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Como Fazer Críticas Construtivas?

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Por Ana Coelho


Como expressar uma opinião com pontos negativos e positivos sem ofender o outro, e como transformar essa opinião num incentivo para levar alguém a melhorar o seu trabalho?

Comecemos com uma coisa que, por vezes, deixa muita gente confusa:

Em que consistem as críticas construtivas?

Bom, para podermos ter uma noção do conteúdo de uma boa crítica construtiva, temos de entender qual é a função dessas críticas. Quando alguém escreve uma, a sua intenção nunca é deitar um autor abaixo, mas tentar arranjar maneira de o fazer melhorar. Quer-se levar o escritor de uma história tanto a reconhecer as suas falhas, para as poder superar, como a reconhecer as suas maiores capacidades, para poder continuar a apostar nelas sem medos.

Assim sendo, depois de isso estar esclarecido, é-nos mais fácil entender que uma crítica construtiva aborda tanto pontos positivos quanto pontos negativos. Nelas é sempre explicado o porquê de algo ter funcionado menos bem ou de ter sido mal desenvolvido, para que o escritor possa vir a trabalhar nesses problemas e possa procurar resolvê-los. Por outro lado, também é sempre mencionado aquilo em que o escritor tem mais jeito, para que este possa ficar ciente das coisas que desenvolve, descreve ou cria melhor, e possa tentar algo semelhante noutra história, ou para que dedique o seu tempo a desenvolver outras áreas da sua escrita (não se preocupando tanto em aprender mais sobre um assunto que já domina relativamente bem).

O objetivo de uma crítica construtiva é sempre ajudar um autor a melhorar e, para isso, todos os aspetos bons e menos bons podem e devem ser mencionados — sempre com uma explicação para que o autor compreenda cada aspeto mencionado, compreenda que a crítica é justificada e tenha um caminho a seguir para poder tentar melhorar.


O que diferencia uma crítica construtiva dos outros tipos de comentários?

Nenhum comentário simples alguma vez se compara a uma crítica construtiva. Os comentários maldosos ou cheios de elogios bonitos, mas vazios, por exemplo, falham exatamente naquilo que é mais fundamental numa crítica: a intenção de levar um autor a melhorar. Um bom crítico, como já disse acima, explica todas as coisas que indica, boas e más, para que um autor possa ter algo com que trabalhar e melhorar.

Por exemplo, um comentário com más intenções somente indica pontos negativos, sem contrapeso algum, e o seu objetivo é, pura e simplesmente, atirar um autor para baixo. Usualmente os seus comentários são até de caráter pessoal e não recaem sobre a obra, não têm quaisquer argumentos que fundamentem aquilo que é dito ou, às vezes, não chegam a passar de insultos e xingamentos, melhor ou pior disfarçados.

Um comentário positivo mas sem conteúdo também falha porque, apesar de subir a autoestima a um autor, este não se irá tornar melhor por causa dele — não irá ter uma análise à sua obra feita por outros que têm um ponto de vista diferente do seu, não saberá o que a pessoa interpretou ou achou realmente do seu trabalho, não saberá quais são os pontos menos bons do seu trabalho e não terá uma base sobre a qual se apoiar para melhorar. O comentário pode estar cheio de elogios, muitas vezes adjetivos positivos para elogiar o autor, mas ele não ficará a saber o que motivou essa opinião, quais são os pontos fortes do seu trabalho que surpreenderam e agradaram tanto ao seu público.


Como escrever uma crítica construtiva?

Como fui dizendo ao longo do texto, há várias coisas que compõem uma crítica dessas e que devem estar presentes no resultado final.

Antes de mais nada, é preciso analisar o trabalho na sua totalidade. Foi maioritariamente bom? Ou foi maioritariamente mau? No caso de ser maioritariamente bom, e tendo em conta que nada é perfeito, como é que se pode transmitir ao autor que a história é boa, sim, mas que tem coisas que também podem ser melhoradas? E, no caso de ser maioritariamente mau, como é que se pode transmitir isso ao autor sem que ele fique ofendido ou magoado, e sem nos esquecermos das pequenas coisas boas que há no texto?

O "truque" está no equilíbrio e na forma como todos esses aspetos são abordados.

Assim, se o texto for maioritariamente positivo, não te esqueças de dizer que mesmo assim há coisas que podem ser melhoradas.
Por exemplo:

«A história tem uma linguagem fluída e natural, as personagens estão todas bem criadas e os diálogos são super realistas. No entanto, acho que poderás melhorar as tuas descrições; elas são um pouco pesadas e longas, tornando o texto mais aborrecido em certas ocasiões.»

E, depois, expande a tua ideia e tenta explicar por que algo não foi feito da melhor maneira:

«As descrições devem ser longas quando isso é necessário, e mais curtas quando aquilo que está a ser descrito for menos importante para a história. Por exemplo, quando a protagonista passeia junto à praia e descreves as lojinhas espalhadas pela areia, poderias simplesmente ter descrito uma loja ao pormenor. Elas são todas iguais e, quando as descreveste a todas com extrema minúcia, o texto tornou-se repetitivo e aborrecido. A tua história não se ia passar nas lojas, elas não eram importantes para o desenvolvimento do enredo. Por muito bonitas que aches que certas descrições são, às vezes é melhor cortar ou reduzir o que é acessório... Porque, mesmo que nem toda a gente tenha achado isso aborrecido, podes ter criado expectativas erradas nos leitores. Se dedicas tanta atenção às lojas e aos seus produtos, seria de esperar que eles fossem importantes para a história, certo? Num filme nunca vês coisas secundárias a ocuparem o plano principal por muito tempo. Isso acontece porque o que é secundário deve ser deixado para segundo plano, para que os teus leitores possam concentrar-se no que é realmente importante. Este foco tão grande apontado às lojas na praia tirou a atenção da trama principal e nunca deves querer que isso aconteça. Os "figurinos" nunca devem ser mais chamativos do que os "protagonistas".»

