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Dicas Para Escrever Um Bom Drama, Terror E Angst [3/3]

quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Por: Amaranthine


Olha eu aqui de novo! Admitam, vocês sentiram a minha falta este mês. Quem não sentiria? Todo mundo Então, bora ter mais dicas com a Lady diva aqui? Deixaram a melhor parte por minha conta. Porque, vocês sabem né…

Todo mundo sabe disso

Como sempre, vamos começar com uma definição do que é o terror: apesar de ser muito óbvio

“O terror é uma sensação de medo muito intensa. O medo define-se como uma perturbação angustiante do espírito devido a um risco real ou imaginário; a partir do momento em que o medo se apodera do controle cerebral e que o indivíduo já não consegue pensar de forma racional, o mesmo está perante uma situação de terror.”

Esta definição foi retirada do site “conceito.de”, e é interessante notar que não estamos apenas tratando de terror quando definimos o gênero, mas de um conjunto de elementos que tornam a história aterrorizante. Veja, toda esta trilogia se encaixa aqui: drama e angst ajudam na construção do seu enredo. Afinal, o terror não é uma “perturbação angustiante do espírito”?

O problema é que fazer uma história de dar medo dá trabalho. Muito. Assim como a comédia, é impossível saber se o leitor sentirá medo. Às vezes, a pessoa é igual a mim, que não tem medo de livro nenhum. É preciso um pouquinho de estímulo visual para que eu dê um sustinho…

Tipo isso aqui

Devido este pequenino grande problema vamos fazer desta a nossa primeira dica: Esqueça o leitor.

Que?! Lady Amaranthine, você enlouqueceu!

Não, calma. Só estou dizendo que, se você ficar pensando demais na reação do público, a história deixa de fluir do seu teclado, lápis, tinta, pena, o que for, e fica forçada. Ninguém consegue escrever algo do próprio agrado sob pressão. Sério. Ficar pensando no leitor limita a sua percepção do que escrever, então vamos fazer pensando em nós mesmos, ok?

Depois dessa vocês devem estar me perguntando…

"Vamo fazer o quê?"
Simples! Vamos às dicas! Yey!

Todos gostamos de umas dicas

Leia

Ninguém vai chegar de primeira, olhar para a tela do computador e virar o novo Stephen King sem antes ter uma boa carga de leitura nas costas, pois além de aumentar o nosso vocabulário, a leitura inclui ideias. Dá base para novas descrições e histórias nunca antes imaginadas. Mas… Vamos supor, só supor porque não consigo imaginar isso que você faça o tipo que tem preguiça de ler. Então vai ver série e filme, ué… Também são cargas culturais, não? Só não espere sair escrevendo bem só com isso.

Faça a sua ideia valer

Este tópico engloba inúmeras coisas. Vai desde ter a ideia dos sonhos até construir tudo bonitinho para postar. Tenham em mente que, como eu disse antes, o mesmo plot que assusta um, deixa outros sem emoção alguma. Neste caso, faça sua ideia valer, saia do comum, aliás, mesmo que tenha muitos elementos comuns, faça um serviço tão lindinho que prenda o leitor ao ponto de fazê-lo mergulhar no enredo. Se você estiver satisfeito com o resultado, muitos outros pensarão o mesmo, seja confiante! E se houverem críticas… Seja legal e não um autor babaca.

Use de elementos que assustem, mas não se atenha a isso

É certo que queremos assustar, mas toda hora não dá! Fazer um bicho pular nas costas do seu principal a cada cinco minutos ou um rato sair do bueiro, encanamento estourar, o inferno a quatro, cansa. Sério. Aí você vai começar a fazer papel de ridículo. Da mesma forma, ambientes sangrentos são o máximo, todo mundo adora usar uma sala empapada de sangue, quase dá para nadar no negócio e fazer canoagem. A menos que tenha um sentido mesmo, tentem maneirar. Pensem que o terror não está só no cenário, mas no psicológico de cada personagem. Sabendo descrever bem, até uma aranha peluda no teto vai dar um medo do inferno! Se bem que qualquer aranha assusta

Quando a cena possui tanto sangue que dá pra nadar nele

Capriche no monstro (serial killer, mãe diná, capiroto… whateaver)

