Os Elementos Essenciais de um Mundo Fantástico

Por Sentinela Perfil:  http://fanfiction.com.br/u/199933/ Estamos numa era de ouro da Fantasia. Qualquer um, hoje em dia, pode es...


Por Sentinela

Estamos numa era de ouro da Fantasia. Qualquer um, hoje em dia, pode escrever livros e livros sobre mundos inspirados na era medieval sem sofrer quaisquer preconceitos (a não ser que o livro seja ruim, porque aí ele merece), como, um dia, foi escrever em uma região do Universo que não fosse nossa Terra, retratando nossos problemas e todo o tipo de conceito filosófico humano.
Dessa forma, sabendo que MILHÕES de pessoas vão a MILHÕES de blogs por toda a Internet para descobrir como elaborar um mundo fantástico, me propus a seguir uma fórmula de um dos MILHÕES de portais. E, sinceramente, não poderia ter dado mais errado. Não porque eu não segui com esforço os ensinamentos (ok, tinha um ou outro que eu ignorava), mas sim porque o artigo se focava no complexo, criando as fórmulas de planejamento de história que podem ser resumidas em parágrafos, e que, no final das contas, acabam não sendo.
Pensando nisso, decidi rever tudo que já fiz na minha breve "carreira". Concluí, no final, que tudo que escrevi - e tudo que escrevi é Ficção Científica passada em mundos mais distantes e sem conexão com a Terra - não sofreu de fórmulas mais complexas do que Mitologia, Estrutura (e esse abriga Personagem, Cenário e Trama) e Filosofia, a mesma fórmula que será trabalhada neste artigo (vocês não vão escapar tão cedo).

Para a existência de Mitologia é necessário “Referência”. Tolkien, antes da Terra Média, se baseou em conceitos da mitologia nórdica e judaico-cristã para dar forma, aspecto e substância a seu mundo fantástico. Como quero algo simples, não me estenderei a mais do que proferir o conceito de Mitologia: ela é toda a complexidade surreal ou que vai além do comum, ela tira a realidade e entrega algo melhor: Fantasia.
Estrutura é o mais importante por agregar valor três coisas importantes: “Personagem”, elas são os sentidos emocionais e mentais do autor; “Cenário”, que é todo o espaço que o autor usa (lembrando que um mundo fantástico complexo é sempre mil vezes maior que o Cenário); e “Trama”, que é o fio narrativo na qual o autor se baseia. Para isso ele deve, porém, considerar também a mitologia de seu mundo.
Filosofia não é necessariamente reflexão, mas simplesmente “Pensamento”. Quando o personagem pensa, deve pensar de acordo com o ambiente proposto pela mitologia em volta dele. É impossível haver uma obra dignamente genial onde a necessidade de reflexão por parte do autor e do leitor estejam excluídas. Obras onde o pensar está em segundo plano não prosperam.
É isso (eu não estou brincando, é isso mesmo).

Conclusão & Resumo

Acho que consegui. Expliquei simplesmente o que acho necessário para uma história. Claro, você não pode achar que vai ser o escritor quando terminar isso. Precisará usar conselhos mais voltados para a escrita, embora eles não fujam (e ainda bem que não, porque ia ser um saco): leia, escreva, leia o que escreveu, apague o que está ruim, ad infinitum. Além disso, verificar, uma hora ou outra, artigos sobre criação de universos é melhor do que andar cego em meio a algo tão difícil como escrever, mas, claro, deixe de lado essa enrolação sobre fazer linhas do tempo gigantescas e escreva.
E outra coisa, só porque eu disse que esse é o essencial, não significa que isso serve para criar obras essenciais, afinal podemos ver em qualquer material fantástico essa fórmula, seja ele complexo ou não. Livros como Frankenstein e Drácula, filmes como a Star Wars e Homem de Aço e finalmente séries como Doctor Who e Once Upon a Time (foi a primeira que me veio a cabeça) possuem essa fórmula e vão muito além do simples. Assim, eu espero ter fixado na cabeça que a fórmula serve para qualquer coisa que fuja um pouco da realidade.


Para fixar, um resumo: "A Estrutura de um universo fantástico se forma na Filosofia proposta nos conceitos elaborados pela Mitologia do mesmo."

Todo o artigo se baseia nas "belas" palavras de Maurício de Souza na seguinte entrevista: http://www.vicentetavares.com.br/2011/09/quando-mestres-se-encontram.html?q=dinheiro

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