identidade de gênero e expressão de gênero, e a maneira como elas podem afetar seu personagem na história. Vou deixar claro, logo agora, que não existe uma maneira certa de se retratar um personagem queer, mas existem, sim, maneiras muito erradas e ofensivas de fazê-lo.
Sem mais delongas, vamos ao que interessa?

Orientação Sexual vs Orientação Romântica:

Estou colocando esses dois juntos porque eles geralmente andam de mãos dadas, e é difícil falar de um sem puxar o outro. Eles são muito parecidos e frequentemente confundidos, e a maioria das pessoas que conhece o primeiro não faz ideia de que o segundo existe. Outra parcela não acredita que eles estão separados, e outra ainda não entende o que cada um significa. Para esta, uma breve explicação:
Orientação sexual é algo bem amplo e relativamente abstrato, e tão físico quanto psicológico, mas não quero entrar em detalhes ou discussões filosóficas. Engloba principalmente atração sexual, desejo sexual e impulso sexual. De maneira menos ampla: por quem o seu personagem se sente sexualmente atraído (com quem ele gostaria de fazer sexo), seu desejo de engajar em atividades sexuais e a sua necessidade física de fazê-lo (a sua resposta fisiológica ao estímulo sexual). É preciso destacar que há uma diferença entre atração estética, que é, basicamente, achar alguém bonito, e atração sexual, e que atração estética não tem relação com a orientação sexual que o personagem possui. Um personagem masculino e heterossexual pode achar um outro homem bonito e isso não faz com que ele seja menos hétero. A orientação romântica, por outro lado, engloba basicamente a atração romântica do personagem, ou seja, seu desejo de estar em um relacionamento romântico com outro personagem. É simples assim.
Como eu disse, as duas podem andar de mãos dadas, e geralmente andam, mas isso não é uma regra: um personagem pode ser homossexual e birromântico, por exemplo, ao sentir atração pelo mesmo gênero, mas se imaginar namorando tanto garotos quanto garotas. Um personagem pode ser heterossexual e arromântico, ao sentir atração sexual pelo gênero oposto, mas nunca se imaginar namorando ninguém — e isso não faz dele um personagem necessariamente promíscuo ou que pega todos, não. A orientação sexual (e a romântica) não definem traços de personalidade.

Agora que você já sabe o que é orientação sexual e o que é orientação romântica, está na hora de conhecer quais elas são mais especificamente. O prefixo é sempre o mesmo, o que muda é o final:

Hétero — heterossexual, heterorromântico — pessoa do gênero masculino que sente atração pelo gênero feminino, ou pessoa do gênero feminino que sente atração pelo gênero masculino. Para pessoas não-binárias que sentem atração pelo gênero feminino, usa-se gyno (gynossexual, gynorromântico), e para não-binárias que sentem atração pelo gênero masculino usa-se andro (androssexual, androrromântico)
Homo — homossexual, homorromântico — pessoa que sente atração pelo mesmo gênero com o qual se identifica.
Bi — bissexual, birromântico — quanto a esse aqui, há controvérsias. Normalmente, diz-se da pessoa que sente atração pelo gênero masculino e pelo gênero feminino. No entanto, algumas pessoas usam para se referir a alguém que sente atração por dois gêneros distintos, não necessariamente binários. As pessoas que usam bi para binários usam, para não-binários, poli (polissexual, polirromântico).
Pan — pansexual, panromântico — pessoa que sente atração independentemente de gênero (ou por todos os gêneros).
Ace — assexual, arromântico — pessoa que não sente atração, ou sente tão pouca que pode ser desconsiderada.

Agora que você já sabe o básico, vamos ao que interessa: como a orientação do seu personagem afeta a sua história?