Para além do personagem principal, o vilão (ou monstro) é a nossa estrela da história. Desde carismático a assustadores, de apaixonar ou simplesmente arrepiar a nossa espinha, os monstros no terror são o que fazem a trama correr. São o norte da história, então nada mais justo do que gastar um bom tempo pensando neles, não acham? O legal mesmo é você conseguir fazer algo diferente, é óbvio que vamos tirar inspiração de algum lugar, porém nada de sair copiando tudo e deixando igual, né? Já vi fanfic onde o monstro era a cara daquele(a) capiroto múmia das capas de álbum do Iron Maiden (antes que me julguem, eu curto bandas de metal). Tá, aquele bicho dá medo, mas cortou toda a imersão que eu tinha na leitura, pois comecei a divagar, imaginar “Fear of the dark” tocando de fundo… Já viu. Algumas assimilações cortam a imersão.

Preciso nem dizer quem é o autor e o leitor nisso aí, né?


Não faça um personagem principal óbvio demais

O que eu quero dizer com isso? É comum em histórias de terror termos a trupe básica de filmes do gênero (a patricinha chata, o bonitão, o negro que conta piada e vai morrer, a perfeitinha que se acha feinha, and some other shits…). Não passe isso para sua história. Please… Aproxime o seu personagem do real, faça dele uma pessoa como qualquer outra, com medos, manias, defeitos e qualidades. Muitas vezes, o terror pode vir dele, a partir da sua visão de mundo. Ou quem sabe… O monstro reside no próprio principal? Não no sentido alien, é… Não. Falo no sentido psicológico.

Ambientação

Nada pior do que uma ambientação ridícula. Corta o clima, dá sono e faz o leitor fechar a aba de leitura para ir fazer outra coisa mais útil como… Jogar Pokemón GO Detalhe bem o que estiver fazendo quando necessário, se tem um cômodo que é assustador, faça-o assustador através da descrição e do ponto de vista do seu personagem. E escolha bem as palavras, tem umas coisinhas que vocês escrevem que são de dar preguiça… Tipo isso aqui:

“Joseph nunca sentiu tanto medo de consultórios médicos quanto agora, deitado em uma maca da ala cirúrgica tendo como único consolo a certeza de que estava vivo. Por enquanto… Soltou um longo respiro…” (Exemplo inventado por mim, baseado em algo que já li)

Nem vou entrar muito no mérito da questão para não fugir do tema, mas só para deixar claro “longo respiro” é algo broxante de se ler, porque ninguém faz isso. Dá uma linda quebra de imersão. E não inventem palavrinhas! Vocês não são o novo Aurélio. Quer dizer, vocês podem, eu não mando em ninguém mesmo… Mas tenham bom senso.

Eu lendo uma ambientação ridícula

Faça um roteiro

Gente, se produzam! Façam um roteirinho, notinhas no verso do caderno, o que for! Mas deixem as coisas anotadas, porque esquecer é algo muito recorrente. E, sério, dá uma preguiça horrorosa ter que rodar 100 páginas para lembrar a cor do olho de um personagem ou a descrição de um galpão. É melhor ter tudo anotado para não sair perdendo a cabeça.

Literalmente

E, claro! Como última dica de ouro… Tenham bom senso! Repetirei isso a minha vida inteira, contudo é a verdade. Bom senso salva vidas e boas histórias, então usem sem moderação!

Finalizamos por aqui. Dúvidas, desesperos ou qualquer outra coisa, saibam que podem contar com os betas da Liga para ajudar. O pessoal aqui é muito legal e divo não tanto quanto eu, mas deixa eu fingir ser legal.

Nos encontramos por aí!

Bye bye!



Referências
http://conceito.de/terror
http://pt.wikihow.com/Escrever-uma-Hist%C3%B3ria-de-Terror

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Dicas para escrever um bom drama, terror e angst [2/3]

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Por: Amaranthine

Olá, pessoas lindas!

Continuando um post secularda Liga, eu, Lady Amaranthine, irei guiá-los pelo maravilhoso (ou nem tanto) mundo do angst. Um gênero de leitura que gera muitas dúvidas para os escritores de plantão.

Para quem não me conhece, pode ficar tranquilo que mordo pouco. X3 *ajeita o vestido*

Lady Amaranthine se preparando para este post
Vamos lá!

