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Tipos de Autor

terça-feira, 9 de junho de 2015

Por: Elyon Somniare


Saudações, jovens bolinhos de caramelo!

Recordam-se do artigo cómico-mas-sabem-que-são-um-deles do tipo de leitores? Pois é, esta moeda tem duas faces e como podem os leitores existir sem autores? Também os autores são criaturas fascinantes capazes de serem categorizados em um ou mais (ou repartidos por!) tipos. Primeira distinção a fazer: os Tipos de Autores Atendendo às Histórias e os Tipos de Autores Atendendo ao Seu Comportamento.

Deixemo-nos então de paleio e passemos aos Tipos de Autores Atendendo às Histórias:


1) Autor Sean Bean: Morre tudo. Mete o Romantismo Português num sapato e George R. R. Martin é um amador ao seu lado. A sua lista de histórias está mais para um cemitério que para uma página de internet.

2) Autor Chorar as Pedras da Calçada: Quer as personagens morram quer não, este autor arranca a pele da nossa alma e deixa a carne viva dos nossos sentimentos em sofrimento profundo. Assim como o MACHO-QUE-É-MACHO nomeia os seus punhos, também este autor nomeia as suas mãos: a Angst e a Drama.

3) Autor Gato Pardo em Noite Escura: Pode ser fandom ou ship, mas qualquer uma destas opções tem algo que é garantido: é obscuro. Uma pessoa clica na categoria e tem duas fics. Do mesmo autor. Por vezes três, mas aí notamos que uma delas foi mal categorizada. É, este autor anda pelos becos escuros do fic world.

4) Autor .rar: Não importa quanta trama, quanto enredo, quantas personagens. O capítulo não vai passar das quinhentas palavras, e só não fica abaixo das cem porque o Nyah estabeleceu limite mínimo (rumores correm que o fez por conta deste Autor).

5) Autor TCC: Rumores correm que por conta deste Autor o Nyah estabelecerá um limite máximo (rumores são frequentemente falsos). Não importa quanta vagueza, quanta falta de enredo, se a personagem é só uma ou mesmo nenhuma. Cada capítulo é uma tese e o autor olha o mundo como olha um NaNoWriMo eterno.

6) Autor Kinder Ovo: No ovo que é a sua história, cada final é uma surpresa. Pode ser algo bom e extraordinário que nos faz ainda querer estes ovos vinte anos depois de termos deixado a infância.
Ou pode ser um puzzle.

7) Autor Nora Roberts: A história é Policial eeee… Olha, Romance. A história é Mistério eeee… Olha, Romance. A história é Fantasia eeee… Olha, Romance. Não importa a categoria da história. Não importa que a sinopse diga ser sobre as atribulações da primeira colónia da Terra em Marte. Não importa que o Prólogo apresente o relato pormenorizado de um assassinato com requintes de crueldade. Não-im-por-ta. O Romance vai dominar e prontamente colocará quaisquer outros elementos do enredo em segundo plano.

8) Autor Barroco: Se as suas histórias se materializassem, seriam um altar em talha dourada com tanto anjo, tanta parra, tanta uva e tanto detalhe que uma pessoa nem se sente tentada a rapinar aquilo só por conta do trabalho que seria desmontar tudo para venda no mercado negro. Este Autor quer tanto, mas tanto escrever de forma bonita e poética que se esquece de dar sentido ao conteúdo. Embelezar a escrita, ok. Arrancar-lhe o sentido, menos ok.

9) Autor Déjà-vu: Também conhecido por Autor Dan Brown. Lemos uma história, está fixe. Lemos outra história, sentimos uma ligeira comichão, algo como um eco… Lemos outra história “Espera aí… Eu já li isto!” Pois é, pois é. Este Autor é aquele que, descobrindo uma fórmula, não consegue usar outra coisa, acabando por dar a sensação ao leitor de estar a mascar uma chiclete que há muito já perdeu o sabor.

10) Autor Kamasutra: É Orange, é Lemon, é Hentai. A salada pode ser de uma só fruta ou de várias, a certeza é esta: cada história, cada capítulo, terá sexo. Bem ou mal descrito, bem ou mal inserido, com ou sem enredo, o sexo está lá. E se reclamar tem especial de suruba.

11) Autor Eu Devia Estar a Pagar Para Ler Isto: Ah. Este Autor. Este Autor é aquele autor perfeição que uma pessoa se questiona se não será também missionário para colocar assim aquela maravilha de história na net, de graça, para toda a gente ler. Este, meus queridos, é o Autor que deveria ter publicado a sua história em livro, livro esse que iria direitinho para a nossa biblioteca privada, e irá mesmo caso o Autor se decida ainda em publicar.

Há mais? Pois claro que há mais, mas o artigo prolonga-se e ainda temos uma outra categoria a listar. Levantados assim os principais Tipos de Autores Atendendo às Histórias, fiquemos então com o mais comuns Tipos de Autores Atendendo ao Seu Comportamento:
1) Autor Nova Temporada de Sherlock, Moffat: Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém ouviu. Este Autor escreve divinamente, eleva os nossos parâmetros de leitura de fics, deixa-nos a salivar pelo capítulo seguinte… E desaparece. Para voltar com novo capítulo, de umas dez mil palavras, um ano depois. Por vezes traz também umas desculpas consigo, a promessa de não voltar a desvanecer-se por tanto tempo. Outras nem se dá ao trabalho. Já sabe que voltará a fazer o mesmo – e nós também.

2) Autor Atlântida: Dizem que a sua história existiu. Por vezes aparece alguém a contar sobre um amigo de um amigo que ainda leu uns capítulos. Ou com vestígios que dizem ser tudo o que resta dessa história. Não sabemos. Dizem que existiu, mas que o autor, do nada, lançou o apocalipse sobre a história e apagou-a da eternidade. Pior ainda é quando isto parece acontecer com várias das suas histórias ou *arquejo de horror* com o próprio perfil do Autor.

3) Autor Pontualidade Britânica: Àquele dia, àquela hora, àquele minuto, o capítulo está postado para leitura. Não há preguiça, não há bloqueio, não há compromisso social que impeça este Autor de cumprir escrupulosamente a meta que ele próprio determinou. A pontualidade britânica pode já ser mais fama que realidade, mas a deste Autor never!

4) Autor Olha a Chantagem: Não tem 7578392276 comentários na fic? Não tem 752816562 recomendações? Pois que se lixe quem está a acompanhar a história com reviews no momento em que o novo capítulo sai, ou que opta por usar o pouco tempo livre que lhe aparece para se dedicar àquela fic. Isto a partir de agora é uma vending machine: sem enfiar a moedinha e chegar ao numerário X, não há actualização.

5) Autor Alagoinha: Este Autor nunca sabe muito bem onde está. Acordou despassarado ao pé de uma mini-lagoa e não sabe ainda o que fazer. Também anda meio atarantado. “Epah, esta minha história de Naruto não é Original? Mas se a história é minha…” “Como assim, sexo tem de ser +18? Mas se eu é que escrevi e tenho treze…” “Quer ler minha história? Como assim, vai denunciar por enviar propaganda por MP?”
Usualmente este Autor é o casulo da maioria dos Autores, deixando a Alagoinha enquanto borboleta quando decide ler as regras de uma vez por todas, ou ganha idade e experiência, ou ganha Noção.

6) Autor Saco de Doçura: Ele faz notas iniciais. Ele deixa notas finais. Ele responde às reviews. Ele responde às MPs. Ele envia MPs a agradecer favoritos e recomendações. Ele é hoje e sempre um amor de pessoa em tudo o que escreve (excepto em relação às próprias histórias, que são descrições detalhadas de desmembramentos humanos, numa narração em primeira pessoa do sádico psicopata). A impressão que temos deste Autor é que um dia que nos encontremos, surgirá a voar numa nuvem de algodão-doce com um saco de guloseimas para nos entregar.