O mesmo vale para histórias maioritariamente negativas.

«A história tem bastantes erros ortográficos e gramaticais, que tornam a leitura difícil e confusa. Muitas vezes, por as frases não estarem muito claras, torna-se bastante complicado de entender o que queres dizer ou a quem te estás a referir... As tuas personagens sofrem alterações muito repentinas e não justificadas, o que faz com que seja difícil para um leitor levá-las muito a sério. Elas não reagem a nada, elas simplesmente vão andando pela história. Verosimilhança é algo muito importante numa narrativa e as tuas personagens não são muito realistas.»

A seguir tens de te focar em ajudar o escritor, desenvolvendo o porquê de algo não estar bem tratado no seu trabalho:

«Sugiro que consultes gramáticas e dicionários online para esclareceres as tuas dúvidas sempre que não souberes muito bem como algo se escreve. Podes sempre pedir ajuda a um amigo que seja bom a lidar com português, ou até a um beta reader. Mas não lhes peças correções; pede-lhes explicações dos teus erros, para que possas aprender e escrever cada vez melhor!
Sobre as tuas personagens, deixa-me explicar isso melhor, dando-te exemplos. Imagina que eu quero muito ser médica. Aqui em Portugal, tens de ter notas altíssimas para entrares em Medicina, é o curso em que é mais difícil entrar. No entanto, se eu não tivesse entrado por duas décimas, eu ficaria destroçada. Seria incapaz de, dez minutos depois de saber dessa novidade, ir sair com amigos e de estar sorridente e bem-disposta. As pessoas sofrem com coisas más, têm de ter tempo para as digerirem. Quanto mais importante algo for para alguém, de mais tempo esse alguém precisará para superar a dita coisa. Se eu tivesse tentado entrar em Medicina por acidente, então não ficaria triste. Mas, se ser médica tivesse sido o meu sonho de criança, a única coisa que eu me conseguiria imaginar a fazer no futuro, se fosse o meu objetivo de vida mais importante... eu quebraria por dentro e teria de me recompor antes de poder retomar à minha vida normalmente. E, ainda assim, em momentos chave, como ao ter os meus colegas a falar das suas faculdades, ou ao ter amigos a perguntar-me se eu entrei no curso, eu iria abaixo novamente. As pessoas reagem às coisas ao seu redor... Vivem, respiram, sentem e sofrem. E as tuas personagens devem fazer o mesmo. Devem agir como pessoas reais, e reagir como pessoas reais também. Quando as tuas personagens são contraditórias naquilo que pensam, sentem, querem ou fazem, parecem demasiado superficiais. Por vezes parece que não tiveste cuidado ao desenvolver as personagens, e não valorizas o que sentem ou pensam, e chegas até a ter momentos de contradição. É preciso ter cuidado com isso, e pensar sobre a forma como elas devem reagir e comportar-se nas situações que lhes apresentas.»

E tens de tentar compensar, dizendo coisas boas:

«Por outro lado, tenho a dizer-te que crias diálogos incríveis! São realistas e vivos, cheios de energia e sem conversa vazia aborrecida. Usaste sempre os diálogos para fazeres a história avançar, para criares ou resolveres conflitos, para dares a conhecer as tuas personagens.
As tuas descrições também são fenomenais! Não te prendes com detalhes irrelevantes e dás a informação certa para que o leitor se possa situar nos teus cenários, sem nunca abrandares a ação por causa delas. Consegues equilibrar muito bem as imagens que crias com o avançar do enredo.»

Para terminar, em qualquer uma das críticas, a destinada a uma história maioritariamente boa ou a uma com muitos problemas, menciona novamente tudo o que houver de bom antes de concluíres o texto, para subires a autoestima ao escritor. Isso é importante para que ele não se sinta humilhado e consiga ver que não pretendes deitá-lo abaixo, mas ser realista. Focar o lado bom é muito, muito importante porque, sem ele, destruirás uma obra e um autor. Lembra-te que o "truque" está no equilíbrio, e o lado positivo costuma ser o mais esquecido.
Esta é também a altura certa para dares uma opinião mais pessoal, se quiseres.

«Gostei muito da tua história! Os problemas e conflitos que foste desenvolvendo foram super originais e divertidos, e as personalidades de todos os protagonistas são muito engraçadas. Diverti-me muito!»


E pronto. Basicamente é isso. Espero ter-vos ajudado!

Se tiverem dúvidas, não hesitem em entrar em contacto com a Liga pelo nosso ask.fm/ligadosbetas, não hesitem em aparecer pelo nosso grupo de Facebook, o SBLAN, e falem conosco :) .
Podem sempre pedir sugestões de temas aqui para o blog por todos os nossos canais de comunicação :D .

Até a próxima.


