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Fundamentos da critíca - Parte 1

quinta-feira, 7 de setembro de 2017


Por: Edgar Varenberg



Às vezes caímos numa daquelas situações em que precisamos de uma opinião ou, equivalentemente, precisam da nossa. Muito além daquilo que o verbo “gostar” tem a nos oferecer, às vezes tais opiniões pedidas vão muito além do quesito pessoal, daí começa a se perceber uma diferença entre “opinar” e “criticar”; enquanto o primeiro termo fala sobre falarmos de alguma coisa sob nosso ponto de vista, o segundo abordar falar dessa mesma coisa sob o ponto de vista geral da área a qual tal coisa se origina.
A crítica, diferente da opinião, trata de aspectos universais de um determinado material, ou seja, independente das opiniões, dos gostos, etc serão elementos que terão aquele fundamento sempre. Neste post encontraremos formas de identificar quais são esses aspectos e como percebê-los e aponta-los. No caso, o foco será na crítica de textos.

Aprendendo a abandonar o “eu”
A primeira coisa a tentar é buscar ficar pouco apegado ao texto. Não apegado do tipo “amar o texto”, mas sim abandonar certas ideias, como “Eu não faria assim” ou “Ficou confuso para mim”. Isso porque a crítica parte de pressupostos universais (ou o mais universal possível), então a partir do momento em que você passa a reparar em algo porque isso TE incomodou, talvez você esteja se distanciando do seu objetivo.

Tenha material teórico sempre em mãos (ou em mente).
Saiba o básico das coisas que compõem um texto narrativo. O que a gente precisa para formar um? Personagens, ambientes, diálogos, situações, problemáticas, etc. Agora pare e pense: “essas coisas realmente são obrigatórias?”. Pesquise tudo a respeito das suas próprias perguntas que surgirão após esta. Mas por que isso? Simples, textos literários possuem regras e fundamentos, o basicão; mas o que os tornam realmente literários é a forma como eles usam (e às vezes abusam dessas regras). Um texto mais seguro e menos ousado vai seguir todas as regras fielmente (a crítica aí geralmente o aponta como comum), já outros vão querer inovar ou se rebelar de alguma forma, seja abandonando diálogos, não descrevendo coisas propositalmente, é aí que o papel da crítica começa a se formar, em analisar se essas fugas funcionam ou não.

Linguagem de um crítico: funcionar ou não funcionar.
Atentem-se, a crítica nunca trabalha com “certo” e “errado”. Fica a dica: leia todo o texto tentando defender o máximo possível de pontos positivos; aquilo que não tem como defender de jeito nenhum, significa que faz parte daqueles quesitos universais citados mais acima. Além disso, a linguagem crítica busca trabalhar com “funciona” e “não funciona”. E, claro, acompanhadas do sagaz “porquê”.

Abordagem é a alma do negócio.
Uma crítica deve ser branda. O seu objetivo como crítico de um texto não é questionar a habilidade literária de ninguém, nem o potencial da história, é simplesmente apontar o direcionamento do texto, o quão ele está se aproximando ou se afastando do conceito que o texto aparenta. Então não precisa vir com pedras e facas; palavras objetivas e sugestões já bastam.

Entendendo os propósitos do autor.
Criticar um texto fica sempre mais fácil quando podemos simplesmente perguntar ao autor seus objetivos em cada uma das situações. Entretanto, há momentos em que isso não é possível e, além disso, antes de começarmos a questionar o autor, temos que, claramente, preparar nossos questionamentos. E para isso acontecer, temos que, às cegas, descobrir os propósitos do autor “intuitivamente”. É daí que passamos a ler o texto com uma mentalidade alternativa. Isto é, ler as cenas e se perguntando “por que x e não y?”; em seguida, com as informações que você tem no próprio texto, você mesmo deve tentar responder essas questões. Por exemplo, você viu que o personagem A se estressou por uma coisa boba, aí você começa a pensar “Por que ele simplesmente não fez isso? Resolveria e ele não se estressaria.”, mas aí você repara que em um momento da narração é citado sobre a sua personalidade explosiva e irracional, então passa a fazer sentido; caso tal descrição não esteja presente, pode ser que seja uma boa ideia apontar isso e conversar com o autor a respeito.

Enxergando além do autor.
Um crítico não precisa, necessariamente, se prender a todos os conceitos do autor, até porque a escrita costuma ser muito inconsciente, isto é, usamos certos recursos literários, que cabem ali perfeitamente (e, por isso, usamos inconscientemente), mas não fazemos ideia de que usamos, não foi proposital; isso acontece muito. Então quando o crítico vai além daquele conceito já dado e começa a enxergar essas coisas (e posteriormente leva-las ao autor), você pode estar contribuindo para um maior entendimento do texto até para o próprio autor, seja para dizer que está ou não funcionando. Se você acha que algo vale a pena ser comentado, comente sem hesitar.