7) Autor Monólogo de Camões: Se tivessem prestado atenção aos Lusíadas, saberiam dizer de imediato qual a principal característica deste Autor. Mas não prestaram, pois não, seus malandrecos? Então cá vai: também Camões acusou os seus contemporâneos de não saberem valorizar a Literatura-da-Boa (vulgo, ele próprio). Mais do que isso, conseguiu tornar esse “mimimimi” em versos que fazem agora parte do “grande livro da Língua Portuguesa”. Este Autor pode ou não ter as capacidades de Camões, pode ou não vir a ter a sua fama (pista: a maioria não terá nem uma coisa nem outra) e pode ou não ter a mesma capacidade de vir a ser odiado em massa por estudantes que desejavam muito, mas mesmo muito, que o predicado estive seguidinho ao sujeito. Mas só uma coisa é certa: também este Autor sabe reclamar quão subvalorizado é. E fá-lo. Longa e repetidamente. Para nosso bem, não em verso.


Mais uma vez: há mais? Claro que há mais. Mas é tarde e tenho de me fazer à vida, pelo nos ficaremos por aqui. Lembraram-se de mais algum? Deixem nos comentários. Identificaram-se com um? Com vários? Com mais do que gostariam? É, pois, acontece. Haja alegria (e muita escrita).

REFERÊNCIAS
Experiência pessoal.
Experiência de outros betas e autores (especial agradecimento à Ana Luísa Coelho, à Last Rose of Summer, ao Jean Claude, à Lady Salieri e à Anne L).

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Pesquisar para escrever ou imaginar?

segunda-feira, 23 de março de 2015

Por: Arabella
Perfil: http://fanfiction.com.br/u/210814/

Olá, pessoas. Este é o meu primeiro post no blog, então eu estou bastante nervosa. De qualquer modo, espero que lhes seja útil.

Vamos à questão principal do post: pesquisar para escrever ou imaginar? Meu caro ninja, a resposta é: os dois.

“Mas como assim, tia?”

Meu caro, dependendo do tema você pode criar mais coisas. Usemos como exemplo o gênero fantasia e ficção científica. Você pode pesquisar sobre determinado assunto e usá-lo como base para criar outra coisa. Vários autores pesquisam sobre um determinado vírus ou gene e acabam fazendo mutações nele para que ocorra algo como um apocalipse ou guerra. Ou, se você está criando um novo mundo, precisará pesquisar um tanto sobre geografia ou, dependendo do seu mundo, alguma outra coisa, não? Nesse caso, envolve um pouco mais de pesquisa.

Já outros pesquisam justamente para escrever sobre. Por exemplo, câncer – que estava bastante na moda devido A Culpa é das Estrelas. Se você quiser fazer uma fanfic sobre essa doença, basta fazer algumas pesquisas, não precisa dominar todos os termos médicos, mas saber a causa e os tratamentos ajuda bastante. Sem falar de mais inimagináveis temas, certo?

“Mas como eu pesquiso, tia?”

A Wikipedia, às vezes, pode não ser confiável, mas vamos dar alguns créditos para a coitada, certo? Há também, em inglês, o ERIC, Infotopia, JURN. E agora alguns em português: Bússula Escolar, Yahoo Search (lá tem várias formas de pesquisas, gente, é sério. Tem um bando de empresa dentro do Yahoo). Sem falar do nosso supremo: o Google. Usando as palavras certas, você encontra tudo que precisa por lá. Se você quiser pesquisar sobre câncer, por exemplo, usando palavras como “tipos de câncer”, “o que é câncer” e “sobre o câncer” você acha tudo que precisa. O Google é uma ferramenta maravilhosa, pessoal, podem usar e abusar dela.

“E como é que eu organizo tudo o que achei, tia?”

Eu recomendo fazer um documento – seja no google drive, word, office, não importa o local – com os links que você achou úteis ou interessantes, além de um resumo sobre a história ou o próprio plot. Se possível, também faça um resumo sobre os personagens e onde as pesquisas se encaixam.

No fim, o importante, além da pesquisa, é empenho. Tendo empenho, você achará lugares com boas respostas para suas perguntas e achará pessoas dispostas a te ajudar. Sem falar, é claro, dos betas. Sim, betas! Betas também podem te ajudar nas pesquisas ou dando impressões quanto ao que sabe. Também há algum post aqui na Liga falando que boas histórias não são feitas somente de boas ideias, porque, obviamente, precisamos também pesquisar.

No mais, é isso. Espero que seja útil para vocês.



Fontes:

http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2014/07/02/1100039/descubra-5-sites-fazer-boas-pesquisas-academicas.html


http://www.sobresites.com/pesquisa/pesquisa.htm
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Tipos de Leitor