Esse artigo pede por notas finais:

  • Críticas construtivas podem ser feitas a qualquer tipo de trabalho, criativo ou não, escrito ou não, e não só a histórias. Podes criticar um prato cozinhado por um chef, podes criticar um cachecol que a tua tia tricotou para ti, podes criticar um filme, podes criticar o que quiseres. No entanto, tendo em conta o universo em que a Liga dos Betas se insere, mantive o post sobre críticas de histórias, normalmente deixadas como comentários em plataformas como o Nyah, que servem para a divulgação dos ditos trabalhos escritos.
  • Sei bem que as críticas dadas como exemplo têm um vocabulário e uma forma pessoal/informal. Novamente, foram criadas tendo em conta a maior fatia do público do Nyah, e adequados ao meio informal da partilha de histórias online que é esse site.
  • As críticas de exemplo não foram feitas a nenhuma história específica. Foram exemplos elaborados a partir da minha imaginação. Se estiverem confusos, por favor, avisem-me, que eu criarei outros.
  • Normalmente, nas críticas que eu faço, costumo ser muito mais pessoal e menos "fria" (apesar de as críticas de exemplo terem um tom informal). Tentei criar os exemplos da forma mais neutra que consegui, para que a forma possa ser usada como base para todo o tipo de comentário. Sintam-se à vontade para serem menos frios nas vossas críticas, por favor! O que interessa é o conteúdo e a ajuda que quiserem dar a um autor, e não as palavras ou o nível de linguagem escolhidos para passar a ideia. Não precisam de ser duros ou parecer austeros para se fazerem e terem a vossa crítica reconhecida pelos outros. O que lhe dará o valor e o reconhecimento será sempre o seu conteúdo informativo, preocupado com as justificações para os apontamentos e em ajudar os outros. Desde que a crítica cumpra a sua função, em sites ou situações como no Nyah!, com um ambiente descontraído e "não-profissional", procurem divertir-se enquanto ajudam os outros!
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Como fazer uma betagem para a Liga e aspectos que avaliamos no teste

domingo, 5 de outubro de 2014

Por: Lady Salieri

Bom, meus queridos, conforme prometido, venho por meio deste post esclarecer alguns aspectos referentes à segunda etapa do processo seletivo da Liga dos Betas, além de mostrar como fazemos uma betagem. Logo de início quero dizer que esse não é o modo "certo" ou "melhor" de se betar um texto, é apenas  o modo que adotamos na Liga por acreditar ser o mais adequado ao nosso público e também por estar de acordo com nossa visão e missão. 

Tendo isso em conta, gostaria de dividir esse post em três partes, a saber:

1. Diferença entre o beta e o revisor;
2. Aspectos avaliados na 2a etapa do processo seletivo da Liga;
3. Como fazemos a betagem de um texto.

Esperamos, todos os membros da Liga dos betas, que este post seja capaz de esclarecer as dúvidas de muitos e, mais do que isso, orientar a todos os candidatos a beta reader em seus testes.

1. Diferença entre o beta e o revisor


O site revisão para quê? já adiantou bastante meu trabalho e explicou os conceitos tanto de revisor, quanto de copydesque e leitor crítico. Segundo ele: 

"copidesques fazem a limpeza inicial do texto. Buscam, além dos problemas de grafia, falhas de coesão e coerência, problemas no encadeamento de ideias, problemas de estrutura. Um copidesque geralmente tem mais liberdade para mexer no texto que um revisor."
"Ao revisor de texto cabem os ajustes finos do livro, no material já diagramado e geralmente impresso, ou seja, não é ele o responsável por problemas de coesão e coerência do texto, por exemplo."
"Tratando-se de literatura, o leitor crítico fica encarregado de avaliar a qualidade da obra não só do ponto de vista da qualidade da escrita como também da qualidade narrativa.Ele aponta inconsistências no enredo, pontos fracos da trama, pontos fortes que podem ser mais bem explorados, apelo comercial da história e por aí vai. O leitor crítico é uma espécie de anjo da guarda do escritor que sugere o momento certo para uma possível edição da obra."

Já deu para perceber que o beta reader se assemelha muito mesmo ao leitor crítico, verdade? Porém, eu afirmo, pelo trabalho que desenvolvemos na Liga, que vamos muito além da leitura crítica, desempenhando também os papéis de revisor e copidesque, pois, além de avaliar a "qualidade da obra" do nosso autor, não deixamos de "limpar o texto" nem de resolver todos os problemas de encadeamento de ideias. E é um acompanhamento feito durante todo o processo criativo do autor, ou seja, "pegamos" a ideia no momento em que ela é concebida e auxiliamos o autor durante todo o seu desenvolvimento, capítulo capitulo, parte a parte.

Como nosso público-alvo é composto de autores iniciantes, já deu para perceber o tamanho da nossa responsabilidade, certo? Dependendo do que fizermos, poderemos prejudicar uma pessoa para sempre, fazendo com que ela desista de escrever e perca, muitas vezes, sua única forma de lidar com a realidade, já que os escritores do Nyah! Fanfiction escrevem por infinitos motivos, menos visando qualquer fim comercial.

Dessa forma, para atuar na Liga, mesmo que sejam pessoas de pouca idade como os autores que costumam publicar ali, precisamos de gente que  tenha certas habilidades desenvolvidas para, além de ajudar efetivamente a quem acompanha, possa passar-lhes a devida confiança. Não acredito que haja aprendizagem sem confiança em âmbito nenhum da nossa vida.

2. Aspectos avaliados no teste da Liga dos Betas


Apesar de parecer, nosso teste não é para nada complicado. É apenas a simulação de um pedido de betagem de um autor X que tem um texto problemático. O candidato deve ajudá-lo realizando a betagem do texto e mandar-lhe de volta. Essa é basicamente a dinâmica do Nyah. 