Por fim, aceite o ultimato do autor.
Independentemente do que você tenha encontrado ou comentado, a voz do autor sempre será a mais poderosa no seu próprio texto, então não tente forçar ou insistir, por mais forte que seja a sua convicção naquele fato, somente o autor sabe 100% sobre o texto dele.

Conclusão
Os elementos de uma crítica buscam analisar formas diferentes de usar aquilo que é usual. Se a pessoa não foge do usual, dificilmente vai ter algo para analisar ali, assim como dificilmente o texto dela será interessante (no sentido de ter um algo a mais); um crítico deve sempre orientar o quanto o autor se aproxima ou se afasta do seu próprio objetivo, através de seus próprios conhecimentos e pesquisas (e também das inúmeras perguntas que ele tem que se fazer enquanto lê texto em questão).


Na segunda parte do post, veremos exemplos práticos de como estes elementos se aplicam na crítica.
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Uma reflexão sobre o processo criativo (02/03)

terça-feira, 14 de junho de 2016


Por: Edgar Varenberg

Na primeira parte do artigo refletimos sobre consciência criativa e em como esse aspecto da nossa cognição influencia na nossa maneira de escrever sem que, necessariamente, percebamos. Esta segunda parte tratará dos aspectos da memória criativa, ou seja, as informações que nos cercam e como a aplicação disso tudo funciona (ou pode funcionar).

Entendemos como memória criativa todas as informações que adquirimos ao longo do dia, da vida, basicamente tudo que nos cerca, seja ou não de nosso conhecimento. No artigo anterior falamos da consciência criativa, sobre ela agir conforme ou não nossa vontade; a memória trata justamente do conteúdo que encaixamos, conscientemente ou não.

E como captamos isso? Para que isso nos serve?

Às vezes vemos uma propaganda legal, lemos um texto interessante, ouvimos uma música mais intensa, atividades que nos estimulam a pensar e, posteriormente, ter ideias. Às vezes também acontece simplesmente de estarmos num ambiente propício a nos fazer refletir e relembrar situações, ou passar a notar certos detalhes não percebidos antes, tudo isso representa nossa memória criativa.

Em outras palavras, nossa memória criativa está diretamente associada àquilo que conhecemos como inspiração.

O que nos cerca e nos inspira são coisas armazenadas nessa memória, que vemos ao longo da nossa vivência e, de repente, lembramos para determinado efeito. A diferença é que podem ser lembranças bem específicas e precisas ou meros detalhes de coisas que você não faz ideia de que viu (como um cachorro na rua, por exemplo). Tudo que costumamos escrever provém desta fonte.

Quando utilizamos o inconsciente criativo é mais comum que trabalhemos mais com a parte inconsciente da memória, isto é, geralmente esses detalhes que não costumamos lembrar muito, que muitas vezes sentimos até como uma espécie de intuição. Por isso, como dito no artigo anterior, é importante termos noção da consciência criativa, pois trabalhando nossa mente de forma consciente faz com que essas memórias sejam melhor aproveitadas.

Daí vem aquela nossa inspiração de se basear em alguém que gostamos muito, querer retratar um ambiente que presenciamos, ou até mesmo usar palavras (ou termos, às vezes até frases) que sentimos trazer um determinado poder (o famoso soar bem ou ter uma boa mensagem) e que combina com o texto pretendido.

Tá, mas como eu uso essa memória em meu favor, Tio Edgar?

Sabe quando você deseja assistir, ouvir, ler algo ou entrevistar alguém para conseguir grandes inspirações para o seu texto? Então, aproveite muito bem essa experiência, não faça simplesmente por fazer. Também não faça só para ter um amontoado de informação e se iludir achando que é bom e o suficiente.

A memória tem que ser aquilo que te desperta interesse e inspiração, algo que te sirva de recurso natural, não como uma planilha a que você sempre tem acesso e tem tudo esquematizado de forma exata e concreta; isso desvia dos valores reais de uma inspiração, de uma memória, pois se torna um roteiro, um esquema de seguimento obrigatório. Tais esquemas não são ruins, só não fazem parte do processo criativo.

Refletindo todo o processo até então, temos a consciência criativa, que transporta as ideias da sua memória criativa, que é adquirida ao longo dos seus conhecimentos diários, e que podem ser usadas de forma consciente ou não. Parece um ciclo quase se fechando, mas ainda falta o último item: o potencial criativo, que consiste em como utilizar recursos para construir esse material que você possui naturalmente, de forma totalmente consciente (diferente da consciência e da memória, que podem atuar inconscientemente também).

