Resenha: A garota que eu quero

 Por: Takahiro Haruka Perfil: http://fanfiction.com.br/u/33636/ Olá, seus lindos! Hoje darei início, oficialmente, ao...


 Por: Takahiro Haruka



Olá, seus lindos!

Hoje darei início, oficialmente, ao projeto Resenhas de Livros. Foi-me dada a tarefa de fazer a primeira resenha, e cá estou eu. Vamos lá? O livro que escolhi foi A garota que eu quero, do Markus Zusak.



Título Original: Getting The Girl
Título Brasileiro: A garota que eu quero
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Tradução: Vera Ribeiro
Pontuação:


Sinopse: Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele?
Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.

Resenha: A garota que eu quero parece, em um primeiro momento — olhando para o título, a capa e a sinopse — uma história comum entre adolescentes, um tema muito tratado hoje em dia. Estamos tão acostumados aos temas clichês que os evitamos, mas há autores que conseguem transformá-los em algo fascinante. Um desses é Markus Zusak, mais conhecido por sua obra A menina que roubava livros.
Quando escolhi esse livro para ler e resenhar, confesso que estava um pouco insegura sobre a leitura. Mas agora vejo que eram preocupações tolas. A história tem, sim, um tema clichê. Porém, o autor o aborda de tal forma que é impossível não se encantar pela história. Para começar, o personagem principal não é o típico garoto bonito, popular, galante e cativante. Muito pelo contrário. Cameron é o caçula de três irmãos homens, sendo um deles famoso por seu talento com futebol e o outro de papo fácil, encantador e que consegue qualquer garota em quem puser os olhos.
Já Cameron nunca fez nada muito surpreendente, e é esse o foco da história. O autor narra em primeira pessoa, com Cam como foco principal. A partir do ponto de vista dele, conhecemos um garoto que pensa sempre o pior de si mesmo. Ele acha que todo mundo o vê como um perdedor — e, no final, alguns o veem. Sua autoestima é tão baixa que chega a ser irritante, e é aí que a história fica interessante.
O autor foca totalmente no desenvolvimento pessoal do personagem, desde os seus problemas familiares até seu problema com as garotas. A história se passa em um inverno — três meses? —, o que é irônico, porque a estação combina exatamente com ele: triste e solitária. Ao final, Cam prova para os outros e, principalmente, para si mesmo, que não é o perdedor que todos pensam ser.
Seria surpreendente se fosse apenas isso, mas há mais. Markus Zusak parece ter um tara por palavras, textos. Isso mesmo! Assim como em A menina que roubava livros, em A garota que eu quero as palavras possuem grande papel na história. A começar pelo fato de que, enquanto a história se passa com Cam e seus problemas pessoais, há o outro lado da moeda: sua mente perturbada por sentimentos ruins.
Cam, repentinamente, sente vontade de escrever, e as palavras o levam a seu subconsciente, onde vive uma realidade alternativa, enfrentando desafios e vivendo situações desesperadoras ao lado de um cão solitário, que o guia por aquele mundo desconhecido — ele mesmo. Conforme Cameron enfrenta a realidade e a fantasia, descobre a si mesmo. Descobre como superar seus problemas. E quando os dois universos se chocam, ele real e ele imaginário, Cam faz a melhor escolha de sua vida: ele escolhe superar-se.
A história de Cam nos ensina que precisamos, antes de tudo, entender a nós mesmos. Pararmos para avaliar-nos e descobrirmos onde estão nossas falhas. Precisamos aprender a superá-las, a confiar em nossas capacidades, a pensarmos que podemos, sim, ser mais do que as pessoas dizem ou pensam. Precisamos de pessoas ao nosso redor que nos apoiem, e não daquelas que nos derrubam ainda mais. A história é uma lição de sobrevivência, de como enfrentar seus medos, reconhecendo-os e superando-os.
Acredito ser um ótimo livro para pessoas que têm baixa autoestima, ou para aquelas que não conseguem superar seus problemas pessoais. Cam é um grande exemplo de que só encontramos as respostas dentro de nós mesmos, e que, mesmo que não pareça, em algum momento aparecerá alguém que irá ajudá-lo a superar. Sua Octavia aparecerá quando você menos esperar.
A garota que eu quero faz parte de uma trilogia, mas pode ser lido de modo independente. Os outros dois títulos são: O Azarão e Bom de briga.


Gostaram da resenha? Que tal ler o livro e deixar um comentário com a sua opinião sobre ele?

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