terça-feira, 10 de março de 2015

Por: Elyon Somniare


Salvé, jovens pastéis de nata! Encontram-se bem e animadinhos? Esperemos que sim, mas se não, bom, que o post de hoje ajude a isso. Desta vez não falaremos de gramática, estrutura, personagens, géneros… Nada disso. Desta vez falaremos de umas jovens criaturas pestívoras (neologismo, vem de “pestes”) que todos adoramos, sobre as quais todos reclamamos e que, espera-se, todos nós somos: leitores. Será, naturalmente, um texto de cariz cómico, o que quer dizer que usaremos isso em tribunal no caso de qualquer processo nos ser colocado.
Dúvidas à parte, o Nyah!Fanfiction deveria ser é um site de leitura: fanfics ou originais, fica à escolha do freguês, e não há autor que vez ou outra não comente sobre os seus leitores com um prezado colega nyahístico. Ou porque deixam reviews lindas, ou porque não dão sinal de vida, ou porque são poucos, ou porque são tantos que dá preguiça de responder às reviews… A maior parte das vezes é porque são fantasmas. Mas existem muitos mais tipos de leitores além das conhecidas assombrações – e aqui nenhum deles nos escapou. Passemos então ao primeiro registo oficial (ui, que formalidades) dos tipos de leitores que poderemos encontrar no Nyah:
1. Leitor Fantasma: Teria de ser o primeiro a ser considerado, não é verdade? Tão conhecido que dispensa apresentações. Se tivesse uma personalização no mundo real, só não apareceria a título regular nas mais conhecidas revistas porque dá uma abada a qualquer criança no jogo das escondidas. Uma pessoa sabe que ele existe (já verificaram as “visualizações”?), mas contactar com ele é o mesmo que um alien a contactar-nos.
Este é um tipo de leitor, contudo, que pode apresentar duas subcategorias. Suponho que reconhecerão o Poltergeist? Não há um único capítulo em que tenha deixado review, mas no momento em que se dá uma pausazinha na fic brota do vácuo com MPs a cobrar a postagem. Tudo para retornar aos seus hábitos fantasmagóricos assim que as postagens recomecem, como é de bem. Já o Gasparzinho é mais agradável ao paladar dos autores: também ele não deixa review em um só capítulo, mas eis que num rasgo de luz surge um favorito ou, oremos, uma recomendação.
2. Leitor Cinco Temporadas e Um Filme: Pronto, admito, esta é uma piada entre determinados fandons de determinadas séries. Reconhecem aquela série mesmo, mesmo boa e que, num golpe sem misericórdia, foi cancelada quando o enredo ainda não tinha fim? Que fazem os fãs? Reclamam. E que fazem para aplacar os fãs? Um filme. Que obviamente se dedica a, em duas horas, atar apressadamente todas as pontas que ficaram por atar no tempo correspondente a cinco temporadas. E nunca saberemos por que caneco cancelaram uma série tão boa.
Já notaram a correspondência? Pois é. Este é aquele leitor que em todos os capítulos deixa reviews hercúleas e invejáveis, apontando o bom, o mau e o assim-assim, sem extrapolar os limites da educação, e que basicamente é o leitor que cada autor deseja para exibir aos outros autores… Até que desaparece. Em algo mais repentino do que o ataque da Nação do Fogo, as reviews param e o leitor desaparece por motivos que nunca saberemos.
3. Leitor Desonra Para Ti, Desonra Para a Tua Família, Desonra Para a Tua Vaca: Não há uma só review, umazinha, em que este leitor não mande com postas de pescada ao ar sobre como a história deve ser escrita. Os seus desejos são lei, e chega a tomar como ofensa pessoal quando o autor não desenvolve a história do modo que foi ordenado pedido.
4. Leitor Perdido e Leitor Casmurro: Estes dois têm modos de agir tão intrínsecos que quase é preciso óculos para os separar. O que os une: ambos abominam a fic que estão a ler, mas por motivos mais obscuros que a essência dos leitores fantasma, continuam a acompanhar. O que os separa: enquanto o Perdido se dedica a comentar nonsense acerca da sua opinião que nada tem a ver com a história comentada, o Casmurro empenha as suas forças reclamando, apontando erros e falhas, e ditando o que se deveria escrever.
5. Leitor Vamos Todos Dar as Mãos e Ser Migas 4Ever: Verdade verdadinha, há dúvidas sobre se este leitor efectivamente lê. Trata-se daquela amiga a quem o autor encheu tanto o saco para ela lhe ir comentar a história, que ao fim de um tempo lá surge a review. “Está linduh, miga! Continua, adooooooro-te XXX” Tudo em prol da amizade.
6. Leitor ESCANDALOSO: Não necessariamente ligado ao de cima, mas muitas vezes de mão dada, está o ESCANDALOSA!!! Tudo é animação, tudo é excitante, tudo é ponto de exclamação múltiplo e tudo é… capslock. CAPSLOCK É LEI. MINÚSCULA É BROXANTE!!! AAAAIIII MEEEEEU DEUUUUUUUS AMMMMEI A FICCCCCC CONTINUA AMIGA!!!!!!! ARRASOU SAMBOU LACROU.
7. Leitor Fotogénico: Mais uma vez, um tipo de leitor que não está necessariamente ligado aos dois de cima, mas com os quais anda de mãos dadas com relativa frequência: palavras para quê? Emoticons servem muito bem, e, neste reino, eles dominam a parada. :D
8. Leitor Telegrama (que a Vida Está Cara): Vocês sabem, não é? Usualmente estão um degrau acima do Fantasma, mas sempre é um degrau, e sempre demonstram que estão lá, lendo e acompanhado a fic. As reviews não contêm mais que uma palavra, variando entre os dois grandes favoritos “gostei” e “continua”.
9. Leitor Vidente: A review é enorme. A review é uma estrada em aberto. A review é uma bola de cristal, e nela se prevê o futuro. Ao contrário do Desonra, este leitor não faz exigências sobre como a história deve continuar, mas não resiste a expressar no máximo detalhe como ele julga que a história irá continuar. E se acerta, faz a festa por acertar; se não acerta, faz a festa por ter sido surpreendido. Trellawney teria inveja das capacidades deste leitor.
10. Leitor Seja Meu Psicólogo: Também este leitor envia reviews gigantescas. Mas o autor começa a ler, todo animado, um pouquinho assustado, e… Nada ou pouco é sobre a história. É. Seja Meu Psicólogo é tudo sobre falar da sua vida na review, e muito pouco sobre falar da história na review.
11. Leitor A Lebre e a Tartaruga: Na verdade, são dois leitores diferentes, mas quem não resistiria a usar o título de uma fábula? Ao contrário da historinha, no entanto, tanto o Lebre como o Tartaruga costumam chegar ao fim, sem competição e cada um a seu ritmo. O Lebre é aquela força da Natureza que num dia comenta os cinquenta capítulos da fic, e ainda arranja maneira de deixar recomendação (que só não chega no mesmo dia porque precisa de ser aprovada pelo staff). Não há autor que resiste a esta sedução.
Tartaruga, por sua vez, vai andando. Fica semanas nos acompanhamentos até realmente começar a ler e deixar a review no primeiro capítulo. Meses depois, quando o autor suspeita de, ou já se resignou a, um abandono, uma nova review surge no segundo capítulo, continuando como se nada tivesse acontecido. Apesar da lentidão, é um leitor que mostra tendência a ser fiel, lendo e comentando até ao fim. Seja o que for que o esteja a atrasar, com certeza não o impede de alcançar a meta.
12. Leitor Pedinte: Por vezes é uma criança que acabou de entrar no mundo das fics, por vezes é só mesmo alguém com muita cara-de-pau. Em qualquer dos casos, o procedimento é o mesmo: “vc poderia ler minha fic e comentar? Link aqui” costuma ser a despedida de marca deste leitor nas suas reviews. Quando não é toda a review.
13. Leitor Stalker: Lê todas as histórias do autor, confere todos os seus favoritos, todas as suas recomendações, fuça pelo perfil, descobre facebook, twitter, tumblr, blog, e qualquer outra rede social que esteja à mão. Manda MP a falar sobre tudo o que descobre da vida do autor, quer tenha resposta quer não, e ainda cobra actualização depois de ter visto perfeitamente pelos eventos do facebook que o autor esteve numa festa de aniversário na noite anterior. Pessoas já ficaram legalmente impedidas de se aproximarem de outras pessoas por menos.
14. Leitor Fujoshi: Na sinopse é nome de menino e nome de menina. Nos avisos indica que é hétero. Nas notas o autor deixa bem claro que o menino e a menina serão o casal destinado à copulação. Mas o Fujoshi vai ler e vai shippar o menino com o amigo (ou o antagonista, ou o primo, ou o irmão da menina), e vai deixar isso bem claro, que não queremos cá dúvidas. E se reclamar, ainda escreve oneshot com suruba entre todos os ships yaoi que tiver da fic.
15. Leitor Playboy: Não, não é um leitor que dá cantada pela review. Usualmente uma cantada tem mais linhas do que a review deste leitor, e por vezes também mais esforço na sua formulação. O Playboy é aquele leitor cujas reviews se centram única e exclusivamente numa questão: Para quando o sexo? Desde o primeiro capítulo, quando o casal nem se conheceu direito, até ao dia do bendito acto. “E o sesho? Não tem xxxx? Quando eles vão se comer? AI MEU DEUS PRECISO DE MAIS”.
16. Leitor Luz ao Fundo do Túnel: A fic jaz sem comentários, sem favoritos, as visualizações em queda… O autor, desanimado, pondera já em desistir e retirar a fic do site, mas eis que… Será? Sim! Uma review! Uma review comentando sobre o quanto adora a fic! Aleluia, irmãos! A fic vive, e o autor sente que também ele vive!
Talvez haja mais. Talvez eu me tenha precipitado com a afirmação de “todos” mais acima no texto e, ao lerem, vocês, jovens perspicazes, tenham pensando em mais uns quantos. (Momento publicidade: partilhem-nos nos comentários!) Mas por enquanto serão estes os que aqui ficarão. Reconheceram alguns nos vossos leitores? Reconheceram-se enquanto leitores? Eu quase estive para censurar o Tartaruga por excesso de identificação, mas aí também teria de censurar o Vidente e o Fujoshi, facetas que assumo em regime parcial.
O meu próximo post centrar-se-á no outro lado da moeda: tipos de autor. Até lá, boas leituras.