Entretanto, isso é assunto para o próximo artigo!

REFERÊNCIAS:
http://www.mariosantiago.net/textos%20em%20pdf/criatividade%20e%20processos%20de%20cria%C3%A7%C3%A3o.pdf
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212009000300017
http://www.espacoacademico.com.br/052/52silvafilho.htm
http://www.intelliwise.com/seminars/criativi.htm
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Uma Reflexão Sobre o Processo Criativo (01/03)

quarta-feira, 11 de maio de 2016


Por: Edgar Varenberg 

Quando falamos em processo criativo, tendemos a pensar em aspectos simples: basicamente tendemos a aceitar que toda a nossa arte é fruto de puramente “inspiração”. Entretanto, o ramo da criatividade traz conceitos maiores que podem ajudar qualquer um a entender melhor como funciona a planificação de uma ideia. E é disso que trataremos neste artigo. O intuito deste artigo não é ajudar a ter um processo criativo mais eficaz, mas, sim, refletir a respeito de como funciona.

Antes de tudo, é importante refletir sobre o conceito de criatividade. Tal conceito é visto de maneiras diferentes em diferentes áreas; entretanto, todas possuem um consenso: a criatividade trata-se de um processo da criação do novo, seja em cima de algo antigo, seja não tendo base alguma. Mas o que seria algo novo? Como eu posso dizer que algo é novo, ainda mais no campo da literatura em que as ideias parecem cada vez mais restritas? Reparem que quando eu digo algo novo, é bom também refletirmos que há uma distância entre criatividade e originalidade. É daí que podemos começar a refletir sobre o processo criativo.

A criatividade não é nada sem o ser humano e vice-versa. Se temos três “doses” de ideias sobre, por exemplo, aviões, e distribuirmos tais “doses” para três humanos diferentes, teremos três obras diferentes sobre aviões; todos podem até falar dos mesmos detalhes, mas a nossa cognição, o jeito de escrever, o jeito de pensar, os conhecimentos prévios, e até as tão famosas inspirações, nos diferem no que se diz respeito da expressão do processo criativo.

O que você quer com isso, Tio Edgar?

A criatividade é um bem humano, que funciona independente entre cada indivíduo mediante fatores internos e externos que compõem a mente de cada um. Em outras palavras: a criatividade é a mesma, mas a forma de expressar dos seres humanos não; e apenas essa diferença já é o suficiente para transformar uma obra.

Para este artigo vamos explorar apenas três destes fatores, os que eu julgo como principais: consciência, memória e potencial. Contudo, nesta primeira parte, vamos tratar apenas da consciência.

Na planificação de pensamentos, mais especificamente quando estamos criando uma história desde o início, temos por instinto pegar todas as nossas bases de conhecimento e começar a montar diversas peças, que, aos tons de originalidade, se tornam nosso material. Mas de onde tiramos tais materiais? Na verdade, a planificação de ideias está diretamente ligada à inconsciência criativa; por isso é explicável o fenômeno de ser tão difícil começar algo do zero, da história parecer confusa e de não sabermos como guiá-la no início. E muitas vezes, nessas ocasiões, um beta-reader acaba nos salvando, não é mesmo? 

Ok, mas o que saber dessa inconsciência afeta no meu processo criativo?

O desenvolvimento da consciência criativa é fundamental para a compreensão dos campos que estamos criando cada vez mais sem percebemos. Acabei de citar acima a salvação de um beta-reader; eles, neste caso, funcionam simplesmente como a nossa consciência criativa, pois são eles que apontam positividades e negatividades de aspectos que ainda estão no pensamento, que não foram ainda para o papel, o que chamamos informalmente de “rascunho de ideias”.

Vamos colocar isso na mente então: tudo que ainda não foi passado para o papel pertence ao campo da consciência criativa.

Quando criamos um personagem, já pensamos logo naquele ator que admiramos que daria um bom “cast”, ou pensamos em outro personagem prévio, mesmo que minimamente. Ocorre muito também o efeito “Frankenstein”, que consiste em você pegar várias partes para construir um todo (mas isso será melhor discutido na segunda parte do artigo, pois se trata da memória criativa). E, para esta reflexão, eu quero estabelecer um comparativo. Imagina que você está bolando um antagonista para a sua história. Normalmente, de cara, você já pensa “Tem que ser alguém com personalidade diferente do protagonista!”. Ué, mas o que impede o antagonista de ter personalidade semelhante ao protagonista? Na hora de criar uma briga, você já pensa em quem vai vencer. Ué, por que não empatar? Entendem o que eu quero dizer? Não, então para o próximo parágrafo.