1. O que é angst?

Para começar a falar sobre angst, precisamos saber definir este termo. E ninguém menos que o nosso adorável amigo Wikipédia para nos dar uma mão! Segundo ele:

“Angst é uma palavra alemã, dinamarquesa, norueguesa e holandesa para medo ou ansiedade. É usada para descrever um conflito intenso.”

Então, meus lindos... Como a própria definição diz, angst é medo, ansiedade, mas nós usamos mais no sentido de angústia. Claro que essa palavra engloba todas as anteriores, mas ela possui um diferencial que é explicado logo em seguida em “descrever um conflito intenso”. Como devem estar pensando, pequenos, angst não é fruto de apenas um sentimento intenso, mas de um conflito, caso contrário, viraria apenas um drama.

Mas, Lady, um drama tem conflito e com todos esses elementos!

Sim, tem! Por isso em alguns sites de fanfics você pode não encontrar esse gênero para leitura, acreditam? É comum confundirem o drama com o angst exatamente porque eles estão interligados.

Então, como diferenciar?

Simples. Pense na intensidade da emoção provocada. Não confundam a sensação do angst como a de uma garotinha que acaba de perder o namorado. Pense em algo mais sombrio, em uma dor profunda como a perda de um parente ou o sofrimento de alguém que acaba de perder os movimentos das pernas. Ok, estou indo um pouco longe, mas deu para entender.

O drama comum da mocinha esperando pelo namorado na chuva é, como o nome mesmo sugere, só drama mesmo, não tem nada de angst.
2. Como escrever um angst?

Depois de toda essa teoria, hora da prática! Isso não é ótimo?

Sua cara para a minha pergunta, era mais fácil eu parar de falar e explicar logo...

Sem mais delongas. Agora falo seguindo a minha experiência como escritora porque eu posso, porque acho que os meus quase seis anos escrevendo fanfic desse gênero deve valer de algo. Não estou passando um guia definitivo, pensem mais como dicas até porque o post é de dicas, né?

a) O que irá tornar minha história angst? É preciso pensar qual o aspecto central da sua narrativa para formular um enredo bom o suficiente onde se encaixe o angst. Uma vez que drama e angst costumam andar de mãos dadas, dá para explorar bastante coisa sem ser cansativo.
 Se tudo der errado, você sempre pode correr!
b) Não exagere: Gente, sério. Só porque eu falei que o angst é um sofrimento mais profundo, não indica que você vai lotar a sua história de eventos tristes. Até porque vai cansar a beleza do leitor que nem vai mais se sentir triste com aquilo. É preciso que haja equilíbrio entre cenas. A vida de ninguém é uma nova miséria a cada dia. 

Nem a Lady Gaga gosta quando você fica inventando moda para escrever um angst.
c) Seja envolvente! Se a sua história for envolvente, não importa o gênero, dá para colocar angst no meio, e ficará bom! Basta planejar direitinho o que quer e botar a mão na massa! Bom... Quero dizer, planejar e descrever emoções direito, um acontecimento por si só não causa nada.

d) Descreva as emoções dos seus personagens: Sério, evite narrar como se estivesse em uma partida de futebol. Meros atos não implicam em aprofundamento da história. É quase o mesmo que escrever um rascunho do que está preparando para o capítulo. Por que digo isso? Simples, se sua história não passar emoção... Adeus, angst!

Quando alguém tenta escrever um angst sem fazer um fundo emocional decente para seus personagens.
E como último ponto, mas não menos importante, o bom senso. Vamos usar ele para escrever coisas lindas. E é isso! Espero ter ajudado em algo e tirado algumas dúvidas. Até a próxima, lindos!

Hasta la vista, baby!

Links utilizados:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Angst
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Cenas dramáticas na história