REFERÊNCIAS: Experiência pessoal e troca de experiências com outros betas e autores.
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Uma boa história não é feita somente de boas ideias

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Por: Renan Andrade (Autor do Nyah)
Meia-noite. Você está escutando música calmamente, mexendo no WhatsApp e vendo vídeos no Youtube quando, de repente, surge uma grande ideia para uma fanfic. Você abre rapidamente o seu editor de texto e começa a digitar seus milhares de ideias e rascunhos para fazer sua história, personagens, cenários e pensar como deixar tudo mais realista, futurista, sobrenatural, mágico, etc.
Você pensa em todos os detalhes de uma cena e faz questão de envolver o leitor em cada segundo de uma trama, se importando 100% com a sua concordância verbal, gramática e tentando limpar qualquer erro de português para fora de sua fanfic. Parabéns, você é um em um milhão.
Como escritores e autores, sempre pensamos antes de levar uma ideia ao papel. Afinal, sempre existe a dúvida natural de que ela não seja boa ou atraente o suficiente. Mas quando vem aquela ideia ideal, a pressa para escrever é tanta que nem mesmo pensamos se aquilo está ficando bom ou não. Isso é certo. Afinal, as maiores cenas um dia já foram rascunhos que o escritor leu e releu por dias ou semanas, e é exatamente aí que o escritor se sabota: na revisão.
Como uma boa história não é feita somente de boas ideias, as boas ideias em si não fazem a história toda. É preciso uma boa escrita, um aprofundamento das cenas de clímax (sim, toda história que se prese precisa de no mínimo uma cena de clímax, já que esse é o momento pelo qual o leitor se lembrará da sua história amando-a ou amando odiá-la), um bom desenvolvimento do enredo, uma boa passagem pela revisão duas ou três vezes, para assim poder amadurecer as ideias, retirando o que está ruim ou acrescentando o que lhe pareceu faltar enquanto você revisava toda a sua ideia.
No entanto, é raro. Histórias com ideias extraordinárias já foram estragadas pela falta de um(a) autor(a) que se presasse. A escrita foi ruim, a história não tinha clímax ou uma continuidade, isso sem falar naquela ideia tosca que apareceu naquele momento estranho, somente para preencher mais algumas linhas de texto. Por favor... Nem uma one-shot sem compromissos merece um quarto desse desprezo!
Autores no começo da carreira sempre têm ambições mais altas que resultam nas ideias mais extraordinárias que os escritores experientes. Porém, o peso de uma ideia extraordinária nunca será suportado por um escritor novato, público para o qual escrevo esse texto. Pessoal, é sempre normal olhar para trás e dizer que não gosta de suas fanfics antigas, afinal, você começou a escrever ali, e boas ideias foram mal trabalhadas ali também. Você não aguentava o drama do enredo, não tinha a melhor das gramáticas, e era um bebê aprendendo a dar seus primeiros passos. Sempre devemos perdoar. Mas, depois do primeiro ano escrevendo e percebendo que a sua escrita não era tão boa no passado, você não deveria tentar melhorar como autor?
Ledo engano...
Escritores de fanfics que escrevem há quase cinco anos pouco melhoraram desde seu primeiro ano. Eles seguram mais firmemente as ideias em suas mãos, mas ainda não conseguem compor uma história envolvente por causa da escrita, ou têm gramáticas lindas que são estragadas pelo peso nos ombros que uma boa história pode causar. Seja qual for o motivo, esse escritor já deveria ter parado de escrever em seu terceiro ano, pois não, para um escritor de fanfics, o terceiro ano é o máximo de tempo que você tem para amadurecer, depois dali, você já sabe que um escritor não vai mudar... Não sem MUITO esforço.
Eu posso lhes dizer isso pois mesmo sendo um escritor de fanfics no final de seu segundo ano, eu treino minha escrita ferozmente quando escrevo, sejam histórias, personagens ou canções, além de conhecer pessoas que nada amadurecem sua escrita. Isso me deixa triste. Ver pessoas publicando rascunhos na internet (sim, eu digo, pois é verdade: em cada dez fanfics, seis serão rascunhos), histórias que poderiam ser melhor empregadas, melhor tratadas, amadas, cuidadas. Que poderiam ter sido mais bem revisadas! Essas histórias poderiam ter me feito chorar de emoção, enquanto somente me fizeram chorar de arder os olhos por causa de uma escrita ruim, ou de ódio de quem escreveu por ter dado o diamante de sua mente à forma de pedra no papel.

A minha dica é: leiam. Antes de escrever, leiam. Muito. Não leiam fanfics com erros gramaticais terríveis, leiam fanfics com uma escrita revisada e bonita, leiam livros, qualquer coisa que consiga fazer você entender o poder de uma só frase, e, aí, você finalmente irá entender o poder que uma história tem quando bem feita. Não seja um escritor de ideias, seja um escritor de histórias.
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Como escrever uma fanfic interativa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Por: Jean Claude

