Antagonista: Aquilo/aquele que dá sabor às histórias

segunda-feira, 24 de agosto de 2015



Por: Felipe Martins

 Saudações, leitores do Blog da Liga! Esta é a minha primeira postagem aqui, mas espero agradar-lhes nesse post falando um pouco sobre uma figura tão conhecida e, por vezes, maltrabalhada no mundo das (fan)fics: o antagonista! Para começarmos, vamos saber mais sobre a palavra em si.
De acordo com o dicionário Houaiss, antagonista vem do grego antagōnistḗs (ἀνταγωνιστής) e significa “1. que ou o que age em sentido oposto; opositor. 2. que ou aquele que é contra alguém ou contra alguma coisa; adversário”. Perceba que, em ambas as definições, se fala sobre algo (ou alguém) que age em sentido contrário, detalhe valioso para se entender o que é o antagonista na literatura: aquilo (ou aquele) que vai contra os objetivos do protagonista.

Historicamente, a título de curiosidade, deve-se a criação da figura antagonista a Ésquilo, um tragediógrafo grego famoso, sendo que, no início, o termo era empregado apenas para indicar o adversário principal do protagonista (ou seja, a “segunda” figura mais importante da trama).


 Algumas observações importantes que você precisa ter em mente antes de inserir a figura antagonista na sua fic:

  1. Apesar de agir de forma contrária aos objetivos do protagonista, ele não é necessariamente o “vilão” da história; em certos casos, quando o protagonista é um anti-herói, o antagonista pode assumir o papel de “bonzinho” no enredo.
  1. Ele não precisa ser um personagem; pode ser o próprio local onde se passa o texto (o ambiente sertanejo de Vidas Secas, de Graciliano Ramos), um sentimento que o protagonista tem de enfrentar (o ciúme em Dom Casmurro, de Machado de Assis), um preconceito, desigualdades (Capitães da Areia, de Jorge Amado, trata das desigualdades sociais), entre outros. Existem infinitas possibilidades!
  1. O antagonista, assim como qualquer outra pessoa ou coisa na história, não precisa ter uma posição fixa durante todo o enredo, já que a intenção de o inserir ali não precisa ser obrigatoriamente maniqueísta (ou seja, que traz uma visão dualista de Bem e Mal).


Exemplo: Vegeta, da saga Dragon Ball, era o antagonista em busca das Esferas do Dragão para obter a imortalidade e o domínio sobre a galáxia; com o passar do tempo, vendo que ele e os protagonistas tinham inimigos em comum, viu-se forçado a criar uma aliança com eles e a virar um anti-herói vingativo, buscando sempre ser melhor que Goku.


  •   Mas, afinal, qual é a utilidade de um antagonista?
O antagonista é uma figura essencial em quase todo tipo de gênero em que seja possível encaixar personagens. Muitas histórias, na dinâmica entre os dois personagens, encontram o eixo principal de um enredo conciso, sólido e complexo, o que exige que eles tenham uma construção bem planejada. Não é preciso ir longe para descobrir isso: J.K. Rowling baseou uma saga incrível e famosa em protagonista (Harry Potter) e antagonista (Lord Voldemort).
É claro, contudo, que um enredo não se constrói apenas com isso. Mas muitos dos livros que vierem à sua mente nos próximos minutos terão essa rivalidade como o gênesis de tudo, garanto.
Sendo uma figura tão notável, é importante conhecê-la bem para criarmos nossas (fan)fics sem problemas, não é mesmo?

  • Como eu faço para ter um bom antagonista?
Assim como tudo humano, não existe uma fórmula exata que crie magicamente um “antagonista perfeito”. Entretanto, é importante que você procure ter a mesma atenção e foco na hora de criar o seu protagonista com o antagonista, pois, como já foi dito, ambos são muito importantes.
Procure fugir do maniqueísmo: originalidade e/ou inovação, assim como tudo na escrita, são a alma do negócio! E lembre-se: ainda que pareça difícil, pesquisar é muito importante e útil, afinal, é conhecendo o velho que se pode imaginar o novo!
Espero que este artigo o tenha ajudado, leitor, a compreender um pouco mais sobre os antagonistas. ‘Bora escrever antagonistas complexos e originais, ‘bora? <3
Até a próxima, pessoal! Boa sorte e boas pesquisas!



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