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Por: Senhorita Ellie
A palavra drama tem diversos significados. Em uma visão mais literal, podemos vê-la como um “texto em prosa, escrito para ser encenado”, mas ainda há a concepção mais comum que temos, onde drama é “qualquer narrativa no âmbito da prosa literária em que haja conflito ou atrito”. Em ambos os significados, há o sentido comum de ação e intensidade emocional.
Amplamente, o drama é associado ao teatro, mas também há aparições dele na nossa literatura de prosa, sobretudo em nossas fanfics, onde a manifestação de cenas dramáticas é bastante comum. Contudo, há boas cenas de drama e há cenas ruins de drama; esse post tem a intenção de ajudar você a diferenciá-las e escrever passagens cada vez melhores.
  1. Pergunte a si mesmo: essa cena realmente é necessária? É realmente muito excitante a ideia de escrevermos cenas dramáticas todo o tempo, mas é preciso pensar na história como uma cadeia de fatos, onde um leva ao outro e todos estão interligados. Por isso, todos os acontecimentos devem estar lá por um motivo. Uma cena não pode acontecer simplesmente por acontecer. Ela deve ter, pelo menos, alguma ínfima importância no amadurecimento de seu personagem, alguma influência em algum grande acontecimento futuro... Por mais que ela pareça ótima na sua cabeça, uma cena que não acrescenta nada à história é apenas desperdício de tempo e esforço, tanto seus como do leitor.
  2. Quem são as personagens da sua cena? Elas são realmente necessárias? Novamente: sua história não deve ter muitos excessos. Qual é o sentido de fazer uma cena com foco em dez personagens, sendo que apenas três delas são importantes? Quando for escrever sua cena, pense em quem é importante para ela; os acontecimentos se focam em quem? A cena precisa das personagens para andar, afinal, são elas que agem (e a essência do drama é a ação, lembra-se?), mas quanto mais figuras você acrescentar, mais perdido você tem a chance de ficar.
“Ah, Ellie, mas aí vai parecer que a minha história só tem cinco personagens!”... Não, não vai. Sua história pode ter quantas personagens você quiser, a única coisa que você precisa fazer é escolher o seu foco. Não há nada que te impeça de acrescentar mais figuras, mas pense nelas como figurantes.
  1. Qual é o conflito? Qual a sua origem, como será seu desenvolvimento, qual será o desfecho? Como também já foi dito lá em cima, o drama se sustenta em cima de um conflito. Assim, quando você for pensar na sua cena, tenha em mente que ela deve girar em cima de uma razão, de uma necessidade, e que, no fim, essa necessidade deve ser conduzida ao fracasso.
“Ué, vou ter que fazer meu personagem sofrer em todos os capítulos?” Não. Existe aquilo que chamamos de capítulos de transição, que ajudam a construir a expectativa para um clímax, mas deve-se tomar muito cuidado para não entediar seu leitor. Pode parecer difícil, mas não é! Saber qual será o seu conflito — quais são os motivos, qual será o clímax de sua cena, quais serão as conseqüências dela — tornará você seguro do que está escrevendo e, consequentemente, passará essa segurança para o leitor.
  1. Não dê todas as informações de cara para o seu leitor. Essa parece fácil, mas quando vamos pensar, não é. Obviamente, não se deve dar todas as informações logo de início, pois qual é a graça de ler uma história onde já se sabe de tudo? Mas também, com isso, surge a questão: quando revelar fatos importantes da história para o meu leitor?
Isso não é algo padronizado, cada história tem suas perguntas e as respostas serão demandadas de acordo com o desenrolar do enredo. Contudo, para você se orientar melhor, é sempre recomendável fazer um esquema — não é necessário ser nada elaborado, apenas um esqueleto do que você está pretendendo fazer — e usá-lo para saber quais acontecimentos são importantes para certas alturas da história. Por que revelar no início da história detalhes sobre um acontecimento que, de acordo com o seu esquema, só virá no final? De acordo com essa “linha do tempo”, você pode administrar melhor as informações que serão reveladas ao leitor, mantendo o mistério que o faz ir adiante e sem deixá-lo frustrado.
  1. Dê voz e ação para as suas personagens. Drama é ação e, o núcleo da ação, está nas personagens. É nelas que reside o conflito, o desenvolvimento, a história, os diálogos... Tudo. Então, o mínimo que você pode fazer é não deixar suas personagens caírem na apatia.
“Ellie, minhas personagens são apáticas?” Se elas não despertam sentimentos em quem lê, se as interações entre elas parecem desinteressantes, se elas não agem... Sim! É muito importante se preocupar com o cenário onde a sua história vai acontecer, mas seu foco para o drama deve estar sempre nas personagens. Faça-as sentir, enfoque sua linguagem corporal, dê personalidades para elas, crie personagens que poderiam ser qualquer pessoa: um amigo seu, uma vizinha, você. Porque é essa empatia que vai fazer o leitor continuar e que vai dar verossimilhança para suas passagens.
“Mas como assim? Se minhas personagens fazem coisas, elas agem, não? Então elas não são apáticas.” Sim e não. Eu posso dizer que minha personagem acordou, levantou-se da cama, vestiu roupa, comeu um pão de queijo e foi trabalhar e isso, em termos, é ação, mas não é uma ação que desperta sentimento algum em quem está lendo. Não há emoção no agir e é isso que faz dela apática. Pegue, por exemplo, duas pessoas brigando (uma cena muito comum em fanfics e na nossa vida, também): elas não ficam paradas e gritando, apenas. Elas gesticulam, franzem as sobrancelhas, mudam o tom de voz, caminham para um lado e para o outro, reviram os olhos, passam a mão pelos cabelos...
Enfim, faça seus personagens agirem, dê voz para os sentimentos deles e, consequentemente, o leitor vai sentir também.