As fanfics interativas estão ganhando um espaço incrível no mundo da escrita. Com a sua forma inovadora de criar personagens e uma interação bem mais direta entre autor e leitor, esse tipo de fanfic vem se tornado popular justamente por ser uma experiência diferente tanto para quem escreve quanto para quem lê.
No entanto, como organizar tudo isso? Como manter as características clássicas de uma história já que o autor não tem total controle das personagens? Este post do blog orientará como fazer uma fic interativa e como deixá-la nos padrões literários, afinal, a história tem que continuar sendo boa, não é mesmo?
Obs: O termo “fanfic interativa” utilizado nesse post se refere às conhecidas “fanfics de fichas” e não às fanfics que utilizam o sistema html para modificação dos textos.
Passo 1 – Montando o seu enredo
Como qualquer história comum, a primeira coisa que você precisa fazer é montar um enredo. Faça a si mesmo(a) as seguintes perguntas:
I - De quantas personagens eu precisarei?
Quando você está fazendo uma fic normal, você também pensa nas personagens principais, certo? E, geralmente, com o tempo, você vai criando os secundários, os figurantes, etc. No entanto, tratando-se de uma fic interativa, lembre-se de que todos os leitores (que tenham uma personagem participante) serão personagens principais. Nenhum leitor vai gostar de saber que a personagem do outro é mais importante que a dele, isso gerará desinteresse.
Precauções: Tenha cuidado com os extremos! Não vá fazer poucos personagens, senão você atrairá poucos leitores, as vagas terminarão rapidamente e a interação não será bem proveitosa. Entretanto, também não vá exagerar na quantidade de personagens, lembre-se de que todas precisarão da devida importância, portanto, não crie mais do que você consegue administrar. Crie o que o seu enredo precisa, sem forçar.
II – O que eu pretendo fazer com elas?
Será uma história com foco no romance e todos terminarão em pares? Será uma competição em que só um sairá vivo? Qual será o destino da vida das personagens? Independente do que você escolha, deixe isso claro desde o início para o seu leitor, afinal, ninguém gostaria de ver, por exemplo, a sua personagem morrer logo no segundo capítulo assim, de surpresa. Se a proposta for eliminar personagens, faça eliminações justas que despertem a interação.
Precauções: Não se prenda a gêneros. Se você decidiu que a fic terá 8 vagas, não as faça 4 masculinas e 4 femininas, mesmo que a sua intenção seja unir todos no final, até porque um desses 8 pode ter uma sexualidade diferente ou pode ser que ele simplesmente queira aparecer na história, mas não deseje ser fruto de um casal. Se você uniu os casais e tem gente que quer um casal, mas sobrou, crie novos personagens ou, melhor ainda, abra novas vagas! Se a proposta envolver eliminação das personagens (não digo só morte, afinal, sua fic pode ser um reality-show, por exemplo), não elimine a personagem de determinado leitor só porque, por exemplo, os reviews dele são curtos, faça uma proposta justa, também não vá dar preferência àquele leitor que recomendou a fic antes de todo mundo.
III – Elas poderão mudar, diretamente, o rumo da história?
Se tem uma coisa óbvia é que toda personagem tem a sua história. Todas terão um conflito, um problema, um objetivo e, claro, obstáculos. E, no meio disso, está a história principal, o seu enredo. Decida se as suas personagens podem, ou não, causar alguma mudança à história principal (devido às suas próprias histórias). Caso a resposta seja positiva, é um bom momento para interagir com o leitor e perguntá-lo o que ele gostaria que a personagem dele alterasse.
Precauções: Claro que você, como autor(a), não é obrigado(a) a concordar com todos os pedidos e sugestões, afinal, imagina se você dissesse “sim” para tudo? Ficaria um caos, não é mesmo? Então pondere tudo e, se necessário, passe as ideias dos leitores por uma “peneira” e as encaixe da maneira que achar melhor.
IV – Qual tipo de interação eu quero com o meu público?
É preciso definir se os leitores atuaram apenas como leitores (e confeccionadores da personagem) ou se eles poderão opinar nas mudanças da trama. É claro que, independente do que você escolher, sempre virá um leitor dar aquela sugestão básica. Contudo, quando eu digo “sugerir”, nesse caso, é se o leitor terá que tomar uma decisão – pela personagem dele – durante todos os capítulos ou não. Caso a resposta seja positiva, esteja preparado(a) para ter que sempre criar várias versões de um determinado acontecimento, pois nunca se sabe o que um leitor pode pedir.
Precauções: Lembre-se de que, caso você escolha que o leitor terá que decidir, será preciso muita paciência, afinal, cada leitor tem o seu tempo de leitura diferente, então uns darão sua opinião mais tarde que outros. Não desconte na personagem de um determinado leitor só porque ele demora a mandar a decisão dele. Se for o caso dele demorar muito, faça com que a personagem realize uma ação neutra.
Passo 2 – Criando uma ficha
Com um enredo pronto, aquele capítulo de introdução já feito, está na hora de pedir as fichas! Mas, caramba, o que eu peço na ficha, Roberto? Bom, as características mudam, afinal, as histórias são diversas, mas aqui vão algumas sugestões:
I – Nome – Talvez a citação mais óbvia do post. Não preciso explicar a importância desse quesito, né? Se preferir, pode pedir, também, um apelido.
II – Idade – É importante, independente do tipo de história, afinal, ajuda muito na hora de imaginar características, principalmente físicas.
III – Classe, Raça, Distrito, Ordem, Casa, etc – Se a sua fic exigir alguma dessas coisas, algo que o segregue em qualquer tipo de grupo, é obrigatório estar numa ficha.
IV – Gênero – Para fins de identificação. Masculino, Feminino, Bigênero, Agênero, etc, como a personagem gosta de ser tratada, chamada e afins.
V – Características Físicas – Também não é preciso explicar a importância. Minha sugestão é pedir características escritas mesmo, mas, se preferir, pode pedir fotos/imagens.
VI – Personalidade – É a chave da personagem, é o que vai diferenciá-la dos demais, portanto, seja bem exigente e peça bastantes detalhes. Cuidado para não cair num beco sem saída e ver que todos os personagens são muito iguais, como, por exemplo, todos serem frios, antissociais e sem comunicação, até porque a comunicação é outra chave da fic, certo?
VII – Habilidades, Armas, Elementos, Talentos, Vocações, etc – Se for necessário para o seu enredo, esse quesito é indispensável!
VIII – País, Localização, Origem, etc – É opcional, mais para fins culturais mesmo.
IX – História – Fundamentalíssimo! É aqui que você precisa pedir a maior quantidade de detalhes possíveis. Organize bem as ideias e molde-as conforme o seu enredo.
X – Gostos e não-gostos, medos, sonhos – Pode não parecer tão importante assim, mas uma informaçãozinha dessas pode fazer a diferença em determinados capítulos.
XI – Orientação Sexual – Se a sua intenção for jogar algum romance, pergunte a sexualidade da sua personagem, é claro. Também pergunte se o leitor quer que a sua personagem tenha um par.
XII – Observações – Campo que serve para colocar quaisquer informações não contidas nos demais campos. É muito útil quando não se sabe mais o que perguntar.
Passo 3 – Prosseguindo com a história
Não é muito bom todas as personagens já aparecerem de uma vez. Todavia, também não é bom isolar um capítulo para cada personagem (a não ser que sejam poucos). A sugestão que eu dou é tentar cruzar as informações das personagens disponíveis. Sempre tem uma coisinha que, mesmo que pequena, mesmo sendo apenas um detalhe, já é o suficiente para o cruzamento dos personagens e, se o seu objetivo for unir todos, junte aos poucos, uma hora você conseguirá.
Além disso, lembrando que as personagens não precisam – nem devem – ser todas amigas, aproveite a quantidade de possibilidades e crie rivalidades! Polêmicas, caos! E quem é que não gosta daquele momento novela em que descobrimos que uma amiga traiu a outra? A fic, independente do gênero, tem que ter esses pontos, afinal, estamos falando de comunicação entre pessoas, ninguém se dá só bem a vida toda, não é mesmo? Inove! Tente ousar com os personagens, os leitores adorarão e sentirão o gostinho da rivalidade fictícia.
E o mais importante: como finalizar uma fic assim? Nesse caso, não é diferente de uma história original, até porque os personagens já estarão bem desenvolvidos, conhecidos na trama, como se fossem personagens seus. Justamente termine da mesma forma que você fez com todos os capítulos anteriores. Chega uma hora que a história fica tão dinâmica que às vezes nem parece ser interativa, pois a familiaridade com as personagens dos outros passa a ser bastante notável.
Observações:
I – Quando for postar o seu capítulo introdutório, poste um capítulo mesmo! É contra as regras do Nyah postar capítulos de aviso ou capítulos somente com fichas, portanto, deixe a sua ficha nas notas finais.
II – Tome cuidado na hora de pedir fotos/imagens para descrição física, ainda mais se pretende postá-las como hyperlink. Abusar do recurso hyperlink também é contra as regras.
III – Lembre-se de classificar a sua história corretamente, com os devidos gêneros e avisos. Lembrando que as alterações podem ser feitas a qualquer momento, isto é, podem ser editadas conforme o andamento da história.
Conclusão:
Fanfics interativas precisam ser bem administradas. As personagens não são suas (totalmente), portanto, é preciso ter bastante cuidado na hora de representá-las. Não hesite em perguntar ao(à) criador(a) da ficha sobre como a personagem dela agiria em determinado momento, pergunte mesmo, afinal, isso também faz parte da interação desejada. Faça propostas justas com as personagens e mantenha seus leitores antenados do possível!
Bibliografia:
Não há material profundo relativo ao tema. Baseei-me nas experiências próprias com fanfics do gênero (seja como autor ou como leitor).
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Como escrever ones

segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Por: Senhorita Ellie

One-shot é o termo usado no mundo das fanfics para denominar histórias contadas em um único capítulo, geralmente, com contagem maior que 100 palavras. Por serem fanfics que apresentam uma história que é contada em um único capítulo, muitas pessoas têm dificuldades em trabalhar com as limitações que o tamanho mais restrito pode trazer. Esse post serve para dar alguma luz sobre como lidar com ele e desenvolver boas one-shots.
1 – Entenda que a sua one-shot não é uma long-fic: Isso pode parecer óbvio e meio bobo, mas há toda uma questão de adaptar seu planejamento para um modelo mais curto, que não te dá muitos capítulos de margem para trabalhar. A história deve ser iniciada, desenvolvida e terminada em um único capítulo, ou seja, ela deve ser mais concisa, objetiva, resumida.
2 – Tenha em mente o que você quer escrever, planeje: Você teve uma ideia para uma oneshot e está louco para começar a escrever, mas antes de fazê-lo, pense sobre o que você quer escrever. Longfics te dão a liberdade de se deixar levar, mas com one-shots, um bom planejamento pode ser a chave de seu sucesso. Qual é a sua ideia? Qual é começo, o meio e o fim? Qual será o seu clímax? Ter todas essas coisas em mente antes de começar sua one-shot pode ajudar você a não se empolgar muito e a não render a história para além de onde ela pode ir.
3 – Pense antes de sair da sua zona de conforto: Você se sente confortável escrevendo em primeira pessoa? Escreva sua one-shot em primeira pessoa. Você gosta de romance? Escreva uma one-shot de romance. Por ser um gênero limitado, a one-shot pode ser ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição quando se trata de inovações a respeito de seu próprio estilo. Se você vai fazer uma coisa diferente, pense bastante sobre isso antes de começar, porque, por estar experimentando, sempre há a chance de você render demais e sua história se tornar uma long-fic... Ou de render de menos e a sua história nunca ver a luz do sol.
4 – Desenvolva seu enredo: É importante que a história tenha um enredo que conquiste o leitor, que o intrigue, e isso não se aplica apenas à long-fics. O enredo de uma história longa é mais lento, dá a possibilidade de um desenvolvimento extenso, de dar foco a várias narrativas e personagens. Uma one-shot pede maior objetividade. Enquanto uma história longa explica toda a história dos personagens e o porquê de eles estarem ali, a one-shot não pede isso. Você pode apresentar seus personagens e contar apenas os fatos que acontecem no tempo da história, sem se preocupar com o passado deles ou com qualquer outra coisa. O que importa são os fatos, porque numa história curta, são eles que vão fazer o seu leitor ir até o final. A história dos personagens ou os pormenores dela não são tão importantes. Também pode ser interessante usar um estilo de narrativa mais enxuto, com poucas descrições, focado mais nos acontecimentos.
5 – Pense na possibilidade de não desenvolver seu enredo: É comum, no universo das fanfics, as histórias centradas em um único personagem, onde, em poucas palavras, o autor descreve uma situação relacionada ao protagonista de maneira intimista e assim a história termina. Isso também é uma one-shot e também é uma possibilidade! One-shots intimistas, que se focam em apenas uma situação de maneira bastante emocional, funcionam tão bem quanto histórias curtas que apresentam começo, meio e fim. Tudo depende do tipo de abordagem que você quer mostrar, afinal.
6 – Escolha seu protagonista: Se você tem facilidade para trabalhar com vários personagens ao mesmo tempo, isso talvez não seja um problema, mas se a ideia te deixa inseguro, é interessante escolher apenas um personagem no qual se focar e limitar o número deles na sua one. Quanto mais personagens você colocar, mais palavras você terá que gastar para desenvolvê-los, ou eles servirão unicamente como “figurantes” no seu enredo. Assim, quando for começar a sua história, tente se focar e aprofundar em apenas um personagem. Está errado quem pensa que é necessário muitas palavras para isso.
As dicas principais para aprofundamento de personagens em uma história curta são:
  1. O desenvolvimento dos diálogos. Eles não precisam ser longos, mas dê atenção para eles, porque grande parte da essência do seu personagem vai ser mostrada ali.
  2. A descrição de tarefas simples do cotidiano do personagem que ajudem a construir um quadro geral sobre ele. Seu personagem é preguiçoso? Gaste algumas palavras descrevendo a luta dele para sair da cama de manhã. É muquirana? Descreva-o pechinchando na feira, recusando-se a comprar algo só porque não gosta de gastar, etc.
  3. Descreva-o, tanto em aparência quanto em personalidade. Não é necessária uma grande descrição, apenas o suficiente para o leitor ter o que imaginar e criar suas antipatias e simpatias. Seu personagem é tímido, é extrovertido, é maníaco? Faça-o mostrar isso.
7 – Não se preocupe muito se a coisa render: Se a história ficar muito grande, não se preocupe muito com isso. Pense na possibilidade de trabalhá-la como uma shortfic — histórias com no máximo cinco capítulos —, ou de desenvolver o enredo como uma long. É interessante notar que existem one-shots de 300 palavras coexistindo com one-shots de 32000, por exemplo, e isso não faz de uma mais one do que a outra. Por isso, quando for começar a escrever, não encare a limitação de um único capítulo como um problema ou como uma obrigação. As boas ideias trabalhadas em ones podem ser também trabalhadas em longs e vice-versa.
Por hoje é só isso. Espera-se que essas dicas ajudem, mas cada escritor desenvolve seu estilo único de escrever histórias curtas com o tempo — assim como ele desenvolve um estilo particular para as longas — e não tenha medo de desenvolver seu próprio método também. Arriscar é sempre interessante e, na maior parte das vezes, rende resultados admiráveis.


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Capas simples e cumpridoras

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Por: André Muniz

Como minha prima disse-me uma vez numa livraria, “Tem capas tão feias que me desestimulam sequer a ler a sinopse”. É quase que impossível não julgar pela capa logo de cara e, mesmo eu, que já aprendi diversas vezes que capa boa não é sinônimo de história boa, vez por outra julgo uma história desse modo. É até engraçado, porque a capa é o que menos diz sobre a habilidade do autor ou sobre a história e, nos livros, quase nunca é o autor que faz a capa, e sim alguma gráfica contratada pela editora (se liguem no “quase sempre”, a capa de Coração de Tinta foi criada pura e unicamente pela autora do livro, Cornelia Funke). Porém, é claro que ninguém vai criar uma capa de livro, enorme e bem trabalhada para uma fanfic. Para esta, basta uma capa simples e cumpridora. Sem mais delongas, espero ensinar aqui como escolher uma boa imagem e o básico dos básicos da edição destas.
Escolhendo uma imagem
Escolha uma imagem simples, porém cumpridora. Uma das minhas capas favoritas é a capa de A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. Tudo que ela mostra é uma figura de preto, na neve, segurando um guarda chuva. A imagem é simples, mas cumpre o seu papel: instigar a imaginação do leitor. Quando eu vi a capa fiquei pensando em quem seria aquela figura. Seria ela a ladra de livros? Seriam os livros nas mãos dela aqueles que foram roubados? Afinal, porque ela estaria sozinha na neve? E o que isso tem a ver com a história de uma menina que roubava livros e vivia na Alemanha nazista? Repare como uma simples imagem pode trazer à tona toneladas de questionamentos.
Outra coisa interessante é prestar atenção aos detalhes. Toda história tem os seus detalhes, e é isso o que a torna memorável. Por exemplo: basta ouvir um “o.k.” e imediatamente eu penso em A Culpa É das Estrelas. Toda vez que eu vejo um guarda-roupa de madeira eu me imagino indo para Nárnia. É só ver uma rosa e todos se lembram de A Bela e a Fera. Mesmo que me esqueça do enredo central de qualquer um desses exemplos, eu ainda vou lembrar-me desses detalhes. E uma ideia boa é colocar isso na capa. Uma vez eu li um livro em que a capa continha uma rosa branca. Não entendi a capa até o final do livro, quando a personagem principal ganha uma rosa branca de seu par romântico. Imagine a minha reação quando eu finalmente entendi aquela rosa na capa! Colocar um detalhe na capa é melhor do que, por exemplo, um ator famoso que pareça com a descrição do seu personagem. Pra ser sincero, me desestimula totalmente o uso de atores na capa – já percebeu que na maior parte das vezes que aparece um personagem na capa (original) de um livro, raramente ele está de frente, geralmente está de costas ou com o cabelo no rosto? Então, isso tem um motivo. O leitor tem que ter a liberdade de imaginar os personagens, e, mesmo que o ator seja muito parecido com seu personagem, isso tira do leitor esse direito. É claro, isso vale muito mais pra histórias originais. Em fanfics propriamente ditas, é claro que o leitor vai imaginar o personagem do livro, então colocar um personagem na capa pode até funcionar (ou não).
Exemplo prático: Uma linda história sobre um garoto que ficou sem shampoo no vestiário e, mesmo tímido, foi pedir o shampoo do garoto ao lado emprestado (horrível, mas é só pra exemplificar mesmo). A capa poderia ser, por exemplo, uma embalagem de shampoo. O que faria muito mais sentido do que um monte de fotos de Andrew Garfield, Angelina Jolie, Leandro Hassum, Elba Ramalho...
Aliás, evite colocar coisas demais na capa. Fica visualmente muito mais bonito só o vidro de shampoo do que shampoo, condicionador, creme de barbear, loção pós-barba, desodorante, toalhas, cuecas...


Bem, está aí. Esse foi o primeiro artigo que eu escrevi para o blog, espero que tenham gostado. Quero agradecer às pessoas que me incentivaram e inspiraram. E lembrem-se de que tudo é relativo. Se a fanfic se passa na Itália, seria divertido um título em italiano. E nem sempre é ruim usar a imagem de um artista famoso, pode acabar funcionando. Enfim, na próxima vez que eu abrir o Nyah!, espero ver ótimas capas me convidando a ótimas histórias.