Ora, de várias maneiras. É importante ressaltar que a orientação funciona diferente de pessoa para pessoa, então você pode, mais do que dar um nome para essa orientação — dizer se o seu personagem é gay, bi, pan —, descrevê-la. Você não precisa que seu personagem, ou o narrador, diga com todas as letras em sua história que o seu personagem gosta de garotos ou garotas, ou ambos, ou nenhum. Você pode mostrar, descrevendo as reações de seu personagem diante da maneira como ele se relaciona com as pessoas.
Uma personagem do gênero feminino e bissexual pode se pegar imaginando, por exemplo, como seria beijar a sua melhor amiga, mesmo que ela já tenha tido namorados antes. Um garoto homossexual pode se sentir excitado diante da imagem de um homem sem blusa na televisão. Você não precisa que ele beije um garoto durante a história — não. Também é possível mostrar por meio de comentários que ele faz ou mesmo pela maneira como ele recebe investidas sexuais das pessoas. Um personagem assexual pode, por exemplo, se sentir desconfortável com a ideia de “pegar” alguém.
Além disso, as orientações sexual e romântica permitem que você desenvolva seu personagem psicologicamente — como ele lida com o fato de não ser hétero? Se a atração sexual difere da atração romântica, como ele lida com o fato de poder entrar num relacionamento e não sentir atração sexual pelo parceiro? Ele tem problemas com pessoas leigas no assunto, caso se depare com alguém que não saiba o que a sua orientação significa? Se alguém faz um comentário preconceituoso, como ele reage?
É importante levar em consideração que algumas pessoas lidam com o preconceito melhor do que outras — logo, seu personagem pode ser daqueles que fica calado no seu canto ou levanta a voz e discute. Pode ser ativo nas discussões LGBT, pode frequentar marchas, por exemplo, e falar abertamente sobre o que ele é, ou pode chorar, se trancar no quarto e tentar se esconder. Pode fingir ser hétero para se encaixar, o que é comum, ou pode se recusar a aceitar que não o é.
Você também pode desenvolver a história dele baseada na orientação — ele perdeu amigos quando se assumiu (se é que se assumiu)? Como seus pais lidaram com o assunto? Como ele lidou com o assunto? Ele já teve muitos relacionamentos não-heterossexuais? Tais relacionamentos terminaram bem? Acima de tudo, como tudo isso afeta a maneira como ele vive e age no tempo presente (ou no tempo em que a história se passa)?
Outra coisa que é legal levar em consideração é que nem todos os pais são preconceituosos ou têm problemas com a orientação dos filhos. Alguns conseguem aceitá-los facilmente, alguns conseguem aceitá-los com alguma dificuldade — e pode ser bem legal desenvolver a maneira como os pais lidam com a sexualidade do filho, por exemplo, ao ter que apresentar isso para os amigos ou vizinhos — e alguns, infelizmente, não conseguem aceitá-los. Além disso, nem todo mundo perde todos os amigos ou fica rodeado de amigos com a mesma orientação.
Se o seu personagem possui alguma religião, também pode ser interessante desenvolver a maneira como ele lida com o fato de a maioria das pessoas acreditar que não ser hétero é pecado — ou ele é do tipo que acredita que Deus vai aceitá-lo independentemente da Bíblia? As possibilidades são infinitas!
É claro que a orientação do seu personagem não precisa ser o mais importante na história — pode ser só um fato como a cor do cabelo ou o emprego, por exemplo, ou o que quer que a sua história peça.

Identidade de Gênero vs Expressão de Gênero

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que orientação sexual não tem nenhuma relação com identidade de gênero. Um homem homossexual é apenas um homem que sente atração por outros homens, e não um homem que quer ser mulher. Isso dito, vamos seguir em frente:
Para saber o significado de identidade e expressão de gênero, primeiro nós precisamos saber o que é “gênero”.

Gênero é uma construção social. Não é definido pelo nosso sexo — o órgão genital com o qual nascemos —, mas pelo conjunto de características com o qual nos identificamos. Uma frase que eu gosto muito e que eu acho que resume isso bem o bastante é “nós geralmente pensamos em gênero como uma característica fixa, mas, na realidade, é mais como uma constelação de traços”. Logo, identidade de gênero é a constelação de traços do seu personagem. Se a maioria desses traços é socialmente considerada masculina, então ele provavelmente se identifica como um homem. Se é feminina, então se identifica como mulher. Se é uma constelação única, cuja maioria não é nem masculina nem feminina, então se identifica com outra coisa. Expressão de gênero, por outro lado, é o “gênero” que o seu personagem expressa. Enquanto identidade de gênero se refere principalmente a características psicológicas — gostos e traços da personalidade —, a expressão se refere a características físicas: roupas, cabelo, maneira de falar, etc.
O gênero, geralmente, é socialmente imposto — ou seja, espera-se que ajamos e nos expressemos de acordo com o sexo com o qual nascemos. Se há uma vagina, espera-se que sejamos do gênero feminino, se há um pênis, espera-se que sejamos do gênero masculino. Quando isso acontece — quando a pessoa se identifica com o gênero que lhe foi imposto — ela é cisgênera ou cissexual (abreviado para cis). Por outro lado, quando a pessoa não se identifica com o gênero imposto, ela é transgênera ou transexual.
Algumas pessoas diferenciam transgênero de transexual — sendo transexual aquele que passou pela operação de redesignação sexual, e transgênero aquele que não passou —, mas a maioria acha essa diferenciação irrelevante. Para não errar, é muito mais simples usar a abreviação, trans (caso você pesquise sobre o assunto, provavelmente vai encontrar textos em que trans é seguido por um asterisco — trans* — isso, porém, não é mais utilizado).