Tendo o teste em mãos, avaliamos:

1. Abordagem: é a maneira com que o candidato se dirige ao autor (ou se você o faz, claro. A maioria dos testes nem apresenta abordagem). Ele pelo menos cumprimenta o autor? Explica o seu método, fala em linhas gerais sobre a história dele, ou apenas sai marcando os erros e fica por isso mesmo? Ele é agressivo, irônico? Dirige-se ao autor ou ao texto do autor? Quanto mais detalhista o candidato é na sua abordagem, mais ele sai na frente dos demais. 

2. Coesão/coerência dos seus comentários: obviamente, durante sua betagem, o candidato está em constante comunicação com seu autor. Nesse caso, ele sabe transmitir-lhe de maneira clara aquilo que está corrigindo? Sabe explicar-lhe bem sobre o estado do seu texto e sobre o que ele pode fazer para melhorá-lo? 

3. Qualidade da crítica: obviamente, a correção dos aspectos gramaticais e ortográficos é importante, mas nem de longe é tudo o que fazemos. Há ainda a parte estrutural da história e a sua qualidade, em que temos de prestar muita atenção para dar um retorno devido ao autor e não ser leviano, misturando nosso gosto pessoal na análise desses aspectos. Esse é um dos pontos mais importantes na nossa avaliação, porque simplesmente é uma coisa que não se aprende em curto prazo e exige aprimoramento contínuo. 

3. Como betamos um texto na Liga dos Betas


Em primeiro lugar, na Liga prezamos a comunicação com nosso autor, de maneira a transmitir-lhe segurança e credibilidade. Tudo o que explicarei a seguir se resume nessa frase. Assim:

1. Nas comunicações iniciais sempre cumprimentamos o autor e nos explicamos, tanto a respeito dos nossos pontos fortes e fracos, como sobre o que avaliamos mais atentamente na história dele.

2. Marcamos e justificamos todos os seus equívocos.

3. Fazemos um comentário sobre o capítulo como um todo no final da betagem, explicando a nossas impressões, assim como o que acreditamos que faltou à história e o que ele pode fazer para melhorar. 

4. Pedimos a correção e o reenvio do capítulo para reavaliação (o que pode ser feito bem mais de uma vez). 

Mais ou menos assim:

Imagem ilustrativa, não representa uma betagem definitiva do texto

É isso, galera, espero que isso deixe claro sobre o nosso trabalho e sobre o tipo de beta que buscamos para a Liga.

Desde já, boa sorte a todos!

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Dúvidas comuns sobre regras simples

segunda-feira, 10 de março de 2014

Por Esparta

Elas são chatinhas, sempre acabam passando despercebidas quando escrevemos, são muitas, tantas, que até esquecemos como/quando utilizá-las. Sim, são algumas regrinhas de ortografia, que mesmo sendo tão frequentes (e simples) em nossos textos, vez ou outra, não sabemos como aplicá-las. Mas a partir de agora, isso irá mudar!
O uso dos porquês
É recorrente encontrarmos um texto ou uma publicação nas redes sociais onde os porquês estão sendo empregados de forma incorreta, causando a má interpretação do que está escrito e muitas outras confusões. Vamos aprender a diferenciá-los.
Porque: usa-se o porquê junto e sem acentuação, quando ele corresponder a uma explicação ou a uma causa. Por exemplo:
Não fui para casa dela, porque seus pais não permitiram.
(Explicação. Lembre-se sempre de colocar uma vírgula antes deste porquê, pois ele está explicando algo.)
Comprei aquela calça porque era a mais barata.
(Causa. Não é necessário colocar a vírgula antes.)
Por que: usa-se o porquê separado nas perguntas ou quando estiverem presentes (mesmo que não explicitamente) as palavras RAZÃO e MOTIVO. Por exemplo:

Por que não foi à feira? (Pergunta)
A mãe sabia o motivo de sua filha não estar mais falando com seu namorado. Ela contou por que estava chorando. (Motivo)
Porquê: usa-se o porquê junto e com acento circunflexo no final, quando ele substitui MOTIVO ou RAZÃO. Por exemplo:

Não sei o porquê de ela não ter ido à aula. (Motivo)
Por quê: usa-se o porquê separado e com acento circunflexo quando ele estiver no fim das frases, tanto como pergunta quanto explicação. Por exemplo:

Ele saiu de casa por quê? (No final da frase e como pergunta.)
Você sabe bem por quê! (No final da frase e como resposta.)
A diferença entre MAL e MAU
Lembram-se do principal vilão da história da chapeuzinho vermelho? E aí, é Lobo Mal ou Lobo Mau?
Mal: é o antônimo (contrário) de bem. Exemplo:
Minha colega foi mal na prova. Mas ela poderia ter ido bem, caso tivesse estudado.
Mau: é o antônimo (contrário) de bom. Exemplo.
Meu irmão foi mau comigo. Mas ele poderia ter sido bom, caso não fosse tão bravo.
Agora que já sabem diferenciar ambas as palavras, o Lobo era mal ou mau?
E a gente (no sentido de nós) é junto ou separado?