Essas são apenas algumas dicas. O drama explora a dinâmica das relações entre as pessoas e, sendo as pessoas multifacetadas, há mil possibilidades para você experimentar. Conheça seus personagens, goste deles, não tenha medo de tentar! A abundância de probabilidades é apenas uma ferramenta que você pode usar a seu favor e um dos motivos pelo qual a literatura é tão vasta, maravilhosa e variada. Outras pessoas tentaram e deram certo. Você pode conseguir também. 

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Dicas para escrever um bom drama, terror e angst [1/3]

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Por Holly Robin (Liga dos Betas)


Olá, queridinhos da Tia Holly! Estou aqui para guiá-los no entendimento de três gêneros que muitos escritores arrancam os cabelos para conseguir escrever. Terror, drama e angst. Pensei inicialmente em começar pelo terror, o favorito de muitos, mas, como o melhor sempre deve ficar para o final... Começaremos pelo drama. Então, preparados? Vamos lá!

No universo literário, uma boa história de drama é aquela onde os personagens não são apresentados na cena, eles atuam entre si e desenvolvem tudo através do diálogo. Seus fracassos a cada tentativa de resolver seus problemas é o que dá vida à história!

Compreendido o que é um drama e ultrapassado este pequeno obstáculo, vamos às dicas.


a)     Alguém tem que fazer a cena ficar dramática: Uma cena dramática não é aquela em que a garotinha perde o seu belo cachorrinho e começa a chorar. Não! Vamos pensar na cena dramática como aquela em que o personagem, não só o principal, mas qualquer outra pessoa, deve ter uma vontade simples, uma razão para aparecer na cena. Essa razão e necessidade precisam conduzir ao fracasso. Mas eu preciso fazer o meu personagem sofrer todo final de capítulo? Não, você pode colocar um equilíbrio entre cada cena, mas que todos os acontecimentos se sustentem de uma forma que não vá entediar o leitor. E esse é o assunto do nosso próximo bloco.

b)     Não deixe o leitor entediado: Mas como fazer isso? Muito simples, vamos evitar cenas em que dois personagens falam de um terceiro. Isso chateia o leitor, todo mundo. Não transformem suas histórias em um conto mexicano, onde todos se interessam mais pela vida de fulano ou beltrano.

c)     Não dê todas as informações de bandeja para o seu leitor: Um drama precisa ser seguido de uma boa pitada de suspense; não só o drama, qualquer gênero precisa disso para se sustentar. Ninguém irá querer ler algo em que ele já sabe o que irá acontecer. Atice a curiosidade das pessoas! Faça-as terem um motivo para gostarem do que leem.

d)     Quando for escrever, tente seguir três regrinhas básicas: Sei que cada um tem a sua forma própria de escrever, mas quando se trata de um drama, precisamos pensar em três perguntas básicas.

1 – Quem quer o quê?
2 – O que acontecerá se não o conseguir?
3 – Por que neste momento?

Estas três perguntinhas são uma boa base para o roteiro do seu capítulo e pode evitar possíveis furos e inconsistências no que escrevem. Nada pior do que passar horas escrevendo para, no fim, ver que a verossimilhança foi para o espaço.

e)     Fujam dos clichês! Nada pior do que ler uma história clichê e sem inovações. Tentem ser originais, óbvio que não dá para fugir de certas situações clichês que o público ama, mas isso não significa que toda a sua história precisa ser repetitiva.


    Espero que estas dicas ajudem vocês na construção de uma boa história de drama. Até a próxima, meus queridos. Na nossa próxima seção de dicas, teremos angst!

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Material consultado:

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