Caso você vá pesquisar sobre transsexualidade (como eu sugiro que faça, já que esse artigo é bastante superficial), há alguns termos que você precisa conhecer:

Amab — assigned male at birth — pessoa trans que nasceu do sexo masculino. A tradução literal seria “assinalado macho ao nascer”.
Afab — assigned female at birth — pessoa trans que nasceu do sexo feminino. A tradução literal seria “assinalado fêmea ao nascer”.
Nb — non-binary, não binário — pessoa trans que não se identifica nem com o gênero feminino, nem com o gênero masculino. Ela pode ser neutrois, demiboy ou demigirl, por exemplo.

Como a expressão de gênero realmente se diferencia da identidade?

Assim como a orientação romântica anda junto com a orientação sexual, a expressão de gênero anda junto da identidade de gênero sem, no entanto, serem a mesma coisa. Uma pessoa que se identifica como sendo do gênero masculino pode, por exemplo, usar saias, se preferir, e ele não se torna menos homem por isso. O que quero dizer é: o fato de ele usar saia não anula que sua constelação de traços é essencialmente o que a nossa sociedade encara como masculina.
Pense, por exemplo, na moda feminina de alguns séculos atrás. A ideia de mulheres usarem calças era absurda! Ainda assim, hoje em dia, muitas mulheres as utilizam e nem por isso são menos mulheres. A definição do que é aceitável ou não para determinado gênero muda de acordo com a cultura da época e do lugar, mas o fato de ser mulher não vai mudar só porque nasceu numa cultura diferente — entende?

Retratar a transexualidade num personagem é uma coisa tão difícil quanto ampla — você precisa levar em consideração, por exemplo, de que ser trans é muito menos socialmente aceito que ser gay, e que há muito menos gente que entende e aceita a transexualidade. Também precisa levar em consideração que não é algo instantâneo, não é algo de um dia para o outro, mas um processo. Algumas pessoas se assumem muito jovens — “garotos” que pedem vestidos para os pais e fazem comentários como “você sabe que eu sou uma garota, não sabe?” mesmo que ainda não entendam muito bem sobre isso (e tem um vídeo muito lindo sobre isso, em inglês, infelizmente, sobre uma mãe falando sobre sua filha trans: https://www.youtube.com/watch?v=-oIuw3yIyhI) — e outras demoram anos para se assumir — a Laerte, por exemplo, cartunista relativamente famosa que se assumiu como travesti aos cinquenta e poucos anos de idade (tem uma entrevista da Laerte maravilhosa, aqui: https://www.youtube.com/watch?v=uxD1xXvQWYM, que trata bastante sobre isso. O melhor de tudo: ela é brasileira!).
Pessoas trans passam por fases — logo, personagens trans passam por elas também. Tem a fase de descobrimento, em que o personagem descobre que não se identifica com seu gênero imposto, e então vai definindo qual é o gênero com o qual se identifica, e tem a fase da transição, que é quando o personagem já sabe quem é, e passa a agir de acordo com isso — seja passando a se vestir de acordo, mudando de nome ou, ainda mais importante, pedindo às pessoas que se refiram a ele com outros pronomes. Essas fases não possuem duração específica e podem ocorrer mutuamente — um personagem trans pode mudar a maneira de agir ao mesmo tempo em que define quem é, por exemplo.
Os pronomes são muito importantes para as pessoas trans — então, por favor, use-os corretamente quando for escrever. Se seu personagem é amab, mas se identifica com o gênero feminino, use pronomes femininos, por exemplo. Caso se identifique como neutro, pode utilizar linguagem neutra, pronomes masculinos ou femininos (a maioria das pessoas tem a preferência por um deles, ou seja, o ideal é escolher um e referir-se ao personagem por tal pronome durante toda a história).
A escolha de um novo nome pode ser importante — embora algumas pessoas trans decidam não modificá-lo. Outra coisa que é importante ressaltar, é que nem todas as pessoas trans tomam hormônios ou passam pela operação de redesignação sexual (aliás, perguntar para uma pessoa trans se ela já passou pela operação pode ser bastante ofensivo).

Como a transexualidade afeta a sua história?

Como no caso da orientação, você pode decidir se a sua história vai girar em torno disso ou não. Pode ser simplesmente um fato na história como qualquer outro fato, e a história pode ser sobre uma aventura no espaço. Ainda assim, o fato de ser trans pode (e deve) afetar o personagem: Ele fala abertamente sobre ser trans ou é algo que esconde das pessoas que conhece? Ele se sente mal quando as pessoas utilizam o pronome errado ou o chamam por seu nome antigo (caso tenha trocado)? Ele se ressente do preconceito? Os pais têm problemas com isso ou são capazes de aceitá-lo? Se sim, como foi que lidaram com isso no início? O fato de os pais lidarem mal com sua transgeneridade (caso lidem mal) atrapalha sua vida? Com quantos anos ele começou a questionar seu gênero? Sua transição foi fácil ou difícil? Novamente, há inúmeras possibilidades a serem exploradas, e tudo depende de o que você pretende fazer na sua história.


