Resenhas - Desafio de Férias do Nyah! (6/6)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Menção Honrosa - O Natal de Derek Snowden, por The Escapist

Resenha por Holly Robin

O Natal de Derek Snowden, escrita por The Escapist, foi uma das histórias natalinas mais fofas que já li. 

Nunca fui fã de contos natalinos, mas devo admitir que foi impossível não gostar desta história, pois ela é tão simples e com uma mensagem tão sutil que prende o leitor. Diferente de muitos outros autores, esta história não é fundada em poderes especiais, lutas e caçadas alucinantes pelo bom velhinho, mas na crença que as pessoas têm no Natal.

O personagem principal, Derek, é o típico adulto que não acredita no espírito natalino; é mais voltado para o trabalho e por isso não possui tempo para curtir sua família, pensando que somente o dinheiro bastava para a alegria de todos. Mas tudo muda, quando o bom velhinho some na véspera de Natal. 

Ver que o Papai Noel realmente havia tirado férias na véspera de Natal foi algo que, de certa forma, gerou um clima cômico no meio da leitura. É um pouco difícil não rir ao imaginar um Noel bronzeado e com roupa de quem estava no Hawaii, mas, ao mesmo tempo, gera certa revolta em quem lê, afinal, por que ele saiu de férias? Já fica à toa o ano inteiro! E é aí que entra a parte dramática da história: o bom velhinho acreditava que ninguém mais se importava com o Natal, agora tudo não passava de algo comercial, o sentido das comemorações havia se perdido. Ele não estava errado, no fim das contas, era isso mesmo o que estava acontecendo. Exemplo disso era o personagem principal.

E foi interessante ver a mudança no pensamento de Derek ao escutar tal depoimento, não foi algo repentino, foi como se depois de processada a informação, algumas horas depois ele acordasse para a realidade e percebesse o verdadeiro valor de sua família. Algo simples, mas bem pensado. 

O final é a melhor parte, mas não vale ser citado aqui, porque assim o leitor perderia o elemento surpresa e não é essa a intenção. A forma como a história foi escrita é simples, e os detalhes são colocados na medida certa. Os personagens se empenham de forma correta em sua função, mesmo que às vezes você sinta falta de um ou outro membro da família de Derek nas cenas. 

Resumindo, é uma leitura altamente recomendada.


Menção Honrosa - Christmas Night, por Sakuranee

Resenha por Elyon Somniare

Romance, amizade e uma pitada de acção são os elementos principais deste conto, unidos tanto por um ambiente natalício, quanto por uma contextualização brasileira. Estranho? Talvez, mas não quando se lê e acompanha o evoluir da história.

Narrado na primeira pessoa pela personagem George Knight, o conto começa por apresentar a personagem em questão, dando a conhecer a sua situação de “protegido” do Pai Natal e respectiva família, e as circunstâncias que o levaram a ela. Trata-se da exposição do enredo, em que as peças são apresentadas ao leitor para que este se familiarize e tenha os conhecimentos necessários quanto ao surgimento do conflito: no caso, o desaparecimento do velho de barbas brancas. A partir daqui começa a saga de George e Miranda, neta do Pai Natal e amor ainda não confessado de George, para encontrar o senhor. Desde o início é dado a saber quem é o responsável pelo rapto, pelo que o enredo se centra mais no romance entre as personagens e nas buscas amadoras do que no mistério em si. Infelizmente, o limite de palavras e a restrição da classificação levaram a que alguns trechos fossem mais apressados, e outros mais narrados que demonstrados (show versus tell). Todavia, tratam-se de casos pontuais, e no geral o enredo encontra-se bastante bem desenvolvido, adequando-se às personagens que o protagonizam.

Apesar de George ser o narrador e de ser ele quem, aparentemente, dá título à história, a personagem que mais se destacou foi Miranda. Não é alguém que chega a arrombar portas com uma metralhadora na mão, mas tem uma força de presença muito própria e subtil. Fugindo para um momento mais parcial, dá vontade de pegá-la e levar para casa. Suponho que se o Pai Natal fosse ter família, ela com certeza estaria na genealogia.

Isto não quer dizer que as demais personagens não sejam dignas de nota. Desde o duende Albert ao tio Juca da favela, todas as personagens têm uma função a cumprir, sendo capazes de se materializar ao leitor, ainda que não sejam desenvolvidas com profundidade. O mais apagado ainda é o próprio George, visto que se concentra mais na sua “tarefa” de narrador e no seu amor por Miranda do que nele mesmo.

Um outro elemento que se destaca é a escrita. Acessível, permite uma leitura agradável sem cair no básico, com diálogos, na sua maioria, naturais.

Em suma, um justo merecedor de menção honrosa no Desafio de Férias do Nyah.


2 comentários:

  1. Oi gente, como sempre vocês fizeram um ótimo trabalho, fico contente pela parceria, espero que futuramente tenhamos novos desafios.
    Beijocas <3

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    Respostas
    1. Estamos a tratar disso e (talvez) tenhamos outro daqui a algum tempo :D

      Beijos

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