Como escrever um epílogo

terça-feira, 29 de julho de 2014
Por: Queen Bitch
Olá, queridos. Hoje vamos falar de epílogo.
A palavra “epílogo” vem do grego epílogos, que significa conclusão.
No teatro da antiguidade clássica e no seiscentista era uma última fala do ator, o último ato que dava por encerrada a ação ou uma despedida para com o público. No cinema e na televisão costuma ser uma seleção de imagens, textos ou até um vídeo relacionado ao destino dos personagens.
Pode ser usado também no sentido figurado como sinônimo de desfecho; fim.
Foi o epílogo de uma vida.
Um exemplo é: o seu livro é um romance e a trama se concentra nos problemas e dificuldades que o casal principal tem. No último capitulo, eles se casam e têm um filho. O epílogo pode contar, resumidamente, como eles levaram a vida, se tiveram mais filhos, se continuaram felizes. 

Um exemplo clássico é o epílogo do livro “Os Lusíadas”, de Luiz Vaz de Camões. É a conclusão do poema, ele lamenta o futuro na Nação Portuguesa, ele desabafa e tem um tom crítico.
Destemperada e a voz enrouquecida, 

E não do canto, mas de ver que venho 
Cantar a gente surda e endurecida. 
O favor com que mais se acende o engenho 
Não no dá a pátria, não, que está metida 
No gosto da cobiça e na rudeza 
Duma austera, apagada e vil tristeza.”
Um exemplo que eu, particularmente, gosto, é o epílogo do livro “A esperança”, da trilogia Jogos Vorazes. No último capítulo a personagem declara seus sentimentos, mas é no epílogo que temos a continuação daquilo. É no epílogo que sabemos como as coisas ficaram depois. É exatamente para isso que o epílogo serve.

Parece simples? É mesmo. Assim como o prólogo, que é o seu oposto, o epílogo não é obrigatório. Você faz se achar que é preciso.
Normalmente, no último capitulo da historia tudo se resolve. Como é o ultimo capitulo você dá um final para a trama, mas pode ser que, ainda assim, você sinta que tem algo faltando. E o epílogo é justamente para isso. Ele é uma adição ao final da história.
Agora que você já sabe o que é um epílogo, vou ensinar como escrevê-lo:
  • O seu epílogo pode ocorrer um dia ou mesmo um ano depois do “fim” da história. O importante é que ele seja coerente com o resto da historia.
  • É recomendável que seu epílogo mantenha a narrativa da história. Se você escreve em primeira pessoa, escreva-o em primeira. Se a história está em terceira pessoa, escreva o epílogo também na terceira. Isso vai ajudar seu epílogo a fluir com o restante do texto.
  • Se você planeja uma continuação, o epílogo pode servir como base. Ele pode apresentar uma reviravolta, um novo conflito que será abordado num próximo livro, etc.
  • Não existe um limite de páginas, mas é interessante não deixar que o epílogo torne-se a resolução da sua história. Como eu já disse, ele deve ser somente uma adição.
Não mais, Musa, não mais que a Lira tenho 

(Estrofe 145, canto 10)

Referências
[consultado em 08-07-2014]

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