Com toda certeza, galerinha, é separado. O site Dúvidas de Português nos explica o porquê de ser separado:
A gente é uma locução pronominal formada pelo artigo definido feminino ‘a’ e pelo substantivo ‘gente’, que se refere a um conjunto de pessoas, à população, humanidade, povo. A expressão ‘a gente’ é semanticamente equivalente ao pronome pessoal reto ‘nós’ e gramaticalmente equivalente ao pronome pessoal reto ‘ela’, devendo assim o verbo ser conjugado na terceira pessoa do singular.”
Exemplo:
A gente vai para o cinema?
Já a palavra AGENTE, não está errada, ela existe sim, mas seu significado não tem nenhuma ligação com o pronome pessoal reto NÓS.
Agente tem sua origem na palavra em latim ‘agens’ e se refere ao sujeito da ação, ou seja, à pessoa que atua, opera, faz. É um adjetivo e um substantivo de dois gêneros porque apresenta sempre a mesma forma, quer no gênero feminino, quer no gênero masculino (o agente/a agente).
Exemplo:
O (a) agente do FBI veio investigar o caso.
É Sob ou Sobre?
Depende da ocasião. A palavra SOBRE, se refere a uma posição elevada/ acima, em relação a algo ou alguém. Exemplo:
O caderno estava sobre a mesa. (Ou seja, em cima da mesa)
Já a palavra SOB é o oposto, se refere a uma posição a baixo, em relação a algo ou alguém. Exemplo:
Nós passamos sob a ponte. (Ou seja, por baixo da ponte)
A baixo, abaixo ou embaixo?
Vai depender da ocasião também! A palavra abaixo indica uma posição inferior, a algo ou alguém, e é sinônimo de embaixo, ou seja, ambas as palavras possuem o mesmo significado. Exemplo:
A bola caiu embaixo/abaixo da mesa.
Já A BAIXO é utilizado para estabelecer relações com as expressões: de cima ou de alto. Exemplo:
Ele me olhou de cima a baixo.

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[Pedido] Desvios mais comuns no teste da Liga

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Por: Holly Robin (Beta Reader - Liga dos Betas) e Lady Salieri



Queridos nossos,

Atendendo a pedidos, e também pensando no teste da Liga cujo processo começa dia 25.11, resolvemos fazer este post voltado para aqueles que desejam ser betas. Na verdade, a Holly Robin o escreveu e eu (Lady Salieri) me intrometi aqui, apenas acrescentando alguns detalhes. Espero que possa sanar as dúvidas em relação ao nosso teste e sirva de guia para aqueles que desejam ser betas. Desde já, desejamos boa sorte a todos!


********

Quando você pensa em um beta, o que vem à sua mente? Muitos ainda veem um beta reader apenas como um corretor ortográfico e pensam que para passar no teste da Liga só é necessário ser bom em gramática. É importante ter prestado atenção a todas as aulas do seu professor de português e ser bom nos aspectos gramaticais da nossa língua? Sim. Mas não é apenas isso que fará de você um bom beta.


Mas por que você está falando isso, tia, já não existe um post na Liga falando o que é um beta reader?


Sim, existe! Mas foi preciso ressaltar mais uma vez o que é um beta antes de começarmos a falar sobre o tema deste post. Todos os meses, centenas de testes são aplicados, mas muitos possuem os mesmos erros. Boa parte deles nos mostra que o candidato não compreendeu muito bem o que é um beta e simplesmente saiu corrigindo cada vírgula do texto. Para acabar de vez com as dúvidas, explicaremos os desvios mais cometidos nos testes, assim como se beta uma história. Então, vamos lá!


a) Acreditar que beta só corrige gramática — o candidato corrige “todas as vírgulas”, mas não diz por que o está fazendo. Além disso, se esquece de que a expressão escrita é muito — mas muito mesmo! — mais do que escrever frases gramaticalmente corretas.

Então, seja crítico! Quando você pega uma história para betar, deve ‘entrar’ na história, avaliar o enredo, as personagens, tudo. Para tanto, é necessário ter mente aberta e um excelente senso crítico. Lembrando que criticar não significa humilhar e utilizar-se de piadas maldosas. Avalie a história, veja todas as inconsistências e aponte-as para o autor. Não tenha medo de ser sincero, só tome os cuidados necessários para não ofender ou influenciar o autor a modificar sua história. Tudo não pode passar de uma sugestão.


b) Hipercorreção — o autor/avaliador escreve: “ele colocou a ‘pia’ na lanterna para procurar as ‘teias’ de aranha.” O candidato vai lá e corrige: “ele colocou a ‘pilha’ na lanterna para procurar as ‘telhas’ de aranha.” “Pilha” ficou certo, estrelinha na testa, mas não existe “telha” de aranha, não é mesmo?

Dessa forma, nada de “corrigir em excesso”. Primeiramente, como beta, o seu objetivo é guiar o autor. Lembre-se de que você vai ajudá-lo a melhorar sua escrita através de dicas, explicações, inúmeras pesquisas, dentre muitos outros aspectos. Sempre tenha em mente esse objetivo, pois muitas vezes você pode salvar uma história. Betar não é simplesmente sair corrigindo vírgula, acentuação e formatação errada.

Cada autor tem o seu jeito de escrever, por isso, do mesmo jeito que um beta pode salvar uma história, pode destruí-la. “Corrigir em excesso” não ajuda, pelo contrário, atrapalha. Isso é o que chamamos de hipercorreção. Este é um dos principais erros nos testes da Liga. Aprofundando um pouco mais no tema:

Segundo o dicionário de linguística Dubois (2002), hipercorreção corresponde à busca do uso correto que se eleva “acima da correção” em uma língua. Resumindo, é um esforço exagerado para escrever o que consideram como correto. O teste da Liga pede para que você aponte o maior número de desvios possíveis, mas é bom levar em conta que é impossível fazer um texto perfeito e que muitas vezes o candidato irá corrigir o que não deve e ser desclassificado.

c) Trocar o que está certo pelo que está equivocado — é muito próximo ao tópico “b”, mas aqui é algo mais generalizado. Nesse caso, o autor escreve: “comi pão com ‘muçarela’ ontem”. Nosso amado candidato tacha “muçarela” e troca por “mussarela”. E, creiam-me, se escreve "muçarela" mesmo. Vai marcar alguma coisa como equívoco? Mesmo que seja algo com que você esteja acostumado, não custa nada pesquisar, por desencargo de consciência, verdade?

