Divulgação: Sempre e Nunca (Lawlieth)

Por: Lady Salieri         Hoje estou aqui para recomendar uma (boa) leitura. Trata-se de Sempre E Nunca, escrita pela Lawliet...


Por: Lady Salieri


       Hoje estou aqui para recomendar uma (boa) leitura. Trata-se de Sempre E Nunca, escrita pela Lawlieth (perfil: http://fanfiction.com.br/u/12071/), história que pode ser lida por meio do seguinte link:




O texto, de temática erótica (e por isso mesmo possui a classificação indicativa +18, estejam cientes disso antes de qualquer coisa), relata a história de um casal que se reencontra por acaso em uma danceteria. O reencontro é capaz de reacender os sentimentos do passado, que no momento da narrativa são vistos sob uma perspectiva totalmente nova. Eles têm seu instante “para sempre”, o que os faz perceber que o “nunca” é mais real do que pensavam.

A trama, como podemos notar, é bastante simples e isso é um denominador comum nos contos dela, ou seja, a Lawlieth pega uma história cotidiana, daquelas que acontece na esquina da nossa casa e a polvilha de magia, de lirismo, de beleza, transformando um momento em um momento inesquecível. É aquele tipo de história que nos tira de nós mesmos e ela o faz com as palavras certas, aprendidas talvez em algum curso ancestral de invocação mágica... Acredito que seja isto: a Lawlieth não escreve, ela costura encantamentos. A mesma pessoa que inicia a viagem não é de maneira nenhuma a mesma pessoa que volta da viagem. Isso me leva, obviamente, a reiterar o que sempre digo sobre contar histórias: em muito pouco importa para a literatura aquilo que é dito, importa o “como”, a maneira como talhamos um acontecimento e fazemos com que ele seja visto sob uma ótica completamente nova.

O ato sexual é trabalhado como uma metáfora da perpetuação do instante e do amor que permanece ali, para sempre, mais além da racionalidade. A Lawlieth não descreve o ato, ela descreve a aura, o clima, ela mostra o indizível. Nós, enquanto leitores, não “vemos” nada, nós percebemos, sentimos... E o sentimento chega ao ápice e morre em supernova, pois, assim como o clímax do sexo, o próprio instante é efêmero e não dura muito mais. O “sempre” se torna “nunca”, e a maneira de resguardar aquele amor intacto é cultuando-o na memória e não o prolongando ao longo da vida que trata, de alguma maneira, de sujá-lo e desbotá-lo, aos poucos, desvanecendo-o nas atitudes que magoam. Esse amor nunca mais será aquele que viveu pleno naquele instante e que morreu com ele.

A autora joga com essa tensão o tempo todo, permeando toda a estrutura do conto com palavras que remetem ao presente e frases que remetem ao passado, enriquecendo seu texto e dando à sua forma uma razão de existir.


Portanto, Sempre E Nunca está recomendadíssima àqueles leitores que buscam algo a mais em histórias românticas/eróticas; que gostam de ler boas composições, mais além de ler bons enredos. Está recomendada àqueles leitores que gostam de histórias verossímeis que nos permitem aprender um pouco sobre essa nossa realidade e também sobre a interioridade humana.

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