Stop!

domingo, 8 de novembro de 2020

 


Por: Rebel Princess

“Ah, lá vem esses betas com títulos de efeito que a gente não entende nada”.

 

Muita calma, caros leitores, porque tia Rebel trouxe um negócio bem legal para falarmos sobre. Pensem como aquele minuto de inspiração do dia, pois vamos falar de... tchanananan

Stop Motion!

As ondas de nostalgia que às vezes temos são um tanto estranhas, né? Quando você se dá conta, está quase cantando uma música do Rouge ou procurando desenhos da TV Manchete para assistir online. Digamos que o Stop Motion é a parte nostálgica de muitas das técnicas de animação, uma vez que se utiliza de um trabalho beeeem trabalhoso para dar a ilusão de movimento em frente às telinhas.

O termo Stop Motion significa “movimento parado” e foi uma revolução quando surgiu no cinema, quase um jogo Paciência, só que no nível expert e você está em um calor de 40º para jogar enquanto pratica trava línguas, tudo ao mesmo tempo, então imagine!

A técnica nasceu com o ilusionista francês George Mélies, que percebeu que, com ela, poderia criar seus truques de mágica, e sua produção Viagem a Lua (1902) deu o tiro de largada para outras produções.

Fonte: Google

Como, no século XX, ainda não existia CGI e todo o aparato de computação gráfica, muitos diretores recorreram ao Stop Motion para criar seus personagens e levá-los a vida.

Mas o que era para ser Stop Motion?

Trata-se de uma animação quadro a quadro com utilização de fotografias sequenciais, tiradas do mesmo lugar e ângulo com minúsculas mudanças de posição do objeto e que, vistas seguida e rapidamente, dão a ilusão de movimento. O número mínimo para criar o efeito é de 12 quadros/fotos por segundo, e, no cinema, cada segundo de filme tem aproximadamente 24 frames, logo mais de 600 fotos são necessárias dependendo da produção. Por isso esse trabalho pode ser um jogo de Paciência bem difícil de completar!

E que atire a primeira pedra quem nunca teve um livrinho para passar as páginas rapidamente e ficar eufórico(a) ao ver o desenho se mexer! Eu chorei quando o meu rasgou.

Então vamos para…

 

Aquela parte onde estão os exemplos

A saga Star Wars usou e muito a técnica Stop Motion para os filmes da trilogia clássica, quando ainda não existia naves espaciais no computador, e muito menos um computador para fazê-las de forma legal.

Grande maioria das cenas no espaço contaram com miniaturas das naves posicionadas, e de foto em foto seu aparente movimento era feito. Além de ajudar na fama e na popularização do filme, o material da animação – nova para aquela época – fez e ainda faz muitos fãs desejarem ter uma miniatura de cada uma das naves imperiais e dos caças da Aliança Rebelde (~crying in poor language).


Fonte: Google

Tim Burton (apesar dos pesares que levaram à fama que ele tem hoje) é outro diretor que começou lá atrás com o Stop Motion e ainda o utiliza em suas animações. Em 1982 ele criou Vincent com a técnica, e não há quem não se apaixone pela história A Noiva Cadáver, que, por sinal, tem uma curiosidade bacana a respeito dos personagens principais: eles foram feitos como robôs! A animação ainda é de quadro em quadro, mas os bonecos de Victor, Emily e Victoria (o trio principal) possuem um mecanismo que permite até os olhos e boca serem manipulados por controle.

Fonte: Google

Outros trabalhos de Burton em Stop Motion são O Estranho Mundo de Jack (1993) e Frankenweenie (2012).




Fonte: Google

O longa metragem de A Noiva Cadáver foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2006, mas acabou perdendo para o próximo exemplo logo abaixo.

 Wallace e Gromit – A Batalha dos Vegetais (2005) é um clássico de quem viveu a infância entre 2004 e 2008. Foi o primeiro longa, produzido pela Aardman e pela Dreamworks, dos personagens criados por Nick Park, que também possuem quatro curtas animados. Esse foi o primeiro filme em Stop Motion que assisti – antes mesmo que A Fuga das Galinhas -, e amei desde o começo Wallace, fanático por queijo, e seu cachorro Gromit, bem mais inteligente que o dono. Achava simplesmente demais os bonecos de massinha e os objetos que você quase conseguia identificar o material de que eram feitos. Pode tentar fazer isso enquanto estiver assistindo filmes Stop Motion que você conseguirá perceber várias peculiaridades. <3



Fonte: Google

O Stop Motion de casa

A técnica de animação quadro a quadro pode ser um tanto complicada, mas é bastante interessante de se tentar fazer por si mesmo. Claro que não será uma animação 0 defeitos ao nível Pixar Studios, mas ainda assim pode ser um exercício de criatividade e de produção artística para se tentar qualquer dia desses 🙂

Um exemplo de alguém que teve essa iniciativa e hoje já tem certa popularidade no YouTube é a Alisa Stern, criadora do canal Doctor Puppet, que faz mini histórias em Stop Motion com bonecos dos doutores personagens da série Doctor Who. No canal, ela também tem vídeos de making off mostrando o processo de criação dos bonecos.

Ótimo para quem é e também para quem não é fã da série! Os bonecos são fofos demais, infelizmente o canal está um pouquinho parado há mais ou menos um ano.


Fonte: Canal Doctor Puppet

Por hoje e por mim foi isso, galera, espero que tenham gostado desse breve olhar sobre a animação quadro a quadro. Deixem aquele comentário maroto do que vocês mais gostaram ^^

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