Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (5/6)

9° Lugar - Caso Papai Noel , por Frida Resenha por Carolina Herdy “Caso Papai Noel” foi, certamente, uma leitura prazerosa. Dev...


9° Lugar - Caso Papai Noel, por Frida

Resenha por Carolina Herdy

“Caso Papai Noel” foi, certamente, uma leitura prazerosa. Devidamente classificada como comédia, conta com uma escrita leve; uma história sendo casualmente contada. O prazer está nesse simples ponto, justamente, além das pequenas passagens engraçadas. Não me refiro a piadas que enchem os olhos de lágrimas, tamanho o riso. Refiro-me a cenas espontâneas, que nos pegam de surpresa e nos fazem interromper a leitura para rir e pensar: "tá, né?"

O enredo em si é bem simples: Papai Noel sumiu; uma equipe de detetives deve procurá-lo. Agora, não podemos ignorar as particularidades, como a equipe responsável pela investigação, que é, no mínimo, incomum, mesmo sendo tratada pela história como a coisa mais certa e normal: um grupo de pequenas criaturas, Pumilias, com nomes de guloseimas. Algumas críticas mesclam-se com essa fantasia leve e divertida, evidenciadas na repórter gananciosa, no cara da câmera que ninguém jamais lembra o nome e, até mesmo, no próprio desfecho da história.

A construção das personagens, por sua vez, não é o forte da autora. Em minha visão particular, as personagens são as figuras mais componentes do contexto, presentes para atuar na história, obviamente, e colori-la. São, contudo, um tanto indefinidas quando o assunto é personalidade. Pouco exploradas, eu diria. Não que isso comprometa a história seriamente.

Se me fosse perguntado o que achei de “Caso Papai Noel” em um modo geral, responderia o que disse no início da resenha: uma leitura divertida e prazerosa, apesar de qualquer eventual defeito. Vale a pena conferir, decerto, e tentar desvendar o mistério junto do general rabugento e da pequenina Pumilia chamada Bengala de Açúcar.

10° lugar - Espírito de Natal, por Isa chan

Resenha por The Escapist

“Espírito de Natal” segue o padrão da maioria das histórias “natalinas”, com um enredo centrado na crença da existência ou não do Papai Noel. Eu confesso que fiquei apreensiva antes de começar a leitura, temia encontrar uma historinha extremamente clichê, mas acabei por me surpreender positivamente com o tom que a autora deu à narrativa. Sim, a história envolve muitos dos clichês característicos do Natal, mas também tem um pouco de aventura e amizade envolvidos.

Tudo começa com o súbito desaparecimento do Papai Noel às vésperas do Natal, o que abalou muitas pessoas, principalmente as crianças. Além do Natal, as comemorações de Ano Novo foram discretas, praticamente inexistentes; era como se o espirito de Natal houvesse acabado. Muitas autoridades ao redor do mundo estão mobilizadas na missão de descobrir o paradeiro do Senhor Noel, mas acredita-se que essas pessoas não estão levando o trabalho a sério. É nesse momento que um grupo de quatro adolescentes é acionado para tentar encontrar o Papai Noel, descobrir o motivo de ele ter desaparecido e salvar o espírito natalino, devolvendo assim a alegria e a esperança para o mundo.

Os quatro jovens escolhidos para a missão não são garotos comuns. Todos são adolescentes entre dezesseis e dezoito anos, gostam de música, gibis, videogames, iPods e coisas normais de adolescente. Mas, além disso, Chloe, Luke, Ryan e Mathew são dotados de poderes especiais. Infelizmente, há uma lacuna na história no que concerne à origem destes heróis. Tudo que se sabe é que eles são “protegidos” por um homem chamado George, que apresenta-se como proprietário de uma empresa milionária que “patrocina” as missões dos garotos. Mas, apesar desse deslize, os personagens foram bem construídos e cada um tem uma personalidade marcante que cumpre um papel importante no decorrer da história.

Ryan é o mais descontraído dos quatro amigos; está sempre de bom humor e leva tudo numa boa, não para quieto e é um pouco ansioso, quer resolver tudo rápido, mas nada que o impeça de ser um amigo leal e prestativo. Ser o mais velho do grupo dá a ele um ar de protetor em relação aos demais. Ryan certamente não mediria esforços para proteger os amigos.

Mathew é o mais centrado, racional; ele gosta de ir direto ao assunto e buscar uma solução lógica para os problemas. É o mais jovem, mas tem uma personalidade forte e decidida, fazendo muitas vezes o papel de mediador do grupo.

Chloe é uma linda; é claro que ser a única menina no grupo já a torna especial, mas essa não é a principal característica dela. Ela é uma garota esperta e inteligente, uma amiga para todas as horas. Eu vejo a Chloe como um porto seguro, um ponto de equilíbrio para os garotos.

E, finalmente, Luke, o garoto cético, que precisa ver para crer; Luke tem uma história mais sofrida do que os outros — isso não está explícito na história, mas a autora conseguiu mostrar através das ações dele —, é como se ele tivesse conhecido o lado mais cruel da vida cedo demais, mas isso também não muda o fato de que ele não mede esforço para ajudar os amigos, mesmo que tenha que embarcar numa missão na qual ele sequer acredita.

O arsenal desses heróis envolve uma mistura de magia — relâmpagos coloridos liberados pelo corpo — e aparatos high-tech — identificação por impressão digitais e jatos especiais. Além disso, eles contam com a mente brilhante de George.

A bordo do avião pilotado pelo seu protetor, o grupo viaja até o Polo Norte e chega à mansão do Papai Noel. Além de ter que desvendar o misterioso sumiço do bom velhinho, o grupo é confrontado com algumas de suas próprias crenças. Foi algo que eu achei particularmente interessante na história, embora seja um tema recorrente e até certo ponto clichê, deixa uma mensagem bacana sobre a importância do amor, e de como a união pode fazer a diferença.

A autora tem uma boa escrita, usa uma linguagem leve, sem recorrer a muitos floreios, tornando a leitura agradável. É uma aventura fantástica que cumpre muito bem seu papel de entreter.

Eu recomendo, especialmente para quem gosta de finais felizes.



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2 comentários

  1. Eu juro que achei que tinha comentado aqui HAHAHAHA na verdade eu realmente comentei e não sei se enviei ou fechei a pagina, provável.
    Gostei muito das resenhas, as histórias boas ajudam bastante <3
    Beijos

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