Editando a imagem
Eu gosto particularmente de dois programas de edição de imagens. O meu favorito é o photoshop; ele dá uma gama imensa de possibilidades e tem milhões de ferramentas e opções diferentes. O problema é que o photoshop é muito profissional e leva tempo para aprender a usar – principalmente se ele estiver em inglês. Para iniciantes, eu recomendo o paint.net, pois é um programa simples que trabalha com camadas (ainda melhor que o gimp, na minha opinião). Fica a dica: separe trinta minutos do seu dia, procure uma imagem qualquer no google ou no seu computador e fique brincando com ela no paint.net ou no photoshop (repetindo: o paint.net é muito mais simples). Clique em todas as ferramentas e abra cada mísera aba sem medo porque nada de ruim pode acontecer, e você vai acabar se acostumando com o programa. Aprendi a usar o photoshop assim, mexendo em cada ferramenta (é claro que isso levou um bom tempo). Não está encontrando o que procura? Vá para o google. Existem milhares de tutoriais na internet ensinando passo a passo como fazer praticamente tudo em diversos programas.
Mas, tio, como eu faço pra colocar o título da fic na minha capa?” Pra começar, eu nem acho muito legal isso de colocar título em capas. No nyah! o título fica tão perto da capa, que é impossível ver um e não ver o outro. Mesmo assim pode ser legal, dependendo da situação, mas evite títulos em outros idiomas, a não ser que tenha alguma coisa a ver com a história. Se a história inteira está em português, qual o propósito de um título em inglês? Eu não entendo inglês, por isso fico boiando em alguns títulos. Mas isso é outro assunto, vamos às capas. Tanto no paint.net como no photoshop a ferramenta de texto fica bem à mostra, no canto esquerdo da tela. Uma dica legal é que você pode baixar outras fontes na internet. Basta pesquisar um site de fontes no google (eu costumava usar o NetFontes, que é bem completo e fácil de usar), baixar a fonte desejada e, depois, procurar a pasta de fontes do seu computador (geralmente é só procurar no menu iniciar ou no painel de controle do computador) e passar a fonte baixada para lá. Tente baixar uma fonte legível, evite colocar cores muito fortes e que desviem a atenção da imagem. Não obstante, também não coloque uma cor muito opaca ou muito parecida com a imagem, o que acabaria impedindo o texto de ser lido. E, pra concluir, lembre-se de que muitas fontes baixadas pela internet não possuem acento gráfico, por isso, tome cuidado com o seu título.
Fontes bibliográficas:
Acesso em: 16/06/2014
Acesso em: 16/06/2014
Acesso em: 16/06/2014
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Os clichês e o mito da originalidade

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Por Senhorita Ellie

O ingresso no mundo da escrita, mais especificamente no mundo das fanfics, pode se mostrar como um momento de insegurança para o escritor. O autor está em frente ao seu primeiro projeto de história e pretende postá-la em um site de grande circulação, onde, obviamente, ele espera acessos e comentários.
Em muitos grupos de escrita, é comum encontrar tais escritores de primeira viagem. Eles pedem dicas para suas histórias e são bombardeados com conselhos sobre coisas para se fazer e não fazer, sobre caminhos que eles devem ou não tomar, sobre coisas que eles devem definitivamente evitar e sobre coisas que eles devem idealizar. É aí que entram os conceitos de originalidade e clichê.
Clichê, segundo o dicionário, é uma frase repetitiva e sem originalidade, ou expressão que peca pela repetição, ou banalidade repetida com frequência – é fácil encontrar listas dos clichês mais comuns, histórias rotuladas por esses tropos, pessoas que evitam ler histórias que tenham essa ou aquela situação repetitiva – enquanto originalidade é definida simplesmente como o caráter daquilo que é original. Mas tais definições frias como essas não exprimem bem a situação: em grande parte dos autores, clichês são vistos como coisas a serem combatidas e, a originalidade, como o objetivo do escritor ao começar uma história. Supõe-se que todo escritor quer que a sua história seja diferente das outras, que seja inovadora, que conte algo nunca contado antes...
É interessante notar que isso, de fato, não existe.
Todas as ideias que temos para escrever são baseadas em alguma coisa e, muito provavelmente, todas as histórias que vamos contar já foram contadas por alguma outra pessoa em algum lugar do mundo. Não com as mesmas palavras, não do mesmo jeito, não com a mesma abordagem. Isso não torna as nossas histórias piores, nem as das pessoas que tiveram a ideia primeiro “melhores”. É simplesmente o fato de que duas pessoas têm visões diferentes sobre uma mesma ideia e a partir dela, duas histórias diferentes podem surgir.
A originalidade está nos detalhes. Não está na história, mas na forma como é contada. Não está na situação, mas em como ela se desenvolve, em como os personagens reagem a ela, no cenário... Está nos personagens, nas figuras que criamos e em como elas agem, porque personalidades são recriação dos seres humanos e não há duas pessoas iguais. Muitos autores se assustam pelo fato de encontrar histórias com o mesmo tema que as suas, ou se esforçam demais para tentar encontrar um tema pouco desenvolvido, quando a chave não é essa; não é procurar uma ideia diferente, mas fazer da sua história algo diferente.
Por isso, é interessante não deixar que o medo do clichê nem a expectativa da originalidade sejam uma pressão para os escritores.
Uma história clichê não é necessariamente ruim, assim como uma história dita “original” não é necessariamente boa. Não é saudável ter medo de escrever uma passagem apenas porque, no fim, a ideia já está batida. Você sempre pode acrescentar uma nova perspectiva, um novo detalhe, ou encaixar a ideia de um jeito diferente... Ou simplesmente escreva a coisa como a vontade surgir, porque até mesmo as histórias mais clichês têm público. Muitas pessoas apenas querem uma história leve para passar o tempo, algo que lhes distraia a cabeça.
Só não é bom tornar a escrita um ato cheio de restrições. Acima de tudo, ela deve ser algo divertido, não uma coisa que faça você se preocupar o tempo inteiro se está ou não fazendo direito. Não tenha medo do clichê, não coloque a originalidade num pedestal. É bom ter em mente o objetivo de escrever a melhor história que podemos, mas que isso seja confortável para nós, e não uma fonte de sofrimento.



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[Desafio Songfics Nyah] Tracking semanal: 2a semana

sexta-feira, 12 de setembro de 2014


Por: Lady Salieri


Gente! Só eu achei que essa semana passou absurdamente rápido? Enfim, de todos os modos, só sei que foi uma semana conturbadíssima para nós, os participantes do desafio. Se a primeira semana foi de empolgação [quase] geral, essa segunda semana foi de atrasos, conflitos, indecisões, desânimos... Confiramos:


Lady Salieri (http://fanfiction.com.br/u/112117/)
Fanfic: Super Natural -- Série sobrenatural, romance (http://fanfiction.com.br/historia/541685/Super_natural/



Simplesmente, todo o ânimo da primeira semana caiu precipício abaixo. Como eu andei dizendo por aí (desculpem a esclerose), não sei se foi a falta de comentário, a falta de foco, a falta de um que dizer consistente, ou se foi o fato de que a história não tem mais NADA NADA NADA NADA a ver com aquilo que eu tinha na cabeça, mas: travei. Os dois últimos capítulos foram um suplício para escrever, e ainda terminei por enfiar um personagem a mais que está tomando conta da história e me atrapalhando a narrar aquilo que eu quero. Como eu disse antes, o enredo saiu do meu controle, total! 

Mas ainda sigo em dia e estamos aí. Acho que continuo no páreo mais pelo exercício que por qualquer outra coisa (ou preciso pensar nisso para não desistir de vez... porque se eu for avaliar pelo que eu tinha planejado...). E também porque só de pensar em abandonar o barco tão no começo me provoca uma sensação de fracasso que "não está escrita".

Vamos que vamos! (Eu gritando para mim).