Assim, pesquise e revise o que escreveu: esse é um item muito importante quando se está betando uma história. Como todo ser humano, somos passíveis de erros, mas no caso do beta reader, que irá apontar falhas e sugerir correções para o autor, não é nada legal ensinar errado, não é mesmo? Por isso, as pesquisas são imprescindíveis. Pesquise! Deixe mais de dez abas abertas no seu navegador, mas pesquise.

Também é super importante revisar o que você escreve; uma vez que estará sugerindo correções, não irá pegar nada bem o autor ver erros desastrosos na sua betagem. Além de causar constrangimento, fará com que você perca uma boa parte da confiança do autor.


d) Fazer uma betagem por cores e, ou não colocar legenda, ou colocar tantas cores que fica impossível entender a legenda — esse é quase autoexplicativo. O candidato supõe que o autor/avaliador já conhece as cores (ou mesmo já conhece o método “Bob Marley”, não sabemos ao certo) e, no fim da betagem, o texto se parece a uma “árvore de natal”, mas está ininteligível.

Ao fazer o teste, então, não deixe o texto ‘poluído’. Isso significa que é para sair mexendo (editando) no texto do autor? Não, meus caros, não é isso. Em hipótese alguma você irá “mexer” no texto do autor, a menos que seja para algo muito simples como um travessão, ou uma vírgula. Mesmo assim, o autor deve ser avisado destas mudanças porque quem irá corrigir tudo é ele.

Quando falamos de ‘poluição’ no texto, nos referimos à poluição visual. Existem diversos métodos de betagem, não existe um padrão e por isso cada um irá se adequar ao que for mais cômodo. O problema surge quando o método utilizado faz o autor ficar confuso, como o já citado ‘método Bob Marley’, ou seja, quando você usa as cores para indicar o que está fazendo no texto do autor. Fica um efeito bonitinho, mas, ao ser usado de forma errada, causa muita dor de cabeça. Imagine uma história repleta de erros: simplesmente fazer uma legenda e colorir o texto todo fará com que o autor tenha que voltar para cima toda hora só para saber o que cada cor significa. Isso torna a correção muito mais cansativa. Então o método “Bob Marley” está errado e não é bom para ser usado? Não. Muito pelo contrário, adapte-se ao método de betagem que acreditar ser melhor, mas pense antes de tudo no bem estar do seu autor.

Atenção especial na hora de apontar as falhas de um texto apenas sublinhando, seja tachando ou escrevendo observações no final do capítulo, pois eles também geram poluição visual e cansaço.


e) Destratar o autor — há duas formas de fazer isso: 1. Quando o beta pensa que o autor/avaliador é “idiota” e fica, por meio de uma arrogância bem intencionada, se sobrepondo às ideias do autor; 2. Quando o beta fala mal mais da pessoa do autor/avaliador que do texto, ou seja, aqui ele é descarado mesmo. Como foi dito acima, se um beta (no extremo de um lado) não corrige somente gramática, tampouco (no extremo oposto) é coautor da obra. Ele sugere coisas, não “diz o que é melhor”, mas o que “lhe soa melhor”. Preste atenção na diferença entre as duas frases.

E isso é o mais importante de tudo! Trate bem o seu autor. Lidar com as pessoas não é a tarefa mais fácil do mundo, logo um beta deve ser expansivo e sociável. Quando se está betando uma história, é necessário tomar muito cuidado com o que irá ser dito. Um primeiro contato com o autor antes de betar é essencial, pois assim você será capaz de saber seus objetivos e expectativas para a trama. Dependendo do método de abordagem utilizado, você irá se meter em situações embaraçosas. 

Tenha paciência e seja gentil, essas são as palavras-chave para ser um bom beta. Cada pessoa possui um ritmo e você deverá se adequar a cada um deles.


Acreditamos que com estes cinco itens você será capaz, não só de se preparar melhor para os testes de admissão da Liga, como também estará apto para betar uma história, mas não se esqueça de sempre aprimorar seus conhecimentos. Conhecimento é poder. 

Esperamos que todos tenham gostado, e até a próxima!

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Material consultado




Blog Karina – Meireles/beta reader, disponível em: http://karina-meireles.blogspot.com.br/2012/04/beta-reader.html

Blog da Liga dos Betas – O que é um beta reader, disponível em: http://ligadosbetas.blogspot.com.br/2013/02/o-que-e-beta-reader.html


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Grammar Nazi III

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


Por: Gabriela Petusk

Sejam bem-vindos a mais um post quase magnífico feito pela minha pessoa! Dessa vez, não trago um texto sério e cheio de compromisso para com o futuro da literatura mundial *música gloriosa*, mas um humilde e tentativa-de-engraçado Grammar Nazi. Vocês já sabem como funcionam as coisas? Se não viram as edições anteriores, acesse aqui e aqui para checar.

Só para garantir que não coloquem pregos na minha cadeira de jantar, repito aqui o disclaimer moral da categoria:

Entendam que, nesta seção, eu não tenho a intenção de ofender ninguém. Todos os trechos aqui foram tirados de fanfics reais, encontradas por mim no Nyah, e a identidade de nenhum autor foi exposta, nem mesmo o título da história. Caso a sua fanfic tenha sido usada, você conheça o autor ou até mesmo goste da história, não faça escândalo e não amaldiçoe minha mãe. Se possível, não se orgulhe. De preferência, leve numa boa. Melhor ainda, corrija sua história ou dê um toque ao autor. O objetivo aqui é ajudar a perceber como a coisa anda realmente feia na ortografia dos autores, e ajudar a combater erros que todo mundo comete.