Criar e desenvolver um personagem queer não é uma tarefa fácil, e requer muita pesquisa. Antes de começar, eu sugiro que se pergunte se o seu personagem ou sua história realmente pedem por isso: um personagem queer não é uma cota a se cumprir, não é algo que deve ser feito só por fazer. Também não é algo que você deva deixar de fazer só porque já tem queer demais — a diversidade é uma coisa linda e deve, sim, ser explorada.
Se a resposta para a pergunta for sim, então sugiro pesquisa. Defina o que seu personagem será — cis e pan, cis e ace, trans e ace, trans e hétero? — e pesquise mais profundamente sobre o assunto. Se o seu personagem for arromântico, por exemplo, eu sugiro pesquisar sobre relacionamentos queerplatonics, e se for trans, sobre disforia e genderfluidismo, assuntos que eu não tratei aqui.
Eu espero que o artigo seja de ajuda para vocês, e qualquer pergunta é só falar. Deixo vocês com uma música linda (https://www.youtube.com/watch?v=Cf79KXBCIDg) e os links que usei para pesquisa.



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7 comentários

  1. Olá! Primeiro gostaria de dizer que gostei bastante do texto, achei bem interessante e muito bem explicado.
    Gostaria de aproveitar e fazer uma pergunta referente a uma dúvida que tenho. Sou uma aspirante a escritora do gênero yaoi, sempre realizo pesquisas sobre o assunto e sempre vejo pessoas comentando sobre a necessidade do uso do lubrificante durante as relações sexuais, para diminuir o desconforto e afins. Tenho alguns rascunhos para uma fanfic do gênero yaoi que seria ambientada no período medieval japonês, a questão é, nesse período não existia a fabricação desse tipo de produto (lubrificante), pelo menos não que eu saiba, se eu estiver errada me corrijam. Então como poderia abordar de uma forma crível uma relação sexual onde não haja a utilização de tal produto? Obrigada pela atenção, e mais uma vez parabéns pelo texto. Bjs.

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    1. Acabei de descobrir que historicamente se usava banha de porco.

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    2. A resposta a esse pergunta é bastante simples, na verdade. A mulher, sendo natural ela ser penetrada durante o ato sexual, o corpo produz lubrificante naturalmente, quando o nível de produção de certas hormonas aumenta devido à excitação. No entanto, o homem não está preparado desta maneira, daí a existência do lubrificante. No entanto, visto que não existia tal produto na época, a verdade é simples. A penetração vai custar muito mais a ambas as partes, tanto a que é penetrada como a que penetra, não importa a preparação que haja antes. Ao que é penetrado, alguns descrever a dor como a de ser "rasgado ao meio", que "queima" e arde. Quando ao que penetra, claro que também vai doer. Imagina tentar o teu polegar num buraco muito, muito estreito, e dá para teres uma pequena noção do que acontece.
      Bem, espero ter ajudado, e qualquer dúvida diz. Beijos

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    3. Como hoje em dia, quando falta o lubrifucante, usa-se saliva. Mesmo numa relação homem-mulher. Lembro que no Brokeback Mountain o Heath cospe na mão e passa no Jake quando eles já estão bem afoitos.

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  2. Primeiro, quero parabenizar pela postagem, pela pesquisa muito bem feita e livre de preconceitos. Ela não só ajuda escritores, como também pessoas a melhorarem. Acho muito importante tratar desses assuntos, já que muitas vezes esses grupos são marginalizados pela sociedade.
    Como um cara trans, assexual e arromântico, não discordo de nada do que foi dito, e agradeço por estar trazendo mais visibilidade para pessoas queers, já que apenas esconder e fingir que não existimos não acaba com a intolerância e o preconceito.
    E para qualquer escritor que pretenda colocar um personagem assim em sua história: boa sorte, e não se esqueça de pesquisar. Pior do que pregar a hetero/cisnormatividade, seria colocar um personagem queer de forma ofensiva para esses grupos. Por outro lado, um personagem bem feito pode acrescentar muito em sua história.

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    1. Oi, Zeke! Obrigada! E também acho legal tratar desses assuntos. Eu sou ace myself (até agora, pelo menos, HAHAHAHA), e sempre sinto falta de ver isso representado da maneira "certa". E só conheço 1 personagem que seja canônicamente ace, o que é tipo, muito feio, porque é representatividade 0.
      Obrigada mesmo pelo comentário! Abração \o/

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