Aspectos inconscientes do nosso processo criativo tendem a seguir linhagens que estamos acostumadas a acompanhar em nossas leituras, nossas vivências ou simplesmente por nossas mentes serem preguiçosas. Citei acima o exemplo das lutas sempre terem um vencedor; mas, se você parar para pensar, um “empate” é sempre feito de propósito pelo autor; uma vitória não. O mesmo vale para o exemplo do antagonista: um antagonista muito parecido com o protagonista é feito propositalmente; um diferente não. Tudo que foge do padrão inconsciente é feito propositalmente porque passa a ser consciente.

O que isso significa, Edgar?

Que a partir do momento em que separamos o que deve ou não ser consciente no nosso trabalho, temos um controle diferenciado das ideias. E o objetivo deste artigo é justamente refletirmos sobre isso para usarmos a nosso favor tal habilidade cognitiva. Mas como ser consciente das minhas ideias pode me ajudar a desenvolver melhor o meu processo criativo?

Suponhamos que você esteja no terceiro capítulo da sua fanfic nova, você está lá abalando, recebendo elogios do Brasil inteiro, bem Andrea Mello, e, BOMBA, bloqueio criativo. Você não sabe como fazer a cena do encontro da Yrisbelle com o Carlos Daniel Jorge, não sabe o porquê de um diálogo entre eles começar, como juntar a história de ambos, acabou, e agora? É aí que entra a consciência criativa. Quando temos ideias e mais ideias, geralmente oriundas do que conhecemos como inspiração, elas não estão muito filtradas, portanto, muito abrangentes, são todas inconscientes criativas.

Mas, Edgar, se o consciente é uma limitação do inconsciente, como isso pode me ajudar a combater o bloqueio, que é outra limitação?

Primeiramente, a função da consciência criativa não é combater nada. Tal consciência é usada para termos uma segunda forma de pensar, totalmente diferente da primeira; então se uma está emperrada, usamos a outra, simples. Usar essa “segunda cognição” nos ajuda a obter resultados que nossa forma comum de pensar não nos permitiria; e por que é importante fazermos uso disso? Porque toda ideia que dá certo abre portas para novas ideias. Então melhor que ter uma porta aberta é ter duas.

Praticamente falando, temos a seguinte situação, baseada no exemplo que eu dei mais acima: está impossível criar alguma ligação entre Yrisbelle e Carlos Daniel Jorge. Ora de trabalhar nossa cognição, toda a nossa consciência, finge que deu aquele freeze dramático estilo Elsa e vamos pensar:

Impossível eles se falarem? Por quê? Por acaso um deles está preso num buraco negro?

Não. Então, SIM, é possível eles se falarem, vamos acordar!

Ah, mas se ela chegar e falar com ele do nada, não vai combinar com a personalidade da personagem, ela é muito tímida, jamais faria isso. E ele nem sabe da existência dela.

Tá, ele não falar é plausível. Agora ela. Se ela quer mesmo, ela vai. Mas Edgar, você está falando para eu ir contra a personalidade da minha personagem?

SIM. Humanos não são padrões que nunca saem do seu estado, mas não é conversa pra esse artigo. O que eu quero trazer como reflexão para esse caso, é mostrar que a impossibilidade não está na situação, mas nas limitações que a nossa inconsciência criativa nos impõe. Inconscientemente, foi colocado na cabeça do autor que a menina tímida jamais teria coragem de falar com o cara do nada. Entretanto, inconscientemente, também sabemos que o cara não fala com a menina porque ele não sabe da existência dela. Então vemos que essa inconsciência nos guia para informações boas e ruins (não diria ruins, diria mais “limitadas”). Então cabe à nossa consciência criativa quebrar as barreiras daquilo que, sem sabermos, acabamos por limitar.

Tá, mas é assim? Ela fala com o cara e fim? Mas como eu vou fazer isso sem parecer forçado? Isso aí já fica para o tópico sobre potencial criativo, mas o que temos que refletir no momento é que muitas limitações são criadas dentro da nossa própria mente, e que podem facilmente serem “corrigidas” para não atrapalhar nosso fluxo criativo.

Para encerrarmos, um pequeno resumo: criamos tudo inconscientemente porque a cognição humana trabalha assim. Quando criamos algo novo, tendemos a criar blocos de informações inconscientes que nos servem para estabelecer informações essenciais para o prosseguimento do enredo, pois são informações básicas que nos impedem quase sempre de cometer erros de enredo; todavia, esses blocos também acabam por nos limitar, pois trazem conceitos que muitas vezes podem ser quebrados se notarmos que eles existem e, em determinados conceitos, não precisam fazer sentido.

Referências:

http://www.mariosantiago.net/textos%20em%20pdf/criatividade%20e%20processos%20de%20cria%C3%A7%C3%A3o.pdf
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-58212009000300017
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