Era meu costume separar os trechos errados em Easy, Medium e Hard, mas não dessa vez. É doloroso para o meu coração de chata gramatical: todos aqui estão no mesmo nível de assustadorabilidade. Vocês entenderam. Esclarecidas as coisas, vamos lá.

  • "Ele deu tudo para salvar seus amigos, mas no final todos morreram , (1) mas agora ele conseguiu uma segunda chance, Uzumaki Naruto ira (2) voltar no tempo com a ajuda de todos os bijus (3), e ajudara a salvar o mundo e trazer a paz                                         (o sinopse fail , P*** merda) leiam por favor(capa nova)                                          ps:a fic terá alem de amizade terá:drama,comédia,ação,hentai,humor negro,tragédia .é isso ai leiamm ^w^ (4)"

1: Use a pontuação deste jeito, okay? E não assim , porque está errado .

2: Você quis dizer “irá”, não foi? “Ira” é um substantivo feminino sinônimo de raiva. “Irá” é o verbo “ir” conjugado na terceira pessoa do singular (ele/ela), no tempo futuro do presente.

3: Sou fã de Naruto, portanto, corrijo essa: os demônios selados nos corpos de pessoas são bijuus. Biju é uma receita brasileira com mandioca. Sério.

4: Gente. Por favor, gente. A Liga reforça tanto que não se faça isso na sinopse. Nem falar que está ruim, nem escrever as coisas do parágrafo acima. Isso mata a vontade de ler. Parem. Sem brincadeira, parem.



Como deveria ser: Ele deu tudo para salvar seus amigos, mas no final todos morreram. Agora ele conseguiu uma segunda chance. Uzumaki Naruto voltará no tempo com a ajuda de todos os bijuus, e ajudará a salvar o mundo para trazer a paz.



"Não sou boa com Sinopse
Até porque nem eu sei o que vai acontecer pakslapskaoslpaks
Capa nova u.u Eu me apaixonei por essa imagem jsdkasjhd
E tipo,o "Always" vai fazer sentido daqui a pouco
Até porque nem eu sei o que vai acontecer pakslapskaoslpaks
Capa nova u.u Eu me apaixonei por essa imagem jsdkasjhd
E tipo,o "Always" vai fazer sentido daqui a pouco "

Só para constar: isso não é e nunca vai ser uma sinopse.


Como deveria ser: Nem eu sei.



"nesta (1) historia (2) conta a vida de haruno sakura (3) , (4)garota de 17 anos que vai morar com sua tia tsunade (3) para estudar numa escola particular que (3) (sua tia era a diretora)(5)(sakura avia (6) sofrido um terrivel (7) acidente que fez com que perdesse a memoria (4))(5)e quando vai morar com sua tia começa a ter sonhos estranhos que começam a deixa la (8) muito confusa... "

1: Comece as frases com letra maiúscula. Não é tão difícil.

2: O substantivo é “história”.

3: Nomes próprios têm inicial maiúscula: Haruno Sakura e Tsunade. Não vou entrar tanto no mérito da ordem nome/sobrenome porque isso é cultural.

4: Pontuação. Deve. Vir. Assim. Vocês não têm ideia do quanto é chato ter que repetir isso.

5: Parênteses também precisam de espaço. (Desta maneira)

6: O verbo se escreve “haver”, com “h”, e todas as suas conjugações o têm. Então: “havia”

7: A palavra tem acento: “terrível”. Eu acho que esse erro é que foi terrível.

8: Um pronome em ênclise (colocado depois do verbo) é usado com hífen. Além disso, o verbo “deixar” ganha um acento agudo: “deixá-la”.


Como deveria ser: Esta história conta a vida de Haruno Sakura, uma garota de 17 anos que vai morar com sua tia Tsunade para estudar em uma escola particular em que sua tia é diretora. Sakura sofrera um terrível acidente que a fez perder a memória, e quando vai morar com sua tia, começa a ter sonhos estranhos que a deixam muito confusa...


  • "A história oculta não revelada (1)Tá, não sei fazer sinopse, mas entra aí. Não posso dar maiores detalhes aqui, é contra as regras. Leiam as notas da história. (2) "


1: Se está oculto, escondido, é óbvio que não foi revelado. Pleonasmo aqui.

2: Contra as regras? Hm, bom saber. *clica em “Denunciar história”*


Como deveria ser: Não deve ser. Não poste histórias fora das regras. Você pode levar uma advertência, ser suspenso e até perder sua conta.



  • "it´s Joseph 3 temporada manolo"

Tudo bem, o que foi isso?

Como deveria ser: Não faço a mínima ideia.




  • "Guilherme e alice (1) sao (2) atores famosos!!! (3) Ambos se conhecem desde pequenos e sao (2) muito amigos!!!! (3) Eles atuam em malhacao (1) e (2) e moram no mesmo predio (2) !! (3) "

1: Nomes próprios começam com maiúscula: “Alice”.
           
2: SAO é sigla para Sword Art Online. O verbo se escreve “são”. “Malhação” tem til e cedilha. “Prédio” tem acento.

3: Não captei o porquê de tantas exclamações. Se um narrador fosse falar isso, ele passaria a sinopse inteira gritando.


Como deveria ser: Guilherme e Alice são atores famosos. Eles se conhecem desde pequenos e são muito amigos. Atuam em malhação e moram no mesmo prédio.