Rainha Kori Hime (http://fanfiction.com.br/u/7256/)
Fanfic: Eu quero a sorte de um amor maluco - Livro Percy Jackson - Romance (yaoi) http://fanfiction.com.br/historia/541410/Eu_quero_a_sorte_de_um_amor_maluco/





Depoimento da Kori Hime, gravando! 

Esse desafio foi inspirado em outro que rola na internet, o 30 day OTP challenge. Mas no dia em que comecei a bolar o tema, me veio a ideia de usar música. Anne aprovou a ideia e daí chegou a parte difícil: a trilha sonora. 

Bolei uma maneira em que as músicas se chocassem e também combinassem, assim o autor poderia trabalhar de várias maneiras (explorando todos os gêneros possíveis). Só que nada são rosas. Quem acompanha os desafios, percebe que vamos adicionando elementos novos, é um exercício para que possamos criar os desafios de gente grande futuramente. 

Escrevi três capítulos um dia antes de publicar o desafio na página do Facebook, porque eu sabia que o pessoal precisaria de exemplos para criar suas histórias. Tanto é que um monte de gente falou que não sabia o que era uma songfic (além de outras dúvidas sofridas, mas isso não vem ao caso). 

Só que não publiquei os capítulos que eu escrevi antes. Escrevi depois certinho um por dia. Me bateu um peso na consciência. A mesma coisa aconteceu dias 5 e 6 de setembro, pois essa semana que passou foi casamento do meu cunhado e eu fui madrinha e ajudei a organizar tudo. 

Estava escrito e programado a postagem. Só que me bateu de novo aquele peso na consciência. A minha história está lá de exemplo para todo mundo ver como é o desafio, coisa feia trapacear. Dia 5 escrevi o capítulo no salão, enquanto fazia as unhas dos pés. Na hora das unhas das mãos fiquei lendo as histórias da galera, só não comentei na hora porque a manicure me olhou feio. 

Dia 6 escrevi o capítulo no salão enquanto fazia o cabelo. Mais tarde, eu levei meu Ipad para a casa da vizinha que fez minha maquiagem, ela tirou ele da minha mão e só devolveu quando terminou. Daí fui correndo para me vestir e ir pro casamento (que foi no jardim de casa).

Quando 'tava rolando a festa, eu já estava muito alegre de vinho e champanhe, corri para o quarto e publiquei o capítulo. Nem revisei. O mais interessante foi que a música do dia 6, Pra sonhar, foi a mesma música que a noiva entrou, eu nem sabia. Foi tão lindo!

Voltando ao desafio. Tive problemas em publicar também porque a internet aqui da casa onde estou tem birra comigo. Tentei publicar várias vezes até que consegui. 

Não estamos nem na metade do caminho. Vamos ver se até dia 30 eu consigo manter o ritmo. Mesmo que eu tenha escolhido a maioria das músicas e feito a sequência, não tá fácil para mim não. Tem músicas que eu não conheço e nem curto, mas aí que está, se fosse moleza, não se chamava desafio.


You are always here to me, série Doctor Who, romance (http://fanfiction.com.br/historia/544183/You_are_always_here_to_me/)



Essa semana está particularmente difícil. Não pelas músicas, mas pelo tempo. Eu estava fazendo uma fanfic de Harry Potter no desafio, mas o plot estava ficando muito confuso e estava começando a confundir até a solitária leitora que me deixou três comentários. Assim, decidi mudar de casal e deixar aquela ideia para uma long fic.

Meu segundo casal foi River/Eleven. Num impulso louco, decidi começar do começo, ao invés de na segunda semana. Fiz algum tipo de macumba ou dei uma de bruxa, não sei ao certo, mas consegui escrever 8 capítulos em um dia. Após isso, tudo devia ser fácil, certo? Não, não de verdade.

Estou escrevendo duas fanfics no desafio, a segunda junto com uma amiga, com personagens originais nossos. No dia em que fiz a nova, atrasei nela. Tentando recuperar o atraso na original, atrasei a outra... E o círculo continua. Meu maior problema, no final, está sendo o tempo. Não sei se vou continuar com a original, mas realmente espero poder recuperar esse atraso e começar a postar a tempo. E nunca desistir, claro!


SuperBat de A a Z, Liga da Justiça, Romance (http://fanfiction.com.br/historia/541879/Superbat_de_A_a_Z/)




Eu fiquei doente por volta do dia 5, aí estava um pouco difícil continuar a história com posts diários. Mas, sendo uma autora muito enrolada, meio que virou questão de honra deixar a fic certinha. Eu acabei indo parar no hospital e perdi um dia, mas, com um esforço extra depois e um bocado de paciência, consegui alcançar de volta. É divertidíssimo ir produzindo uma história nova todos os dias, em especial por não ter que ser conectada à anterior. Continuo tentando unir as one-shots a longo prazo, porém, se acabar deixando algumas de fora no final, acho que o que vai valer mais será a experiência (clichezão, sim, mas é verdade). Nunca escrevi tanto e tão rápido.






A minha semana se definiu em: "socorro!". Quem está no grupo do SBLAN deve ter percebido que volta e meia eu postava lá pedindo ajuda ou descontando minha frustração. Essa semana foi muito difícil: Yesterday, Fancy, Back to Black e Like a Virgin de uma vez só, que não combinam n-a-d-a com o casal que eu escolhi e a linha de história que eu venho levando.

O bom de tudo isso é não ser a única, rs.

Quase todo mundo lá está nas mesmas. Mesmo quem achou que Fancy ia ser fácil (ó as indiretas <3) acabou tendo dificuldade com a música. No final das contas, acabamos todos odiando Fancy, hahua.

Estou firme e forte no desafio e não perdi nenhum dia até agora (com a Violin, pelo menos). Se ainda não tá participando, vem participar também, ainda dá tempo! :3


The Escapist (http://fanfiction.com.br/u/44061/)
Infinito, originais, romance (http://fanfiction.com.br/historia/543267/Infinito/)




Esse desafio tem sido de sentimentos conflitantes para mim. Primeiro, já comecei com uma semana de atraso. Assim que vi a postagem, pensei que queria participar, mas estava um pouco ocupada e decidi deixar de lado a escrita apenas para acompanhar algumas fics. Só que eu fui impelida a participar, porque sim. Para dificultar um pouco as coisas, fui direto para um original com romance no centro da coisa toda e um lindíssimo clichê começou a se desenhar no horizonte. 

As músicas mais difíceis, naturalmente, são aquelas que não fazem parte do meu gosto pessoal. Fancy foi ridiculamente complicada, e quase me fez desistir do desafio, mas como a próxima seria True Love, consegui manter o foco.

O mais interessante do desafio até aqui é não saber o que vai acontecer. A história não tem planejamento, tudo depende da música do dia, e do momento também. Dependendo de como você está na hora que escuta uma certa música, vai interpretá-la de formas diferentes. 

O mais difícil pra mim é não ser literal na interpretação da música. Ai, estou aqui pensando em como vai ser Like a virgin.


Roberto Lasneau (http://fanfiction.com.br/u/205844/)
Profilaxia: original, Yaoi (http://fanfiction.com.br/historia/542348/Profilaxia/)




Assim como semana passada, continuo atrasado. No entanto, minha visão da história começou a mudar bastante. Criar um enredo às cegas não está mais sendo um problema, as ideias estão surgindo bem rápido, mas confesso que me encontro desanimado a começar a escrever (o que me deixa atrasado). Creio que o meu grande desafio agora está sendo criar ânimo e revisar os capítulos (porque estou postando de qualquer jeito). Tudo tem seu tempo e espero conseguir a tempo.


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Nos vemos na próxima semana, gente bonitaa!
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As imagens que servem de ilustração para o posts do blog foram encontradas mediante pesquisa no google.com e não visamos nenhum fim comercial com suas respectivas veiculações. Ainda assim, se estamos usando indevidamente uma imagem sua, envie-nos um e-mail que a retiraremos no mesmo instante. Feito com ♥ Lariz Santana