  • "HEEY PESSOINHAS
    *
    *
    *
    *
    NOVA FIC SEUS LINDOS
    *
    *
    **
    LEIAM TABEM MINHA OUTRA FIC
    *
    *
    *
    *
    BEM-VINDA A MYSTIC FALLS
    *
    *
    *
    *
    *
    DIARIOS DE VAMPIRO AMOR SE ESCREVE COM SANGUE
    *
    *
    *
    *
    *
    bora ler ?

Tantas estrelas que não sei mais se estou em uma sinopse ou um mapa astral.


Como deveria ser: Pergunte ao autor. Deve ser algum tipo de arte contemporânea ainda não compreendida pelo público atual. Vai entender.



  • "SE PASSA APOS (1) O CAPITULO (1) 201.

    A CAIXA QUE COM TANTO (2) FORÇA E EMPENHO TENTOU MANTER FECHADA, EM FIM (3) SE ABRIU, O QUE ACONTECERÁ AGORA, (4) COMO PROTEGER SEU CORAÇÃO DE SER OUTRA VEZ FERIDO. (4)

    ELA ESTA (1) EM MEIO A UM JOGO, O QUAL SÓ COMEÇA QUANDO ELA ACEITAR O QUE SENTE POR REN."

1: Grafias corretas: “após”, “capítulo” e “está”.

2: Erro de concordância. “força” é palavra feminina. Então, “com tanta força”.

3: O correto é “enfim”. “Em fim” são duas palavras.

4: Por que você não usa interrogações?


Como deveria ser: Se passa após o capítulo 201. A caixa que com tanta força e empenho tentou manter fechada enfim se abriu. O que acontecerá agora? Como proteger seu coração de ser ferido outra vez? Ela está em meio a um jogo que só começa quando aceitar o que sente por Ren.




  • "EM UM MUNDO ONDE VAMPIROS E HUMANOS EXISTEM...(1)NADA É IMPOSSIVEL..(1)NEM MESMO A EXISTÊNCIA DE SERES IMORTAIS QUE NÃO SÃO NEM VAMPIROS NEM ANJOS...(1)MAS UMA PARTE DE CADA UM.
    ANABELL E LUCAS SÃO A EXCEÇÃO A REGRA(2) POIS NÃO EXISTE MUITOS(3) COMO ELES..(1)SERÁ?"

1: Espaço. Depois. De. Pontuação. Não me façam perder a paciência. E por que tudo em caps? PARECE QUE VOCÊ ESTÁ GRITANDO. Viram?

2: Exceção à regra.

3: Existem muito como eles. O verbo haver no sentido de existir não varia, mas o verbo existir varia. 

Como deveria ser: Em um mundo onde vampiros e humanos existem, nada é impossível, nem mesmo a existência de seres imortais que não são nem vampiros, nem anjos... Mas uma parte de cada um. Anabell e Lucas são a exceção à regra, pois não existem muitos como eles. Será?



  • "temari (1) e hinata (1) são primas e perderam a família em um trágico incêndio (2) hinata (1) é a mais nova tem apenas 17 anos e temari (1) sua prima (2) tem 19 (2) depois do incêndio (2) as duas foram obrigadas a irem para outra cidade morar com amigos de seus pais (2) lá temari muda totalmente seu comportamento (2) de uma garota simpática e sociável se torna seria (3) e direta e a unica (3) pessoa com quem não muda é sua prima (2) pelo fato de ser mais velha se sente responsável por hinata (1) e começa a cuidar dela.as (4) duas se mudam para a mesma casa e lá descobrem quem foram os culpados pelo incêndio que causou a morte de seus pais (2) mas algo muda oque (5) era para ser uma história de ódio (2) se torna uma história de amor."

1: Dói lembrar que nomes próprios precisam de maiúscula? “Temari” e “Hinata”.

2: Falta pontuação demais nessa sinopse. Leiam a correção abaixo que tá mais fácil. Na verdade não tá fácil é pra ninguém...

3: Acentuem suas palavras: “séria” e “única”.

4: Por favor, espaço depois de pontuação. Sério.

5: “oque” não existe. O correto é “o que”.


Como deveria ser: Temari e Hinata são primas e perderam a família em um trágico incêndio. Hinata, a mais nova, tem apenas 17 anos, e Temari, sua prima, tem 19. Depois do incêndio, as duas foram obrigadas a ir para outra cidade morar com amigos de seus pais. Lá, Temari muda totalmente seu comportamento: de uma garota simpática e sociáve, se torna séria e direta; a única pessoa com quem não muda é sua prima, pelo fato de ser mais velha e se sentir responsável por Hinata, começando assim a cuidar dela. As duas se mudam para a mesma casa e lá descobrem os culpados pelo incêndio que causou a morte de seus pais, mas algo muda: o que deveria ser uma história de ódio se transforma em uma história de amor.



  • "O desfeixo (1) emocionante da série, farias (2) surpresas e revelaçoes (3) surpeendentes (4) "

1: Des o quê? O correto é “desfecho”. Ficou em dúvida sobre uma palavra? Joga no google.

2: “farias” é um sobrenome e um verbo conjugado. O correto aqui é “várias”.

3: “revelações” tem til no “o”.

4: Faltou uma letra: “surpreendente”. Mesmo assim, já não tem “surpresa” antes? Vamos evitar repetir.


Como deveria ser: O desfecho emocionante da série. Várias surpresas e revelações inesperadas.


Material consultado:

Acervo de fanfics do Nyah!Fanfiction


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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana